A COVID-19 provocou 6,9 milhões de mortes em todo o mundo, mais do que o dobro divulgado pelos relatórios oficiais

Nova análise do IHME destaca o verdadeiro impacto da pandemia

SEATTLE, 6 de maio de 2021 /PRNewswire/ -- Globalmente, a COVID-19 causou aproximadamente 6,9 milhões de mortes, mais do que o dobro do que os números oficiais mostram, de acordo com uma nova análise do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde (IHME) da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington. O IHME descobriu que as mortes por COVID-19 são significativamente subnotificadas em quase todos os países. A análise atualizada mostra que os Estados Unidos tiveram mais mortes por COVID-19 até o momento do que qualquer outro país, um total de mais de 905.000. Por região, a América Latina e o Caribe e a Europa Central, Europa Oriental e Ásia Central foram os mais atingidos em termos de total de mortes. Esse número inclui apenas as mortes causadas diretamente pelo vírus SARS-CoV-2, não as mortes causadas pela pertubação dos sistemas de saúde e comunidades por causa da pandemia.

"Por mais terrível que a pandemia da COVID-19 pareça, esta análise mostra que o dano real é significativamente pior", disse o Dr. Chris Murray, diretor do IHME. "Entender o verdadeiro número de mortes por COVID-19 não apenas nos ajuda a compreender a magnitude desta crise global, mas também fornece informações valiosas aos responsáveis pela elaboração de planos de resposta e recuperação."

Os 20 países com o maior número de mortes por COVID-19, de março de 2020­ a maio de 2021 

País 

Total de mortes por COVID-19 

Mortes por COVID-19 notificadas 

Estados Unidos da América 

905.289

574.043

Índia 

654.395

221.181

México 

617.127

217.694

Brasil 

595.903

408.680

Rússia 

593.610

109.334

Reino Unido 

209.661

150.519

Itália 

175.832

121.257

Irã

174.177

72.906

Egito 

170.041

13.529

África do Sul 

160.452

54.390

Polônia 

149.855

68.237

Peru 

147.765

62.739

Ucrânia 

138.507

46.737

França 

132.680

105.506

Espanha 

123.786

85.365

Alemanha 

120.729

83.256

Indonésia 

115.743

45.938

Japão 

108.320

10.390

Romênia 

87.649

28.382

Cazaquistão 

81.696

5.620

Muitas mortes por COVID-19 não são relatadas porque os países notificam apenas mortes que ocorrem em hospitais ou em pacientes com infecção confirmada. Em muitos lugares, os deficientes sistemas de notificações de saúde e baixo acesso aos cuidados com a saúde aumentam este desafio.

A análise do IHME constatou que o maior número de mortes não notificadas ocorreu em países que tiveram as maiores epidemias até o momento. No entanto, alguns países com epidemias relativamente menores observaram um grande aumento na taxa de mortalidade quando contabilizaram mortes não relatadas. Esta análise mostra que eles podem estar correndo um risco maior de uma epidemia mais ampla do que se pensava anteriormente.

"Muitos países dedicaram esforços excepcionais para medir o tamanho do impacto da pandemia, mas nossa análise mostra como é difícil rastrear com precisão uma nova doença infecciosa, que se espalha rapidamente", disse Murray. "Esperamos que o relatório de hoje incentive os governos a identificar e endereçar lacunas em seus relatórios de mortalidade da COVID-19, para que eles possam direcionar com mais precisão os recursos da pandemia." A partir de agora, a modelagem de COVID-19 do IHME, que prevê o curso potencial da pandemia nos próximos meses, será baseada nessas estimativas de mortes totais da COVID-19. A modelagem do IHME é atualizada semanalmente e pode ser acessada no site covid19.healthdata.org.

Metodologia

Essas estimativas são baseadas na metodologia de longa data do IHME para medir o peso de doenças em escala global. Desde 1990, o estudo Global Burden of Disease tem medido o custo humano total das doenças.

O IHME estimou o número total de mortes por COVID-19 por meio da comparação das mortes previstas por todas as causas, com base nas tendências pré-pandemia, com o número real de mortes por todas as causas durante a pandemia. Esse número de "excesso de mortalidade" foi então ajustado para retirar mortes indiretamente atribuíveis à pandemia (por exemplo, devido a pessoas com sintomas não COVID que evitam centros de saúde), bem como mortes evitadas pela pandemia (por exemplo, queda no número de mortes de trânsito devido à mobilidade mais baixa). As estimativas ajustadas resultantes incluem apenas mortes causadas diretamente pelo vírus SARS-CoV-2, que causa a COVID-19. Um relatório detalhado da metodologia está disponível no site do IHME.

Sobre o Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde

O Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde (IHME) é uma organização independente de pesquisa em saúde global da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington que oferece medição rigorosa e comparável dos problemas de saúde mais importantes do mundo e avalia as estratégias usadas para endereçá-los. O IHME está comprometido com a transparência e disponibiliza amplamente essas informações para que os responsáveis por elaboração de políticas tenham as evidências de que precisam para tomar decisões informadas sobre a alocação de recursos para melhorar a saúde da população.

Logotipo - https://mma.prnewswire.com/media/1156878/IHME_Logo.jpg

CONTATO: media@healthdata.org

FONTE Institute for Health Metrics and Evaluation

Nova análise do IHME destaca o verdadeiro impacto da pandemia

SEATTLE, 6 de maio de 2021 /PRNewswire/ -- Globalmente, a COVID-19 causou aproximadamente 6,9 milhões de mortes, mais do que o dobro do que os números oficiais mostram, de acordo com uma nova análise do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde (IHME) da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington. O IHME descobriu que as mortes por COVID-19 são significativamente subnotificadas em quase todos os países. A análise atualizada mostra que os Estados Unidos tiveram mais mortes por COVID-19 até o momento do que qualquer outro país, um total de mais de 905.000. Por região, a América Latina e o Caribe e a Europa Central, Europa Oriental e Ásia Central foram os mais atingidos em termos de total de mortes. Esse número inclui apenas as mortes causadas diretamente pelo vírus SARS-CoV-2, não as mortes causadas pela pertubação dos sistemas de saúde e comunidades por causa da pandemia.

"Por mais terrível que a pandemia da COVID-19 pareça, esta análise mostra que o dano real é significativamente pior", disse o Dr. Chris Murray, diretor do IHME. "Entender o verdadeiro número de mortes por COVID-19 não apenas nos ajuda a compreender a magnitude desta crise global, mas também fornece informações valiosas aos responsáveis pela elaboração de planos de resposta e recuperação."

Os 20 países com o maior número de mortes por COVID-19, de março de 2020­ a maio de 2021 

País 

Total de mortes por COVID-19 

Mortes por COVID-19 notificadas 

Estados Unidos da América 

905.289

574.043

Índia 

654.395

221.181

México 

617.127

217.694

Brasil 

595.903

408.680

Rússia 

593.610

109.334

Reino Unido 

209.661

150.519

Itália 

175.832

121.257

Irã

174.177

72.906

Egito 

170.041

13.529

África do Sul 

160.452

54.390

Polônia 

149.855

68.237

Peru 

147.765

62.739

Ucrânia 

138.507

46.737

França 

132.680

105.506

Espanha 

123.786

85.365

Alemanha 

120.729

83.256

Indonésia 

115.743

45.938

Japão 

108.320

10.390

Romênia 

87.649

28.382

Cazaquistão 

81.696

5.620

Muitas mortes por COVID-19 não são relatadas porque os países notificam apenas mortes que ocorrem em hospitais ou em pacientes com infecção confirmada. Em muitos lugares, os deficientes sistemas de notificações de saúde e baixo acesso aos cuidados com a saúde aumentam este desafio.

A análise do IHME constatou que o maior número de mortes não notificadas ocorreu em países que tiveram as maiores epidemias até o momento. No entanto, alguns países com epidemias relativamente menores observaram um grande aumento na taxa de mortalidade quando contabilizaram mortes não relatadas. Esta análise mostra que eles podem estar correndo um risco maior de uma epidemia mais ampla do que se pensava anteriormente.

"Muitos países dedicaram esforços excepcionais para medir o tamanho do impacto da pandemia, mas nossa análise mostra como é difícil rastrear com precisão uma nova doença infecciosa, que se espalha rapidamente", disse Murray. "Esperamos que o relatório de hoje incentive os governos a identificar e endereçar lacunas em seus relatórios de mortalidade da COVID-19, para que eles possam direcionar com mais precisão os recursos da pandemia." A partir de agora, a modelagem de COVID-19 do IHME, que prevê o curso potencial da pandemia nos próximos meses, será baseada nessas estimativas de mortes totais da COVID-19. A modelagem do IHME é atualizada semanalmente e pode ser acessada no site covid19.healthdata.org.

Metodologia

Essas estimativas são baseadas na metodologia de longa data do IHME para medir o peso de doenças em escala global. Desde 1990, o estudo Global Burden of Disease tem medido o custo humano total das doenças.

O IHME estimou o número total de mortes por COVID-19 por meio da comparação das mortes previstas por todas as causas, com base nas tendências pré-pandemia, com o número real de mortes por todas as causas durante a pandemia. Esse número de "excesso de mortalidade" foi então ajustado para retirar mortes indiretamente atribuíveis à pandemia (por exemplo, devido a pessoas com sintomas não COVID que evitam centros de saúde), bem como mortes evitadas pela pandemia (por exemplo, queda no número de mortes de trânsito devido à mobilidade mais baixa). As estimativas ajustadas resultantes incluem apenas mortes causadas diretamente pelo vírus SARS-CoV-2, que causa a COVID-19. Um relatório detalhado da metodologia está disponível no site do IHME.

Sobre o Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde

O Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde (IHME) é uma organização independente de pesquisa em saúde global da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington que oferece medição rigorosa e comparável dos problemas de saúde mais importantes do mundo e avalia as estratégias usadas para endereçá-los. O IHME está comprometido com a transparência e disponibiliza amplamente essas informações para que os responsáveis por elaboração de políticas tenham as evidências de que precisam para tomar decisões informadas sobre a alocação de recursos para melhorar a saúde da população.

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