99ª Reunião do G100 Brasil

Compor Congresso para enfrentar reformas impopulares será maior desafio de Bolsonaro, aponta cientista político. Fernando Schüler - Doutor em Filosofia e Mestre em Ciências Políticas - foi um dos Oradores da 99ª Reunião do G100 Brasil.

SÃO PAULO, 13 de dezembro de 2018 /PRNewswire/ -- A aprovação das reformas deve ser uma das prioridades do primeiro ano de governo de Jair Bolsonaro, e compor uma base sólida do Congresso para lidar com pautas impopulares, como a reforma da Previdência, será fundamental, de acordo com Fernando Schüler, cientista político e professor do Insper. Ele foi um dos Oradores da 99ª Reunião do G100 Brasil, grupo que reúne alguns dos principais Empresários, Presidentes e CEOs do país, realizada nesta semana, em São Paulo.

"O grande desafio será a relação com o Congresso. Montar uma base consistente, que tenha boa governabilidade e que possa enfrentar reformas que são impopulares. O ajuste estrutural que precisa ser feito atinge interesses da própria base eleitoral do Bolsonaro. Em algum momento, será preciso uma sustentação sólida do Congresso", disse o especialista.

Para Schüler, a ampla popularidade que o presidente eleito adquiriu ao longo do processo eleitoral não será suficiente. "A ideia ingênua de que a vontade popular vai impulsionar reformas é frágil. Bolsonaro foi eleito por uma pauta conservadora, mas a pauta real do governo é outra. A prioridade é o déficit primário de 130 bilhões, a insolvência fiscal do país, e essa pauta não foi discutida na eleição. Isso supõe uma base que seja capaz de resistir à pressão contrária da sociedade", completou.

No entanto, Schüler vê perspectivas positivas para o governo de Jair Bolsonaro, sobretudo pela forma como vem sendo conduzida a transição e a formação dos ministérios sem a negociação prévia com partidos, algo inédito na história recente da democracia brasileira. "Bolsonaro não tinha alternativa. Num quadro de extrema dispersão partidária, o custo de negociação seria brutal. O loteamento do governo gera um descontrole e haveria um risco enorme de ineficiência e corrupção. Ou seja, seria uma traição ao próprio programa de campanha. É um modelo novo, uma incógnita, mas era a única opção que ele tinha", concluiu Schüller.

Outro Orador da reunião, o professor e economista Roberto Troster também elogiou a postura de Bolsonaro quanto à formação dos ministérios, cumprindo o que prometeu na campanha, e apontou as duas prioridades do governo no próximo ano. "Ele está se posicionando muito bem, aplicando a máxima política de 'dividir para reinar'. As prioridades dele em 2019 devem ser o ajuste fiscal e a reforma da previdência. O combate à corrupção ele também equacionou bem, e outras questões também estão encaminhadas", disse Troster.

Também contribuindo para o conteúdo e desenvolvimento da reunião, estiverem os Economistas Dr. Acácio Queiroz e Prof. Dr. Celso Grisi.

Como resultado da 24ª Pesquisa de Perspectivas dos Indicadores Econômicos, teve-se a seguinte leitura:

PIB 2018: 1,40% - PIB 2019: 2,61% - PIB 2020: 2,89%

DÓLAR 2018: R$ 3,76 - DÓLAR 2019: R$ 3,73 - DÓLAR 2020: R$ 3,73

SELIC 2018: 6,50% - SELIC 2019: 6,75% - SELIC 2020: 7,25%

INFLAÇÃO 2018: 4,15% - INFLAÇÃO 2019: 4,29% - INFLAÇÃO 2020: 4,14%

IBOVESPA 2018: 86.995 - IBOVESPA 2019: 84.013 - IBOVESPA 2020: 106.142

Sobre o G100 Brasil - Composto de 100 Membros Titulares (exclusivamente Empresários, Presidentes e CEOs), divididos nos setores de Indústria, Varejo, Serviços e Agronegócios, somando-se a 20 Membros (Economistas-Chefes, Cientistas-Políticos, Acadêmicos e Especialistas), efetivos e nomeados, congregando assim o alto intelecto necessário para o desenvolvimento destes trabalhos. Tendo por objetivo, através de reuniões fechadas e restritas aos Membros, o debate e o aprofundamento de temas atuais e de alto impacto, auxiliando na assertividade das estratégias planejadas e nas decisões corporativas, considerando o benchmarking e cooperação entre seus integrantes.

Produção e informações para a imprensa

Cunha Vaz Brasil PR – Rodrigo Dias Gomes (11) 2776-1920 | rdg@cunhavaz.com

Logo - http://www2.prnewswire.com.br/imgs/pub/2015-10-02/original/2653.jpg

FONTE G100 Brasil

Compor Congresso para enfrentar reformas impopulares será maior desafio de Bolsonaro, aponta cientista político. Fernando Schüler - Doutor em Filosofia e Mestre em Ciências Políticas - foi um dos Oradores da 99ª Reunião do G100 Brasil.

SÃO PAULO, 13 de dezembro de 2018 /PRNewswire/ -- A aprovação das reformas deve ser uma das prioridades do primeiro ano de governo de Jair Bolsonaro, e compor uma base sólida do Congresso para lidar com pautas impopulares, como a reforma da Previdência, será fundamental, de acordo com Fernando Schüler, cientista político e professor do Insper. Ele foi um dos Oradores da 99ª Reunião do G100 Brasil, grupo que reúne alguns dos principais Empresários, Presidentes e CEOs do país, realizada nesta semana, em São Paulo.

"O grande desafio será a relação com o Congresso. Montar uma base consistente, que tenha boa governabilidade e que possa enfrentar reformas que são impopulares. O ajuste estrutural que precisa ser feito atinge interesses da própria base eleitoral do Bolsonaro. Em algum momento, será preciso uma sustentação sólida do Congresso", disse o especialista.

Para Schüler, a ampla popularidade que o presidente eleito adquiriu ao longo do processo eleitoral não será suficiente. "A ideia ingênua de que a vontade popular vai impulsionar reformas é frágil. Bolsonaro foi eleito por uma pauta conservadora, mas a pauta real do governo é outra. A prioridade é o déficit primário de 130 bilhões, a insolvência fiscal do país, e essa pauta não foi discutida na eleição. Isso supõe uma base que seja capaz de resistir à pressão contrária da sociedade", completou.

No entanto, Schüler vê perspectivas positivas para o governo de Jair Bolsonaro, sobretudo pela forma como vem sendo conduzida a transição e a formação dos ministérios sem a negociação prévia com partidos, algo inédito na história recente da democracia brasileira. "Bolsonaro não tinha alternativa. Num quadro de extrema dispersão partidária, o custo de negociação seria brutal. O loteamento do governo gera um descontrole e haveria um risco enorme de ineficiência e corrupção. Ou seja, seria uma traição ao próprio programa de campanha. É um modelo novo, uma incógnita, mas era a única opção que ele tinha", concluiu Schüller.

Outro Orador da reunião, o professor e economista Roberto Troster também elogiou a postura de Bolsonaro quanto à formação dos ministérios, cumprindo o que prometeu na campanha, e apontou as duas prioridades do governo no próximo ano. "Ele está se posicionando muito bem, aplicando a máxima política de 'dividir para reinar'. As prioridades dele em 2019 devem ser o ajuste fiscal e a reforma da previdência. O combate à corrupção ele também equacionou bem, e outras questões também estão encaminhadas", disse Troster.

Também contribuindo para o conteúdo e desenvolvimento da reunião, estiverem os Economistas Dr. Acácio Queiroz e Prof. Dr. Celso Grisi.

Como resultado da 24ª Pesquisa de Perspectivas dos Indicadores Econômicos, teve-se a seguinte leitura:

PIB 2018: 1,40% - PIB 2019: 2,61% - PIB 2020: 2,89%

DÓLAR 2018: R$ 3,76 - DÓLAR 2019: R$ 3,73 - DÓLAR 2020: R$ 3,73

SELIC 2018: 6,50% - SELIC 2019: 6,75% - SELIC 2020: 7,25%

INFLAÇÃO 2018: 4,15% - INFLAÇÃO 2019: 4,29% - INFLAÇÃO 2020: 4,14%

IBOVESPA 2018: 86.995 - IBOVESPA 2019: 84.013 - IBOVESPA 2020: 106.142

Sobre o G100 Brasil - Composto de 100 Membros Titulares (exclusivamente Empresários, Presidentes e CEOs), divididos nos setores de Indústria, Varejo, Serviços e Agronegócios, somando-se a 20 Membros (Economistas-Chefes, Cientistas-Políticos, Acadêmicos e Especialistas), efetivos e nomeados, congregando assim o alto intelecto necessário para o desenvolvimento destes trabalhos. Tendo por objetivo, através de reuniões fechadas e restritas aos Membros, o debate e o aprofundamento de temas atuais e de alto impacto, auxiliando na assertividade das estratégias planejadas e nas decisões corporativas, considerando o benchmarking e cooperação entre seus integrantes.

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