Crise gera oportunidade mas também a fraude

Incerteza e vulnerabilidade caminham juntas, como diferenciar o que é oportunidade e o que é fraude em tempos de coronavírus?

SÃO PAULO, 5 de julho de 2020 /PRNewswire/ -- A pandemia internacional do Covid-19 pegou todo o mundo de surpresa, ninguém teve tempo para se despedir de seus entes queridos e uma parcela mais que significativa da população mundial, de um dia para o outro, passou a viver confinada em suas casas e seus apartamentos. As principais competições esportivas internacionais foram interrompidas, o setor turístico foi paralisado e até a Disney fechou seus parques temáticos ao redor do mundo.

A doença não tem uma vacina e nem mesmo há consenso sobre como tratar a mesma. No Brasil, soma-se a isso ainda a confusão promovida pelas autoridades políticas. Mesmo com a reabertura do comércio à vista, a economia não promete se recuperar tão rápido, além disso a taxa de transmissão ainda não está controlada no país e a instabilidade política também ajuda a engrossar esse caldo de nebulosidade que dificulta muito enxergar uma luz no fim do túnel. Além de tudo isso há a possibilidade de uma segunda onda de contágio. São muitas as preocupações e poucas as respostas.

Toda essa incerteza é mola propulsora de sentimentos como aflição e agonia, os quais historicamente estiveram atrelados a uma certa abertura maior para aceitar experiências ou respostas antes impensáveis — o que também é conhecido por vulnerabilidade. Ao mesmo tempo, parte da população aproveita de uma crise para articular redes de solidariedade, novas empresas com caráter social, entre outras novidades — mesmo que não sejam voluntárias.

O empresário e fundador da Intrader DTVM, Edson Hydalgo Júnior, explica que o brasileiro acaba por sofrer também pelo fato da economia nacional depender tanto do comércio, que está há tempos com as portas fechadas e muitos inclusive tiveram que fechar as portas nesse período, sem uma indústria exportadora pulsante e outras alternativas.

"A gente vai ter que suportar essa crise, todo mundo queira ou não vai sentir um pouco de perda, não só financeira mas também no andamento de negócios que estavam encaminhados e se concretizando. É um momento que economicamente é muito complcado para o Brasil, um país que carece de uma indústria exportadora de mais peso e é mais voltado para a prestação de serviço. Com o comércio fechado, as pessoas confinadas em casa — o chamado lockdown — a economia vai sentir mais", explica. 

A política de isolamento social é a medida preventiva predominante durante a crise e as pessoas acabam por procurar mais serviços online. Porém, ninguém está a salvo de quadrilhas da internet, fato constatado inclusive pela invasão de celulares e de computadores de políticos com altos cargos no cenário nacional. As fake news e a constante guerra informacional, que é uma realidade não só no país mas no mundo, também faz com que os indivíduos se percam no meio de links diversos, informações que parecem verossímeis porém não refletem a realidade.

Porém, se o ditado popular afirma que depois da tempestade vem a calmaria, a história apresenta que todo episódio de crise também é seguido por um próximo capítulo de tranquilidade, no âmbito da economia uma reconstrução de mercado e muitas vezes ela apresenta vácuos que podem ser grandes oportunidades não só para o investidor, como para toda a sociedade. Assim, nesse período afloraram empresas de limpeza, canais das mais diversas naturezas no espaço cibernético, crescimento de empresas que atuam no âmbito do e-commerce, além de redes de solidariedade. Mas é claro que nem tudo são flores.

No Brasil, assim como em outros países, quadrilhas online se aproveitaram dessa vulnerabilidade social para mandar e-mails sobre falsas curas, doações e respostas milagrosas. Vale recordar um caso que ficou bastante famoso no Brasil, para usar de exemplo, que foi o caso do aplicativo "Covid-19 Tracker" que pedia 100 dólares em bitcoin para ser desinstalado.

Edson Hydalgo Júnior aconselha: "É importante sempre olhar quem é a fonte daquela informação ou daquele produto. A gente vive um contexto de guerra política, tem alguns meios de comunicação com interesse por trás e é importante entender quem é quem. Não dá pra ficar recebendo e repassando links dos mais diversos que não se sabe a origem. É preciso entender se há credibilidade naquelas informações que são publicadas. Se você fica nessa guerra de informação você se perde".

É importante levar em conta algumas dicas para não cair em algum golpe desses. Em primeiro lugar, antes de baixar um aplicativo (seja no celular ou no computador) ou mesmo clicar em algum link e — principalmente — na hora de pagar é importante entender se você está em um espaço seguro, cheque se o site é "http", se a oferta não é muito fora da realidade. No âmbito das notícias, cuidado com sites que usam nomes de veículos tradicionais ou que tenham um nome óbvio de militância, também vale dar um google nos autores dos respectivos textos para ver se eles existem e se são ativistas, profissionais ou até mesmo estelionatários.

Por fim, vale comentar que não existem respostas simples para problemas complexos, não há uma cura milagrosa existente em nenhum lugar do mundo por mais que pessoas do mais alto escalão político afirme isso e que a humanidade como um todo desejasse que isso fosse realidade. O novo coronavírus é motor de uma crise nova e exige calma. Em um momento de dúvida, é válido respirar fundo, não se precipitar e, para manter a calma, é importante manter em mente que não é a primeira crise e que esse momento é passageiro.

 

FONTE Edson Hydalgo Junior

Incerteza e vulnerabilidade caminham juntas, como diferenciar o que é oportunidade e o que é fraude em tempos de coronavírus?

SÃO PAULO, 5 de julho de 2020 /PRNewswire/ -- A pandemia internacional do Covid-19 pegou todo o mundo de surpresa, ninguém teve tempo para se despedir de seus entes queridos e uma parcela mais que significativa da população mundial, de um dia para o outro, passou a viver confinada em suas casas e seus apartamentos. As principais competições esportivas internacionais foram interrompidas, o setor turístico foi paralisado e até a Disney fechou seus parques temáticos ao redor do mundo.

A doença não tem uma vacina e nem mesmo há consenso sobre como tratar a mesma. No Brasil, soma-se a isso ainda a confusão promovida pelas autoridades políticas. Mesmo com a reabertura do comércio à vista, a economia não promete se recuperar tão rápido, além disso a taxa de transmissão ainda não está controlada no país e a instabilidade política também ajuda a engrossar esse caldo de nebulosidade que dificulta muito enxergar uma luz no fim do túnel. Além de tudo isso há a possibilidade de uma segunda onda de contágio. São muitas as preocupações e poucas as respostas.

Toda essa incerteza é mola propulsora de sentimentos como aflição e agonia, os quais historicamente estiveram atrelados a uma certa abertura maior para aceitar experiências ou respostas antes impensáveis — o que também é conhecido por vulnerabilidade. Ao mesmo tempo, parte da população aproveita de uma crise para articular redes de solidariedade, novas empresas com caráter social, entre outras novidades — mesmo que não sejam voluntárias.

O empresário e fundador da Intrader DTVM, Edson Hydalgo Júnior, explica que o brasileiro acaba por sofrer também pelo fato da economia nacional depender tanto do comércio, que está há tempos com as portas fechadas e muitos inclusive tiveram que fechar as portas nesse período, sem uma indústria exportadora pulsante e outras alternativas.

"A gente vai ter que suportar essa crise, todo mundo queira ou não vai sentir um pouco de perda, não só financeira mas também no andamento de negócios que estavam encaminhados e se concretizando. É um momento que economicamente é muito complcado para o Brasil, um país que carece de uma indústria exportadora de mais peso e é mais voltado para a prestação de serviço. Com o comércio fechado, as pessoas confinadas em casa — o chamado lockdown — a economia vai sentir mais", explica. 

A política de isolamento social é a medida preventiva predominante durante a crise e as pessoas acabam por procurar mais serviços online. Porém, ninguém está a salvo de quadrilhas da internet, fato constatado inclusive pela invasão de celulares e de computadores de políticos com altos cargos no cenário nacional. As fake news e a constante guerra informacional, que é uma realidade não só no país mas no mundo, também faz com que os indivíduos se percam no meio de links diversos, informações que parecem verossímeis porém não refletem a realidade.

Porém, se o ditado popular afirma que depois da tempestade vem a calmaria, a história apresenta que todo episódio de crise também é seguido por um próximo capítulo de tranquilidade, no âmbito da economia uma reconstrução de mercado e muitas vezes ela apresenta vácuos que podem ser grandes oportunidades não só para o investidor, como para toda a sociedade. Assim, nesse período afloraram empresas de limpeza, canais das mais diversas naturezas no espaço cibernético, crescimento de empresas que atuam no âmbito do e-commerce, além de redes de solidariedade. Mas é claro que nem tudo são flores.

No Brasil, assim como em outros países, quadrilhas online se aproveitaram dessa vulnerabilidade social para mandar e-mails sobre falsas curas, doações e respostas milagrosas. Vale recordar um caso que ficou bastante famoso no Brasil, para usar de exemplo, que foi o caso do aplicativo "Covid-19 Tracker" que pedia 100 dólares em bitcoin para ser desinstalado.

Edson Hydalgo Júnior aconselha: "É importante sempre olhar quem é a fonte daquela informação ou daquele produto. A gente vive um contexto de guerra política, tem alguns meios de comunicação com interesse por trás e é importante entender quem é quem. Não dá pra ficar recebendo e repassando links dos mais diversos que não se sabe a origem. É preciso entender se há credibilidade naquelas informações que são publicadas. Se você fica nessa guerra de informação você se perde".

É importante levar em conta algumas dicas para não cair em algum golpe desses. Em primeiro lugar, antes de baixar um aplicativo (seja no celular ou no computador) ou mesmo clicar em algum link e — principalmente — na hora de pagar é importante entender se você está em um espaço seguro, cheque se o site é "http", se a oferta não é muito fora da realidade. No âmbito das notícias, cuidado com sites que usam nomes de veículos tradicionais ou que tenham um nome óbvio de militância, também vale dar um google nos autores dos respectivos textos para ver se eles existem e se são ativistas, profissionais ou até mesmo estelionatários.

Por fim, vale comentar que não existem respostas simples para problemas complexos, não há uma cura milagrosa existente em nenhum lugar do mundo por mais que pessoas do mais alto escalão político afirme isso e que a humanidade como um todo desejasse que isso fosse realidade. O novo coronavírus é motor de uma crise nova e exige calma. Em um momento de dúvida, é válido respirar fundo, não se precipitar e, para manter a calma, é importante manter em mente que não é a primeira crise e que esse momento é passageiro.

 

FONTE Edson Hydalgo Junior