CGTN: Além das montanhas: a vida em Xinjiang

PEQUIM, 19 de abril de 2021 /PRNewswire/ -- As montanhas de Tianshan, que se estendem por milhares de quilômetros ao longo da fronteira noroeste da China, dividem a região autônoma de Xinjiang Uygur na metade, o norte relativamente próspero e o sul menos desenvolvido. Por algum tempo, os habitantes do sul, que têm uma população maior de minoria étnica, não entendiam o rápido desenvolvimento do norte, enquanto as pessoas no norte não tinham uma visão precisa do sul, muito menos das pessoas de fora da região.

Após décadas de desenvolvimento e interação, habitantes de ambos os lados das montanhas acabaram se conhecendo. Montanhas são fronteiras físicas que podem ser atravessadas, mas "uma dose de preconceito vem das montanhas em nossa mente que nos impede de enxergar a verdade", de acordo com Han Bin, diretor do documentário "Além das montanhas: a vida em Xinjiang".

Ataques terroristas que têm assolado a área há quase três décadas geraram choque e pânico nas pessoas de dentro e de fora da região. Várias pessoas de outras províncias e regiões da China inconscientemente olharam para Uygurs com olhos de preconceito, observou Chen Ruijun, diretor de uma empresa de construção que foi apoiar o desenvolvimento de Xinjiang em 2008 e 2009, quando os tumultos extremistas eram desenfreados na região. O medo e o preconceito que o acompanha se atenuaram gradualmente com maior compreensão e desenvolvimento mais rápido. 

Nos últimos anos, uma boa parte da cobertura da mídia ocidental em relação à China pintou um quadro negativo devido à falta de informação, bem como à falta de confiança. Xinjiang, que abriga mais de 12 milhões de Uygurs, recebeu uma maior parcela do estigma e da distorção. Reportagens estrangeiras sobre Xinjiang têm se concentrado predominantemente em alegações de "abusos dos direitos humanos por parte do governo chinês".

Sendo assim, a verdadeira Xinjiang está afogada em intermináveis manchetes absurdas e sensacionalistas sobre "campos de detenção" e "trabalho forçado" nos setores têxteis, de produção de tomates e até mesmo de energia solar, para citar apenas alguns. Esta retórica, imbuída de preconceito e suposição, representa uma montanha intransponível na mente de muitas pessoas.

"Além das montanhas: a vida em Xinjiang", um documentário de 80 minutos, é contado por meio de uma coleção de histórias individuais que, juntas, narram o processo de mudança na região. Também se trata de romper estereótipos e esclarecer conceitos equivocados para as pessoas de dentro e de fora da região.

O filme apresenta a magnífica paisagem desta vasta terra, bem como a vida moderna de seu povo de diferentes grupos étnicos. Ele contém quatro partes: "Tempos de mudança", "Seguindo o dinheiro", "Novas gerações" e "Homem e natureza", apresentando várias facetas da atual Xinjiang e de seu povo.

Sabyt Abukhadir mora no condado de Zhaosu, no norte de Xinjiang, onde várias gerações dependem dos campos do altiplano exuberante para viver. Seu neto, Erjanat Nurkidir, está se formando em dança na Ili Normal University. Os dois brigaram porque Sabyt acreditava que dançar era só para meninas. O desentendimento não terminou até Sabyt assistir Erjanat dançando no palco. "Meu menino era tão bom que me fez chorar", ele disse.

No sul de Xinjiang, uma mudança de mentalidade como esta é muito mais difícil. Muitas mulheres nos quatro distritos do sul de Xinjiang nunca saíram de casa. "As mulheres que saem de casa para trabalhar não encontrarão marido", de acordo com o pensamento tradicional da região.

Mas Zileyhan Eysa, fazendeira de Kuqa do condado de Aksu, decidiu partir para o norte para trabalhar em uma fábrica têxtil na esperança de ganhar dinheiro para que sua mãe gravemente doente pudesse obter tratamento adequado. "Se eu não tivesse vindo para cá, a mamãe já estaria morta", disse.

Além das histórias que retratam as mudanças de Xinjiang, onde os jovens exercem imensa paixão para gerar uma mudança de pensamento, o documentário também conta histórias de pessoas que trabalham para proteger a terra que amam. Yang Zongzong tem um hobby muito "peculiar": encontrar e catalogar todas as espécies de plantas. "Para mim, é a apreciação da beleza nas coisas mais comuns", ele disse. Até o momento, ele reuniu de 10.000 a 20.000 espécimes, estudando sua morfologia, genética e assinatura ambiental. O crescimento da planta é afetado principalmente pelo meio ambiente, portanto, qualquer mudança no clima registrada por seu crescimento indica alterações nas mudanças climáticas e condições naturais.

Estas histórias de dedicação e rompimento com a tradição não são tanto desrespeito para o passado, mas um olhar para um futuro mais progressivo.

Link: https://news.cgtn.com/news/2021-04-16/Beyond-the-Mountains-Life-in-Xinjiang--Zui80BwyOc/index.html

Vídeo - https://www.youtube.com/watch?v=oWyT3CLu3do

Foto - https://mma.prnewswire.com/media/1489949/CGTN_Beyond_the_Mountains_Life_in_Xinjiang.jpg

FONTE CGTN

PEQUIM, 19 de abril de 2021 /PRNewswire/ -- As montanhas de Tianshan, que se estendem por milhares de quilômetros ao longo da fronteira noroeste da China, dividem a região autônoma de Xinjiang Uygur na metade, o norte relativamente próspero e o sul menos desenvolvido. Por algum tempo, os habitantes do sul, que têm uma população maior de minoria étnica, não entendiam o rápido desenvolvimento do norte, enquanto as pessoas no norte não tinham uma visão precisa do sul, muito menos das pessoas de fora da região.

Após décadas de desenvolvimento e interação, habitantes de ambos os lados das montanhas acabaram se conhecendo. Montanhas são fronteiras físicas que podem ser atravessadas, mas "uma dose de preconceito vem das montanhas em nossa mente que nos impede de enxergar a verdade", de acordo com Han Bin, diretor do documentário "Além das montanhas: a vida em Xinjiang".

Ataques terroristas que têm assolado a área há quase três décadas geraram choque e pânico nas pessoas de dentro e de fora da região. Várias pessoas de outras províncias e regiões da China inconscientemente olharam para Uygurs com olhos de preconceito, observou Chen Ruijun, diretor de uma empresa de construção que foi apoiar o desenvolvimento de Xinjiang em 2008 e 2009, quando os tumultos extremistas eram desenfreados na região. O medo e o preconceito que o acompanha se atenuaram gradualmente com maior compreensão e desenvolvimento mais rápido. 

Nos últimos anos, uma boa parte da cobertura da mídia ocidental em relação à China pintou um quadro negativo devido à falta de informação, bem como à falta de confiança. Xinjiang, que abriga mais de 12 milhões de Uygurs, recebeu uma maior parcela do estigma e da distorção. Reportagens estrangeiras sobre Xinjiang têm se concentrado predominantemente em alegações de "abusos dos direitos humanos por parte do governo chinês".

Sendo assim, a verdadeira Xinjiang está afogada em intermináveis manchetes absurdas e sensacionalistas sobre "campos de detenção" e "trabalho forçado" nos setores têxteis, de produção de tomates e até mesmo de energia solar, para citar apenas alguns. Esta retórica, imbuída de preconceito e suposição, representa uma montanha intransponível na mente de muitas pessoas.

"Além das montanhas: a vida em Xinjiang", um documentário de 80 minutos, é contado por meio de uma coleção de histórias individuais que, juntas, narram o processo de mudança na região. Também se trata de romper estereótipos e esclarecer conceitos equivocados para as pessoas de dentro e de fora da região.

O filme apresenta a magnífica paisagem desta vasta terra, bem como a vida moderna de seu povo de diferentes grupos étnicos. Ele contém quatro partes: "Tempos de mudança", "Seguindo o dinheiro", "Novas gerações" e "Homem e natureza", apresentando várias facetas da atual Xinjiang e de seu povo.

Sabyt Abukhadir mora no condado de Zhaosu, no norte de Xinjiang, onde várias gerações dependem dos campos do altiplano exuberante para viver. Seu neto, Erjanat Nurkidir, está se formando em dança na Ili Normal University. Os dois brigaram porque Sabyt acreditava que dançar era só para meninas. O desentendimento não terminou até Sabyt assistir Erjanat dançando no palco. "Meu menino era tão bom que me fez chorar", ele disse.

No sul de Xinjiang, uma mudança de mentalidade como esta é muito mais difícil. Muitas mulheres nos quatro distritos do sul de Xinjiang nunca saíram de casa. "As mulheres que saem de casa para trabalhar não encontrarão marido", de acordo com o pensamento tradicional da região.

Mas Zileyhan Eysa, fazendeira de Kuqa do condado de Aksu, decidiu partir para o norte para trabalhar em uma fábrica têxtil na esperança de ganhar dinheiro para que sua mãe gravemente doente pudesse obter tratamento adequado. "Se eu não tivesse vindo para cá, a mamãe já estaria morta", disse.

Além das histórias que retratam as mudanças de Xinjiang, onde os jovens exercem imensa paixão para gerar uma mudança de pensamento, o documentário também conta histórias de pessoas que trabalham para proteger a terra que amam. Yang Zongzong tem um hobby muito "peculiar": encontrar e catalogar todas as espécies de plantas. "Para mim, é a apreciação da beleza nas coisas mais comuns", ele disse. Até o momento, ele reuniu de 10.000 a 20.000 espécimes, estudando sua morfologia, genética e assinatura ambiental. O crescimento da planta é afetado principalmente pelo meio ambiente, portanto, qualquer mudança no clima registrada por seu crescimento indica alterações nas mudanças climáticas e condições naturais.

Estas histórias de dedicação e rompimento com a tradição não são tanto desrespeito para o passado, mas um olhar para um futuro mais progressivo.

Link: https://news.cgtn.com/news/2021-04-16/Beyond-the-Mountains-Life-in-Xinjiang--Zui80BwyOc/index.html

Vídeo - https://www.youtube.com/watch?v=oWyT3CLu3do

Foto - https://mma.prnewswire.com/media/1489949/CGTN_Beyond_the_Mountains_Life_in_Xinjiang.jpg

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