101ª Reunião do G100 Brasil

Agenda econômica é bastante positiva, diz economista-chefe do Bradesco Para Fernando Honorato, protagonismo do setor privado é chave para o Brasil voltar a crescer

SÃO PAULO, 21 de março de 2019 /PRNewswire/ -- O governo de Jair Bolsonaro está a poucos dias de finalizar o primeiro trimestre e a política econômica começa a ser analisada de uma maneira mais aprofundada por especialistas. Para Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, a agenda liderada pelo ministro Paulo Guedes, a despeito de alguns desafios que virão, tem potencial transformador que não se viu nos últimos governos.

"Estamos diante de uma agenda econômica profundamente transformadora para o Brasil, nada comparável com o que se viu nos últimos 30 anos, com um modelo que traz o setor privado como protagonista. A economia está pronta para voltar a crescer, apesar da evolução fraca no primeiro trimestre", disse Honorato na 101ª Reunião do G100 Brasil, grupo no qual é membro do núcleo econômico, e que reúne alguns dos principais empresários, economistas, dentre outros especialistas do país, realizada nesta semana, em São Paulo.

Para Honorato, o novo plano tem três grandes pilares: o teto dos gastos, que passa pelas reformas, sobretudo a da previdência e significa menor peso do estado, maior protagonismo do setor privado e mais produtividade; a simplificação do ambiente de negócios e de redução de impostos corporativos; e a intenção de abertura comercial, tornando o Brasil mais próximos dos países desenvolvidos. "Isso tudo vai exigir uma maior capacidade de coalizão, assertividade na aprovação das reformas e celeridade. Mas a visão é que o governo acertou na largada", concluiu.

Agenda Macro e Microeconômica

Também presente nesta Reunião do G100 Brasil, Luiz Rabi, economista-chefe do Serasa Experian, também membro do grupo, afirmou que o governo tem acertado na condução tanto da política microeconômica quanto macroeconômica. "O Brasil está encaminhando duas agendas importantes para mudar o ambiente de negócios. A primeira é a microeconômica, com medidas que aumentam a eficiência. Tivemos avanços importantes, como a nova lei do cadastro positivo, a nova postura em relação a acordos comerciais, a aproximação com países desenvolvidos e a concessão alguns aeroportos, o que mostrou que há apetite dos investidores em aplicar recursos na infraestrutura. Essa agenda tem evoluído com boa velocidade", disse.

"A segunda é macroeconômica e tem a ver com o equilíbrio fiscal e que obviamente passa pela reforma da previdência. Essa é uma agenda mais demorada, porque envolve uma série de negociações. O governo está tentando montar uma base de apoio através de articulações políticas para aprovação das reformas. Mas todo cuidado é pouco na condução dessas articulações, porque um fracasso na aprovação da reforma da previdência coloca o país numa situação muito complicada", concluiu o economista.

Preocupação

Embora o discurso econômico do novo governo seja positivo, a execução gera algumas preocupações, sobretudo pela dificuldade de diálogo e divergências internas, o que pode ser um problema para a aprovação da reforma da previdência, pauta mais urgente do novo governo. "Essa falta de entrosamento entre ministérios, militares e o próprio presidente dificulta a aprovação de determinados projetos. Isso faz parte do início de governo, mas esperamos que seja superado. Já existe uma convergência de pensamento entre Paulo Guedes e Jair Bolsonaro, porém ainda precisa melhorar. É necessário um pensamento mais unificado dentro do governo", apontou Acácio Queiroz, economista, fundador da Virelid e membro do G100 Brasil.

Já o professor Roberto Troster, economista da Troster & Associados e também membro do núcleo econômico deste grupo, alerta para que o Brasil não siga os passos da Argentina, que mergulhou em uma grave crise econômica. "Jair Bolsonaro não pode cometer os erros que o presidente Maurício Macri cometeu na Argentina: gradualismo nas reformas, ausência de um plano econômico estruturado e falta de acerto no mercado financeiro", opinou.

Sobre o G100 Brasil - Composto de 100 Membros Titulares (exclusivamente Empresários, Presidentes e CEOs), divididos nos setores de Indústria, Varejo, Serviços e Agronegócios, somando-se a 20 Membros (Economistas-Chefes, Cientistas-Políticos, Acadêmicos e Especialistas), efetivos e nomeados, congregando assim o alto intelecto necessário para o desenvolvimento destes trabalhos. Tendo por objetivo, através de reuniões fechadas e restritas aos Membros, o debate e o aprofundamento de temas atuais e de alto impacto, auxiliando na assertividade das estratégias planejadas e nas decisões corporativas, considerando o benchmarking e cooperação entre seus integrantes.

Produção e informações para a imprensa

Cunha Vaz Brasil PR – Rodrigo Dias Gomes (11) 2776-1920 | rdg@cunhavaz.com

FONTE G100 Brasil

Agenda econômica é bastante positiva, diz economista-chefe do Bradesco Para Fernando Honorato, protagonismo do setor privado é chave para o Brasil voltar a crescer

SÃO PAULO, 21 de março de 2019 /PRNewswire/ -- O governo de Jair Bolsonaro está a poucos dias de finalizar o primeiro trimestre e a política econômica começa a ser analisada de uma maneira mais aprofundada por especialistas. Para Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, a agenda liderada pelo ministro Paulo Guedes, a despeito de alguns desafios que virão, tem potencial transformador que não se viu nos últimos governos.

"Estamos diante de uma agenda econômica profundamente transformadora para o Brasil, nada comparável com o que se viu nos últimos 30 anos, com um modelo que traz o setor privado como protagonista. A economia está pronta para voltar a crescer, apesar da evolução fraca no primeiro trimestre", disse Honorato na 101ª Reunião do G100 Brasil, grupo no qual é membro do núcleo econômico, e que reúne alguns dos principais empresários, economistas, dentre outros especialistas do país, realizada nesta semana, em São Paulo.

Para Honorato, o novo plano tem três grandes pilares: o teto dos gastos, que passa pelas reformas, sobretudo a da previdência e significa menor peso do estado, maior protagonismo do setor privado e mais produtividade; a simplificação do ambiente de negócios e de redução de impostos corporativos; e a intenção de abertura comercial, tornando o Brasil mais próximos dos países desenvolvidos. "Isso tudo vai exigir uma maior capacidade de coalizão, assertividade na aprovação das reformas e celeridade. Mas a visão é que o governo acertou na largada", concluiu.

Agenda Macro e Microeconômica

Também presente nesta Reunião do G100 Brasil, Luiz Rabi, economista-chefe do Serasa Experian, também membro do grupo, afirmou que o governo tem acertado na condução tanto da política microeconômica quanto macroeconômica. "O Brasil está encaminhando duas agendas importantes para mudar o ambiente de negócios. A primeira é a microeconômica, com medidas que aumentam a eficiência. Tivemos avanços importantes, como a nova lei do cadastro positivo, a nova postura em relação a acordos comerciais, a aproximação com países desenvolvidos e a concessão alguns aeroportos, o que mostrou que há apetite dos investidores em aplicar recursos na infraestrutura. Essa agenda tem evoluído com boa velocidade", disse.

"A segunda é macroeconômica e tem a ver com o equilíbrio fiscal e que obviamente passa pela reforma da previdência. Essa é uma agenda mais demorada, porque envolve uma série de negociações. O governo está tentando montar uma base de apoio através de articulações políticas para aprovação das reformas. Mas todo cuidado é pouco na condução dessas articulações, porque um fracasso na aprovação da reforma da previdência coloca o país numa situação muito complicada", concluiu o economista.

Preocupação

Embora o discurso econômico do novo governo seja positivo, a execução gera algumas preocupações, sobretudo pela dificuldade de diálogo e divergências internas, o que pode ser um problema para a aprovação da reforma da previdência, pauta mais urgente do novo governo. "Essa falta de entrosamento entre ministérios, militares e o próprio presidente dificulta a aprovação de determinados projetos. Isso faz parte do início de governo, mas esperamos que seja superado. Já existe uma convergência de pensamento entre Paulo Guedes e Jair Bolsonaro, porém ainda precisa melhorar. É necessário um pensamento mais unificado dentro do governo", apontou Acácio Queiroz, economista, fundador da Virelid e membro do G100 Brasil.

Já o professor Roberto Troster, economista da Troster & Associados e também membro do núcleo econômico deste grupo, alerta para que o Brasil não siga os passos da Argentina, que mergulhou em uma grave crise econômica. "Jair Bolsonaro não pode cometer os erros que o presidente Maurício Macri cometeu na Argentina: gradualismo nas reformas, ausência de um plano econômico estruturado e falta de acerto no mercado financeiro", opinou.

Sobre o G100 Brasil - Composto de 100 Membros Titulares (exclusivamente Empresários, Presidentes e CEOs), divididos nos setores de Indústria, Varejo, Serviços e Agronegócios, somando-se a 20 Membros (Economistas-Chefes, Cientistas-Políticos, Acadêmicos e Especialistas), efetivos e nomeados, congregando assim o alto intelecto necessário para o desenvolvimento destes trabalhos. Tendo por objetivo, através de reuniões fechadas e restritas aos Membros, o debate e o aprofundamento de temas atuais e de alto impacto, auxiliando na assertividade das estratégias planejadas e nas decisões corporativas, considerando o benchmarking e cooperação entre seus integrantes.

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Cunha Vaz Brasil PR – Rodrigo Dias Gomes (11) 2776-1920 | rdg@cunhavaz.com

FONTE G100 Brasil