Empreendedorismo pós Covid-19: como passar pela crise?

Como negócios criativos podem superar a recessão do Coronavírus? Uso da tecnologia e expansão das atividades estão entre as ações que pequenas e médias empresas podem tomar para superar a crise causada pela pandemia da Covid-19

SÃO PAULO, 14 de julho de 2020 /PRNewswire/ -- Diminuição de clientes, queda na procura, impossibilidade de vender fisicamente e problemas na adaptação com novas tecnologias. Essas são algumas das dificuldades que compõem o cenário de crise que diversas empresas de pequeno e médio porte passam desde março, quando a pandemia do Coronavírus chegou ao Brasil e mudou a rotina do país.

Segundo levantamento feito pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às micro e pequenas empresas), ao menos 600 mil empresas fecharam as portas entre março e metade de abril. E o setor da moda está entre os três mais afetados, com queda de faturamento na casa dos 74%, menor apenas que os setores de turismo e economia criativa.

O grande problema é que as obrigações não param com a crise. "É crucial encontrar formas de continuar faturando, mesmo que num patamar menor. O setor da moda gera diversos empregos, muitos deles em regiões mais afastadas. É um grande impacto social e é preciso pensar em novas soluções para os próximos meses, como ecommerce, delivery, entre outros", pontua André Rodrigues, Diretor Geral da Janome do Brasil.

O desafio de continuar faturando para cumprir obrigações obrigou negócios de moda a se reinventarem. A maioria das empresas de fast fashion e com capacidade de produção em larga escala continuou operando, mas com distribuição apenas via delivery. Ainda não está claro quando o comércio, que tem na vitrine uma de suas mais potentes formas de venda, poderá voltar a comercializar presencialmente.

A necessidade de entrega a domicílio forçou empresas a entrar, de vez, no mundo digital. Ateliês e lojas de bairro precisaram investir em marketing digital, como comunicação nas redes sociais, para seguir crescendo e alcançando os clientes. Mesmo depois da pandemia, essa deve ser uma realidade latente no setor, com a vitrine sendo substituída por postagens nas redes sociais e outras formas inovadoras de mostrar um produto ao consumidor.

Outra mudança é no formato da alta costura. Depois que a Federação Francesa de Alta-Costura e Moda anunciou que a semana de moda masculina de Paris, programada para 23 a 28 de junho, estava cancelada, marcas e estilistas tiveram que mudar seus formatos e pensar em novos jeitos de atingir o objetivo máximo de uma coleção: ser vista.

Quem saiu na frente foi Giorgio Armani, que pediu ainda em fevereiro para os convidados não irem à semana de moda em Milão. O desfile aconteceu, mas foi transmitido por plataformas digitais. Um desafio, já que a moda é constituída de movimento, textura e impressões que só podem ser vistas ao vivo. Como identificar se uma roupa realmente é bonita e vale a pena ser replicada sem sentir seu caimento de perto?

Pode nascer daí uma oportunidade para empreender: os vídeos de pré-coleção. Eles servem para captar um primeiro interesse para o desfile, ou para complementar o desfile, na impossibilidade de uma reunião presencial. O mercado já está atento para essa possibilidade e segue como exemplos os filmes da Balenciaga filmados por Inez e Vinoodh, Karim Sadli e a premiada diretora Sofia Coppola.

Identificar novas oportunidades é pensar no futuro. Já o presente requer ações energéticas e drásticas para conter danos. "É preciso conter e montar uma estratégia de crise, como se fosse um outro plano de negócios, com medidas para diminuir os gastos Rever contratos também. O contrato que se tornar desproporcional entre o contratante e o contratado poderá ser revisado, evitando que o cumprimento do mesmo seja demasiadamente prejudicial para a pequena empresa", complementa Ana Flávia Matielli, coordenadora de marketing da Janome do Brasil.

Numa pandemia com números ainda crescentes, tudo muda o tempo todo, o que torna o futuro ainda mais estável do que já é. Com foco no presente e ações práticas como as listadas, empresas de médio e pequeno porte e negócios criativos podem driblar a crise e até repensarem seus negócios para o "novo normal" que aguarda a todos após a pandemia.

Fonte: www.janome.com.br

FONTE Janome do Brasil

Como negócios criativos podem superar a recessão do Coronavírus? Uso da tecnologia e expansão das atividades estão entre as ações que pequenas e médias empresas podem tomar para superar a crise causada pela pandemia da Covid-19

SÃO PAULO, 14 de julho de 2020 /PRNewswire/ -- Diminuição de clientes, queda na procura, impossibilidade de vender fisicamente e problemas na adaptação com novas tecnologias. Essas são algumas das dificuldades que compõem o cenário de crise que diversas empresas de pequeno e médio porte passam desde março, quando a pandemia do Coronavírus chegou ao Brasil e mudou a rotina do país.

Segundo levantamento feito pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às micro e pequenas empresas), ao menos 600 mil empresas fecharam as portas entre março e metade de abril. E o setor da moda está entre os três mais afetados, com queda de faturamento na casa dos 74%, menor apenas que os setores de turismo e economia criativa.

O grande problema é que as obrigações não param com a crise. "É crucial encontrar formas de continuar faturando, mesmo que num patamar menor. O setor da moda gera diversos empregos, muitos deles em regiões mais afastadas. É um grande impacto social e é preciso pensar em novas soluções para os próximos meses, como ecommerce, delivery, entre outros", pontua André Rodrigues, Diretor Geral da Janome do Brasil.

O desafio de continuar faturando para cumprir obrigações obrigou negócios de moda a se reinventarem. A maioria das empresas de fast fashion e com capacidade de produção em larga escala continuou operando, mas com distribuição apenas via delivery. Ainda não está claro quando o comércio, que tem na vitrine uma de suas mais potentes formas de venda, poderá voltar a comercializar presencialmente.

A necessidade de entrega a domicílio forçou empresas a entrar, de vez, no mundo digital. Ateliês e lojas de bairro precisaram investir em marketing digital, como comunicação nas redes sociais, para seguir crescendo e alcançando os clientes. Mesmo depois da pandemia, essa deve ser uma realidade latente no setor, com a vitrine sendo substituída por postagens nas redes sociais e outras formas inovadoras de mostrar um produto ao consumidor.

Outra mudança é no formato da alta costura. Depois que a Federação Francesa de Alta-Costura e Moda anunciou que a semana de moda masculina de Paris, programada para 23 a 28 de junho, estava cancelada, marcas e estilistas tiveram que mudar seus formatos e pensar em novos jeitos de atingir o objetivo máximo de uma coleção: ser vista.

Quem saiu na frente foi Giorgio Armani, que pediu ainda em fevereiro para os convidados não irem à semana de moda em Milão. O desfile aconteceu, mas foi transmitido por plataformas digitais. Um desafio, já que a moda é constituída de movimento, textura e impressões que só podem ser vistas ao vivo. Como identificar se uma roupa realmente é bonita e vale a pena ser replicada sem sentir seu caimento de perto?

Pode nascer daí uma oportunidade para empreender: os vídeos de pré-coleção. Eles servem para captar um primeiro interesse para o desfile, ou para complementar o desfile, na impossibilidade de uma reunião presencial. O mercado já está atento para essa possibilidade e segue como exemplos os filmes da Balenciaga filmados por Inez e Vinoodh, Karim Sadli e a premiada diretora Sofia Coppola.

Identificar novas oportunidades é pensar no futuro. Já o presente requer ações energéticas e drásticas para conter danos. "É preciso conter e montar uma estratégia de crise, como se fosse um outro plano de negócios, com medidas para diminuir os gastos Rever contratos também. O contrato que se tornar desproporcional entre o contratante e o contratado poderá ser revisado, evitando que o cumprimento do mesmo seja demasiadamente prejudicial para a pequena empresa", complementa Ana Flávia Matielli, coordenadora de marketing da Janome do Brasil.

Numa pandemia com números ainda crescentes, tudo muda o tempo todo, o que torna o futuro ainda mais estável do que já é. Com foco no presente e ações práticas como as listadas, empresas de médio e pequeno porte e negócios criativos podem driblar a crise e até repensarem seus negócios para o "novo normal" que aguarda a todos após a pandemia.

Fonte: www.janome.com.br

FONTE Janome do Brasil