Desafios das profissões da moda no cenário atual

Habilidades socioemocionais e visão integrada são tendência para criativos e profissionais da moda Mudanças tecnológicas e de comportamento do consumir e necessidade de adaptação transformam a rotina e a aprendizagem de quem quer trabalhar com moda

SÃO PAULO, 16 de julho de 2020 /PRNewswire/ -- Poucas profissões narram tanto a história da sociedade como a de quem fabrica roupas. Da tecelagem manual até as máquinas de costura, passando pela criação da alta costura e das novas tendências atuais, a moda guarda em si o gosto pela reinvenção para acompanhar a sociedade. E não é diferente no atual momento, quando a profissão se reinventa mais uma vez para digerir as profundas mudanças que aconteceram – e estão por acontecer.

Até meados dos anos 2010, a moda seguia um padrão estabelecido na década de 1950: a alta costura ditava tendências em desfiles, que eram diluídas em roupas de grife e moda rápida - a chamada Fast Fashion, que ganhou popularidade na década de 1970, nas lojas de departamento americanas, e invadiu o mundo. Nesse ambiente, a inovação partia muitas vezes do estilista e de suas sacadas – como a criação da minissaia na década de 1960 ou do terno feminino por Coco Channel, na década de 1940.

A internet quebrou um pouco essa lógica pois difundiu influências. As roupas começaram a incluir influências de trajes de rua, de tribos e quebraram regras do que se pode ou não vestir. O consumo também mudou. Ao invés de acompanhar desfiles e modelos, as pessoas passaram a ter mais contato com influenciadores e buscaram se inspirar no que elas vestiam ou como usavam. "Os blogs e influenciadores passaram de fonte de informação a uma fonte de recomendação. Foram conquistando seu espaço na cibercultura, criando novas formas de comunicação e interação com o público", diz a tese de TCC da graduada em administração Paola Cebrian.

O papel do estilista mudou de criador para um grande incorporador de tendências e novas necessidades. A expressão "ditar moda" virou ao contrário: o estilista precisou entender a moda que nascia nas pessoas e transportar isso não apenas para a alta costura, mas também para as prateleiras. Um exemplo disso é a demanda por roupas maiores sem necessariamente se encaixar na moda plus size, uma vez que o próprio conceito de estar bem com o corpo mudou.

Com a enxurrada de informações bombardeada diariamente pelas redes sociais, o profissional da moda e de costura também precisou sair apenas da ideia de ofício e desenvolver novas habilidades, como comunicação e gestão de grupo. São as chamadas habilidades socioemocionais, que pregam um poder de adaptação e leitura de emoções constante para o profissional do novo século.

"Estudos dizem que profissionais são contratados por suas habilidades cognitivas e conhecimento técnico, mas são demitidos pela falta de habilidades socioemocionais", pontua Viviane Senna, presidente do Instituto Senna. Recentemente, ela comandou um projeto escolar com a Secretaria da Educação de São Paulo para incluir na grade novas pautas como resiliência, compreensão do outro e empreendedorismo.

Empreender, aliás, virou sinônimo de tendência e solução no mundo da moda. Estima-se que o número de novos ateliês de costura e marcas próprias cresceu mais de 50% nos últimos cinco anos. São soluções mais baratas, que evitam o alto custo da manufatura e muitas vezes podem representar um negócio a partir de uma máquina doméstica de costura. A Janome, umas das principais líderes mundiais de produção de máquinas de costura, dispõe de diversos modelos, desde os mais básicos, indicados para quem está começando na costura, até os mais complexos, com opções de automatização de bordados e outros tipos bastante sofisticados de costura avançada.

Os novos negócios partem das máquinas de costura da Janome e exigem do profissional da costura novas habilidades, dessa vez atrás do balcão. É preciso ter noções financeiras e administrativas para empreender e não deixar a peteca cair nos primeiros meses de negócio próprio. O SEBRAE disponibiliza cursos gratuitos, em forma de mentoria, sobre o tema. Há também diversas opções de cursos sobre finanças e administração.

Em profunda transformação, o profissional de moda se verá num cenário de incertezas com a pandemia do Coronavírus. Desfiles tradicionais, como o MET Gala e a SPFW já foram cancelados. É mais uma prova que a profissão da moda, além de narrar a história do mundo em suas roupas, não pode nunca parar.

Fonte: www.janome.com.br

FONTE Janome do Brasil

Habilidades socioemocionais e visão integrada são tendência para criativos e profissionais da moda Mudanças tecnológicas e de comportamento do consumir e necessidade de adaptação transformam a rotina e a aprendizagem de quem quer trabalhar com moda

SÃO PAULO, 16 de julho de 2020 /PRNewswire/ -- Poucas profissões narram tanto a história da sociedade como a de quem fabrica roupas. Da tecelagem manual até as máquinas de costura, passando pela criação da alta costura e das novas tendências atuais, a moda guarda em si o gosto pela reinvenção para acompanhar a sociedade. E não é diferente no atual momento, quando a profissão se reinventa mais uma vez para digerir as profundas mudanças que aconteceram – e estão por acontecer.

Até meados dos anos 2010, a moda seguia um padrão estabelecido na década de 1950: a alta costura ditava tendências em desfiles, que eram diluídas em roupas de grife e moda rápida - a chamada Fast Fashion, que ganhou popularidade na década de 1970, nas lojas de departamento americanas, e invadiu o mundo. Nesse ambiente, a inovação partia muitas vezes do estilista e de suas sacadas – como a criação da minissaia na década de 1960 ou do terno feminino por Coco Channel, na década de 1940.

A internet quebrou um pouco essa lógica pois difundiu influências. As roupas começaram a incluir influências de trajes de rua, de tribos e quebraram regras do que se pode ou não vestir. O consumo também mudou. Ao invés de acompanhar desfiles e modelos, as pessoas passaram a ter mais contato com influenciadores e buscaram se inspirar no que elas vestiam ou como usavam. "Os blogs e influenciadores passaram de fonte de informação a uma fonte de recomendação. Foram conquistando seu espaço na cibercultura, criando novas formas de comunicação e interação com o público", diz a tese de TCC da graduada em administração Paola Cebrian.

O papel do estilista mudou de criador para um grande incorporador de tendências e novas necessidades. A expressão "ditar moda" virou ao contrário: o estilista precisou entender a moda que nascia nas pessoas e transportar isso não apenas para a alta costura, mas também para as prateleiras. Um exemplo disso é a demanda por roupas maiores sem necessariamente se encaixar na moda plus size, uma vez que o próprio conceito de estar bem com o corpo mudou.

Com a enxurrada de informações bombardeada diariamente pelas redes sociais, o profissional da moda e de costura também precisou sair apenas da ideia de ofício e desenvolver novas habilidades, como comunicação e gestão de grupo. São as chamadas habilidades socioemocionais, que pregam um poder de adaptação e leitura de emoções constante para o profissional do novo século.

"Estudos dizem que profissionais são contratados por suas habilidades cognitivas e conhecimento técnico, mas são demitidos pela falta de habilidades socioemocionais", pontua Viviane Senna, presidente do Instituto Senna. Recentemente, ela comandou um projeto escolar com a Secretaria da Educação de São Paulo para incluir na grade novas pautas como resiliência, compreensão do outro e empreendedorismo.

Empreender, aliás, virou sinônimo de tendência e solução no mundo da moda. Estima-se que o número de novos ateliês de costura e marcas próprias cresceu mais de 50% nos últimos cinco anos. São soluções mais baratas, que evitam o alto custo da manufatura e muitas vezes podem representar um negócio a partir de uma máquina doméstica de costura. A Janome, umas das principais líderes mundiais de produção de máquinas de costura, dispõe de diversos modelos, desde os mais básicos, indicados para quem está começando na costura, até os mais complexos, com opções de automatização de bordados e outros tipos bastante sofisticados de costura avançada.

Os novos negócios partem das máquinas de costura da Janome e exigem do profissional da costura novas habilidades, dessa vez atrás do balcão. É preciso ter noções financeiras e administrativas para empreender e não deixar a peteca cair nos primeiros meses de negócio próprio. O SEBRAE disponibiliza cursos gratuitos, em forma de mentoria, sobre o tema. Há também diversas opções de cursos sobre finanças e administração.

Em profunda transformação, o profissional de moda se verá num cenário de incertezas com a pandemia do Coronavírus. Desfiles tradicionais, como o MET Gala e a SPFW já foram cancelados. É mais uma prova que a profissão da moda, além de narrar a história do mundo em suas roupas, não pode nunca parar.

Fonte: www.janome.com.br

FONTE Janome do Brasil