ETCO: Dados do contrabando na América Latina são devastadores

SÃO PAULO, 8 de maio de 2019 /PRNewswire/ -- Acontece nesta semana em San Juan, capital da Costa Rica, o encontro da Aliança Latinoamericana Anticcontrabando (ALAC). O evento reúne autoridades governamentais e representantes dos setores produtivos de todo o continente para buscar formas de cooperação ao combate a esse crime que traz enormes prejuízos para toda a sociedade.

De acordo con dados da ALAC, o contrabando movimenta na região recursos equivalentes a 2% do PIB da América Latina, ou cerca de U$S 210 bilhões anuais, afetando indústrias como as de siderurgia, metalomecânica e aço; tabaco, licores, medicamentos e cosméticos; plásticos e calçados; têxteis e confecções; e segurança cibernética.

Para Edson Vismona, presidente do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO) esses números são devastadores. "O contrabando movimenta dinheiro igual ao PIB de 25 dos 32 países do continente" afirma. Vismona lembra que dentro desta realidade, o cigarro continua como o produto campeão do contrabando, e acredita que somente com a cooperação entre diversos países, em especial o Paraguai, será possível mudar esse quadro.

"O Protocolo para Eliminar o Comércio Ilícito de Produtos de Tabaco (ITP) é uma ferramenta importante na jornada para o controle do mercado ilegal de cigarros, mas é importante entender que ele tem seus efeitos limitados, já que apenas a implementação no Brasil não será suficiente. Ele deve ser ratificado e implementado pelo Paraguai e demais países da região", afirma o executivo. Na Argentina, 14% dos cigarros consumidos são de contrabando, enquanto no Brasil chega a 54% e no Chile ultrapassa 22%.

María Carolina Uribe, presidente da Indústria da Associação Nacional de Empresários da Colômbia (ANDI), coorganizadora do encontro, concorda com a necessidade de uma agenda regional de combate ao contrabando: "Nos últimos anos, a ALAC tem trabalhado na construção de uma agenda público-privada regional e no compartilhamento das boas práticas com o intuito de combater este crime".

O presidente da Fundação de Investigação em Inteligência Financeira na Argentina, Juan Félix Marteau, disse que "o problema do comércio ilegal é um fenômeno que geralmente está ligado a produtos que estão sujeitos a uma carga tributária elevada e geralmente envolve produtos de consumo massivo ou de alto valor" Ele acredita que as causas que explicam o fenômeno do contrabando são diversas, mas destaca questões como as assimetrias fiscais com países vizinhos, especialmente com o Paraguai, um grande número de fabricantes instalados na região e a presença de extensas fronteiras com os países limítrofes.

Flavio Simonetti

(11) 3165-9575

FONTE ETCO

SÃO PAULO, 8 de maio de 2019 /PRNewswire/ -- Acontece nesta semana em San Juan, capital da Costa Rica, o encontro da Aliança Latinoamericana Anticcontrabando (ALAC). O evento reúne autoridades governamentais e representantes dos setores produtivos de todo o continente para buscar formas de cooperação ao combate a esse crime que traz enormes prejuízos para toda a sociedade.

De acordo con dados da ALAC, o contrabando movimenta na região recursos equivalentes a 2% do PIB da América Latina, ou cerca de U$S 210 bilhões anuais, afetando indústrias como as de siderurgia, metalomecânica e aço; tabaco, licores, medicamentos e cosméticos; plásticos e calçados; têxteis e confecções; e segurança cibernética.

Para Edson Vismona, presidente do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO) esses números são devastadores. "O contrabando movimenta dinheiro igual ao PIB de 25 dos 32 países do continente" afirma. Vismona lembra que dentro desta realidade, o cigarro continua como o produto campeão do contrabando, e acredita que somente com a cooperação entre diversos países, em especial o Paraguai, será possível mudar esse quadro.

"O Protocolo para Eliminar o Comércio Ilícito de Produtos de Tabaco (ITP) é uma ferramenta importante na jornada para o controle do mercado ilegal de cigarros, mas é importante entender que ele tem seus efeitos limitados, já que apenas a implementação no Brasil não será suficiente. Ele deve ser ratificado e implementado pelo Paraguai e demais países da região", afirma o executivo. Na Argentina, 14% dos cigarros consumidos são de contrabando, enquanto no Brasil chega a 54% e no Chile ultrapassa 22%.

María Carolina Uribe, presidente da Indústria da Associação Nacional de Empresários da Colômbia (ANDI), coorganizadora do encontro, concorda com a necessidade de uma agenda regional de combate ao contrabando: "Nos últimos anos, a ALAC tem trabalhado na construção de uma agenda público-privada regional e no compartilhamento das boas práticas com o intuito de combater este crime".

O presidente da Fundação de Investigação em Inteligência Financeira na Argentina, Juan Félix Marteau, disse que "o problema do comércio ilegal é um fenômeno que geralmente está ligado a produtos que estão sujeitos a uma carga tributária elevada e geralmente envolve produtos de consumo massivo ou de alto valor" Ele acredita que as causas que explicam o fenômeno do contrabando são diversas, mas destaca questões como as assimetrias fiscais com países vizinhos, especialmente com o Paraguai, um grande número de fabricantes instalados na região e a presença de extensas fronteiras com os países limítrofes.

Flavio Simonetti

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