Amor ou ódio: relacionamentos abusivos aumentam durante a pandemia

Psicóloga explica que o convívio diário acaba evidenciando situações agressivas entre os casais

SÃO PAULO, 10 de julho de 2020 /PRNewswire/ -- De acordo com a OMS, no último ano, 243 milhões de mulheres sofreram violência física, sexual e/ou psicológica do companheiro afetivo. O Brasil é o 5° no ranking de feminicídio, no qual os casos aumentaram em 50% durante a pandemia.

A quarentena, desde o início, se tornou difícil para muitas pessoas, principalmente para aquelas que possuem um namoro ou casamento conturbado. Os relacionamentos abusivos não são nenhuma novidade, mas durante todo esse período em casa, eles se tornaram mais propensos a acontecer. 

"Antes, com a rotina diária, alguns casais passavam pouco tempo juntos, por isso, as brigas que aconteciam eram consideradas normais. Com o confinamento, foi evidenciado um número muito grande de relacionamentos abusivos, até mesmo de pessoas que nunca haviam passado por isso.", explica a psicóloga Beatriz Brandão. 

Para a psicóloga, é muito difícil identificar essas divergências logo no início, e quando a pessoa que sofre o abuso começa a reconhecer o que está acontecendo, o abusador já deixou traumas psicológicos, fazendo com que a pessoa não se sinta suficiente, se sentindo culpada por algo que ela não fez. 

"Outra característica bem marcante do abusador é que ele induz a pessoas gradativamente a se afastar de familiares, amigos e até mesmo do emprego, parecendo ser algo bom para ela, mas no final ele só quer que a parceira fique ainda mais presa naquele relacionamento, virando uma bola de neve", comenta Beatriz. 

Como identificar 

As características principais são as tentativas de controle sobre a vida do companheiro, ou seja, começa sempre com coisas simples, como pedidos para não cortar o cabelo, trocar de roupa, não ir visitar alguém e assim por diante, entretanto, com o passar do tempo essas situações tendem a ficar mais graves.

É comum que o abusador se utilize de compensações para se desculpar, como envio de flores, compra algo que faria o outro feliz e faz juras de mudança que não vão acontecer, assim, o ciclo se repete novamente.

"Para sair de um relacionamento abusivo, geralmente é necessário a intervenção de outra pessoa para ajudar quem está sofrendo. Peça a ajuda de alguém que possa lhe oferecer segurança e denuncie no telefone 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou para a polícia no 190. O importante é que haja um tratamento pós-trauma para fazer com que quem estava em situação de risco se sinta livre e feliz novamente", finaliza a psicóloga.

Contato:

Caio Biacca

Caio.biacca@pressworks.com.br 

11 97404-8088

FONTE PRESS WORKS

Psicóloga explica que o convívio diário acaba evidenciando situações agressivas entre os casais

SÃO PAULO, 10 de julho de 2020 /PRNewswire/ -- De acordo com a OMS, no último ano, 243 milhões de mulheres sofreram violência física, sexual e/ou psicológica do companheiro afetivo. O Brasil é o 5° no ranking de feminicídio, no qual os casos aumentaram em 50% durante a pandemia.

A quarentena, desde o início, se tornou difícil para muitas pessoas, principalmente para aquelas que possuem um namoro ou casamento conturbado. Os relacionamentos abusivos não são nenhuma novidade, mas durante todo esse período em casa, eles se tornaram mais propensos a acontecer. 

"Antes, com a rotina diária, alguns casais passavam pouco tempo juntos, por isso, as brigas que aconteciam eram consideradas normais. Com o confinamento, foi evidenciado um número muito grande de relacionamentos abusivos, até mesmo de pessoas que nunca haviam passado por isso.", explica a psicóloga Beatriz Brandão. 

Para a psicóloga, é muito difícil identificar essas divergências logo no início, e quando a pessoa que sofre o abuso começa a reconhecer o que está acontecendo, o abusador já deixou traumas psicológicos, fazendo com que a pessoa não se sinta suficiente, se sentindo culpada por algo que ela não fez. 

"Outra característica bem marcante do abusador é que ele induz a pessoas gradativamente a se afastar de familiares, amigos e até mesmo do emprego, parecendo ser algo bom para ela, mas no final ele só quer que a parceira fique ainda mais presa naquele relacionamento, virando uma bola de neve", comenta Beatriz. 

Como identificar 

As características principais são as tentativas de controle sobre a vida do companheiro, ou seja, começa sempre com coisas simples, como pedidos para não cortar o cabelo, trocar de roupa, não ir visitar alguém e assim por diante, entretanto, com o passar do tempo essas situações tendem a ficar mais graves.

É comum que o abusador se utilize de compensações para se desculpar, como envio de flores, compra algo que faria o outro feliz e faz juras de mudança que não vão acontecer, assim, o ciclo se repete novamente.

"Para sair de um relacionamento abusivo, geralmente é necessário a intervenção de outra pessoa para ajudar quem está sofrendo. Peça a ajuda de alguém que possa lhe oferecer segurança e denuncie no telefone 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou para a polícia no 190. O importante é que haja um tratamento pós-trauma para fazer com que quem estava em situação de risco se sinta livre e feliz novamente", finaliza a psicóloga.

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Caio Biacca

Caio.biacca@pressworks.com.br 

11 97404-8088

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