Dia Mundial dos Cuidados Paliativos (10/10) reforça importância do suporte ao paciente e à família em doenças graves

SÃO PAULO, 9 de outubro de 2020 /PRNewswire/ -- Mais do que nunca, em 2020 acompanhamos a importância dos serviços de cuidados paliativos pelo mundo, em decorrência da pandemia de Coronavírus. O Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, que este ano será no dia 10 de outubro e terá como tema "Meu cuidado. Meu conforto", quer chamar a atenção de profissionais de saúde, pacientes e familiares para o direito ao acesso a essa especialidade em todos os níveis de assistência, seja público ou privado.

A definição de Cuidados Paliativos passou por muitas transformações ao longo dos anos, mas hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS) os vê como uma abordagem que visa a melhorar a qualidade de vida dos pacientes, de suas famílias e de seus cuidadores, diante do intenso sofrimento relacionado à sua saúde, proveniente de uma doença grave, especialmente no final da vida.

Uma pandemia amplifica o sofrimento, seja pela doença física em si e seus sintomas exacerbados e aumento da morte, como pelas tensões e ansiedades, ou ainda pela instabilidade financeira e social. Na Covid-19 não foi diferente, com a rápida evolução do quadro, sintomas intensificados e óbito em um curto período de tempo, o que gerou um intenso sofrimento aos pacientes positivos e suas famílias, situação que tornou os cuidados paliativos tema importante para uma abordagem adequada durante a pandemia.

Uma equipe de Cuidados Paliativos deve ser multiprofissional e especializada para oferecer uma adequada assistência ao controle dos sintomas de maiores complexidades, à medida que a doença avança, tendo sua atenção centrada na pessoa e nos seus valores e não na doença, oferecendo alívio não só físico como também psicológico, social e espiritual, com suporte à família e cuidadores durante toda a trajetória da doença e após o óbito, com assistência ao luto.

Entender o papel dos Cuidados Paliativos hoje nos permite realizar um cuidado mais integrado e alinhado aos princípios humanitários em qualquer situação, seja ela em meio a pandemia ou não.

Para o geriatra Douglas Crispim, atual vice-presidente da Academia Nacional de Cuidados Paliativos e CEO do Grupo ASAS, o mais importante neste momento é como vamos disponibilizar este cuidado de forma ampla para todos os brasileiros. Segundo ele, chegou a hora de concretizar esta assistência com mais vontade política e dos gestores.

"Estamos próximos de um grande passo para os Cuidados Paliativos no Brasil, momento de deixar claro que o sofrimento das pessoas deve ser tratado de forma ordinária e não extraordinária. Não é privilégio ter seu sofrimento combatido no convívio com uma doença grave. As pessoas precisam deste cuidado logo no início da trajetória da doença", diz.

Neste Dia Mundial, o especialista convida a todos para reflexões importantes: Como você gostaria de ser cuidado se tivesse uma doença sem chances de cura e que ameace sua vida? Caso não consiga responder por si, quem será o responsável pelas decisões mais importantes da sua vida? Onde acha que seria o melhor lugar para passar os seus últimos dias?

Por tudo isso, segundo ele, é preciso desligar o modo tabu e ligar o modo consciente. "Todos vamos falecer, então que tal ser bem cuidado, sorrir mais e estar perto dos seus durante esta caminhada?", completa.

Referências

1 - Paz CRP, Pessalacia JDR, Zoboli ELCP, Souza HL, Granja GF, Schveitzer MC. New demands for primary health care in Brazil: palliative care. Invest Educ Enferm. 2016; 34(1): 46-57.

2 - Strategic Action Plan to Tackle Noncommunicable Diseases (NCD) in Brazil 2011-2022. Ministério da Saúde. Brasília,2012.

3 - The Economist and Intelligence Unit. The 2015 Quality of Death: Ranking palliative care across the world. 2015.

4 - OLIVEIRA, E. A. & SILVA, M.J.P. Autonomia em cuidados paliativos: conceitos e percepções de uma equipe de saúde. Acta Paulista de Enfermagem, 23(2), p.21-27, 2010.

5 – Comunicação difícil e Covid-19. Douglas Crispim. Maria Júlia Paes da Silva. Walmir Cedotti. Millena Câmara. Sarah Ananda Gomes, 2020.

6 - WHO, Integrating palliative care and sympton relief into the response to humanitarian emergencies and crises, 2018.

7 - Oxford University Press, A Field Manual for Palliative Care in Humanitarian Crises, 2019.

8 - BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica.

FONTE Dr. Douglas Crispim

SÃO PAULO, 9 de outubro de 2020 /PRNewswire/ -- Mais do que nunca, em 2020 acompanhamos a importância dos serviços de cuidados paliativos pelo mundo, em decorrência da pandemia de Coronavírus. O Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, que este ano será no dia 10 de outubro e terá como tema "Meu cuidado. Meu conforto", quer chamar a atenção de profissionais de saúde, pacientes e familiares para o direito ao acesso a essa especialidade em todos os níveis de assistência, seja público ou privado.

A definição de Cuidados Paliativos passou por muitas transformações ao longo dos anos, mas hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS) os vê como uma abordagem que visa a melhorar a qualidade de vida dos pacientes, de suas famílias e de seus cuidadores, diante do intenso sofrimento relacionado à sua saúde, proveniente de uma doença grave, especialmente no final da vida.

Uma pandemia amplifica o sofrimento, seja pela doença física em si e seus sintomas exacerbados e aumento da morte, como pelas tensões e ansiedades, ou ainda pela instabilidade financeira e social. Na Covid-19 não foi diferente, com a rápida evolução do quadro, sintomas intensificados e óbito em um curto período de tempo, o que gerou um intenso sofrimento aos pacientes positivos e suas famílias, situação que tornou os cuidados paliativos tema importante para uma abordagem adequada durante a pandemia.

Uma equipe de Cuidados Paliativos deve ser multiprofissional e especializada para oferecer uma adequada assistência ao controle dos sintomas de maiores complexidades, à medida que a doença avança, tendo sua atenção centrada na pessoa e nos seus valores e não na doença, oferecendo alívio não só físico como também psicológico, social e espiritual, com suporte à família e cuidadores durante toda a trajetória da doença e após o óbito, com assistência ao luto.

Entender o papel dos Cuidados Paliativos hoje nos permite realizar um cuidado mais integrado e alinhado aos princípios humanitários em qualquer situação, seja ela em meio a pandemia ou não.

Para o geriatra Douglas Crispim, atual vice-presidente da Academia Nacional de Cuidados Paliativos e CEO do Grupo ASAS, o mais importante neste momento é como vamos disponibilizar este cuidado de forma ampla para todos os brasileiros. Segundo ele, chegou a hora de concretizar esta assistência com mais vontade política e dos gestores.

"Estamos próximos de um grande passo para os Cuidados Paliativos no Brasil, momento de deixar claro que o sofrimento das pessoas deve ser tratado de forma ordinária e não extraordinária. Não é privilégio ter seu sofrimento combatido no convívio com uma doença grave. As pessoas precisam deste cuidado logo no início da trajetória da doença", diz.

Neste Dia Mundial, o especialista convida a todos para reflexões importantes: Como você gostaria de ser cuidado se tivesse uma doença sem chances de cura e que ameace sua vida? Caso não consiga responder por si, quem será o responsável pelas decisões mais importantes da sua vida? Onde acha que seria o melhor lugar para passar os seus últimos dias?

Por tudo isso, segundo ele, é preciso desligar o modo tabu e ligar o modo consciente. "Todos vamos falecer, então que tal ser bem cuidado, sorrir mais e estar perto dos seus durante esta caminhada?", completa.

Referências

1 - Paz CRP, Pessalacia JDR, Zoboli ELCP, Souza HL, Granja GF, Schveitzer MC. New demands for primary health care in Brazil: palliative care. Invest Educ Enferm. 2016; 34(1): 46-57.

2 - Strategic Action Plan to Tackle Noncommunicable Diseases (NCD) in Brazil 2011-2022. Ministério da Saúde. Brasília,2012.

3 - The Economist and Intelligence Unit. The 2015 Quality of Death: Ranking palliative care across the world. 2015.

4 - OLIVEIRA, E. A. & SILVA, M.J.P. Autonomia em cuidados paliativos: conceitos e percepções de uma equipe de saúde. Acta Paulista de Enfermagem, 23(2), p.21-27, 2010.

5 – Comunicação difícil e Covid-19. Douglas Crispim. Maria Júlia Paes da Silva. Walmir Cedotti. Millena Câmara. Sarah Ananda Gomes, 2020.

6 - WHO, Integrating palliative care and sympton relief into the response to humanitarian emergencies and crises, 2018.

7 - Oxford University Press, A Field Manual for Palliative Care in Humanitarian Crises, 2019.

8 - BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica.

FONTE Dr. Douglas Crispim