Beep Saúde aponta soluções para a diminuição da Vacinação no Brasil

Vacinação diminui no país e precisa de atenção para evitar doenças antes erradicadas A vacinação infantil é importante porque ajuda a prevenir uma série de doenças graves e contagiosas. O meio mais eficaz para manter uma população livre dessas doenças é atingindo as metas de cobertura vacinal estabelecidas.

SÃO PAULO, 11 de maio de 2021 /PRNewswire/ -- Doenças como sarampo, rubéola, poliomielite e formas graves de tuberculose, que uma vez já foram consideradas controladas, voltaram a preocupar médicos do Brasil pelo seu ressurgimento.

Esses casos vêm acontecendo principalmente pelas quedas nos índices de vacinação infantil, ou seja, o não atingimento da cobertura vacinal adequada.

Um panorama da vacinação infantil no Brasil

VIP (Vacina Inativada Poliomielite) - VOP (Vacina Oral contra Poliomielite)

As vacinas "VIP" e "VOP" são as vacinas que protegem contra a poliomielite e, por serem inativadas, não têm como causar a doença. Segundo o CONASEMS (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), em 2020, a campanha nacional de vacinação contra a poliomielite estimava imunizar, aproximadamente, 11,2 milhões de crianças de 1 até 5 anos.

Contudo, até outubro de 2020, somente 4 milhões de crianças haviam sido vacinadas, atingindo apenas 35% da meta estipulada (dados referentes à vacina VOP).

No PNI, a VIP é administrada nas três primeiras doses (2, 4 e 6 meses) e a VOP é feita nas doses de reforços e campanhas para crianças de 1 a 4 anos.

BCG (Bacilo de Calmette-Guérin)

Conhecida como BCG, essa vacina protege principalmente contra formas graves de tuberculose, como tuberculose miliar e meningite tuberculosa. Conforme dados informados pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, o objetivo era alcançar 90% da imunização do público infantil. Porém, até outubro de 2020, apenas 63,88% do público-alvo recebeu a vacina BCG. O último ano em que o Brasil alcançou a meta estipulada foi em 2018, vacinando 96,09%.

Tríplice viral

A tríplice viral, conhecida também como triviral, protege contra sarampo, rubéola e caxumba. A meta de vacinação é alcançar 95% entre crianças, jovens e adultos. Segundo o PNI, em 2020, a primeira dose da vacina teve 70% dessa meta alcançada. Já a segunda dose da vacina atingiu apenas 55% da meta. O último ano em que o Brasil alcançou 95% da vacinação foi em 2016, chegando em 95,41%.

Saiba mais sobre as doenças prevenidas com essas vacinas

Sarampo

O sarampo é uma doença infecciosa viral e contagiosa. A gravidade do quadro pode ser influenciada por outras condições, como, por exemplo: crianças menores de 1 ano e desnutridas ficam em estado grave com mais facilidade.

Os sintomas podem incluir: falta de apetite, tosse, coriza, manchas vermelhas na pele, mal-estar intenso e manchas brancas na parte interna da bochecha.

De acordo com o Boletim Epidemiológico, 13.489 casos de sarampo foram confirmados no ano de 2019. Até setembro de 2020, foram confirmados 7.939 casos.

Caxumba

Doença altamente contagiosa, a caxumba é uma infecção viral transmitida por via aérea, por meio de gotículas da saliva. Sua principal característica é o aumento das glândulas salivares, fazendo com que o rosto fique inchado.

Além do inchaço no rosto, os principais sintomas são: febre, calafrios, dor muscular e dor ao mastigar e engolir.

De acordo com a Secretaria do Estado de Saúde do Rio de Janeiro, no ano de 2017 foram registrados 1.376 casos de caxumba, enquanto no ano de 2019 houve um aumento significativo, registrando 2.185 casos.

Rubéola

A transmissão da rubéola acontece de pessoa para pessoa, por meio de secreções expelidas pelo indivíduo infectado. É uma doença altamente contagiosa e a melhor maneira de prevenção é a vacinação.

Os sintomas dessa doença incluem: febre, mal-estar, coriza, dor de cabeça, gânglios cervicais aumentados, manchas avermelhadas e vermelhidão nos olhos.

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2008 foram registrados 2.155 casos em 22 estados. Após 2009, não foram mais confirmados casos de rubéola no Brasil.

Tuberculose

Transmitida pelas vias aéreas, a tuberculose é uma doença infectocontagiosa, ou seja, de fácil e rápida transmissão. Atinge, principalmente, os pulmões e, em alguns casos, pode atingir rins, ossos e outros órgãos também.

O emagrecimento repentino, tosse, febre, falta de apetite e palidez são alguns dos principais sintomas da tuberculose.

Segundo o Boletim Epidemiológico de 2020, o Brasil registrou, no ano de 2015, 69.802 mil casos de tuberculose. Já em 2019 houve um aumento de 6%, registrando 73.864 mil novos casos. Apesar de ter cura, muitos abandonam o tratamento.

Poliomielite

Apesar do último caso de poliomielite no Brasil ter sido registrado em 1989, a doença não está 100% erradicada ao redor do mundo. O atingimento da meta de vacinação contra essa doença está cada vez mais em declínio.

Transmitida por meio de água e alimentos contaminados ou por meio do contato com a pessoa infectada, a poliomielite nem sempre apresenta sintomas, mas, nos casos em que surgem, se apresenta com: fadiga, febre, mal-estar, sensação de desmaio ou fraqueza, espasmos e constipação.

Apesar de atingir, normalmente, crianças com menos de 4 anos, adultos também podem ser afetados. Aproximadamente 1% dos pacientes podem desenvolver paralisia.

A vacinação pode melhorar o controle dessas doenças novamente

A melhor maneira de continuar controlando essas doenças é aumentando os índices de vacinação no país, pois como já explicado, sem a imunização da população, as enfermidades se espalham facilmente. 

E é por isso que a Beep Saúde reforça a importância de seguir o calendário de vacinação!

FONTE Beep Saúde

Vacinação diminui no país e precisa de atenção para evitar doenças antes erradicadas A vacinação infantil é importante porque ajuda a prevenir uma série de doenças graves e contagiosas. O meio mais eficaz para manter uma população livre dessas doenças é atingindo as metas de cobertura vacinal estabelecidas.

SÃO PAULO, 11 de maio de 2021 /PRNewswire/ -- Doenças como sarampo, rubéola, poliomielite e formas graves de tuberculose, que uma vez já foram consideradas controladas, voltaram a preocupar médicos do Brasil pelo seu ressurgimento.

Esses casos vêm acontecendo principalmente pelas quedas nos índices de vacinação infantil, ou seja, o não atingimento da cobertura vacinal adequada.

Um panorama da vacinação infantil no Brasil

VIP (Vacina Inativada Poliomielite) - VOP (Vacina Oral contra Poliomielite)

As vacinas "VIP" e "VOP" são as vacinas que protegem contra a poliomielite e, por serem inativadas, não têm como causar a doença. Segundo o CONASEMS (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), em 2020, a campanha nacional de vacinação contra a poliomielite estimava imunizar, aproximadamente, 11,2 milhões de crianças de 1 até 5 anos.

Contudo, até outubro de 2020, somente 4 milhões de crianças haviam sido vacinadas, atingindo apenas 35% da meta estipulada (dados referentes à vacina VOP).

No PNI, a VIP é administrada nas três primeiras doses (2, 4 e 6 meses) e a VOP é feita nas doses de reforços e campanhas para crianças de 1 a 4 anos.

BCG (Bacilo de Calmette-Guérin)

Conhecida como BCG, essa vacina protege principalmente contra formas graves de tuberculose, como tuberculose miliar e meningite tuberculosa. Conforme dados informados pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, o objetivo era alcançar 90% da imunização do público infantil. Porém, até outubro de 2020, apenas 63,88% do público-alvo recebeu a vacina BCG. O último ano em que o Brasil alcançou a meta estipulada foi em 2018, vacinando 96,09%.

Tríplice viral

A tríplice viral, conhecida também como triviral, protege contra sarampo, rubéola e caxumba. A meta de vacinação é alcançar 95% entre crianças, jovens e adultos. Segundo o PNI, em 2020, a primeira dose da vacina teve 70% dessa meta alcançada. Já a segunda dose da vacina atingiu apenas 55% da meta. O último ano em que o Brasil alcançou 95% da vacinação foi em 2016, chegando em 95,41%.

Saiba mais sobre as doenças prevenidas com essas vacinas

Sarampo

O sarampo é uma doença infecciosa viral e contagiosa. A gravidade do quadro pode ser influenciada por outras condições, como, por exemplo: crianças menores de 1 ano e desnutridas ficam em estado grave com mais facilidade.

Os sintomas podem incluir: falta de apetite, tosse, coriza, manchas vermelhas na pele, mal-estar intenso e manchas brancas na parte interna da bochecha.

De acordo com o Boletim Epidemiológico, 13.489 casos de sarampo foram confirmados no ano de 2019. Até setembro de 2020, foram confirmados 7.939 casos.

Caxumba

Doença altamente contagiosa, a caxumba é uma infecção viral transmitida por via aérea, por meio de gotículas da saliva. Sua principal característica é o aumento das glândulas salivares, fazendo com que o rosto fique inchado.

Além do inchaço no rosto, os principais sintomas são: febre, calafrios, dor muscular e dor ao mastigar e engolir.

De acordo com a Secretaria do Estado de Saúde do Rio de Janeiro, no ano de 2017 foram registrados 1.376 casos de caxumba, enquanto no ano de 2019 houve um aumento significativo, registrando 2.185 casos.

Rubéola

A transmissão da rubéola acontece de pessoa para pessoa, por meio de secreções expelidas pelo indivíduo infectado. É uma doença altamente contagiosa e a melhor maneira de prevenção é a vacinação.

Os sintomas dessa doença incluem: febre, mal-estar, coriza, dor de cabeça, gânglios cervicais aumentados, manchas avermelhadas e vermelhidão nos olhos.

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2008 foram registrados 2.155 casos em 22 estados. Após 2009, não foram mais confirmados casos de rubéola no Brasil.

Tuberculose

Transmitida pelas vias aéreas, a tuberculose é uma doença infectocontagiosa, ou seja, de fácil e rápida transmissão. Atinge, principalmente, os pulmões e, em alguns casos, pode atingir rins, ossos e outros órgãos também.

O emagrecimento repentino, tosse, febre, falta de apetite e palidez são alguns dos principais sintomas da tuberculose.

Segundo o Boletim Epidemiológico de 2020, o Brasil registrou, no ano de 2015, 69.802 mil casos de tuberculose. Já em 2019 houve um aumento de 6%, registrando 73.864 mil novos casos. Apesar de ter cura, muitos abandonam o tratamento.

Poliomielite

Apesar do último caso de poliomielite no Brasil ter sido registrado em 1989, a doença não está 100% erradicada ao redor do mundo. O atingimento da meta de vacinação contra essa doença está cada vez mais em declínio.

Transmitida por meio de água e alimentos contaminados ou por meio do contato com a pessoa infectada, a poliomielite nem sempre apresenta sintomas, mas, nos casos em que surgem, se apresenta com: fadiga, febre, mal-estar, sensação de desmaio ou fraqueza, espasmos e constipação.

Apesar de atingir, normalmente, crianças com menos de 4 anos, adultos também podem ser afetados. Aproximadamente 1% dos pacientes podem desenvolver paralisia.

A vacinação pode melhorar o controle dessas doenças novamente

A melhor maneira de continuar controlando essas doenças é aumentando os índices de vacinação no país, pois como já explicado, sem a imunização da população, as enfermidades se espalham facilmente. 

E é por isso que a Beep Saúde reforça a importância de seguir o calendário de vacinação!

FONTE Beep Saúde

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