Congresso Internacional de Shopping Centers debate pluralidade, tendências na Ásia, metaverso e novas tecnologias

Evento ocorre paralelo à Exposhopping 2022 no Expo Center Norte, em São Paulo

SÃO PAULO, 23 de junho de 2022 /PRNewswire/ -- Quais as similaridades e diferenças entre os shoppings do mercado asiático? Como os empreendimentos brasileiros podem trabalhar cada vez mais, assertivamente, por mais inclusão e como as novas tecnologias como o metaverso vão impactar diretamente o varejo em todo o mundo? Estes foram alguns dos temas debatidos no segundo dia do 17º Congresso Internacional de Shopping Centers da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), nesta quinta-feira (23/6), no Expo Center Norte.

No primeiro painel do dia, moderado pelo jornalista Márcio Gomes da CNN Brasil, os pesquisadores de Ásia e Pacífico da CBRE Group Henry Chin e Liz Hung discorreram sobre as particularidades do setor no continente e como algumas experiências usados no oriente podem ser aplicadas nos empreendimentos brasileiros.

Para Chin, um setor com características únicas tende a absorver com mais propriedade as demandas e mudanças do varejo em que está inserido e citou como exemplo das diferenças do setor no próprio continente asiático, com centros comerciais concentrados em bairros comerciais e em tamanhos menores no Japão ante gigantes da China, por exemplo, para absorver as capacidades de cada economia.

Todavia, com essas variações vem os obstáculos a serem superados no futuro com as constantes mudanças no varejo "Os shoppings terão os seus próprios desafios e devem que encontrar a sua identidade e seu foco. Esse será o grande desafio do futuro", afirma.

Lembrou que na Ásia o setor segue se reinventando, após o baque causado pela pandemia do coronavírus e destacou como o setor tem trabalhado cada vez mais de forma sustentável e tem criado cada vez mais formas para manter o consumidor dentro dos centros com espaços diversificados. "Entre as atrações fundamentais de shoppings há espaços para fotos atrativas, em que as pessoas podem compartilhá-las com seus amigos e atrair mais visitantes", explicou.

Diversidade e Respeito - Após a profundidade do diagnóstico do mercado asiático de shopping centers foi a vez dos participantes do segundo painel debaterem um dos temas mais relevantes do momento: diversidade.

Moderado pelo presidente da Abrasce, Glauco Humai, o painel contou com a participação de Nina Silva, sócia-fundadora do Movimento Black Money, Rita von Hunty, comediante, youtuber, ator e dragqueen e a atriz Mariana Xavier.

Nina destacou o peso do racismo estrutural na sociedade brasileira e como e exclui e reprime o potencial de toda uma população com seu poder de segregação. E provocou o setor a ser ainda mais inclusivo: "Precisamos construir plateias, backstages, roteiros e espaços de poder com real diversidade", afirmou enquanto elogiava o espaço promovido pela Abrasce.

Em um dos discursos mais impactantes do dia, Rita discutiu como as relações sociais e de poder, alinhadas a tomada de decisões, podem ter caminhos excludentes e afetarem toda uma cadeia produtiva quando populações inteiras são isoladas e questionou em que momento o "diferente" fruto de uma desigualdade social. "Não existe país melhor onde a maioria da população está enfrentando caos e insegurança alimentar", afirmou.

Mariana lembrou que ao tratar populações excluídas com respeito e abrirem portas para as mesmas em toda a cadeia produtiva, o varejo ganha em expertise e tem a oportunidade de ampliar seus públicos. "A representatividade está muito na moda, é sim importante, mas acho que já passamos do momento de falar apenas em representatividade e falarmos em proporcionalidade", destacou.

O presidente da Abrasce destacou o grande passo que o setor dá não apenas a dar voz aos representantes de pautas tão relevantes, mas em ouvir e perguntar como o setor pode evoluir ainda mais em questões tão relevantes como estas. "O primeiro passo para mudar a sociedade é perguntar como a gente faz para mudar, reeducando, aprendendo, discutindo. É um aprendizado muito grande para o setor", finalizou.

Metaverso e novas tecnologias – No último painel do dia, Kate Ancketill, CEO e fundadora da consultoria inglesa GDR Creative Intelligence, uma das palestrantes mais aclamadas da NRF 2022, relatou as intensas mudanças que o varejo. Ela também deu exemplos de protótipos de lojas de conveniência, supermercados e outras lojas do varejo que podem se tornar uma tendência no futuro e revelou que o e-commerce de hoje em pouco tempo será apelidado de "old-commerce" com o advento do metaverso.

Por fim, lembrou que o maior desafio do varejo será atingir os clientes das atuais gerações Z e Alfa. "Esses são os clientes do futuro, eles são muito diferentes de nós", afirmou.

Foto - https://mma.prnewswire.com/media/1846669/Congresso_Internacional_de_Shopping_Centers.jpg

FONTE Abrasce

Evento ocorre paralelo à Exposhopping 2022 no Expo Center Norte, em São Paulo

SÃO PAULO, 23 de junho de 2022 /PRNewswire/ -- Quais as similaridades e diferenças entre os shoppings do mercado asiático? Como os empreendimentos brasileiros podem trabalhar cada vez mais, assertivamente, por mais inclusão e como as novas tecnologias como o metaverso vão impactar diretamente o varejo em todo o mundo? Estes foram alguns dos temas debatidos no segundo dia do 17º Congresso Internacional de Shopping Centers da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), nesta quinta-feira (23/6), no Expo Center Norte.

No primeiro painel do dia, moderado pelo jornalista Márcio Gomes da CNN Brasil, os pesquisadores de Ásia e Pacífico da CBRE Group Henry Chin e Liz Hung discorreram sobre as particularidades do setor no continente e como algumas experiências usados no oriente podem ser aplicadas nos empreendimentos brasileiros.

Para Chin, um setor com características únicas tende a absorver com mais propriedade as demandas e mudanças do varejo em que está inserido e citou como exemplo das diferenças do setor no próprio continente asiático, com centros comerciais concentrados em bairros comerciais e em tamanhos menores no Japão ante gigantes da China, por exemplo, para absorver as capacidades de cada economia.

Todavia, com essas variações vem os obstáculos a serem superados no futuro com as constantes mudanças no varejo "Os shoppings terão os seus próprios desafios e devem que encontrar a sua identidade e seu foco. Esse será o grande desafio do futuro", afirma.

Lembrou que na Ásia o setor segue se reinventando, após o baque causado pela pandemia do coronavírus e destacou como o setor tem trabalhado cada vez mais de forma sustentável e tem criado cada vez mais formas para manter o consumidor dentro dos centros com espaços diversificados. "Entre as atrações fundamentais de shoppings há espaços para fotos atrativas, em que as pessoas podem compartilhá-las com seus amigos e atrair mais visitantes", explicou.

Diversidade e Respeito - Após a profundidade do diagnóstico do mercado asiático de shopping centers foi a vez dos participantes do segundo painel debaterem um dos temas mais relevantes do momento: diversidade.

Moderado pelo presidente da Abrasce, Glauco Humai, o painel contou com a participação de Nina Silva, sócia-fundadora do Movimento Black Money, Rita von Hunty, comediante, youtuber, ator e dragqueen e a atriz Mariana Xavier.

Nina destacou o peso do racismo estrutural na sociedade brasileira e como e exclui e reprime o potencial de toda uma população com seu poder de segregação. E provocou o setor a ser ainda mais inclusivo: "Precisamos construir plateias, backstages, roteiros e espaços de poder com real diversidade", afirmou enquanto elogiava o espaço promovido pela Abrasce.

Em um dos discursos mais impactantes do dia, Rita discutiu como as relações sociais e de poder, alinhadas a tomada de decisões, podem ter caminhos excludentes e afetarem toda uma cadeia produtiva quando populações inteiras são isoladas e questionou em que momento o "diferente" fruto de uma desigualdade social. "Não existe país melhor onde a maioria da população está enfrentando caos e insegurança alimentar", afirmou.

Mariana lembrou que ao tratar populações excluídas com respeito e abrirem portas para as mesmas em toda a cadeia produtiva, o varejo ganha em expertise e tem a oportunidade de ampliar seus públicos. "A representatividade está muito na moda, é sim importante, mas acho que já passamos do momento de falar apenas em representatividade e falarmos em proporcionalidade", destacou.

O presidente da Abrasce destacou o grande passo que o setor dá não apenas a dar voz aos representantes de pautas tão relevantes, mas em ouvir e perguntar como o setor pode evoluir ainda mais em questões tão relevantes como estas. "O primeiro passo para mudar a sociedade é perguntar como a gente faz para mudar, reeducando, aprendendo, discutindo. É um aprendizado muito grande para o setor", finalizou.

Metaverso e novas tecnologias – No último painel do dia, Kate Ancketill, CEO e fundadora da consultoria inglesa GDR Creative Intelligence, uma das palestrantes mais aclamadas da NRF 2022, relatou as intensas mudanças que o varejo. Ela também deu exemplos de protótipos de lojas de conveniência, supermercados e outras lojas do varejo que podem se tornar uma tendência no futuro e revelou que o e-commerce de hoje em pouco tempo será apelidado de "old-commerce" com o advento do metaverso.

Por fim, lembrou que o maior desafio do varejo será atingir os clientes das atuais gerações Z e Alfa. "Esses são os clientes do futuro, eles são muito diferentes de nós", afirmou.

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