CGTN: como os extremistas são tratados nas prisões de Xinjiang?

BEIJING, 12 de abril de 2021 /PRNewswire/ -- Almira Muhter era uma estudante aplicada que só tirava notas boas antes de se tornar uma extremista. Em 2012, ela foi condenada por incitar a "jihad" (guerra santa) e o extremismo on-line e foi condenada a 10 anos de prisão.

Jovens e mulheres são presas fáceis de extremistas que usam várias maneiras para atraí-los. De acordo com policiais envolvidos na investigação dos ataques terroristas em Xinjiang, alguns pregadores mal intencionados conseguem convencer os pais a enviarem seus filhos a escolas muçulmanas (madraças) clandestinas para serem doutrinados. Além disso, há materiais específicos on-line direcionados a mulheres e estudantes, observou "Abduweli", que trabalha na Agência de informações cibernéticas de Xinjiang (Xinjiang Internet Information Office) desde sua criação em 2013.

"No início, não me impressionou muito. Eram apenas instruções como "A única maneira de garantir um lugar no paraíso é satisfazendo os desejos de sua mãe", Almira disse à CGTN de dentro da prisão. Aos poucos, os ensinamentos passaram a focar na "jihad", instigando Almira a declarar guerra religiosa e a se martirizar para entrar no paraíso.

Uma das "instruções" que ela acreditava ser verdade era a de que mulheres deviam ficar em casa e, portanto, recusava-se a ir para a faculdade, apesar da forte objeção de seus pais.

"Ela achava que estava certa", disse Bai Fengije, uma instrutora do sistema penitenciário. Ideias radicais acompanharam Almira mesmo quando ela entrou na prisão. Em 2018, ela foi condenada por conspiração no intuito de cometer assassinato e incêndio criminoso na prisão, e sua sentença foi estendida até 2035.

Durante os últimos anos, Bai continuou falando com Almira, conhecendo-a melhor e explicando noções jurídicas para a jovem. Os esforços dela valeram a pena. Almira percebeu que o paraíso pelo qual ela sonhava não era mais do que uma ficção.

"Sou uma policial. Mas me considero mais como uma professora", disse Bai. Ela é uma das muitas instrutoras do sistema penitenciário que trabalham para ajudar os jovens a voltar a uma vida melhor. "Não devemos desistir deles. Precisamos acreditar que eles eventualmente mudarão."

Esta é uma das muitas histórias em nosso documentário exclusivo "A guerra nas sombras: os desafios do combate ao terrorismo em Xinjiang." Assista ao documentário completo  aqui .

https://news.cgtn.com/news/2021-04-02/How-are-jailed-extremists-treated-in-Xinjiang--Z7JIlkyjHW/index.html

 

Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=8vTT9rsHGx4

Foto: https://mma.prnewswire.com/media/1485059/CGTN_Documentary_The_War_in_The_Shadows.jpg

Foto - https://mma.prnewswire.com/media/1485060/CGTN_The_War_in_the_Shadows.jpg

 

FONTE CGTN

BEIJING, 12 de abril de 2021 /PRNewswire/ -- Almira Muhter era uma estudante aplicada que só tirava notas boas antes de se tornar uma extremista. Em 2012, ela foi condenada por incitar a "jihad" (guerra santa) e o extremismo on-line e foi condenada a 10 anos de prisão.

Jovens e mulheres são presas fáceis de extremistas que usam várias maneiras para atraí-los. De acordo com policiais envolvidos na investigação dos ataques terroristas em Xinjiang, alguns pregadores mal intencionados conseguem convencer os pais a enviarem seus filhos a escolas muçulmanas (madraças) clandestinas para serem doutrinados. Além disso, há materiais específicos on-line direcionados a mulheres e estudantes, observou "Abduweli", que trabalha na Agência de informações cibernéticas de Xinjiang (Xinjiang Internet Information Office) desde sua criação em 2013.

"No início, não me impressionou muito. Eram apenas instruções como "A única maneira de garantir um lugar no paraíso é satisfazendo os desejos de sua mãe", Almira disse à CGTN de dentro da prisão. Aos poucos, os ensinamentos passaram a focar na "jihad", instigando Almira a declarar guerra religiosa e a se martirizar para entrar no paraíso.

Uma das "instruções" que ela acreditava ser verdade era a de que mulheres deviam ficar em casa e, portanto, recusava-se a ir para a faculdade, apesar da forte objeção de seus pais.

"Ela achava que estava certa", disse Bai Fengije, uma instrutora do sistema penitenciário. Ideias radicais acompanharam Almira mesmo quando ela entrou na prisão. Em 2018, ela foi condenada por conspiração no intuito de cometer assassinato e incêndio criminoso na prisão, e sua sentença foi estendida até 2035.

Durante os últimos anos, Bai continuou falando com Almira, conhecendo-a melhor e explicando noções jurídicas para a jovem. Os esforços dela valeram a pena. Almira percebeu que o paraíso pelo qual ela sonhava não era mais do que uma ficção.

"Sou uma policial. Mas me considero mais como uma professora", disse Bai. Ela é uma das muitas instrutoras do sistema penitenciário que trabalham para ajudar os jovens a voltar a uma vida melhor. "Não devemos desistir deles. Precisamos acreditar que eles eventualmente mudarão."

Esta é uma das muitas histórias em nosso documentário exclusivo "A guerra nas sombras: os desafios do combate ao terrorismo em Xinjiang." Assista ao documentário completo  aqui .

https://news.cgtn.com/news/2021-04-02/How-are-jailed-extremists-treated-in-Xinjiang--Z7JIlkyjHW/index.html

 

Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=8vTT9rsHGx4

Foto: https://mma.prnewswire.com/media/1485059/CGTN_Documentary_The_War_in_The_Shadows.jpg

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