Empresas brasileiras pensam em reabertura e lidam com a incerteza

Governos e Prefeituras já preparam abertura do comércios, enquanto empresas anunciam home office até o fim do ano

SÃO PAULO, 3 de julho de 2020 /PRNewswire/ -- Mesmo com a taxa de contagio de coronavírus em alta, diversas prefeituras e governos já anunciaram e deram prosseguimento a medidas de reabertura da economia nas cidades brasileiras. O Brasil segue, de certa forma, o movimento da Europa onde a crise impulsionada pela pandemia está em uma fase mais controlada. No entanto, o que preocupa é que a realidade brasileira não é a mesma que a europeia e a economia preocupa todos os setores da sociedade. Algumas empresas brasileiras, em paralelo, já anunciaram medidas como home office até o fim do ano enquanto outras procuram estabelecer procedimentos de prevenção e contar com a presença de seus funcionários.

A economia preocupa demais o brasileiro, as projeções não são nada animadoras e o ano, que começou com ares de otimismo, já conta com projeções bastante desanimadoras. A estimativa oficial do governo é de uma queda de 4,7% do PIB em 2020, porém o mercado vê um problema maior. O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, prevê queda de mais de 6% e há ainda a previsão da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), publicada no início de junho, de uma queda de 7,4% podendo piorar com o advento de uma segunda onda nacional de contaminação.

O empresário Edson Hydalgo Júnior, fundador da Intrader DTVM, explica sobre a fragilidade da economia nacional, o que é diferente de outros países que também enfrentaram um período de confinamento e comércios fechados. "Tem muito país que é industrializado, com uma indústria é forte, no Brasil não é assim. Nossa indústria é fraca. O Brasil é um país prestador de serviço, um setor diretamente atingido pela crise. A gente sente muito mais do que países que tem essa indústria estabelecida", explica.

Além disso, Edson Hydalgo Júnior também avalia que países industrializados, e os chamados de primeiro mundo, acabam por ter uma reserva financeira maior que a brasileira, podendo estender pacotes emergenciais. Somado a isso, contam com sistemas de saúde bem organizados, o que facilita em muito a execução de uma política de lockdown.

A reabertura também está permeada de questionamentos, pois caso uma ação precipitada sem um planejamento estratégico se torne realidade, ela pode promover a contaminação da população e, consequentemente, um retorno à quarentena e novo fechamento de portas.

Na Europa, por exemplo, a reabertura só se tornou uma realidade quando a taxa de contágio estava abaixo de 1. No continente, diversos governos decretaram a política de confinamento até que a taxa se encontrasse nesse patamar — entendido como controlado. No Brasil a realidade não é bem essa, na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, a taxa de contágio é de 2, tido como perigoso, e a reabertura está em curso.

A disseminação é exatamente o ponto chave para entender a crise do novo coronavírus, enquanto outras doenças a nível global assustem mais por sua letalidade, o Covid-19 é tido como um vírus extremamente "eficiente" pois mantém seu hospedeiro vivo por muito tempo (se comparado a outras enfermidades) e assim consegue se espalhar com muita eficácia.

O empresário Edson Hydalgo Júnior afirma que a incerteza é a peça chave para a economia, o problema central para o mercado seria a impossibilidade de entender a real dimensão da crise. "Essa crise gera muitas dúvidas pois ela vem acontecendo e isso é diferente se formos comparar com outras crises, como a de 2008. Não é possível enxergar o final dela, não sabe como essa história vai terminar", observa.  

Desde as últimas semanas de março as empresas fecharam as suas portas e decretaram quarentena, algumas reduziram jornadas e salários de funcionários, outras demitiram, agora é o momento onde as coisas parecem se encaixar. Porém, com a incerteza da duração de tal crise ainda é necessário uma estratégia bem planejada e sólida para que seja possível voltar ao local de trabalho com segurança — ou não voltar — e manter a produtividade.

De um lado, muitos que foram de certa forma obrigados a optar pelo home office temporariamente acabaram por encontrar vantagens nesse formato de trabalho e multinacionais como Google, Facebook e Twitter definiram que vão manter os seus funcionários nessa dinâmica até o ano que vem, esse tipo de acontecimento pode transformar todo o mercado de trabalho de maneira duradoura pois muitas empresas já seguiram esse exemplo e estão repensando toda sua operação dado que, se a eficiência dos colaboradores for mantida, o trabalho feito em casa tem algumas vantagens como evitar o deslocamento e permitir um convívio maior dos funcionários com seus familiares. Fica a dúvida se isso vai perdurar.

Edson Hydalgo Júnior conta que no caso da Intrader DTVM, empresa a qual é fundador, a possibilidade de home office não abrange toda a empresa, a administração fiduciária é uma atividade essencial de acordo com o decreto presidencial e, para alguns cargos, seria necessária uma estrutura muito sofisticada no espaço doméstico para que o home office pudesse ser uma realidade. No entanto, algumas áreas podem se beneficiar da nova dinâmica.

"Em atividades como área comercial, jurídica, financeira e contabilidade me parece que essa tendência de home office veio para ficar. O mercado ainda está se acostumando mas se o profissional tiver uma estrutura básica mínima em casa e comprometimento para trabalhar conectado em algum aplicativo eu vejo com bons olhos e me parece que essa tendência vai permanecer", explica.

Contato:

Edson Hydalgo Junior

telefone:11-99560-8021

email: advas@bol.com.br

FONTE Edson Hydalgo Junior

Governos e Prefeituras já preparam abertura do comércios, enquanto empresas anunciam home office até o fim do ano

SÃO PAULO, 3 de julho de 2020 /PRNewswire/ -- Mesmo com a taxa de contagio de coronavírus em alta, diversas prefeituras e governos já anunciaram e deram prosseguimento a medidas de reabertura da economia nas cidades brasileiras. O Brasil segue, de certa forma, o movimento da Europa onde a crise impulsionada pela pandemia está em uma fase mais controlada. No entanto, o que preocupa é que a realidade brasileira não é a mesma que a europeia e a economia preocupa todos os setores da sociedade. Algumas empresas brasileiras, em paralelo, já anunciaram medidas como home office até o fim do ano enquanto outras procuram estabelecer procedimentos de prevenção e contar com a presença de seus funcionários.

A economia preocupa demais o brasileiro, as projeções não são nada animadoras e o ano, que começou com ares de otimismo, já conta com projeções bastante desanimadoras. A estimativa oficial do governo é de uma queda de 4,7% do PIB em 2020, porém o mercado vê um problema maior. O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, prevê queda de mais de 6% e há ainda a previsão da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), publicada no início de junho, de uma queda de 7,4% podendo piorar com o advento de uma segunda onda nacional de contaminação.

O empresário Edson Hydalgo Júnior, fundador da Intrader DTVM, explica sobre a fragilidade da economia nacional, o que é diferente de outros países que também enfrentaram um período de confinamento e comércios fechados. "Tem muito país que é industrializado, com uma indústria é forte, no Brasil não é assim. Nossa indústria é fraca. O Brasil é um país prestador de serviço, um setor diretamente atingido pela crise. A gente sente muito mais do que países que tem essa indústria estabelecida", explica.

Além disso, Edson Hydalgo Júnior também avalia que países industrializados, e os chamados de primeiro mundo, acabam por ter uma reserva financeira maior que a brasileira, podendo estender pacotes emergenciais. Somado a isso, contam com sistemas de saúde bem organizados, o que facilita em muito a execução de uma política de lockdown.

A reabertura também está permeada de questionamentos, pois caso uma ação precipitada sem um planejamento estratégico se torne realidade, ela pode promover a contaminação da população e, consequentemente, um retorno à quarentena e novo fechamento de portas.

Na Europa, por exemplo, a reabertura só se tornou uma realidade quando a taxa de contágio estava abaixo de 1. No continente, diversos governos decretaram a política de confinamento até que a taxa se encontrasse nesse patamar — entendido como controlado. No Brasil a realidade não é bem essa, na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, a taxa de contágio é de 2, tido como perigoso, e a reabertura está em curso.

A disseminação é exatamente o ponto chave para entender a crise do novo coronavírus, enquanto outras doenças a nível global assustem mais por sua letalidade, o Covid-19 é tido como um vírus extremamente "eficiente" pois mantém seu hospedeiro vivo por muito tempo (se comparado a outras enfermidades) e assim consegue se espalhar com muita eficácia.

O empresário Edson Hydalgo Júnior afirma que a incerteza é a peça chave para a economia, o problema central para o mercado seria a impossibilidade de entender a real dimensão da crise. "Essa crise gera muitas dúvidas pois ela vem acontecendo e isso é diferente se formos comparar com outras crises, como a de 2008. Não é possível enxergar o final dela, não sabe como essa história vai terminar", observa.  

Desde as últimas semanas de março as empresas fecharam as suas portas e decretaram quarentena, algumas reduziram jornadas e salários de funcionários, outras demitiram, agora é o momento onde as coisas parecem se encaixar. Porém, com a incerteza da duração de tal crise ainda é necessário uma estratégia bem planejada e sólida para que seja possível voltar ao local de trabalho com segurança — ou não voltar — e manter a produtividade.

De um lado, muitos que foram de certa forma obrigados a optar pelo home office temporariamente acabaram por encontrar vantagens nesse formato de trabalho e multinacionais como Google, Facebook e Twitter definiram que vão manter os seus funcionários nessa dinâmica até o ano que vem, esse tipo de acontecimento pode transformar todo o mercado de trabalho de maneira duradoura pois muitas empresas já seguiram esse exemplo e estão repensando toda sua operação dado que, se a eficiência dos colaboradores for mantida, o trabalho feito em casa tem algumas vantagens como evitar o deslocamento e permitir um convívio maior dos funcionários com seus familiares. Fica a dúvida se isso vai perdurar.

Edson Hydalgo Júnior conta que no caso da Intrader DTVM, empresa a qual é fundador, a possibilidade de home office não abrange toda a empresa, a administração fiduciária é uma atividade essencial de acordo com o decreto presidencial e, para alguns cargos, seria necessária uma estrutura muito sofisticada no espaço doméstico para que o home office pudesse ser uma realidade. No entanto, algumas áreas podem se beneficiar da nova dinâmica.

"Em atividades como área comercial, jurídica, financeira e contabilidade me parece que essa tendência de home office veio para ficar. O mercado ainda está se acostumando mas se o profissional tiver uma estrutura básica mínima em casa e comprometimento para trabalhar conectado em algum aplicativo eu vejo com bons olhos e me parece que essa tendência vai permanecer", explica.

Contato:

Edson Hydalgo Junior

telefone:11-99560-8021

email: advas@bol.com.br

FONTE Edson Hydalgo Junior