Cúpula da ONU sobre Biodiversidade: organizações lançam novo guia sobre como medir sistemas alimentares

- Sem uma visão ampla dos impactos do sistema alimentar, governos voam às cegas sobre como reduzir perda de biodiversidade - Métricas simplistas, como rendimento por hectare, prejudicam os esforços de sustentabilidade no longo prazo - - Contabilizando o "custo verdadeiro" dos vários capitais: um roteiro para a conservação da biodiversidade - Cúpula da ONU sobre Biodiversidade: uma oportunidade para ações transformadoras nos sistemas alimentares - Estudos de caso em todo o mundo mostram que novas ferramentas de avaliação estão ganhando força

TORONTO, 29 de setembro de 2020 /PRNewswire/ -- Hoje, a Aliança Global para o Futuro da Alimentação lança o The TEEBAgriFood Evaluation Framework: Overarching Implementation Guidance (Guia de Avaliação TEEBAgriFood: Orientações Gerais), um guia passo a passo para avaliar como os sistemas alimentares afetam as pessoas, a sociedade, o meio ambiente e os recursos naturais. Apoiado por um amplo inventário de estudos de caso, o Guia permite aos usuários identificar ações que podem transformar a maneira como os sistemas alimentares operam, e, dessa forma, fornece um roteiro prático para ações de conservação da biodiversidade. O Guia foi desenvolvido em parceria com o Instituto para o Desenvolvimento de Contabilidade Econômica-Ambiental (IDEEA) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Mudar as ferramentas utilizadas para avaliar os sistemas alimentares é uma maneira imediata de agir para promover a saúde das pessoas, dos animais e do planeta. Métricas de produtividade reducionistas, como "rendimento por hectare", não reconhecem as externalidades negativas, como destruição do habitat, erosão do solo, contaminação da água, deslocamento de povos indígenas, impacto em diabetes e outras doenças crônicas, entre vários outros. Ainda que estes impactos não sejam contabilizados no preço final dos alimentos ou em documentos de políticas e balanços corporativos, o seu preço é ainda pago pela sociedade, em especial pelas pessoas mais afetadas. A falta de uma métrica abrangente também significa que os impactos positivos, como sequestro de carbono, polinização de insetos, resiliência a desastres naturais e inclusão social, continuam ocultos e, dessa forma, não podem ser valorizados.

Abordagem TEEBAgriFood  ("Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade", em inglês) já está sendo utilizada por formuladores de políticas públicas, investidores e agricultores em todo o mundo para avaliar, de forma abrangente, suas ações, preencher as lacunas em políticas públicas, e tomar melhores decisões sobre o futuro. Por exemplo, uma avaliação sobre os sistemas de produção de milho elaborada pela CONABIO (Comissão Nacional para o Conhecimento e Uso da Biodiversidade do México) descobriu que a falta de diversidade genética no milho cultivado nos EUA e no Canadá os torna mais vulneráveis a pragas e doenças resultando em perdas de produtividade que equivaleram a US$ 27.403.616.604 entre os anos de 2012 e 2015. As espécies agrícolas geneticamente diversas são mais resistentes e não estão sujeitas ao mesmo tipo de perdas.

Ruth Richardson, diretora executiva da Aliança Global para o Futuro da Alimentação: "Como a pandemia desafia os líderes mundiais a confrontar os vínculos entre o uso de terras agrícolas, perda do habitat e riscos à saúde pública, agora é o momento de aproveitar novas ferramentas como o TEEBAgFood para informar políticas públicas e ações práticas e, dessa forma, conduzir o mercado rumo a sistemas alimentares mais saudáveis, resilientes e equitativos. Sem uma visão abrangente sobre como os sistemas alimentares afetam as pessoas e o planeta, os políticos estão simplesmente voando às cegas em seus esforços para cumprir os objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) do clima e da biodiversidade."

Mark Eigenraam, diretor do Grupo IDEEA e autor principal do relatório: "Estas diretrizes inovadoras são um passo importante para a transformação dos sistemas alimentares mundiais. Elas oferecem medidas práticas para integrar o capital natural ao capital humano e social e ir além das medidas reducionistas que enxergam apenas a produtividade econômica. Com estes novos instrumentos, empresas, governos e sociedade podem melhor combinar suas forças para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU relacionados à pobreza, alimentação, saúde e ao meio ambiente"

Dr. Salman Hussain, coordenador da abordagem "Economia dos Ecossistemas e Biodiversidade" do PNUMA: "Muitas vezes, me perguntam sobre a metodologia de contabilidade de "custo verdadeiro" (TCA, da sigla em inglês): 'Eu sempre penso, por onde eu começo?' Agora tenho a resposta. De autoria de alguns dos grandes líderes de pensamento em sistemas agrícolas e alimentares, esses novos materiais são um ótimo recurso, fácil de usar e acessível para a sociedade."

O Guia tem como apoio o Inventário da Contabilidade de "Custo Verdadeiro" (TCA), elaborado pela Aliança Global e pelas consultorias Soil & More Impacts e TMG ThinkTank for Sustainability. Esta coleção gratuita de metodologias, estudos de caso e abordagens de avaliação são úteis para pesquisadores, organizações da sociedade civil, formuladores de política pública, legisladores, agricultores e entidades do setor privado que buscam realizar uma avaliação do "custo verdadeiro" ou uma avaliação com a Abordagem TEEBAgriFood no campo da agricultura e sistemas alimentares.

NOTAS AOS EDITORES

Entrevistas disponíveis com autores e colaboradores.

Sobre a Aliança Global para o Futuro da Alimentação: A Aliança Global para o Futuro da Alimentação é uma aliança estratégica de fundações filantrópicas que trabalham juntas para transformar os atuais e os futuros sistemas alimentares globais. Acreditamos na urgência de transformar os sistemas alimentares e no poder de trabalhar colaborativamente com diferentes setores da sociedade para realizar mudanças positivas. Reformar os sistemas alimentares requer soluções novas e em todas as escalas, por meio de uma abordagem sistêmica e uma profunda colaboração entre organizações filantrópicas, pesquisadores, movimentos sociais, entidades do setor privado, agricultores e trabalhadores dos sistemas alimentares, povos indígenas, governos, formuladores de política pública e legisladores.www.futureoffood.org

CITAÇÕES

Pavan Sukhdev, CEO da GIST Impact e presidente da WWF International: "Podemos administrar aquilo que podemos medir. O desempenho em sistemas alimentares tem sido medido de maneira convencional, e muito inadequada, apenas como produtividade por hectare ou produtividade per capita. Essas novas diretrizes apresentam uma abordagem alternativa que mede o impacto dos sistemas alimentares de forma holística: nos lucros agrícolas, no emprego rural, na saúde humana, nas emissões climáticas, no uso de água, na fertilidade do solo e na biodiversidade. Essa 'contabilidade verdadeira de custos' é vital para restaurar nossos sistemas alimentares."

Tobias Bandel, diretor geral da Soil & More Impacts: "Para evitar que o mundo sofra mais degradação, precisamos tomar medidas para recompensar as práticas de conservação e uso sustentável dos ecossistemas. Avaliar e monetizar os impactos positivos e negativos com a ajuda da contabilidade verdadeira de custos pode demonstrar estes efeitos, além de estabelecer as bases para a mudança das regras de contabilidade e de tomada de decisões gerenciais. Impactos visíveis e escaláveis são a nossa chance de promover mudanças."

Alexander Müller, diretor geral da TMG Think Tank for Sustainability: "Hoje, apresentamos um ponto focal para todos os interessados em 'contabilidade verdadeira de custos' (TCA). Pela primeira vez, você pode encontrar todas as informações relevantes sobre o estado atual das metodologias TCA e um guia de implementação do TEEBAgriFood em um só lugar. Esta informação nos ajudará a avaliar o custo real do nosso alimento, que inclui todos os custos externos ocultos. Os preços no supermercado hoje não falam a verdade!"

Amanda Jekums, coordenadora de programas da Aliança Global para o Futuro da Alimentação e coautora do relatório: "Se quisermos alcançar um real progresso para mitigar a crise climática e prevenir a perda devastadora e permanente da nossa biodiversidade, devemos entender e levar em consideração os impactos positivos e negativos de nossos sistemas alimentares e compreender seus riscos e interdependências. Nossa saúde, segurança e proteção dependem disso. Precisamos de menos conversa e mais ação, e é isso que estamos promovendo."

 

 

FONTE Global Alliance For The Future Of Food

- Sem uma visão ampla dos impactos do sistema alimentar, governos voam às cegas sobre como reduzir perda de biodiversidade - Métricas simplistas, como rendimento por hectare, prejudicam os esforços de sustentabilidade no longo prazo - - Contabilizando o "custo verdadeiro" dos vários capitais: um roteiro para a conservação da biodiversidade - Cúpula da ONU sobre Biodiversidade: uma oportunidade para ações transformadoras nos sistemas alimentares - Estudos de caso em todo o mundo mostram que novas ferramentas de avaliação estão ganhando força

TORONTO, 29 de setembro de 2020 /PRNewswire/ -- Hoje, a Aliança Global para o Futuro da Alimentação lança o The TEEBAgriFood Evaluation Framework: Overarching Implementation Guidance (Guia de Avaliação TEEBAgriFood: Orientações Gerais), um guia passo a passo para avaliar como os sistemas alimentares afetam as pessoas, a sociedade, o meio ambiente e os recursos naturais. Apoiado por um amplo inventário de estudos de caso, o Guia permite aos usuários identificar ações que podem transformar a maneira como os sistemas alimentares operam, e, dessa forma, fornece um roteiro prático para ações de conservação da biodiversidade. O Guia foi desenvolvido em parceria com o Instituto para o Desenvolvimento de Contabilidade Econômica-Ambiental (IDEEA) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Mudar as ferramentas utilizadas para avaliar os sistemas alimentares é uma maneira imediata de agir para promover a saúde das pessoas, dos animais e do planeta. Métricas de produtividade reducionistas, como "rendimento por hectare", não reconhecem as externalidades negativas, como destruição do habitat, erosão do solo, contaminação da água, deslocamento de povos indígenas, impacto em diabetes e outras doenças crônicas, entre vários outros. Ainda que estes impactos não sejam contabilizados no preço final dos alimentos ou em documentos de políticas e balanços corporativos, o seu preço é ainda pago pela sociedade, em especial pelas pessoas mais afetadas. A falta de uma métrica abrangente também significa que os impactos positivos, como sequestro de carbono, polinização de insetos, resiliência a desastres naturais e inclusão social, continuam ocultos e, dessa forma, não podem ser valorizados.

Abordagem TEEBAgriFood  ("Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade", em inglês) já está sendo utilizada por formuladores de políticas públicas, investidores e agricultores em todo o mundo para avaliar, de forma abrangente, suas ações, preencher as lacunas em políticas públicas, e tomar melhores decisões sobre o futuro. Por exemplo, uma avaliação sobre os sistemas de produção de milho elaborada pela CONABIO (Comissão Nacional para o Conhecimento e Uso da Biodiversidade do México) descobriu que a falta de diversidade genética no milho cultivado nos EUA e no Canadá os torna mais vulneráveis a pragas e doenças resultando em perdas de produtividade que equivaleram a US$ 27.403.616.604 entre os anos de 2012 e 2015. As espécies agrícolas geneticamente diversas são mais resistentes e não estão sujeitas ao mesmo tipo de perdas.

Ruth Richardson, diretora executiva da Aliança Global para o Futuro da Alimentação: "Como a pandemia desafia os líderes mundiais a confrontar os vínculos entre o uso de terras agrícolas, perda do habitat e riscos à saúde pública, agora é o momento de aproveitar novas ferramentas como o TEEBAgFood para informar políticas públicas e ações práticas e, dessa forma, conduzir o mercado rumo a sistemas alimentares mais saudáveis, resilientes e equitativos. Sem uma visão abrangente sobre como os sistemas alimentares afetam as pessoas e o planeta, os políticos estão simplesmente voando às cegas em seus esforços para cumprir os objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) do clima e da biodiversidade."

Mark Eigenraam, diretor do Grupo IDEEA e autor principal do relatório: "Estas diretrizes inovadoras são um passo importante para a transformação dos sistemas alimentares mundiais. Elas oferecem medidas práticas para integrar o capital natural ao capital humano e social e ir além das medidas reducionistas que enxergam apenas a produtividade econômica. Com estes novos instrumentos, empresas, governos e sociedade podem melhor combinar suas forças para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU relacionados à pobreza, alimentação, saúde e ao meio ambiente"

Dr. Salman Hussain, coordenador da abordagem "Economia dos Ecossistemas e Biodiversidade" do PNUMA: "Muitas vezes, me perguntam sobre a metodologia de contabilidade de "custo verdadeiro" (TCA, da sigla em inglês): 'Eu sempre penso, por onde eu começo?' Agora tenho a resposta. De autoria de alguns dos grandes líderes de pensamento em sistemas agrícolas e alimentares, esses novos materiais são um ótimo recurso, fácil de usar e acessível para a sociedade."

O Guia tem como apoio o Inventário da Contabilidade de "Custo Verdadeiro" (TCA), elaborado pela Aliança Global e pelas consultorias Soil & More Impacts e TMG ThinkTank for Sustainability. Esta coleção gratuita de metodologias, estudos de caso e abordagens de avaliação são úteis para pesquisadores, organizações da sociedade civil, formuladores de política pública, legisladores, agricultores e entidades do setor privado que buscam realizar uma avaliação do "custo verdadeiro" ou uma avaliação com a Abordagem TEEBAgriFood no campo da agricultura e sistemas alimentares.

NOTAS AOS EDITORES

Entrevistas disponíveis com autores e colaboradores.

Sobre a Aliança Global para o Futuro da Alimentação: A Aliança Global para o Futuro da Alimentação é uma aliança estratégica de fundações filantrópicas que trabalham juntas para transformar os atuais e os futuros sistemas alimentares globais. Acreditamos na urgência de transformar os sistemas alimentares e no poder de trabalhar colaborativamente com diferentes setores da sociedade para realizar mudanças positivas. Reformar os sistemas alimentares requer soluções novas e em todas as escalas, por meio de uma abordagem sistêmica e uma profunda colaboração entre organizações filantrópicas, pesquisadores, movimentos sociais, entidades do setor privado, agricultores e trabalhadores dos sistemas alimentares, povos indígenas, governos, formuladores de política pública e legisladores.www.futureoffood.org

CITAÇÕES

Pavan Sukhdev, CEO da GIST Impact e presidente da WWF International: "Podemos administrar aquilo que podemos medir. O desempenho em sistemas alimentares tem sido medido de maneira convencional, e muito inadequada, apenas como produtividade por hectare ou produtividade per capita. Essas novas diretrizes apresentam uma abordagem alternativa que mede o impacto dos sistemas alimentares de forma holística: nos lucros agrícolas, no emprego rural, na saúde humana, nas emissões climáticas, no uso de água, na fertilidade do solo e na biodiversidade. Essa 'contabilidade verdadeira de custos' é vital para restaurar nossos sistemas alimentares."

Tobias Bandel, diretor geral da Soil & More Impacts: "Para evitar que o mundo sofra mais degradação, precisamos tomar medidas para recompensar as práticas de conservação e uso sustentável dos ecossistemas. Avaliar e monetizar os impactos positivos e negativos com a ajuda da contabilidade verdadeira de custos pode demonstrar estes efeitos, além de estabelecer as bases para a mudança das regras de contabilidade e de tomada de decisões gerenciais. Impactos visíveis e escaláveis são a nossa chance de promover mudanças."

Alexander Müller, diretor geral da TMG Think Tank for Sustainability: "Hoje, apresentamos um ponto focal para todos os interessados em 'contabilidade verdadeira de custos' (TCA). Pela primeira vez, você pode encontrar todas as informações relevantes sobre o estado atual das metodologias TCA e um guia de implementação do TEEBAgriFood em um só lugar. Esta informação nos ajudará a avaliar o custo real do nosso alimento, que inclui todos os custos externos ocultos. Os preços no supermercado hoje não falam a verdade!"

Amanda Jekums, coordenadora de programas da Aliança Global para o Futuro da Alimentação e coautora do relatório: "Se quisermos alcançar um real progresso para mitigar a crise climática e prevenir a perda devastadora e permanente da nossa biodiversidade, devemos entender e levar em consideração os impactos positivos e negativos de nossos sistemas alimentares e compreender seus riscos e interdependências. Nossa saúde, segurança e proteção dependem disso. Precisamos de menos conversa e mais ação, e é isso que estamos promovendo."

 

 

FONTE Global Alliance For The Future Of Food

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