Distanciamento social pode ser um marco para relação mais harmônica com o meio ambiente

SÃO PAULO, 29 de maio de 2020 /PRNewswire/ -- O distanciamento social impactou a redução de poluentes e recuperação da natureza. Para especialistas, este pode ser um marco para que a sociedade inaugure uma relação mais harmônica com o meio ambiente.

"É um estímulo para um vínculo maior entre indivíduos e natureza. Em conservação, falamos no conceito de biofilia, que é a ideia de que gostar dos animais e das plantas é uma característica inata", aponta o pesquisador Fernando Fernandez, membro da RECN (Rede de Especialistas em Conservação da Natureza).

Para se tornar perene, essa mudança precisa ser amparada por um quadro regulatório legal que incentive a sociedade a ser menos poluente, assim como o desenvolvimento de políticas públicas capazes de promover soluções que integrem o verde ao cenário urbano.

Fernandez cita o exemplo de cidades como Wellington (Nova Zelândia), São Francisco (Estados Unidos) e Edmonton (Canadá), que já despontam como pioneiras na biofilia.

O termo foi cunhado pelo biólogo Edward Wilson, que defende a criação de cidades capazes de promover integração entre pessoas, espaços naturais e biodiversidade. Essas localidades investem na disseminação de áreas verdes; integração entre arquitetura e vegetação; preservação de áreas nativas; proteção da biodiversidade local e educação voltada para a consciência ecológica.

No Brasil, nenhuma cidade integra a rede global de cidades biofílicas, mas algumas potenciais candidatas são Curitiba e Maringá (PR), Florianópolis (SC), Campinas (SP), Niterói (RJ) e Belo Horizonte (MG).

Um método que tem ganhado força mundo afora é o uso da infraestrutura verde e de Soluções baseadas na Natureza para proteger bacias hidrográficas e permitir o uso sustentável dos recursos.

"A rápida expansão das metrópoles e a falta de planejamento fizeram com que os gestores públicos se apoiassem quase que exclusivamente em infraestrutura cinza, com canalizações e obras em geral, para garantir o abastecimento de água. Embora indispensável para dar escala à oferta de serviços, é essencial que seja empregada conjuntamente com a infraestrutura verde", avalia Renato Atanazio, coordenador de Soluções baseadas na Natureza da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

Países como China, Estados Unidos e Peru avançam nessa prática. No Brasil, um exemplo é o movimento Viva Água, realizado na Bacia do Rio Miringuava, em São José dos Pinhais (PR). O projeto fomenta a restauração da vegetação em áreas prioritárias da bacia hidrográfica e incentiva atividades socioeconômicas de impacto positivo na natureza.

FONTE Fundação Grupo Boticário

SÃO PAULO, 29 de maio de 2020 /PRNewswire/ -- O distanciamento social impactou a redução de poluentes e recuperação da natureza. Para especialistas, este pode ser um marco para que a sociedade inaugure uma relação mais harmônica com o meio ambiente.

"É um estímulo para um vínculo maior entre indivíduos e natureza. Em conservação, falamos no conceito de biofilia, que é a ideia de que gostar dos animais e das plantas é uma característica inata", aponta o pesquisador Fernando Fernandez, membro da RECN (Rede de Especialistas em Conservação da Natureza).

Para se tornar perene, essa mudança precisa ser amparada por um quadro regulatório legal que incentive a sociedade a ser menos poluente, assim como o desenvolvimento de políticas públicas capazes de promover soluções que integrem o verde ao cenário urbano.

Fernandez cita o exemplo de cidades como Wellington (Nova Zelândia), São Francisco (Estados Unidos) e Edmonton (Canadá), que já despontam como pioneiras na biofilia.

O termo foi cunhado pelo biólogo Edward Wilson, que defende a criação de cidades capazes de promover integração entre pessoas, espaços naturais e biodiversidade. Essas localidades investem na disseminação de áreas verdes; integração entre arquitetura e vegetação; preservação de áreas nativas; proteção da biodiversidade local e educação voltada para a consciência ecológica.

No Brasil, nenhuma cidade integra a rede global de cidades biofílicas, mas algumas potenciais candidatas são Curitiba e Maringá (PR), Florianópolis (SC), Campinas (SP), Niterói (RJ) e Belo Horizonte (MG).

Um método que tem ganhado força mundo afora é o uso da infraestrutura verde e de Soluções baseadas na Natureza para proteger bacias hidrográficas e permitir o uso sustentável dos recursos.

"A rápida expansão das metrópoles e a falta de planejamento fizeram com que os gestores públicos se apoiassem quase que exclusivamente em infraestrutura cinza, com canalizações e obras em geral, para garantir o abastecimento de água. Embora indispensável para dar escala à oferta de serviços, é essencial que seja empregada conjuntamente com a infraestrutura verde", avalia Renato Atanazio, coordenador de Soluções baseadas na Natureza da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

Países como China, Estados Unidos e Peru avançam nessa prática. No Brasil, um exemplo é o movimento Viva Água, realizado na Bacia do Rio Miringuava, em São José dos Pinhais (PR). O projeto fomenta a restauração da vegetação em áreas prioritárias da bacia hidrográfica e incentiva atividades socioeconômicas de impacto positivo na natureza.

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