Classificação da Bloomberg para a COVID-19 simboliza ''Os negócios em primeiro lugar, por último os humanos''

PEQUIM, 16 de julho de 2021 /PRNewswire/ -- Recentemente, a agência de notícias dos EUA, Bloomberg, publicou sua classificação de resiliência à Covid de junho. Os Estados Unidos foram classificados em primeiro lugar.

A Bloomberg explica que os EUA "refletem o melhor cenário de elevadas vacinações, um surto minguante, capacidade de voos em recuperação quase total e poucas restrições de viagem para pessoas vacinadas." A normalização, capacidade de "voltar no tempo e retornar ao período pré-pandemia", é alegada como a coisa mais importante.

A CGTN First Voice estudou a métrica usada pela Bloomberg para classificar os países e descobre que ela tem uma tendência pró-negócios muito forte. Dos 12 componentes, há apenas quatro medidas de "Qualidade de vida", e duas delas poderiam ser consideradas como medição da atividade econômica. Desta forma, apesar dos EUA terem tido o maior número de mortes de COVID-19 do mundo e mais de 600.000 vidas americanas perdidas, eles mal são registrados na classificação.

E a métrica de classificação trata o confinamento como um vício. As duas métricas adicionais nesta rodada que levaram os EUA a saltar para o primeiro lugar são "a facilidade de entrar e sair de um lugar" e "a quantidade de viagens aéreas que foi recuperada." Há um total de quatro componentes medindo a velocidade da retirada das restrições da COVID-19, tratando isso como se a retirada das restrições fosse "sempre e incontestavelmente uma boa ideia". Locais que ainda estão realizando confinamentos para combater a pandemia são penalizados.

"Mantenha a economia funcionando; nada mais importa", escreveu a CGTN First Voice. "A classificação de resiliência à COVID da Bloomberg apoia as políticas da administração anterior."

Nos Estados Unidos, os interesses corporativos sempre tiveram alta prioridade na política e na formulação de políticas. As métricas da Bloomberg refletem a mesma prioridade que o governo dos EUA tem seguido desde o início do surto.

Os EUA têm observado um ressurgimento de casos de COVID-19 devido à rápida propagação da variante Delta. Os números aumentam a uma velocidade de mais de 30 mil casos por dia. Centenas de pessoas ainda estão morrendo devido ao vírus nos EUA. A ABC relata que 30 por cento dos adultos nos EUA não receberam uma vacina contra COVID-19 e não têm nenhum plano para fazê-lo.

"Ela está defendendo a remoção de barreiras relacionadas à epidemia para fazer negócios", concluiu a CGTN First Voice, "e esta classificação destrói a credibilidade da Bloomberg."

https://news.cgtn.com/news/2021-07-15/Bloomberg-s-COVID-19-ranking-epitomizes-business-first-humans-last--11Ut7LjJxYc/index.html

Foto - https://mma.prnewswire.com/media/1575400/image.jpg

 

FONTE CGTN

PEQUIM, 16 de julho de 2021 /PRNewswire/ -- Recentemente, a agência de notícias dos EUA, Bloomberg, publicou sua classificação de resiliência à Covid de junho. Os Estados Unidos foram classificados em primeiro lugar.

A Bloomberg explica que os EUA "refletem o melhor cenário de elevadas vacinações, um surto minguante, capacidade de voos em recuperação quase total e poucas restrições de viagem para pessoas vacinadas." A normalização, capacidade de "voltar no tempo e retornar ao período pré-pandemia", é alegada como a coisa mais importante.

A CGTN First Voice estudou a métrica usada pela Bloomberg para classificar os países e descobre que ela tem uma tendência pró-negócios muito forte. Dos 12 componentes, há apenas quatro medidas de "Qualidade de vida", e duas delas poderiam ser consideradas como medição da atividade econômica. Desta forma, apesar dos EUA terem tido o maior número de mortes de COVID-19 do mundo e mais de 600.000 vidas americanas perdidas, eles mal são registrados na classificação.

E a métrica de classificação trata o confinamento como um vício. As duas métricas adicionais nesta rodada que levaram os EUA a saltar para o primeiro lugar são "a facilidade de entrar e sair de um lugar" e "a quantidade de viagens aéreas que foi recuperada." Há um total de quatro componentes medindo a velocidade da retirada das restrições da COVID-19, tratando isso como se a retirada das restrições fosse "sempre e incontestavelmente uma boa ideia". Locais que ainda estão realizando confinamentos para combater a pandemia são penalizados.

"Mantenha a economia funcionando; nada mais importa", escreveu a CGTN First Voice. "A classificação de resiliência à COVID da Bloomberg apoia as políticas da administração anterior."

Nos Estados Unidos, os interesses corporativos sempre tiveram alta prioridade na política e na formulação de políticas. As métricas da Bloomberg refletem a mesma prioridade que o governo dos EUA tem seguido desde o início do surto.

Os EUA têm observado um ressurgimento de casos de COVID-19 devido à rápida propagação da variante Delta. Os números aumentam a uma velocidade de mais de 30 mil casos por dia. Centenas de pessoas ainda estão morrendo devido ao vírus nos EUA. A ABC relata que 30 por cento dos adultos nos EUA não receberam uma vacina contra COVID-19 e não têm nenhum plano para fazê-lo.

"Ela está defendendo a remoção de barreiras relacionadas à epidemia para fazer negócios", concluiu a CGTN First Voice, "e esta classificação destrói a credibilidade da Bloomberg."

https://news.cgtn.com/news/2021-07-15/Bloomberg-s-COVID-19-ranking-epitomizes-business-first-humans-last--11Ut7LjJxYc/index.html

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