Brasil e México se unem em defesa das bebidas típicas tradicionais e com Indicação Geográfica

SÃO PAULO, 12 de maio de 2022 /PRNewswire/ -- Em ação inédita, o Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) e a Câmara Nacional da Indústria Tequilera (CNIT) se uniram em manifesto a fim de alertar autoridades regionais e aprofundar o debate sobre o combate ao consumo nocivo de álcool, bem como os possíveis caminhos a serem adotados na discussão pública internacional.

As entidades representativas se posicionam diante da proposta que os agentes econômicos substituam, sempre que possível, bebidas com alto teor alcoólico por bebidas sem álcool ou com baixo teor em todo seu portfólio.

Essa é uma das diretrizes sugeridas na discussão em curso no âmbito da Organização Mundial da Saúde para a elaboração do Plano de Ação Global sobre o Álcool 2022 – 2030 (GAAP, sigla em inglês), que passará por aprovação de 22 a 28 de maio em Genebra na Suíça, durante a sua Assembleia. 

"Temos trabalhado para combater o consumo nocivo do álcool e o debate traz importantes avanços. É momento oportuno para aprofundarmos a reflexão, em especial pelos impactos que algumas diretrizes terão nas bebidas destiladas típicas tradicionais protegidas como Indicação Geográfica, um reconhecimento que protege toda cadeia de valor envolvida, que é baseado em características típicas e padrões de identidade e qualidade, como o teor alcoólico, cuja alteração descaracterizará os produtos", explica Carlos Lima, diretor executivo do IBRAC.

A principal frente do manifesto conjunto entre IBRAC e CNIT elucida que uma das medidas propostas não considera que o que realmente importa para combater o consumo nocivo é a quantidade de álcool ingerida e não o tipo ou teor da bebida alcoólica. De acordo com as entidades, a informação correta e a moderação são a chave para o consumo responsável, uma vez que álcool é álcool. Não levar isso em conta pode trazer consequências indesejadas, além de não ser a solução para o problema.

As bebidas destiladas típicas tradicionais como a Cachaça, Tequila, Pisco e Rum são responsáveis por uma imensa cadeia de valor, desde o produtor rural, até o segmento de turismo e relações internacionais de um país. Lima aponta que "as bebidas com Indicação Geográfica, como a Cachaça, têm ainda mais impacto no desenvolvimento cultural, econômico e social da região. Além disso, as Indicações Geográficas são vinculadas a tradições e às legislações específicas que, por sua vez, estão ligadas a acordos multilaterais entre países, o que torna ainda mais complexa algumas alterações".

Alfonso Mojica, diretor geral da CNIT, comenta que há aspectos de qualidade técnica que também estão relacionados aos padrões de produção. "Uma vez modificados os parâmetros de produção, como a redução do teor alcoólico, o produto perde suas características e, ao não atender ao padrão estabelecido, perderia sua proteção"

As entidades afirmam que a medida não combaterá o consumo nocivo e não trará os benefícios reais esperados para a sociedade, além disso, a diminuição do teor alcoólico descaracterizará os destilados típicos tradicionais e protegidos com Indicação Geográfica, comprometendo a sua cadeia de valor. "Nossa experiência mostra que difundir a moderação tem efeitos positivos e efetivos no combate ao consumo nocivo de bebidas alcoólicas", finaliza Lima.  

SERVIÇO  

Manifesto das Indicações Geográficas de destilados e das bebidas típicas e tradicionais da América Latina 

Imprensa 

Bárbara Lobato 

+ 55 61 98180 6999 

barbara.lobato@bowler.com.br

IBRAC 

O Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) é a entidade representativa do segmento produtivo da Cachaça. Com abrangência nacional possui entre os seus associados as principais empresas (micro, pequenas, médias e grandes) do segmento produtivo da Cachaça de vários estados brasileiros, sejam elas produtoras, estandardizadoras ou engarrafadoras, que correspondem a mais de 80% do volume de Cachaça comercializado formalmente no Brasil. No Instituto, também estão presentes 13 entidades de classe (estaduais/regionais/nacionais) do segmento produtivo. Com essa composição o IBRAC é a mais ampla representação de uma categoria de bebidas no Brasil. Mais informações em Instituto Brasileiro da Cachaça - IBRAC

CNIT

A Câmara Nacional da Indústria Tequilera (CNIT) é reconhecida como a instituição legítima para representar, promover e defender os interesses gerais da Indústria Tequilera e da Tequila. Fundada em 1959, completou 63 anos trabalhando para a bebida mexicana por excelência e sua indústria, tornando-se a instituição atual mais antiga do setor. As empresas se unem livre e voluntariamente para trabalhar lado a lado em benefício da Tequila. Atualmente os membros filiados à instituição representam mais de 80% da produção de Tequila.

Foto - https://mma.prnewswire.com/media/1817212/foto1_cachaca.jpg 

Foto - https://mma.prnewswire.com/media/1817213/foto2_tequila.jpg

FONTE IBRAC - Instituto Brasileiro da Cachaça

SÃO PAULO, 12 de maio de 2022 /PRNewswire/ -- Em ação inédita, o Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) e a Câmara Nacional da Indústria Tequilera (CNIT) se uniram em manifesto a fim de alertar autoridades regionais e aprofundar o debate sobre o combate ao consumo nocivo de álcool, bem como os possíveis caminhos a serem adotados na discussão pública internacional.

As entidades representativas se posicionam diante da proposta que os agentes econômicos substituam, sempre que possível, bebidas com alto teor alcoólico por bebidas sem álcool ou com baixo teor em todo seu portfólio.

Essa é uma das diretrizes sugeridas na discussão em curso no âmbito da Organização Mundial da Saúde para a elaboração do Plano de Ação Global sobre o Álcool 2022 – 2030 (GAAP, sigla em inglês), que passará por aprovação de 22 a 28 de maio em Genebra na Suíça, durante a sua Assembleia. 

"Temos trabalhado para combater o consumo nocivo do álcool e o debate traz importantes avanços. É momento oportuno para aprofundarmos a reflexão, em especial pelos impactos que algumas diretrizes terão nas bebidas destiladas típicas tradicionais protegidas como Indicação Geográfica, um reconhecimento que protege toda cadeia de valor envolvida, que é baseado em características típicas e padrões de identidade e qualidade, como o teor alcoólico, cuja alteração descaracterizará os produtos", explica Carlos Lima, diretor executivo do IBRAC.

A principal frente do manifesto conjunto entre IBRAC e CNIT elucida que uma das medidas propostas não considera que o que realmente importa para combater o consumo nocivo é a quantidade de álcool ingerida e não o tipo ou teor da bebida alcoólica. De acordo com as entidades, a informação correta e a moderação são a chave para o consumo responsável, uma vez que álcool é álcool. Não levar isso em conta pode trazer consequências indesejadas, além de não ser a solução para o problema.

As bebidas destiladas típicas tradicionais como a Cachaça, Tequila, Pisco e Rum são responsáveis por uma imensa cadeia de valor, desde o produtor rural, até o segmento de turismo e relações internacionais de um país. Lima aponta que "as bebidas com Indicação Geográfica, como a Cachaça, têm ainda mais impacto no desenvolvimento cultural, econômico e social da região. Além disso, as Indicações Geográficas são vinculadas a tradições e às legislações específicas que, por sua vez, estão ligadas a acordos multilaterais entre países, o que torna ainda mais complexa algumas alterações".

Alfonso Mojica, diretor geral da CNIT, comenta que há aspectos de qualidade técnica que também estão relacionados aos padrões de produção. "Uma vez modificados os parâmetros de produção, como a redução do teor alcoólico, o produto perde suas características e, ao não atender ao padrão estabelecido, perderia sua proteção"

As entidades afirmam que a medida não combaterá o consumo nocivo e não trará os benefícios reais esperados para a sociedade, além disso, a diminuição do teor alcoólico descaracterizará os destilados típicos tradicionais e protegidos com Indicação Geográfica, comprometendo a sua cadeia de valor. "Nossa experiência mostra que difundir a moderação tem efeitos positivos e efetivos no combate ao consumo nocivo de bebidas alcoólicas", finaliza Lima.  

SERVIÇO  

Manifesto das Indicações Geográficas de destilados e das bebidas típicas e tradicionais da América Latina 

Imprensa 

Bárbara Lobato 

+ 55 61 98180 6999 

barbara.lobato@bowler.com.br

IBRAC 

O Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) é a entidade representativa do segmento produtivo da Cachaça. Com abrangência nacional possui entre os seus associados as principais empresas (micro, pequenas, médias e grandes) do segmento produtivo da Cachaça de vários estados brasileiros, sejam elas produtoras, estandardizadoras ou engarrafadoras, que correspondem a mais de 80% do volume de Cachaça comercializado formalmente no Brasil. No Instituto, também estão presentes 13 entidades de classe (estaduais/regionais/nacionais) do segmento produtivo. Com essa composição o IBRAC é a mais ampla representação de uma categoria de bebidas no Brasil. Mais informações em Instituto Brasileiro da Cachaça - IBRAC

CNIT

A Câmara Nacional da Indústria Tequilera (CNIT) é reconhecida como a instituição legítima para representar, promover e defender os interesses gerais da Indústria Tequilera e da Tequila. Fundada em 1959, completou 63 anos trabalhando para a bebida mexicana por excelência e sua indústria, tornando-se a instituição atual mais antiga do setor. As empresas se unem livre e voluntariamente para trabalhar lado a lado em benefício da Tequila. Atualmente os membros filiados à instituição representam mais de 80% da produção de Tequila.

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FONTE IBRAC - Instituto Brasileiro da Cachaça

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