Aumentam as oportunidades para os produtos brasileiros no mercado internacional

BRASÍLIA, Brasil, 1 de junho de 2020 /PRNewswire/ -- O seguinte artigo está sendo emitido por Katiane Gouvêa em nome da GrowBr:

A Gallup, empresa americana de pesquisa de opinião, publicou em fevereiro deste ano um artigo que relata como o americano percebe o mercado internacional. Diferente do Brasil, quase quatro quintos dos americanos adotam o comércio internacional como uma oportunidade, e não como uma ameaça, um número que tem aumentado constantemente na última década. Enquanto isso, apenas 1% das empresas brasileiras são exportadoras.

Muito se fala na imprensa sobre a importância do agronegócio e da exportação diante da crise da pandemia da Covid-19. Apesar dos limitados itens presentes hoje na cesta exportadora brasileira, a exportação é uma oportunidade que deve ser incorporada as empresas nacionais visto a vasta e diversificada produção nacional.

Surgem indícios no mercado americano que contribuiu para o empreendedorismo exportador. O primeiro é a busca e a disposição em pagar mais por produtos sustentáveis. O segundo o boicote comercial dos produtos fabricados na China, Índia e México.

Segundo estudo da IBM e da Nacional Retail Federation, publicado na revista semanal Barrons, quase 70% dos consumidores dos Estados Unidos e do Canadá acham importante uma marca que seja sustentável ou ecológica.  A entrevista, que contou com 19mil clientes de 28 países, na faixa etária dos 18 a 73 anos demonstra que as decisões individuais de compra estão mudando.

Quase 80% dos americanos querem saber a origem dos produtos e mais de 50% estão dispostos a mudar seus hábitos de compra para reduzir o impacto negativo no meio ambiente. Não são apenas os americanos que valorizam a sustentabilidade. No contexto dos 28 países, quase 8 em 10 consumidores pesquisados afirmam valorizar a sustentabilidade. Mais de 70% desses entrevistados pagariam, em média, 35% a mais por marcas ecológicas.

Por mais que polêmicas surjam nos artigos na impressa nacional e internacionais induzindo que o Brasil não seja um país sustentável e nem que não protege do meio ambiente, os dados do Banco Mundial e da FAO provam ao contrário.  De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente, 84% da floresta amazônica está preservada.

Em Maio, a Bloomberg publicou os resultados da pesquisa realizada pela consultoria FTI Consulting de Washigton. A pesquisa entrevistou 1.012 adultos e os resultados são bem animadores para a indústria brasileira. O Brasil vive um momento de elaborar estratégias de curto e médio prazo para recuperar a economia e a origem de procedência aparece como diferencial competitivo.

Segundo a pesquisa, 40% dos americanos não compram produtos fabricados na China. Quando a pesquisa de referiu a outros países os índices foram: 22% afirmam não comprar da Índia, 17% que se recusam a comprar do México e 12% que boicotam produtos da Europa.

Ainda de acordo com a pesquisa, 78% disseram que estariam dispostos a pagar mais pelos produtos se a empresa que os fabricou mudasse a fabricação para fora da China.

Durante a campanha à presidência dos Estados Unidos, Trump defendeu o fortalecimento da indústria nacional. O protecionismo americano já era tendência e pode ser percebida no filme Making The American de 2016, onde os fabricantes comentam sobre o ressurgimento da fabricação de roupas no Estados Unidos.  Por mais que a indústria local se fortaleça, há especificidades que não são cultivados nas lavouras e nem produzidas nas indústrias americanas.

Aumentará nos Estados Unidos o consumo de produtos sustentáveis que não tenham origem na China, na Índia, no México e nem na Europa. Aumentará a demanda e existe a disposição de pagar quase 35% a mais. Quais os tipos de produtos os americanos estão buscando? Quais produtos o Brasil pode ofertar ao mercado americano e demais países?

As novas matérias primas serão cultivadas, e não mais extraídas. A substituição do plástico por fontes renováveis já começa a acontecer, e as fibras e óleos naturais se apresentam como alternativa viável. A inovação tecnológica aliada ao bom design pode garantir competitividade aos produtos brasileiros e a expansão do mercado internacional. 

No agronegócio, o Brasil tem espaço para ampliar a participação no mercado americano. Atualmente, o Brasil é o 13º fornecedor de frutas ao mercado americano, atrás de outros países da América do Sul como Chile, Peru, Equador, Colômbia e Argentina. No caso do cacau, o Brasil ocupa a 14º posição. A Índia é uma grande exportadora de alimentos para o mercado americano, mas devido a pandemia de Covid-19 está com dificuldades de manter o abastecimento.

  A exportação é uma estratégia comercial que devia ser trabalhada em todos os setores produtivos como política pública permanente. Frentes da agenda foram abertas, entretanto por ser dispersa é notável que a falta de empenho simultânea e de cooperação prejudicam os avanços necessários. Anos se passaram e o Brasil continua com apenas 1% das empresas exportadoras em 2019 de acordo com os dados do Ministério da Economia. Se o indicador de sucesso for números de empresas exportadoras e a quantidade de itens exportados, pode-se concluir a ineficiência e a falta de efetividade dos recursos destinados a expansão da participação mundial. O Brasil está no momento certo para novas propostas e inovadoras metodologias para atuar no mercado internacional.

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Katiane Gouvêa. Consultora. Relações Institucionais e Governamentais. Conselheira da Câmara Setorial das Fibras Naturais do Ministério da Agricultura. Conselheira da Câmara Temática da Agricultura Orgânica do Ministério da Agricultura. Diretora e Coordenadora do Comitê de Cultura da Abrig - Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais. Foi Secretária do Audiovisual da Secretária Especial de Cultura. Assessora de Negócios Internacionais na Gerência de Exportação da Apex-Brasil - Agência Brasileira de Promoção a Exportação e Investimento. Foi professora universitária e atuou como conteudista e consultora nas áreas de design, inovação e mercado no SEBRAE e no Centro Brasil Design.

katiane@growbr.com e gouvea.katiane@fgv.edu.br

FONTE Katiane Gouvêa; GrowBr

BRASÍLIA, Brasil, 1 de junho de 2020 /PRNewswire/ -- O seguinte artigo está sendo emitido por Katiane Gouvêa em nome da GrowBr:

A Gallup, empresa americana de pesquisa de opinião, publicou em fevereiro deste ano um artigo que relata como o americano percebe o mercado internacional. Diferente do Brasil, quase quatro quintos dos americanos adotam o comércio internacional como uma oportunidade, e não como uma ameaça, um número que tem aumentado constantemente na última década. Enquanto isso, apenas 1% das empresas brasileiras são exportadoras.

Muito se fala na imprensa sobre a importância do agronegócio e da exportação diante da crise da pandemia da Covid-19. Apesar dos limitados itens presentes hoje na cesta exportadora brasileira, a exportação é uma oportunidade que deve ser incorporada as empresas nacionais visto a vasta e diversificada produção nacional.

Surgem indícios no mercado americano que contribuiu para o empreendedorismo exportador. O primeiro é a busca e a disposição em pagar mais por produtos sustentáveis. O segundo o boicote comercial dos produtos fabricados na China, Índia e México.

Segundo estudo da IBM e da Nacional Retail Federation, publicado na revista semanal Barrons, quase 70% dos consumidores dos Estados Unidos e do Canadá acham importante uma marca que seja sustentável ou ecológica.  A entrevista, que contou com 19mil clientes de 28 países, na faixa etária dos 18 a 73 anos demonstra que as decisões individuais de compra estão mudando.

Quase 80% dos americanos querem saber a origem dos produtos e mais de 50% estão dispostos a mudar seus hábitos de compra para reduzir o impacto negativo no meio ambiente. Não são apenas os americanos que valorizam a sustentabilidade. No contexto dos 28 países, quase 8 em 10 consumidores pesquisados afirmam valorizar a sustentabilidade. Mais de 70% desses entrevistados pagariam, em média, 35% a mais por marcas ecológicas.

Por mais que polêmicas surjam nos artigos na impressa nacional e internacionais induzindo que o Brasil não seja um país sustentável e nem que não protege do meio ambiente, os dados do Banco Mundial e da FAO provam ao contrário.  De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente, 84% da floresta amazônica está preservada.

Em Maio, a Bloomberg publicou os resultados da pesquisa realizada pela consultoria FTI Consulting de Washigton. A pesquisa entrevistou 1.012 adultos e os resultados são bem animadores para a indústria brasileira. O Brasil vive um momento de elaborar estratégias de curto e médio prazo para recuperar a economia e a origem de procedência aparece como diferencial competitivo.

Segundo a pesquisa, 40% dos americanos não compram produtos fabricados na China. Quando a pesquisa de referiu a outros países os índices foram: 22% afirmam não comprar da Índia, 17% que se recusam a comprar do México e 12% que boicotam produtos da Europa.

Ainda de acordo com a pesquisa, 78% disseram que estariam dispostos a pagar mais pelos produtos se a empresa que os fabricou mudasse a fabricação para fora da China.

Durante a campanha à presidência dos Estados Unidos, Trump defendeu o fortalecimento da indústria nacional. O protecionismo americano já era tendência e pode ser percebida no filme Making The American de 2016, onde os fabricantes comentam sobre o ressurgimento da fabricação de roupas no Estados Unidos.  Por mais que a indústria local se fortaleça, há especificidades que não são cultivados nas lavouras e nem produzidas nas indústrias americanas.

Aumentará nos Estados Unidos o consumo de produtos sustentáveis que não tenham origem na China, na Índia, no México e nem na Europa. Aumentará a demanda e existe a disposição de pagar quase 35% a mais. Quais os tipos de produtos os americanos estão buscando? Quais produtos o Brasil pode ofertar ao mercado americano e demais países?

As novas matérias primas serão cultivadas, e não mais extraídas. A substituição do plástico por fontes renováveis já começa a acontecer, e as fibras e óleos naturais se apresentam como alternativa viável. A inovação tecnológica aliada ao bom design pode garantir competitividade aos produtos brasileiros e a expansão do mercado internacional. 

No agronegócio, o Brasil tem espaço para ampliar a participação no mercado americano. Atualmente, o Brasil é o 13º fornecedor de frutas ao mercado americano, atrás de outros países da América do Sul como Chile, Peru, Equador, Colômbia e Argentina. No caso do cacau, o Brasil ocupa a 14º posição. A Índia é uma grande exportadora de alimentos para o mercado americano, mas devido a pandemia de Covid-19 está com dificuldades de manter o abastecimento.

  A exportação é uma estratégia comercial que devia ser trabalhada em todos os setores produtivos como política pública permanente. Frentes da agenda foram abertas, entretanto por ser dispersa é notável que a falta de empenho simultânea e de cooperação prejudicam os avanços necessários. Anos se passaram e o Brasil continua com apenas 1% das empresas exportadoras em 2019 de acordo com os dados do Ministério da Economia. Se o indicador de sucesso for números de empresas exportadoras e a quantidade de itens exportados, pode-se concluir a ineficiência e a falta de efetividade dos recursos destinados a expansão da participação mundial. O Brasil está no momento certo para novas propostas e inovadoras metodologias para atuar no mercado internacional.

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Katiane Gouvêa. Consultora. Relações Institucionais e Governamentais. Conselheira da Câmara Setorial das Fibras Naturais do Ministério da Agricultura. Conselheira da Câmara Temática da Agricultura Orgânica do Ministério da Agricultura. Diretora e Coordenadora do Comitê de Cultura da Abrig - Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais. Foi Secretária do Audiovisual da Secretária Especial de Cultura. Assessora de Negócios Internacionais na Gerência de Exportação da Apex-Brasil - Agência Brasileira de Promoção a Exportação e Investimento. Foi professora universitária e atuou como conteudista e consultora nas áreas de design, inovação e mercado no SEBRAE e no Centro Brasil Design.

katiane@growbr.com e gouvea.katiane@fgv.edu.br

FONTE Katiane Gouvêa; GrowBr