Consórcio C-MOR divulga resultados sobre o excesso de mortalidade provocada pela pandemia em 22 países

O consórcio global que representa 27 instituições comparou a mortalidade nos cinco anos anteriores com os óbitos entre janeiro e agosto de 2020. Ficou constatado que alguns países apresentaram excesso de mortalidade por todas as causas, enquanto outras nações tiveram níveis mínimos ou até mesmo reduzidos de mortalidade em excesso.

NICÓSIA, Chipre, 30 de julho de 2021 /PRNewswire/ -- Desde as primeiras semanas após o surgimento do SARS-CoV-2, entender o impacto da pandemia sobre a mortalidade tem sido um desafio. O número de mortes atribuídas à COVID-19 não leva em conta a limitação de testes, a sobrecarga dos sistemas de saúde e os óbitos decorrentes das medidas de restrição. Em suma, falta um quadro preciso do peso direto e indireto da COVID-19 sobre a mortalidade para os países do mundo inteiro.

 

A Universidade de Nicósia (UNIC), por meio da sua faculdade de medicina e de colaboradores de pesquisa, observou esse problema internacional e idealizou o tipo de projeto em escala global necessário para solucioná-lo. Eles lançaram o Consórcio COVID-19 Mortality (C-MOR), que acolheu países de todo o mundo e concentrou-se em quantificar o excesso de mortalidade. Esse tipo de análise permitiria aos pesquisadores avaliar as mortes por todas as causas durante a pandemia juntamente com os óbitos por todas as causas durante o mesmo período nos anos anteriores. Dessa forma, o consórcio poderia medir com mais precisão a maneira como a pandemia afetou a mortalidade em países em todo o mundo.

O primeiro passo do consórcio foi organizar uma equipe mundialmente representativa. O que começou com apenas uma universidade estendeu-se para 58 instituições em seis continentes e 52 países. Parceiros do consórcio em 22 desses países conseguiram superar os desafios em comum existentes ao coletar e analisar cinco anos de dados de mortalidade a partir de fontes predominantemente primárias. O árduo trabalho e a colaboração dos envolvidos foram recompensados com um conjunto de dados genuinamente global com foco no excesso de mortalidade desde o início da pandemia até agosto de 2020. Esse trabalho foi publicado na semana passada no International Journal of Epidemiology da Oxford University Press (Excess all-cause mortality and COVID-19 related mortality: a temporal analysis in 22 countries, from January until August 2020).

"À medida que doenças infecciosas emergentes e reemergentes passam a ser mais comuns, nossos resultados oferecem lições valiosas sobre o impacto que as epidemias podem exercer sobre as populações e também oferecem insights sobre o que pode ser feito para mitigar esse impacto", observou a Dra. Christiana Demetriou, a pesquisadora principal do consórcio.

O estudo mostra que alguns dos 22 países apresentaram excesso de mortalidade por todas as causas (Brasil, Inglaterra, França, Itália, Irlanda do Norte, Escócia, Espanha, Suécia, EUA e Gales), alguns apresentaram excesso de mortalidade insignificante (Áustria, Cabo Verde, Colômbia, Chipre, Estônia, Israel, Noruega, Eslovênia e Ucrânia), e alguns até apresentaram redução em termos de excesso de mortalidade (Austrália, Dinamarca e Geórgia).

Para cinco desses países (Cabo Verde, Chipre, Geórgia, Eslovênia e Ucrânia), essa é a primeira análise publicada sobre o excesso de mortalidade. Além disso, este é um dos poucos estudos a analisar o excesso de mortalidade específica por gênero. Os pesquisadores constataram que as mulheres impulsionaram o excesso de mortalidade na Irlanda, enquanto que em Israel, na Ucrânia e na Itália, apenas os homens tiveram aumento na mortalidade. Outra variável específica que foi avaliada no estudo diz respeito a medidas de restrição governamental. Os autores do estudo observaram que os países com aumento no excesso de mortalidade tinham tendência a ter adotado medidas de controle limitadas ou tardias, e vice-versa. Além disso, o estudo indica que os padrões de mortalidade encontrados nos casos da Austrália, Colômbia e de Cabo Verde são provavelmente influenciados pelo momento da pandemia nesses países, com suas latitudes mais ao sul.

Esses resultados representam um dos maiores e mais amplos estudos sobre mortalidade causada pela pandemia que utilizou predominantemente fontes nacionais e primárias, em vez de conjuntos de dados disponíveis ao público. Pesquisadores com experiência prática coletaram os dados de cada um de seus respectivos países. Embora as valiosas lições desse estudo cheguem aos formuladores de políticas e profissionais da saúde, o consórcio continua trabalhando arduamente para ajudar na resposta a essa pandemia e às futuras. Nessa linha, está ampliando suas considerações de pesquisa de modo a incluir morbidade, além de considerar outros fenômenos como os efeitos de longo prazo da Covid pós-recuperação, bem como os potenciais anos de vida perdidos devido à COVID-19.

A Dra. Christiana, que também é professora assistente de epidemiologia e saúde pública da Faculdade de Medicina da UNIC, observou: "Ao enfrentarmos essa pandemia politizada, o consórcio está coletando ativamente dados de vigilância precisos e oportunos. Não só continuaremos a monitorar o excesso de mortalidade, mas também começaremos a estudar o peso de morbidade da COVID-19. Essas análises nos ajudarão a compreender melhor e a minimizar os efeitos multidimensionais do vírus sobre a saúde".

Para saber mais sobre o C-MOR e como participar, acesse www.unic.ac.cy/coronavirus/mortality/ ou envie um e-mail para o coordenador do projeto C-MOR no endereço gabel.j@unic.ac.cy. A lista completa dos parceiros do consórcio que colaboraram com este estudo pode ser acessada aqui.

Para consultas de imprensa,

John C. Mavris

Universidade de Nicósia

Tel.: +357 22 841711 | E-mail mavris.j@unic.ac.cy  

Para consultas científicas/consórcio,

John Gabel

Faculdade de Medicina da Universidade de Nicósia

Tel.: +1 (803) 200-1813 | E-mail gabel.j@unic.ac.cy

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FONTE University of Nicosia, on behalf of the C-MOR Consortium

O consórcio global que representa 27 instituições comparou a mortalidade nos cinco anos anteriores com os óbitos entre janeiro e agosto de 2020. Ficou constatado que alguns países apresentaram excesso de mortalidade por todas as causas, enquanto outras nações tiveram níveis mínimos ou até mesmo reduzidos de mortalidade em excesso.

NICÓSIA, Chipre, 30 de julho de 2021 /PRNewswire/ -- Desde as primeiras semanas após o surgimento do SARS-CoV-2, entender o impacto da pandemia sobre a mortalidade tem sido um desafio. O número de mortes atribuídas à COVID-19 não leva em conta a limitação de testes, a sobrecarga dos sistemas de saúde e os óbitos decorrentes das medidas de restrição. Em suma, falta um quadro preciso do peso direto e indireto da COVID-19 sobre a mortalidade para os países do mundo inteiro.

 

A Universidade de Nicósia (UNIC), por meio da sua faculdade de medicina e de colaboradores de pesquisa, observou esse problema internacional e idealizou o tipo de projeto em escala global necessário para solucioná-lo. Eles lançaram o Consórcio COVID-19 Mortality (C-MOR), que acolheu países de todo o mundo e concentrou-se em quantificar o excesso de mortalidade. Esse tipo de análise permitiria aos pesquisadores avaliar as mortes por todas as causas durante a pandemia juntamente com os óbitos por todas as causas durante o mesmo período nos anos anteriores. Dessa forma, o consórcio poderia medir com mais precisão a maneira como a pandemia afetou a mortalidade em países em todo o mundo.

O primeiro passo do consórcio foi organizar uma equipe mundialmente representativa. O que começou com apenas uma universidade estendeu-se para 58 instituições em seis continentes e 52 países. Parceiros do consórcio em 22 desses países conseguiram superar os desafios em comum existentes ao coletar e analisar cinco anos de dados de mortalidade a partir de fontes predominantemente primárias. O árduo trabalho e a colaboração dos envolvidos foram recompensados com um conjunto de dados genuinamente global com foco no excesso de mortalidade desde o início da pandemia até agosto de 2020. Esse trabalho foi publicado na semana passada no International Journal of Epidemiology da Oxford University Press (Excess all-cause mortality and COVID-19 related mortality: a temporal analysis in 22 countries, from January until August 2020).

"À medida que doenças infecciosas emergentes e reemergentes passam a ser mais comuns, nossos resultados oferecem lições valiosas sobre o impacto que as epidemias podem exercer sobre as populações e também oferecem insights sobre o que pode ser feito para mitigar esse impacto", observou a Dra. Christiana Demetriou, a pesquisadora principal do consórcio.

O estudo mostra que alguns dos 22 países apresentaram excesso de mortalidade por todas as causas (Brasil, Inglaterra, França, Itália, Irlanda do Norte, Escócia, Espanha, Suécia, EUA e Gales), alguns apresentaram excesso de mortalidade insignificante (Áustria, Cabo Verde, Colômbia, Chipre, Estônia, Israel, Noruega, Eslovênia e Ucrânia), e alguns até apresentaram redução em termos de excesso de mortalidade (Austrália, Dinamarca e Geórgia).

Para cinco desses países (Cabo Verde, Chipre, Geórgia, Eslovênia e Ucrânia), essa é a primeira análise publicada sobre o excesso de mortalidade. Além disso, este é um dos poucos estudos a analisar o excesso de mortalidade específica por gênero. Os pesquisadores constataram que as mulheres impulsionaram o excesso de mortalidade na Irlanda, enquanto que em Israel, na Ucrânia e na Itália, apenas os homens tiveram aumento na mortalidade. Outra variável específica que foi avaliada no estudo diz respeito a medidas de restrição governamental. Os autores do estudo observaram que os países com aumento no excesso de mortalidade tinham tendência a ter adotado medidas de controle limitadas ou tardias, e vice-versa. Além disso, o estudo indica que os padrões de mortalidade encontrados nos casos da Austrália, Colômbia e de Cabo Verde são provavelmente influenciados pelo momento da pandemia nesses países, com suas latitudes mais ao sul.

Esses resultados representam um dos maiores e mais amplos estudos sobre mortalidade causada pela pandemia que utilizou predominantemente fontes nacionais e primárias, em vez de conjuntos de dados disponíveis ao público. Pesquisadores com experiência prática coletaram os dados de cada um de seus respectivos países. Embora as valiosas lições desse estudo cheguem aos formuladores de políticas e profissionais da saúde, o consórcio continua trabalhando arduamente para ajudar na resposta a essa pandemia e às futuras. Nessa linha, está ampliando suas considerações de pesquisa de modo a incluir morbidade, além de considerar outros fenômenos como os efeitos de longo prazo da Covid pós-recuperação, bem como os potenciais anos de vida perdidos devido à COVID-19.

A Dra. Christiana, que também é professora assistente de epidemiologia e saúde pública da Faculdade de Medicina da UNIC, observou: "Ao enfrentarmos essa pandemia politizada, o consórcio está coletando ativamente dados de vigilância precisos e oportunos. Não só continuaremos a monitorar o excesso de mortalidade, mas também começaremos a estudar o peso de morbidade da COVID-19. Essas análises nos ajudarão a compreender melhor e a minimizar os efeitos multidimensionais do vírus sobre a saúde".

Para saber mais sobre o C-MOR e como participar, acesse www.unic.ac.cy/coronavirus/mortality/ ou envie um e-mail para o coordenador do projeto C-MOR no endereço gabel.j@unic.ac.cy. A lista completa dos parceiros do consórcio que colaboraram com este estudo pode ser acessada aqui.

Para consultas de imprensa,

John C. Mavris

Universidade de Nicósia

Tel.: +357 22 841711 | E-mail mavris.j@unic.ac.cy  

Para consultas científicas/consórcio,

John Gabel

Faculdade de Medicina da Universidade de Nicósia

Tel.: +1 (803) 200-1813 | E-mail gabel.j@unic.ac.cy

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