Com crescimento do delivery, aumentam as dúvidas sobre contaminação por Covid-19 em alimentos

Especialistas da bioMérieux enfatizam os cuidados com a higiene em toda a cadeia, pois contaminação é possível, tanto no alimento quanto na embalagem

SÃO PAULO, 6 de abril de 2020 /PRNewswire/ -- Com muitas cidades em quarentena e várias outras com recomendações para que a população fique em casa, as pessoas estão armazenando alimentos e utilizando, com maior frequência, os serviços de delivery (retirada ou entrega). A minimização do contato social é importante nesse momento, pois permite a diminuição da velocidade de contágio das pessoas e o achatamento da curva epidêmica.

Entretanto, embora seja uma solução prática e necessária atualmente, muitos consumidores estão se perguntando: é possível a transmissão da Covid-19 por meio de alimentos preparados em casa ou prontos entregues por delivery?

Especialistas em Microbiologia Industrial da bioMérieux, empresa francesa líder no segmento de microbiologia industrial e segurança alimentar, tiram algumas dúvidas mais comuns a respeito:

1)  Alguém já se contaminou por Covid-19 a partir de um alimento?Até hoje, o FDA (Food and Drug Administration) e o EFEA (European Food Safety Authority) não reportaram registro de nenhum caso em que alimentos tenham sido a via de transmissão desse vírus, assim como não foi encontrada no site da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) nenhuma informação relacionada ao assunto.

2)  É possível que o vírus fique no alimento ou na sua embalagem?

Sim, é possível que o vírus originado de gotículas provenientes de um espirro ou tosse e transportadas pelo ar ou pelas mãos de alguém contaminado cheguem até um alimento ou embalagem. Entretanto, até o momento, não houve relatos de que isso tenha ocorrido.

3)  Por quanto tempo o vírus pode sobreviver no alimento ou na embalagem?

O tempo de sobrevivência do vírus pode variar de acordo com inúmeros fatores como, por exemplo, o tipo de superfície, a temperatura e a umidade. Em geral, acredita-se que os vírus sobrevivam por mais tempo em superfícies não porosas, como plásticos, e por menos tempo em superfícies porosas, como papelão. Independentemente do tempo de sobrevivência do vírus, é importante que precauções sejam tomadas quanto à higienização dessas embalagens.

4) Neste momento, é seguro comprar comida pronta ou pedir entregas?

Existem normas e regras relacionadas ao preparo de alimentos em restaurantes e cozinhas industriais, de modo a garantir a segurança dos alimentos. Considerando que o principal fator de risco é estar próximo a outras pessoas, a entrega de alimentos pode ser uma boa maneira de ajudar a minimizar o contato. Mas, de qualquer maneira, é sempre uma boa ideia tratar qualquer coisa que entre na sua casa com cuidado e seguir procedimentos de higienização.

5)  Quais precauções posso tomar com alimentos e embalagens?

Com alimentos, as recomendações são as mesmas relacionadas à segurança de alimentos, como garantir que a carne seja resfriada por tempo e temperatura adequados. Ainda não existem dados publicados quanto à temperatura apropriada para matar o SARS-CoV-2, entretanto, o vírus SARS causador do surto de 2003, que é bastante similar ao SARS-CoV-2, é morto pelo aquecimento a cerca de 60°C por 15 minutos. Temperaturas mais altas irão matá-lo em menos tempo. Considerando a similaridade dos vírus, é provável que o aquecimento até essa temperatura consiga matar também ao SARS-CoV-2.

Apesar de ainda não haver nenhum registro de casos de COVID-19 oriundos de contaminação por alimento, ainda que em um excesso de precaução, indivíduos imunocomprometidos podem considerar evitar a ingestão de alimentos crus, que não passem por nenhuma etapa de aquecimento, como, por exemplo, saladas.

Além disso, todos devem se manter atentos à data de validade e armazenamento adequado dos alimentos. Comprar uma grande quantidade de comida pode significar que ela fique armazenada de maneira inadequada ou mesmo estrague, e esses são fatores importantes relacionados às doenças transmitidas por alimentos, como infecções por Salmonella e E. coli.

Tenha em mente que a produção e comercialização de alimentos não foi interrompida e não existe, portanto, necessidade de estocar.

Para as embalagens de alimentos, é recomendado descontaminar as superfícies como caixas, latas e garrafas. Assegure-se de realizar uma boa sanitização, incluindo lavar as mãos de maneira correta e com frequência, inclusive antes e depois de manusear as embalagens de alimentos, desinfetar superfícies, bancadas, puxadores, maçanetas e outras superfícies com as quais se tem muito contato.

Mais informações: https://www.biomerieux.com.br/

Sobre a bioMérieux

Há mais de 55 anos no mercado, a bioMérieux é líder na área de diagnóstico in vitro. Em todo o mundo, a empresa tem o propósito de contribuir efetivamente com o desenvolvimento da saúde pública, fornecendo soluções (reagentes, equipamentos e softwares) que determinam a origem da doença e de contaminações de produtos industrializados a fim de melhorar a saúde do paciente e garantir segurança aos consumidores.

A bioMérieux está presente em 43 países, com mais de 11.200 colaboradores e fornece para mais de 160 países com o apoio de uma grande rede de distribuidores.

Em 2018, as receitas atingiram 2,4 bilhões de euros, com mais de 90% das vendas internacionais.

FONTE bioMérieux

Especialistas da bioMérieux enfatizam os cuidados com a higiene em toda a cadeia, pois contaminação é possível, tanto no alimento quanto na embalagem

SÃO PAULO, 6 de abril de 2020 /PRNewswire/ -- Com muitas cidades em quarentena e várias outras com recomendações para que a população fique em casa, as pessoas estão armazenando alimentos e utilizando, com maior frequência, os serviços de delivery (retirada ou entrega). A minimização do contato social é importante nesse momento, pois permite a diminuição da velocidade de contágio das pessoas e o achatamento da curva epidêmica.

Entretanto, embora seja uma solução prática e necessária atualmente, muitos consumidores estão se perguntando: é possível a transmissão da Covid-19 por meio de alimentos preparados em casa ou prontos entregues por delivery?

Especialistas em Microbiologia Industrial da bioMérieux, empresa francesa líder no segmento de microbiologia industrial e segurança alimentar, tiram algumas dúvidas mais comuns a respeito:

1)  Alguém já se contaminou por Covid-19 a partir de um alimento?Até hoje, o FDA (Food and Drug Administration) e o EFEA (European Food Safety Authority) não reportaram registro de nenhum caso em que alimentos tenham sido a via de transmissão desse vírus, assim como não foi encontrada no site da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) nenhuma informação relacionada ao assunto.

2)  É possível que o vírus fique no alimento ou na sua embalagem?

Sim, é possível que o vírus originado de gotículas provenientes de um espirro ou tosse e transportadas pelo ar ou pelas mãos de alguém contaminado cheguem até um alimento ou embalagem. Entretanto, até o momento, não houve relatos de que isso tenha ocorrido.

3)  Por quanto tempo o vírus pode sobreviver no alimento ou na embalagem?

O tempo de sobrevivência do vírus pode variar de acordo com inúmeros fatores como, por exemplo, o tipo de superfície, a temperatura e a umidade. Em geral, acredita-se que os vírus sobrevivam por mais tempo em superfícies não porosas, como plásticos, e por menos tempo em superfícies porosas, como papelão. Independentemente do tempo de sobrevivência do vírus, é importante que precauções sejam tomadas quanto à higienização dessas embalagens.

4) Neste momento, é seguro comprar comida pronta ou pedir entregas?

Existem normas e regras relacionadas ao preparo de alimentos em restaurantes e cozinhas industriais, de modo a garantir a segurança dos alimentos. Considerando que o principal fator de risco é estar próximo a outras pessoas, a entrega de alimentos pode ser uma boa maneira de ajudar a minimizar o contato. Mas, de qualquer maneira, é sempre uma boa ideia tratar qualquer coisa que entre na sua casa com cuidado e seguir procedimentos de higienização.

5)  Quais precauções posso tomar com alimentos e embalagens?

Com alimentos, as recomendações são as mesmas relacionadas à segurança de alimentos, como garantir que a carne seja resfriada por tempo e temperatura adequados. Ainda não existem dados publicados quanto à temperatura apropriada para matar o SARS-CoV-2, entretanto, o vírus SARS causador do surto de 2003, que é bastante similar ao SARS-CoV-2, é morto pelo aquecimento a cerca de 60°C por 15 minutos. Temperaturas mais altas irão matá-lo em menos tempo. Considerando a similaridade dos vírus, é provável que o aquecimento até essa temperatura consiga matar também ao SARS-CoV-2.

Apesar de ainda não haver nenhum registro de casos de COVID-19 oriundos de contaminação por alimento, ainda que em um excesso de precaução, indivíduos imunocomprometidos podem considerar evitar a ingestão de alimentos crus, que não passem por nenhuma etapa de aquecimento, como, por exemplo, saladas.

Além disso, todos devem se manter atentos à data de validade e armazenamento adequado dos alimentos. Comprar uma grande quantidade de comida pode significar que ela fique armazenada de maneira inadequada ou mesmo estrague, e esses são fatores importantes relacionados às doenças transmitidas por alimentos, como infecções por Salmonella e E. coli.

Tenha em mente que a produção e comercialização de alimentos não foi interrompida e não existe, portanto, necessidade de estocar.

Para as embalagens de alimentos, é recomendado descontaminar as superfícies como caixas, latas e garrafas. Assegure-se de realizar uma boa sanitização, incluindo lavar as mãos de maneira correta e com frequência, inclusive antes e depois de manusear as embalagens de alimentos, desinfetar superfícies, bancadas, puxadores, maçanetas e outras superfícies com as quais se tem muito contato.

Mais informações: https://www.biomerieux.com.br/

Sobre a bioMérieux

Há mais de 55 anos no mercado, a bioMérieux é líder na área de diagnóstico in vitro. Em todo o mundo, a empresa tem o propósito de contribuir efetivamente com o desenvolvimento da saúde pública, fornecendo soluções (reagentes, equipamentos e softwares) que determinam a origem da doença e de contaminações de produtos industrializados a fim de melhorar a saúde do paciente e garantir segurança aos consumidores.

A bioMérieux está presente em 43 países, com mais de 11.200 colaboradores e fornece para mais de 160 países com o apoio de uma grande rede de distribuidores.

Em 2018, as receitas atingiram 2,4 bilhões de euros, com mais de 90% das vendas internacionais.

FONTE bioMérieux