Estudo com medicamento da Janssen mostra que é possível interceptar tipo de câncer de sangue antes do seu aparecimento

Estudo com medicamento da Janssen mostra que é possível interceptar tipo de câncer de sangue antes do seu aparecimento

PR Newswire

SÃO PAULO, 12 de dezembro de 2017 /PRNewswire/ -- Interceptar o câncer antes do seu aparecimento, aumentar o tempo livre de progressão da doença e proporcionar tratamentos mais cômodos aos pacientes. Estes foram alguns benefícios demonstrados pelas novas terapias contra o câncer de sangue, apresentadas nesta semana durante a 59ª edição do encontro científico da Sociedade Americana de Hematologia, em Atlanta.

"O tratamento do paciente com câncer hematológico é extremamente desafiador, mas novos avanços na medicina têm transformado o modo como essas doenças, que ainda não têm cura, são abordadas. Recentes inovações têm estabelecido um novo paradigma no tratamento de doenças como mieloma múltiplo, leucemia linfocítica crônica e linfomas, como o de células do manto", afirma Telma Santos, Diretora Médica da Janssen Brasil.

Cinco apresentações orais realizadas no encontro trouxeram novos dados para dois medicamentos: daratumumabe, primeiro imuno-oncológico aprovado para mieloma múltiplo, e ibrutinibe, terapia-alvo que ataca apenas as células doentes de alguns cânceres hematológicos.

Dados do estudo CENTAURUS mostraram potencial uso de daratumumabe em um estágio inicial e assintomático do mieloma múltiplo1 - atualmente, o medicamento é indicado para pacientes que não responderam a uma ou mais terapias anteriores2. "Tratar pacientes em um estágio anterior ao aparecimento do câncer indica que há caminhos para interceptar a doença antes de sua progressão e do aparecimento de sintomas, como fraturas ósseas, anemia ou insuficiência renal", afirma Craig C. Hofmeister, MD, professor em Hematologia na Ohio State University, nos Estados Unidos.

Outros ensaios clínicos com daratumumabe (PAVO) comprovaram segurança e menor risco de reações na apresentação subcutânea3 (injeção) do medicamento na comparação com a infusão pela veia (administração atualmente aprovada2), o que pode beneficiar pacientes, médicos e sistemas de saúde.

Um terceiro trabalho apresentado (AlCYONE) concluiu que, em um esquema de combinação com outros três medicamentos (bortezomibe, melphalan e prednisona), daratumumabe reduz em 50% o risco de progressão da doença ou de morte de pacientes recém-diagnosticados com mieloma múltiplo que não podem realizar o transplante de células-tronco autólogas (quando o doador é o próprio paciente)4.

Já o tratamento contra outro câncer de sangue – o linfoma de células do manto – obteve resultados positivos com ibrutinibe a partir de uma análise de três estudos clínicos. "Os achados deste grande conjunto de dados embasam o uso precoce de ibrutinibe para a doença recidivante ou refratária, com base na durabilidade das respostas observadas nesses pacientes", diz Simon Rule, MD, Professor em Hematologia na Plymouth University Medical School, Reino Unido. O estudo mostrou que a mediana de tempo de sobrevida livre de progressão de doença foi de 33 meses. O acompanhamento de três anos e meio constatou ainda que eventos adversos ocorridos no início do tratamento tendem a diminuir com o tempo e, geralmente, são menos comuns quando os pacientes são tratados precocemente com a medicação5.

Um outro dado apresentado no congresso em formato de pôster foi o acompanhamento de três anos de pacientes do estudo RESONATE-2, que comparou o tratamento de pacientes de leucemia linfocítica crônica em primeira linha com ibrutinibe versus clorambucil. O trabalho mostrou uma taxa inédita de controle da doença nesse período, com uma sobrevida livre de doença de 85% com ibrutinibe (versus 28% com clorambucil)6.

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1 Hofmeister C et al. Daratumumab monotherapy for patients with intermediate or high-risk smoldering multiple myeloma (SMM): CENTAURUS, a randomized, open-label, multicenter phase 2 study. 2017 American Society of Hematology Annual Meeting. December 2017. 
2 Bula DALINVI, Novembro de 2017. 
3 Chari A et al. Subcutaneous Delivery of Daratumumab in Patients (pts) with Relapsed or Refractory Multiple Myeloma (RRMM): PAVO, an Open-label, Multicenter, Dose Escalation Phase 1b Study. 2017 American Society of Hematology Annual Meeting. December 2017.

4 Mateos M., et all. Phase 3 Randomized Study of Daratumumab Plus Bortezomib, Melphalan, and Prednisone (De-VMP) Versus Bortezomib, Melphalan, and Prednisone (VMP) in Newly Diagnosed Multiple Myeloma (NDMM) Patients Illegible for Transplant (ALCYONE). ASH 2017. Abstract #LBA-4.
5 Rule, S et al. Median 3.5-year Follow-Up of Ibrutinib Treatment in Patients with Relapsed/Refractory Mantle Cell Lymphoma: A Pooled Analysis. ASH 2017 Abstract #151
6 N Engl J Med. 2015 Dec 17;373(25):2425-37. doi: 10.1056/NEJMoa1509388. Epub 2015 Dec 6.

FONTE Janssen