Campeão de ilegalidade

Brasil está em primeiro lugar no mundo no ranking de consumo de cigarros contrabandeados, segundo estudo da Oxford Economics

SÃO PAULO, 9 de março de 2020 /PRNewswire/ -- Um estudo divulgado pela Oxford Economics coloca o Brasil no topo de um triste ranking. O País está em primeiro lugar no mundo no consumo de cigarros ilícitos e em dois anos deve se tornar também o líder mundial em penetração de cigarros ilegais, superando o atual primeiro colocado, a Malásia, que atualmente tem 59% de comercialização de contrabando no mercado – o Brasil tem 57%. "Nota-se que desde 2011, quando houve o aumento da tributação, o consumo total não caiu, o que caiu foi a adesão às marcas legais e o volume maior de ilegais chegando ao mercado", diz Marcos Casarin, economista da Oxford Economics.

O aumento da tributação refletiu também na queda da arrecadação fiscal. De acordo com o estudo, a sonegação de impostos causada pelo mercado ilegal de tabaco fez o país perder R$ 62,4 bilhões em receitas fiscais na década a partir de 2009.

Esse ranking expressivo é confirmado pelo Ibope, que indica que, dos 57% de cigarros ilegais consumidos no Brasil em  2019 , 49% foram contrabandeados (principalmente do Paraguai) e 8% produzidos por fabricantes nacionais que operam de forma irregular, oferecendo seus produtos abaixo do preço mínimo estabelecido por lei, de R$ 5. As projeções revelam que, em 2020, 60% dos cigarros consumidos por aqui serão clandestinos.

Fiéis ao contrabando - A enxurrada de produtos do crime no mercado também mudou o comportamento do consumidor. O número de clientes fiéis aos cigarros contrabandeados aumentou, segundo a pesquisa da Kantar disponibilizada para a Oxford Economics. O estudo constatou que o índice de fumantes que se declaravam leais ao contrabandeado "Gift" aumentou de 2% em 2015 para 7,7% em 2019. Já a "Eight", também ilegal, aumentou de 11,8% para 16,2% no mesmo período. "Eight" e "Gift" são duas das três marcas mais consumidas no País. Ilegais, representam mais de um quarto do mercado total.

Segundo o economista Marcos Casarin, a fidelização dos consumidores ao cigarro ilegal impacta toda a sociedade. Há menos recursos advindos da arrecadação fiscal, uma diminuição substancial da oferta de empregos e o crescimento exponencial do crime organizado, que se alimenta do cigarro ilegal para suas transações ilícitas.

FONTE Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP)

Brasil está em primeiro lugar no mundo no ranking de consumo de cigarros contrabandeados, segundo estudo da Oxford Economics

SÃO PAULO, 9 de março de 2020 /PRNewswire/ -- Um estudo divulgado pela Oxford Economics coloca o Brasil no topo de um triste ranking. O País está em primeiro lugar no mundo no consumo de cigarros ilícitos e em dois anos deve se tornar também o líder mundial em penetração de cigarros ilegais, superando o atual primeiro colocado, a Malásia, que atualmente tem 59% de comercialização de contrabando no mercado – o Brasil tem 57%. "Nota-se que desde 2011, quando houve o aumento da tributação, o consumo total não caiu, o que caiu foi a adesão às marcas legais e o volume maior de ilegais chegando ao mercado", diz Marcos Casarin, economista da Oxford Economics.

O aumento da tributação refletiu também na queda da arrecadação fiscal. De acordo com o estudo, a sonegação de impostos causada pelo mercado ilegal de tabaco fez o país perder R$ 62,4 bilhões em receitas fiscais na década a partir de 2009.

Esse ranking expressivo é confirmado pelo Ibope, que indica que, dos 57% de cigarros ilegais consumidos no Brasil em  2019 , 49% foram contrabandeados (principalmente do Paraguai) e 8% produzidos por fabricantes nacionais que operam de forma irregular, oferecendo seus produtos abaixo do preço mínimo estabelecido por lei, de R$ 5. As projeções revelam que, em 2020, 60% dos cigarros consumidos por aqui serão clandestinos.

Fiéis ao contrabando - A enxurrada de produtos do crime no mercado também mudou o comportamento do consumidor. O número de clientes fiéis aos cigarros contrabandeados aumentou, segundo a pesquisa da Kantar disponibilizada para a Oxford Economics. O estudo constatou que o índice de fumantes que se declaravam leais ao contrabandeado "Gift" aumentou de 2% em 2015 para 7,7% em 2019. Já a "Eight", também ilegal, aumentou de 11,8% para 16,2% no mesmo período. "Eight" e "Gift" são duas das três marcas mais consumidas no País. Ilegais, representam mais de um quarto do mercado total.

Segundo o economista Marcos Casarin, a fidelização dos consumidores ao cigarro ilegal impacta toda a sociedade. Há menos recursos advindos da arrecadação fiscal, uma diminuição substancial da oferta de empregos e o crescimento exponencial do crime organizado, que se alimenta do cigarro ilegal para suas transações ilícitas.

FONTE Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP)

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