Doença que mata mais do que o câncer de mama pode ganhar nova terapia no SUS

A CONITEC abriu consulta pública para o tratamento de mielofibrose, um câncer raro[1] que afeta, principalmente, idosos[2] e, até o momento, não conta com terapias disponíveis no SUS

SÃO PAULO, 5 de abril de 2022 /PRNewswire/ -- A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS – CONITEC, abriu em 04 de abril, uma Consulta Pública para definir a disponibilização do que poderá ser o primeiro tratamento com evidências científicas para mielofibrose no Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é contar com a contribuição da sociedade, médicos e pacientes, coletando insumos que vão embasar a decisão do órgão sobre a incorporação do medicamento no SUS. A participação pode ser feita no site da instituição até 24 de abril de 2022.

A mielofibrose é um câncer raro, que afeta de 0,69 casos por 100.000 brasileiros[3], geralmente diagnosticado aos 65 anos[4]. Hoje, a população idosa corresponde a aproximadamente 18% de toda população brasileira[5], e isso evidencia um dos principais desafios de melhorar a utilização de recursos para esse perfil de pacientes no sistema público de saúde. Adicionalmente, os cânceres raros apresentam grandes desafios em termos de diagnóstico, tratamento e acompanhamento.

Se fizermos um paralelo com doenças mais conhecidas, como o câncer de mama, cerca de 85% dos pacientes chegaram a 5 anos de sobrevida após o tratamento. Para mielofibrose, a sobrevida foi de 39% no mesmo período. Ou seja, sem tratamento adequado, a mielofibrose mata mais do que o câncer de mama[6]. Atualmente, as terapias inovadoras são uma grande oportunidade para melhorar o cuidado e a qualidade de vida desses pacientes que, por vezes, depende do sistema público de saúde.

Pacientes com mielofibrose no SUS apresentam sobrevida mais reduzida em comparação a dados internacionais: no mundo, os pacientes apresentam mediana de sobrevida de 2,3 a 4,5 anos[7]. Já no Brasil, o índice cai para 1,5 anos[8].

Além disso, a incorporação de uma nova tecnologia no SUS é acompanhada do desenvolvimento de diretrizes e protocolos para o cuidado do paciente, o que, consequentemente, promove a melhor jornada de tratamento e melhor utilização de recursos pelo sistema de saúde.

Pensando neste contexto e realidade, a Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia celular (ABHH) fez a solicitação de pedido de incorporação de uma nova terapia para o tratamento de pacientes com mielofibrose a Comissão de Nacional de Incorporações de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC). Essa terapia demonstrou, por meio de vários estudos, benefícios de sobrevida global, melhora de sintomas e qualidade de vida, dados tão importantes para os pacientes e igualmente relevantes para a avaliação da CONITEC.

Referências:

[1] Nonino A, Kim H, Flora APADS. PCN87 Budget impact analysis (BIA) of ruxolitinib for treatment of intermediate-2 or high risk IPSS myelofibrosis in the Brazilian Public healthcare system (SUS). Value in Health. 202; 24(1):S35-S36 

[2] National Organization for Rare Disorders (NORD). The Physician's Guide to Myelofibrosis. 2012.

[3] Nonino A, Kim H, Flora APADS. PCN87 Budget impact analysis (BIA) of ruxolitinib for treatment of intermediate-2 or high risk IPSS myelofibrosis in the Brazilian Public healthcare system (SUS). Value in Health. 202; 24(1):S35-S36

[4] National Organization for Rare Disorders (NORD). The Physician's Guide to Myelofibrosis. 2012.

[5] Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Estimativa populacional, 2018.

[6] SEER. EPIDEMIOLOGY, AND END RESULTS (SEER) PROGRAM, 2015

[7] CERVANTES ET AL. BLOOD 2009;113>2895-901

[8] REILLY ET AL. BRITISH JOURNAL OF HAEMATOLOGY 2014;167:418-20

 

FONTE Novartis

A CONITEC abriu consulta pública para o tratamento de mielofibrose, um câncer raro[1] que afeta, principalmente, idosos[2] e, até o momento, não conta com terapias disponíveis no SUS

SÃO PAULO, 5 de abril de 2022 /PRNewswire/ -- A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS – CONITEC, abriu em 04 de abril, uma Consulta Pública para definir a disponibilização do que poderá ser o primeiro tratamento com evidências científicas para mielofibrose no Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é contar com a contribuição da sociedade, médicos e pacientes, coletando insumos que vão embasar a decisão do órgão sobre a incorporação do medicamento no SUS. A participação pode ser feita no site da instituição até 24 de abril de 2022.

A mielofibrose é um câncer raro, que afeta de 0,69 casos por 100.000 brasileiros[3], geralmente diagnosticado aos 65 anos[4]. Hoje, a população idosa corresponde a aproximadamente 18% de toda população brasileira[5], e isso evidencia um dos principais desafios de melhorar a utilização de recursos para esse perfil de pacientes no sistema público de saúde. Adicionalmente, os cânceres raros apresentam grandes desafios em termos de diagnóstico, tratamento e acompanhamento.

Se fizermos um paralelo com doenças mais conhecidas, como o câncer de mama, cerca de 85% dos pacientes chegaram a 5 anos de sobrevida após o tratamento. Para mielofibrose, a sobrevida foi de 39% no mesmo período. Ou seja, sem tratamento adequado, a mielofibrose mata mais do que o câncer de mama[6]. Atualmente, as terapias inovadoras são uma grande oportunidade para melhorar o cuidado e a qualidade de vida desses pacientes que, por vezes, depende do sistema público de saúde.

Pacientes com mielofibrose no SUS apresentam sobrevida mais reduzida em comparação a dados internacionais: no mundo, os pacientes apresentam mediana de sobrevida de 2,3 a 4,5 anos[7]. Já no Brasil, o índice cai para 1,5 anos[8].

Além disso, a incorporação de uma nova tecnologia no SUS é acompanhada do desenvolvimento de diretrizes e protocolos para o cuidado do paciente, o que, consequentemente, promove a melhor jornada de tratamento e melhor utilização de recursos pelo sistema de saúde.

Pensando neste contexto e realidade, a Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia celular (ABHH) fez a solicitação de pedido de incorporação de uma nova terapia para o tratamento de pacientes com mielofibrose a Comissão de Nacional de Incorporações de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC). Essa terapia demonstrou, por meio de vários estudos, benefícios de sobrevida global, melhora de sintomas e qualidade de vida, dados tão importantes para os pacientes e igualmente relevantes para a avaliação da CONITEC.

Referências:

[1] Nonino A, Kim H, Flora APADS. PCN87 Budget impact analysis (BIA) of ruxolitinib for treatment of intermediate-2 or high risk IPSS myelofibrosis in the Brazilian Public healthcare system (SUS). Value in Health. 202; 24(1):S35-S36 

[2] National Organization for Rare Disorders (NORD). The Physician's Guide to Myelofibrosis. 2012.

[3] Nonino A, Kim H, Flora APADS. PCN87 Budget impact analysis (BIA) of ruxolitinib for treatment of intermediate-2 or high risk IPSS myelofibrosis in the Brazilian Public healthcare system (SUS). Value in Health. 202; 24(1):S35-S36

[4] National Organization for Rare Disorders (NORD). The Physician's Guide to Myelofibrosis. 2012.

[5] Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Estimativa populacional, 2018.

[6] SEER. EPIDEMIOLOGY, AND END RESULTS (SEER) PROGRAM, 2015

[7] CERVANTES ET AL. BLOOD 2009;113>2895-901

[8] REILLY ET AL. BRITISH JOURNAL OF HAEMATOLOGY 2014;167:418-20

 

FONTE Novartis

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