Brasil serve de palco para a Corrida pela Vacina

Parceria do governo federal e de São Paulo trazem duas promissoras possibilidades ao país

SÃO PAULO, 9 de julho de 2020 /PRNewswire/ -- Até o momento, nenhuma vacina foi aprovada para uso comercial. Existe um total de 19 ensaios de vacinas ao redor do planeta, há uma corrida para chegar a imunização tão aguardada no mundo inteiro e, apesar da crise ainda ter dimensões preocupantes no Brasil, duas vacinas sendo produzidas no país estão no estágio final — já em fase de testagem. Infelizmente há um jogo de poder pois uma das vacinas foi trazida pelo governo federal, chefiado por Jair Bolsonaro (sem partido), e a outra é pelo governo do estado de São Paulo, comandado por João Dória (PSDB) — ambos protagonizam uma das maiores brigas da política nacional.

O empresário Edson Hydalgo Júnior lamenta que interesses políticos influenciem na luta contra o vírus pois outros países que tiveram êxito no combate contaram com uma política nacional para superar a pandemia. "Nós do mercado não estamos preocupados com episódios de briga localizados e eventos pequenos, para nós é importante que a crise seja superada. Como essas disputas políticas têm acabado por prolongar essa crise, é sim de se lamentar", comenta.

Olhando pelo lado positivo, ambas as iniciativas estão avançadas como foi anunciado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). No caso do governo federal, a testagem da vacina está sendo chefiada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em parceria entre a empresa AstraZeneca e a Universidade de Oxford e, como relatado pelo portal de notícias Uol, é a mais avançada no mundo hoje. No governo do estado de São Paulo, a testagem também se encontra no estágio final, a parceria foi firmada com a o laboratório chinês Sinovac Biotech e o Instituto Butantan. Além das duas iniciativas, a empresa estatal farmacêutica, também chinesa, Sinopharm também está em estágio final, a testagem — por sua vez — está sendo realizada nos Emirados Árabes Unidos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) explica, porém, que a conclusão desta etapa final pode demorar meses e, até, não resultar em uma possibilidade de imunização. A incerteza toma conta do setor de saúde e também da economia como relata o empresário Edson Hydalgo Júnior. "O grande desafio hoje é saber qual o tamanho do buraco, ninguém sabe. Até quando essa doença pode persistir? Tem prazo para a descoberta de uma vacina — e ela vai ser eficaz? O vírus sofre mutação ou não? Quem pegou está com os anticorpos, como funciona isso?", questiona.

É importante ressaltar que o interesse dessas iniciativas em realizar sua testagem no Brasil se dá pelo grande número de casos. Atual epicentro da crise do novo coronavírus, a América do Sul tem tropeçado nas próprias pernas com casos de corrupção e somado a isso também não conta com um aparato amplo de saúde pública e nem mesmo com uma reserva que permita um auxílio emergencial duradouro. Esse problema financeiro também é o motor de críticas pelas parcerias anunciadas, já que a testagem da vacina exige gastos com pesquisa do poder público e sem uma resolução definitiva, o problema pode continuar.

Desde o surgimento do surto de Covid-19 na longínqua cidade de Wuhan, que fica na província chinesa de Hubei (região central da China), o novo coronavírus teve um efeito devastador e levou mais de dois bilhões de pessoas a viver por meses confinadas em casa, prejudicou o fluxo de mercadorias ao redor do mundo e acabou por afetar todos os setores da economia. Com a pandemia instalada, diversos países já analisam a reabertura do comércio e a economia global — apesar de ter sofrido um duríssimo golpe — já vê uma luz no fim do túnel.

Ao mesmo tempo, o Covid-19 mostrou seu altíssimo potencial de contágio e também uma resistência impressionante. A Nova Zelândia, por exemplo, que se tornou um exemplo de como lidar com a crise pelo seu êxito primoroso, após 25 dias sem contabilizar nenhuma ocorrência de infectados da doença se deparou com dois casos. A China, primeiro epicentro da doença, diversas cidades como Pequim tem idas e vindas na reabertura. Em Portugal, após as últimas etapas de abertura do comércio o país viu um aumento significativo dos casos e deu passos para trás.

Atualmente, tanto os países asiáticos como europeus já controlaram a crise, mesmo com episódios localizados de contágio numa perspectiva geral o pior já passou e os países já rumaram para a normalização. O epicentro da crise é a América do Sul e o Brasil, que ainda conta com números preocupantes.

No caso do ensaio de fase 3, como as duas iniciativas promissoras em solo brasileiro, representam a fase de testagem da eficácia da vacina, enquanto as fases 1 e 2 testam a segurança do medicamento — se tem danos colaterais por exemplo. A previsão da OMS é que até o fim de 2020 ou início de 2021 a vacina esteja disponível. A espera tem uma escala global talvez só comparável a grandes eventos como a normalização da economia após a crise do Subprime em 2008 e até a queda do Muro de Berlim em 1989. O Brasil, apesar do duro problema enfrentado, tem motivos para se mostrar otimista por ter duas das mais avançadas vacinas em testagem em solo nacional. Porém, até ter uma vacina em circulação a incerteza ainda deve pairar.

FONTE Edson Hydalgo Junior

Parceria do governo federal e de São Paulo trazem duas promissoras possibilidades ao país

SÃO PAULO, 9 de julho de 2020 /PRNewswire/ -- Até o momento, nenhuma vacina foi aprovada para uso comercial. Existe um total de 19 ensaios de vacinas ao redor do planeta, há uma corrida para chegar a imunização tão aguardada no mundo inteiro e, apesar da crise ainda ter dimensões preocupantes no Brasil, duas vacinas sendo produzidas no país estão no estágio final — já em fase de testagem. Infelizmente há um jogo de poder pois uma das vacinas foi trazida pelo governo federal, chefiado por Jair Bolsonaro (sem partido), e a outra é pelo governo do estado de São Paulo, comandado por João Dória (PSDB) — ambos protagonizam uma das maiores brigas da política nacional.

O empresário Edson Hydalgo Júnior lamenta que interesses políticos influenciem na luta contra o vírus pois outros países que tiveram êxito no combate contaram com uma política nacional para superar a pandemia. "Nós do mercado não estamos preocupados com episódios de briga localizados e eventos pequenos, para nós é importante que a crise seja superada. Como essas disputas políticas têm acabado por prolongar essa crise, é sim de se lamentar", comenta.

Olhando pelo lado positivo, ambas as iniciativas estão avançadas como foi anunciado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). No caso do governo federal, a testagem da vacina está sendo chefiada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em parceria entre a empresa AstraZeneca e a Universidade de Oxford e, como relatado pelo portal de notícias Uol, é a mais avançada no mundo hoje. No governo do estado de São Paulo, a testagem também se encontra no estágio final, a parceria foi firmada com a o laboratório chinês Sinovac Biotech e o Instituto Butantan. Além das duas iniciativas, a empresa estatal farmacêutica, também chinesa, Sinopharm também está em estágio final, a testagem — por sua vez — está sendo realizada nos Emirados Árabes Unidos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) explica, porém, que a conclusão desta etapa final pode demorar meses e, até, não resultar em uma possibilidade de imunização. A incerteza toma conta do setor de saúde e também da economia como relata o empresário Edson Hydalgo Júnior. "O grande desafio hoje é saber qual o tamanho do buraco, ninguém sabe. Até quando essa doença pode persistir? Tem prazo para a descoberta de uma vacina — e ela vai ser eficaz? O vírus sofre mutação ou não? Quem pegou está com os anticorpos, como funciona isso?", questiona.

É importante ressaltar que o interesse dessas iniciativas em realizar sua testagem no Brasil se dá pelo grande número de casos. Atual epicentro da crise do novo coronavírus, a América do Sul tem tropeçado nas próprias pernas com casos de corrupção e somado a isso também não conta com um aparato amplo de saúde pública e nem mesmo com uma reserva que permita um auxílio emergencial duradouro. Esse problema financeiro também é o motor de críticas pelas parcerias anunciadas, já que a testagem da vacina exige gastos com pesquisa do poder público e sem uma resolução definitiva, o problema pode continuar.

Desde o surgimento do surto de Covid-19 na longínqua cidade de Wuhan, que fica na província chinesa de Hubei (região central da China), o novo coronavírus teve um efeito devastador e levou mais de dois bilhões de pessoas a viver por meses confinadas em casa, prejudicou o fluxo de mercadorias ao redor do mundo e acabou por afetar todos os setores da economia. Com a pandemia instalada, diversos países já analisam a reabertura do comércio e a economia global — apesar de ter sofrido um duríssimo golpe — já vê uma luz no fim do túnel.

Ao mesmo tempo, o Covid-19 mostrou seu altíssimo potencial de contágio e também uma resistência impressionante. A Nova Zelândia, por exemplo, que se tornou um exemplo de como lidar com a crise pelo seu êxito primoroso, após 25 dias sem contabilizar nenhuma ocorrência de infectados da doença se deparou com dois casos. A China, primeiro epicentro da doença, diversas cidades como Pequim tem idas e vindas na reabertura. Em Portugal, após as últimas etapas de abertura do comércio o país viu um aumento significativo dos casos e deu passos para trás.

Atualmente, tanto os países asiáticos como europeus já controlaram a crise, mesmo com episódios localizados de contágio numa perspectiva geral o pior já passou e os países já rumaram para a normalização. O epicentro da crise é a América do Sul e o Brasil, que ainda conta com números preocupantes.

No caso do ensaio de fase 3, como as duas iniciativas promissoras em solo brasileiro, representam a fase de testagem da eficácia da vacina, enquanto as fases 1 e 2 testam a segurança do medicamento — se tem danos colaterais por exemplo. A previsão da OMS é que até o fim de 2020 ou início de 2021 a vacina esteja disponível. A espera tem uma escala global talvez só comparável a grandes eventos como a normalização da economia após a crise do Subprime em 2008 e até a queda do Muro de Berlim em 1989. O Brasil, apesar do duro problema enfrentado, tem motivos para se mostrar otimista por ter duas das mais avançadas vacinas em testagem em solo nacional. Porém, até ter uma vacina em circulação a incerteza ainda deve pairar.

FONTE Edson Hydalgo Junior