109ª Reunião do G100 Brasil - Após resultado abaixo do esperado, especialistas projetam crescimento do PIB acima de 2% para próximo ano

Entraremos em 2020 mais preparados para o crescimento

SÃO PAULO, 11 de dezembro de 2019 /PRNewswire/ -- Embora o crescimento do PIB em 2019 tenha ficado abaixo do esperado, as projeções para 2020 são mais otimistas, segundo especialistas. O tema foi abordado na 109ª Reunião do G100 Brasil, grupo que reúne reconhecidos empresários, presidentes e CEOs de organizações presentes no país, realizada na manhã desta terça-feira (10), em São Paulo. Os anfitriões desta reunião foram o Dr. José Roberto Martins (Sócio) e o Dr. Maurício Novaes (CEO) do escritório TRW Trench Rossi Watanabe Advogados, que são Membros Titulares Cadeira 62 do G100 Brasil.

Um dos orientadores, o Líder da área econômica da Secretaria de Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Dr. Guilherme Tinoco, acredita que o país deve, finalmente, atingir o patamar de 2% que já era esperado para esse ano. "Depois da frustação de 2018 e 2019, quando achamos que o Brasil estava preparado para crescer acima de 2% e não aconteceu, acredito que em 2020 de fato teremos esse crescimento. Já vemos isso nos indicadores do terceiro e quarto trimestres, com aceleração do consumo e investimento se recuperando, disse o economista.

"Entraremos em 2020 mais preparados para crescer, com a taxa de juros abaixo de 5%, o que é um estímulo bem grande para economia, além da entrada dos recursos do FGTS", completou Tinoco.

Para o Dr. Maurício Molan, economista-chefe do G100 Brasil, embora as perspectivas sejam positivas no curto prazo, há desafios políticos e econômicos no longo prazo. "O ano termina melhor do que começou, as perspectivas são positivas, com a reforma da previdência aprovada, estímulos monetários e recuperação de confiança, o que sugere que teremos um crescimento mais elevado do que neste ano. Porém, os desafios a longo prazo são mais relevantes. É preciso ter articulação política suficiente para continuar com as reformas e, principalmente, ter uma sociedade coesa em relação às necessidades de perseverar nesses ajustes, principalmente no fiscal", apontou.

Poder Judiciário

No âmbito jurídico, um dos assuntos que mais permeou os debates foi a atuação do Supremo Tribunal Federal e seu caráter, muitas vezes, político e legislador. Ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo e um dos juristas mais conceituados do país, com mais de 40 anos de magistratura, Dr. José Renato Nalini – Membro Honorário Cadeira 03 do G100 Brasil, enxerga com preocupação o acúmulo de funções por parte do STF. "É algo que deve preocupar o país, permitir que o Supremo acumule funções. Ele não pode ser uma quarta instância, e sim ser o guarda da constituição, sinalizar à população o que vale e o que não vale, com rapidez, concisão e eficiência. Dessa forma, daria mais segurança jurídica à República".

Para Nalini, as causas desse fenômeno vão muito além de um suposto exibicionismo por parte da corte, mas tem origem também na ineficiência dos outros poderes. "O protagonismo do Supremo não deve ser atribuído exclusivamente a um exibicionismo, é uma questão muito mais profunda. A Constituição brasileira é repleta de termos imprecisos, é uma das maiores do planeta em número de dispositivos. Isso tudo, aliado à falta de coragem do Parlamento para enfrentar os temas polêmicos, faz com que as questões mais sensíveis sejam entregues ao discernimento do Supremo, um colegiado formado por 11 magistrados, e cada um fará sua leitura do tema", completou o jurista.

Também participou da 109ª Reunião, o Professor da FGV/EAESP e Cientista-Político do G100 Brasil, Prof. Marco Antonio Teixeira, que demonstrou preocupação com a diplomacia brasileira, sobretudo pelo imbróglio recente com a Argentina, na qual o Brasil relutou em enviar um representante para a posse do presidente recém-eleito do país, Alberto Fernández. "Não entendo como um governo eleito com um discurso contrário à ideologia acaba praticando uma ideologia no sentido contrário. Se a Argentina é o grande parceiro comercial do Mercosul, a diplomacia é crucial nesse momento", disse o professor.

Sobre o G100 Brasil - Composto de 100 Membros Titulares (exclusivamente Empresários, Presidentes e CEOs), divididos nos setores de Indústria, Varejo, Serviços e Agronegócios, somando-se a 40 Membros (Economistas-Chefes, Cientistas-Políticos, Acadêmicos e Especialistas), efetivos e nomeados, congregando assim o alto intelecto necessário para o desenvolvimento destes trabalhos. Tem por objetivo, através de reuniões fechadas e restritas aos Membros, o debate e o aprofundamento de temas atuais e de alto impacto, auxiliando na assertividade das estratégias planejadas e nas decisões corporativas, considerando o benchmarking e cooperação entre seus integrantes.

Foto: https://mma.prnewswire.com/media/1043916/g100.jpg?p=original

FONTE G100 Brasil

Entraremos em 2020 mais preparados para o crescimento

SÃO PAULO, 11 de dezembro de 2019 /PRNewswire/ -- Embora o crescimento do PIB em 2019 tenha ficado abaixo do esperado, as projeções para 2020 são mais otimistas, segundo especialistas. O tema foi abordado na 109ª Reunião do G100 Brasil, grupo que reúne reconhecidos empresários, presidentes e CEOs de organizações presentes no país, realizada na manhã desta terça-feira (10), em São Paulo. Os anfitriões desta reunião foram o Dr. José Roberto Martins (Sócio) e o Dr. Maurício Novaes (CEO) do escritório TRW Trench Rossi Watanabe Advogados, que são Membros Titulares Cadeira 62 do G100 Brasil.

Um dos orientadores, o Líder da área econômica da Secretaria de Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Dr. Guilherme Tinoco, acredita que o país deve, finalmente, atingir o patamar de 2% que já era esperado para esse ano. "Depois da frustação de 2018 e 2019, quando achamos que o Brasil estava preparado para crescer acima de 2% e não aconteceu, acredito que em 2020 de fato teremos esse crescimento. Já vemos isso nos indicadores do terceiro e quarto trimestres, com aceleração do consumo e investimento se recuperando, disse o economista.

"Entraremos em 2020 mais preparados para crescer, com a taxa de juros abaixo de 5%, o que é um estímulo bem grande para economia, além da entrada dos recursos do FGTS", completou Tinoco.

Para o Dr. Maurício Molan, economista-chefe do G100 Brasil, embora as perspectivas sejam positivas no curto prazo, há desafios políticos e econômicos no longo prazo. "O ano termina melhor do que começou, as perspectivas são positivas, com a reforma da previdência aprovada, estímulos monetários e recuperação de confiança, o que sugere que teremos um crescimento mais elevado do que neste ano. Porém, os desafios a longo prazo são mais relevantes. É preciso ter articulação política suficiente para continuar com as reformas e, principalmente, ter uma sociedade coesa em relação às necessidades de perseverar nesses ajustes, principalmente no fiscal", apontou.

Poder Judiciário

No âmbito jurídico, um dos assuntos que mais permeou os debates foi a atuação do Supremo Tribunal Federal e seu caráter, muitas vezes, político e legislador. Ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo e um dos juristas mais conceituados do país, com mais de 40 anos de magistratura, Dr. José Renato Nalini – Membro Honorário Cadeira 03 do G100 Brasil, enxerga com preocupação o acúmulo de funções por parte do STF. "É algo que deve preocupar o país, permitir que o Supremo acumule funções. Ele não pode ser uma quarta instância, e sim ser o guarda da constituição, sinalizar à população o que vale e o que não vale, com rapidez, concisão e eficiência. Dessa forma, daria mais segurança jurídica à República".

Para Nalini, as causas desse fenômeno vão muito além de um suposto exibicionismo por parte da corte, mas tem origem também na ineficiência dos outros poderes. "O protagonismo do Supremo não deve ser atribuído exclusivamente a um exibicionismo, é uma questão muito mais profunda. A Constituição brasileira é repleta de termos imprecisos, é uma das maiores do planeta em número de dispositivos. Isso tudo, aliado à falta de coragem do Parlamento para enfrentar os temas polêmicos, faz com que as questões mais sensíveis sejam entregues ao discernimento do Supremo, um colegiado formado por 11 magistrados, e cada um fará sua leitura do tema", completou o jurista.

Também participou da 109ª Reunião, o Professor da FGV/EAESP e Cientista-Político do G100 Brasil, Prof. Marco Antonio Teixeira, que demonstrou preocupação com a diplomacia brasileira, sobretudo pelo imbróglio recente com a Argentina, na qual o Brasil relutou em enviar um representante para a posse do presidente recém-eleito do país, Alberto Fernández. "Não entendo como um governo eleito com um discurso contrário à ideologia acaba praticando uma ideologia no sentido contrário. Se a Argentina é o grande parceiro comercial do Mercosul, a diplomacia é crucial nesse momento", disse o professor.

Sobre o G100 Brasil - Composto de 100 Membros Titulares (exclusivamente Empresários, Presidentes e CEOs), divididos nos setores de Indústria, Varejo, Serviços e Agronegócios, somando-se a 40 Membros (Economistas-Chefes, Cientistas-Políticos, Acadêmicos e Especialistas), efetivos e nomeados, congregando assim o alto intelecto necessário para o desenvolvimento destes trabalhos. Tem por objetivo, através de reuniões fechadas e restritas aos Membros, o debate e o aprofundamento de temas atuais e de alto impacto, auxiliando na assertividade das estratégias planejadas e nas decisões corporativas, considerando o benchmarking e cooperação entre seus integrantes.

Foto: https://mma.prnewswire.com/media/1043916/g100.jpg?p=original

FONTE G100 Brasil