Apreensões de cigarros ilegais aumentaram 21% de acordo com a Receita Federal

SÃO PAULO, 27 de janeiro de 2022 /PRNewswire/ -- O cigarro do crime continua sendo o produto mais apreendido no contrabando, representando 30% do total de produtos retidos pelas forças nacionais de segurança. Em 2021, foram retirados de circulação 5,47 bilhões de cigarros, avaliados em R$1,37 bilhão. Os números foram consolidados pela Receita Federal e indicam aumento de 21% nas apreensões em relação a 2020, quando 227 milhões de maços de cigarros foram apreendidos.

Em segundo lugar estão os produtos eletroeletrônicos, que registraram um aumento vertiginoso nas apreensões, passando de R$ 316 milhões em 2020 para R$ 825 milhões em 2021, um crescimento de 161%.

Outros produtos contabilizados pela Receita incluem vestuário, com 7% das apreensões (R$ 330 milhões, um aumento de 46% em relação a 2020), informática, 2% (R$ 107 milhões, aumento de 14%), e bebidas alcóolicas, também 2% (R$ 71 milhões, com aumento de 82%).

De acordo com o balanço anual do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), o Brasil perdeu em 2020 aproximadamente R$ 288 bilhões com o mercado ilegal. O valor é a soma das perdas registradas por 15 setores industriais (R$ 197,2 bilhões) e a estimativa dos impostos que deixaram de ser arrecadados (R$ 90,7 bilhões) em função dessa ilegalidade.

Segundo Edson Vismona, presidente do FNCP, o fenômeno econômico criminoso do contrabando deve sempre ser entendido pela oferta e pela demanda. "A oferta se combate com repressão, impedindo a circulação de produtos ilegais, apreendendo-os. A demanda cai se diminuirmos a atratividade dos produtos ilegais e, para isso, a questão tributária é fundamental. No segmento de cigarros, por exemplo, se a tributação subir,  o contrabandista terá as condições perfeitas para dominar de vez o mercado nacional, oferecendo preços baixos e atrativos", explica.

Impactos econômicos do contrabando de cigarros

Nos últimos três anos, mais de R$ 30 bilhões deixaram de ser arrecadados só com o mercado ilegal de cigarros. Em 2020 esse montante foi de R$ 10,7 bilhões.

Para se ter uma ideia, esse valor é equivalente a 60% do orçamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública, 1,4 vez o orçamento da Polícia Federal, e 2,1 vezes o orçamento da Polícia Rodoviária Federal. O montante também poderia ser usado para a construção de 94 mil unidades de casas populares. Além dos impactos econômicos, o cigarro ilegal está associado ao financiamento de organizações criminosas e milícianas.

FONTE FNCP (Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade)

SÃO PAULO, 27 de janeiro de 2022 /PRNewswire/ -- O cigarro do crime continua sendo o produto mais apreendido no contrabando, representando 30% do total de produtos retidos pelas forças nacionais de segurança. Em 2021, foram retirados de circulação 5,47 bilhões de cigarros, avaliados em R$1,37 bilhão. Os números foram consolidados pela Receita Federal e indicam aumento de 21% nas apreensões em relação a 2020, quando 227 milhões de maços de cigarros foram apreendidos.

Em segundo lugar estão os produtos eletroeletrônicos, que registraram um aumento vertiginoso nas apreensões, passando de R$ 316 milhões em 2020 para R$ 825 milhões em 2021, um crescimento de 161%.

Outros produtos contabilizados pela Receita incluem vestuário, com 7% das apreensões (R$ 330 milhões, um aumento de 46% em relação a 2020), informática, 2% (R$ 107 milhões, aumento de 14%), e bebidas alcóolicas, também 2% (R$ 71 milhões, com aumento de 82%).

De acordo com o balanço anual do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), o Brasil perdeu em 2020 aproximadamente R$ 288 bilhões com o mercado ilegal. O valor é a soma das perdas registradas por 15 setores industriais (R$ 197,2 bilhões) e a estimativa dos impostos que deixaram de ser arrecadados (R$ 90,7 bilhões) em função dessa ilegalidade.

Segundo Edson Vismona, presidente do FNCP, o fenômeno econômico criminoso do contrabando deve sempre ser entendido pela oferta e pela demanda. "A oferta se combate com repressão, impedindo a circulação de produtos ilegais, apreendendo-os. A demanda cai se diminuirmos a atratividade dos produtos ilegais e, para isso, a questão tributária é fundamental. No segmento de cigarros, por exemplo, se a tributação subir,  o contrabandista terá as condições perfeitas para dominar de vez o mercado nacional, oferecendo preços baixos e atrativos", explica.

Impactos econômicos do contrabando de cigarros

Nos últimos três anos, mais de R$ 30 bilhões deixaram de ser arrecadados só com o mercado ilegal de cigarros. Em 2020 esse montante foi de R$ 10,7 bilhões.

Para se ter uma ideia, esse valor é equivalente a 60% do orçamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública, 1,4 vez o orçamento da Polícia Federal, e 2,1 vezes o orçamento da Polícia Rodoviária Federal. O montante também poderia ser usado para a construção de 94 mil unidades de casas populares. Além dos impactos econômicos, o cigarro ilegal está associado ao financiamento de organizações criminosas e milícianas.

FONTE FNCP (Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade)

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