CRMV-SP dá dicas para evitar a intoxicação de pets pela ingestão de chocolate

Com o período de Páscoa, tutores devem redobrar os cuidados

SÃO PAULO, 26 de março de 2021 /PRNewswire/ -- O chocolate é um item que faz parte das comemorações de Páscoa de muitas famílias brasileiras. Por isso, tutores de cães e gatos precisam ter atenção para não deixar a guloseima ao alcance dos pets. O consumo pode causar desde diarréia e vômitos até a morte do animal, dependendo do porte e da quantidade ingerida.

O médico-veterinário Marcio Thomazo Mota, presidente da Comissão Técnica de Clínicos de Pequenos Animais do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), explica que o chocolate contém uma substância chamada teobromina, que é tóxica para os pets.

"Cães e gatos não são capazes de quebrar ou metabolizar a teobromina como os humanos e, por isso, ela acaba afetando as vísceras, o coração, o sistema nervoso central e os rins dos animais", esclarece.

De acordo com o médico-veterinário Yves Miceli de Carvalho, presidente da Comissão Técnica de Nutrição Animal do CRMV-SP, a teobromina está relacionada com o percentual de cacau incluído na composição do chocolate. Isso significa que, quanto mais cacau, maior é o teor de teobromina e maior será a toxicidade do produto para o animal.

"Apesar dos chocolates ao leite e branco terem um nível menor de substâncias tóxicas para os pets, também fazem mal e não devem ser oferecidos", alerta Carvalho.

Sintomas de intoxicação por chocolate

Marcio Thomazo Mota reforça que, não importa o quanto pet implore por um pedaço de chocolate, não se deve dar esse tipo de alimento ao animal. Caso haja uma ingestão acidental, alguns sintomas devem ser observados.

De acordo com Yves Miceli de Carvalho, como a teobromina age intensamente no organismo, pode ocorrer aumento de contrações musculares, excitação nervosa, micção em excesso, elevação da temperatura corporal, respiração acelerada, taquicardia, vômitos e diarréias.

Mota diz que os tutores também devem ficar atentos a mudanças de comportamento do pet, como inquietação, hiperatividade e falta de coordenação.

Apesar dos casos letais serem raros, existe alta incidência de distúrbios gastrointestinais, especialmente em animais de pequeno porte e mais jovens, devido a proporção entre a quantidade de toxina ingerida em relação ao peso do cão ou gato.

"Além dos riscos associados à intoxicação, o chocolate pode acarretar outros males ao organismo do animal, como obesidade e diabetes", complementa Carvalho.

Dicas de prevenção

Evitar oferecer chocolate ao animal doméstico é primordial. Nesse contexto, é preciso ter cuidado com crianças e idosos que, por desconhecimento ou descuido, podem facilitar o acesso do pet ao doce.

Mota recomenda orientar os familiares que convivem com o animal. "É importante explicar que alguns alimentos podem fazer mal e, portanto, não devem ser oferecidos e nem deixados ao alcance. Assim, o pet não corre o risco de comer algo que não deveria."

Deixar as guloseimas embaladas e devidamente guardadas também é indicado pelos médicos-veterinários. "Os pets podem ser atraídos pelo odor ou pela própria embalagem do chocolate e pegar o alimento às escondidas", alerta Carvalho.

Primeiros socorros

A principal recomendação dos membros do CRMV-SP é que, em caso de ingestão acidental, o tutor contate imediatamente um profissional médico-veterinário para que receba os primeiros socorros e passe por uma avaliação clínica.

"Fases posteriores ao envenenamento por teobromina incluem ataques epiléticos e morte, mas a gravidade do quadro clínico varia de acordo com a quantidade ingerida, idade, espécie e o estado de saúde do animal. Por isso, é essencial consultar o médico-veterinário o mais rápido possível", orienta Carvalho.

Sobre o CRMV-SP

O CRMV-SP tem como missão promover a Medicina Veterinária e a Zootecnia, por meio da orientação, normatização e fiscalização do exercício profissional em prol da saúde pública, animal e ambiental, zelando pela ética. É o órgão de fiscalização do exercício profissional dos médicos-veterinários e zootecnistas do estado de São Paulo, com mais de 43 mil profissionais ativos. Além disso, assessora os governos da União, estados e municípios nos assuntos relacionados com as profissões por ele representadas.

FONTE CRMV-SP

Com o período de Páscoa, tutores devem redobrar os cuidados

SÃO PAULO, 26 de março de 2021 /PRNewswire/ -- O chocolate é um item que faz parte das comemorações de Páscoa de muitas famílias brasileiras. Por isso, tutores de cães e gatos precisam ter atenção para não deixar a guloseima ao alcance dos pets. O consumo pode causar desde diarréia e vômitos até a morte do animal, dependendo do porte e da quantidade ingerida.

O médico-veterinário Marcio Thomazo Mota, presidente da Comissão Técnica de Clínicos de Pequenos Animais do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), explica que o chocolate contém uma substância chamada teobromina, que é tóxica para os pets.

"Cães e gatos não são capazes de quebrar ou metabolizar a teobromina como os humanos e, por isso, ela acaba afetando as vísceras, o coração, o sistema nervoso central e os rins dos animais", esclarece.

De acordo com o médico-veterinário Yves Miceli de Carvalho, presidente da Comissão Técnica de Nutrição Animal do CRMV-SP, a teobromina está relacionada com o percentual de cacau incluído na composição do chocolate. Isso significa que, quanto mais cacau, maior é o teor de teobromina e maior será a toxicidade do produto para o animal.

"Apesar dos chocolates ao leite e branco terem um nível menor de substâncias tóxicas para os pets, também fazem mal e não devem ser oferecidos", alerta Carvalho.

Sintomas de intoxicação por chocolate

Marcio Thomazo Mota reforça que, não importa o quanto pet implore por um pedaço de chocolate, não se deve dar esse tipo de alimento ao animal. Caso haja uma ingestão acidental, alguns sintomas devem ser observados.

De acordo com Yves Miceli de Carvalho, como a teobromina age intensamente no organismo, pode ocorrer aumento de contrações musculares, excitação nervosa, micção em excesso, elevação da temperatura corporal, respiração acelerada, taquicardia, vômitos e diarréias.

Mota diz que os tutores também devem ficar atentos a mudanças de comportamento do pet, como inquietação, hiperatividade e falta de coordenação.

Apesar dos casos letais serem raros, existe alta incidência de distúrbios gastrointestinais, especialmente em animais de pequeno porte e mais jovens, devido a proporção entre a quantidade de toxina ingerida em relação ao peso do cão ou gato.

"Além dos riscos associados à intoxicação, o chocolate pode acarretar outros males ao organismo do animal, como obesidade e diabetes", complementa Carvalho.

Dicas de prevenção

Evitar oferecer chocolate ao animal doméstico é primordial. Nesse contexto, é preciso ter cuidado com crianças e idosos que, por desconhecimento ou descuido, podem facilitar o acesso do pet ao doce.

Mota recomenda orientar os familiares que convivem com o animal. "É importante explicar que alguns alimentos podem fazer mal e, portanto, não devem ser oferecidos e nem deixados ao alcance. Assim, o pet não corre o risco de comer algo que não deveria."

Deixar as guloseimas embaladas e devidamente guardadas também é indicado pelos médicos-veterinários. "Os pets podem ser atraídos pelo odor ou pela própria embalagem do chocolate e pegar o alimento às escondidas", alerta Carvalho.

Primeiros socorros

A principal recomendação dos membros do CRMV-SP é que, em caso de ingestão acidental, o tutor contate imediatamente um profissional médico-veterinário para que receba os primeiros socorros e passe por uma avaliação clínica.

"Fases posteriores ao envenenamento por teobromina incluem ataques epiléticos e morte, mas a gravidade do quadro clínico varia de acordo com a quantidade ingerida, idade, espécie e o estado de saúde do animal. Por isso, é essencial consultar o médico-veterinário o mais rápido possível", orienta Carvalho.

Sobre o CRMV-SP

O CRMV-SP tem como missão promover a Medicina Veterinária e a Zootecnia, por meio da orientação, normatização e fiscalização do exercício profissional em prol da saúde pública, animal e ambiental, zelando pela ética. É o órgão de fiscalização do exercício profissional dos médicos-veterinários e zootecnistas do estado de São Paulo, com mais de 43 mil profissionais ativos. Além disso, assessora os governos da União, estados e municípios nos assuntos relacionados com as profissões por ele representadas.

FONTE CRMV-SP

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