FNCP: Lavagem de dinheiro, crime organizado e o terrorismo na Tríplice Fronteira

SÃO PAULO, 29 de março de 2019 /PRNewswire/ -- Foi realizado nesta quinta-feira, 28/3, em Buenos Aires, o Hemisphere Security Network – Lavagem de dinheiro, crime organizado e o financiamento do terrorismo na Tríplice Fronteira, evento que marcou os 25 anos do atentado terrorista na Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA) em 1994 na capital argentina. Durante todo o dia, especialistas de diversos países analisaram os riscos que o mercado ilegal traz para os países da região do Cone Sul

Edson Vismona, presidente do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), participou do painel Financiamento do Terrorismo e Outros Delitos Vinculados. De acordo com ele, hoje o principal estímulo ao avanço do contrabando na região é a enorme disparidade de impostos entre os países da América Latina. "O novo governo Brasileiro está realmente comprometido em combater essa questão, com o anúncio da criação de dois grupos de trabalho no âmbito do Ministério da Justiça que irão estudar dois pontos estratégicos: a criação de centros integrados de operações e inteligência na fronteira e o reequilíbrio do atual modelo tributário do setor de cigarros no Brasil, dominado pelo contrabando de produtos do Paraguai".

Emanuelle Ottolenghi, senior fellow da Fundação para a Defesa das Democracias, abordou a conexão do Hezbollah com grupos criminosos na região da Tríplice Fronteira. Ele explicou que o comércio de produtos contrabandeados é utilizado pelo Hezbollah para transferir fundos de um lugar para o outro, e assim evitar a fiscalização por parte de autoridades financeiras de diferentes países. "O Hezbollah fornece inteligência e logística para quadrilhas na região, e recebe 15% de comissão sobre atividades ilícitas como tráfico de drogas e contrabando de cigarros. Esse dinheiro acaba financiando suas atividades no Oriente Médio" afirma.

Vismona acrescenta que "as organizações criminais hoje têm acesso a bilhões de dólares provenientes do contrabando de produtos como cigarros, equipamentos de celulares, vestuário e medicamentos". E ele cobra que o combate a esse problema deve ser responsabilidade não só das autoridades, mas de toda a sociedade. "O contrabando é visto pela população como um crime menor, mas é preciso conscientizar os consumidores que ao comprar mercadorias ilegais, as pessoas estão financiando o avanço da violência em todo o país, afetando a segurança pública e jurídica dos nossos países".

Contato

Flávio Simonetti

(11) 3165-9575

FONTE Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP)

SÃO PAULO, 29 de março de 2019 /PRNewswire/ -- Foi realizado nesta quinta-feira, 28/3, em Buenos Aires, o Hemisphere Security Network – Lavagem de dinheiro, crime organizado e o financiamento do terrorismo na Tríplice Fronteira, evento que marcou os 25 anos do atentado terrorista na Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA) em 1994 na capital argentina. Durante todo o dia, especialistas de diversos países analisaram os riscos que o mercado ilegal traz para os países da região do Cone Sul

Edson Vismona, presidente do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), participou do painel Financiamento do Terrorismo e Outros Delitos Vinculados. De acordo com ele, hoje o principal estímulo ao avanço do contrabando na região é a enorme disparidade de impostos entre os países da América Latina. "O novo governo Brasileiro está realmente comprometido em combater essa questão, com o anúncio da criação de dois grupos de trabalho no âmbito do Ministério da Justiça que irão estudar dois pontos estratégicos: a criação de centros integrados de operações e inteligência na fronteira e o reequilíbrio do atual modelo tributário do setor de cigarros no Brasil, dominado pelo contrabando de produtos do Paraguai".

Emanuelle Ottolenghi, senior fellow da Fundação para a Defesa das Democracias, abordou a conexão do Hezbollah com grupos criminosos na região da Tríplice Fronteira. Ele explicou que o comércio de produtos contrabandeados é utilizado pelo Hezbollah para transferir fundos de um lugar para o outro, e assim evitar a fiscalização por parte de autoridades financeiras de diferentes países. "O Hezbollah fornece inteligência e logística para quadrilhas na região, e recebe 15% de comissão sobre atividades ilícitas como tráfico de drogas e contrabando de cigarros. Esse dinheiro acaba financiando suas atividades no Oriente Médio" afirma.

Vismona acrescenta que "as organizações criminais hoje têm acesso a bilhões de dólares provenientes do contrabando de produtos como cigarros, equipamentos de celulares, vestuário e medicamentos". E ele cobra que o combate a esse problema deve ser responsabilidade não só das autoridades, mas de toda a sociedade. "O contrabando é visto pela população como um crime menor, mas é preciso conscientizar os consumidores que ao comprar mercadorias ilegais, as pessoas estão financiando o avanço da violência em todo o país, afetando a segurança pública e jurídica dos nossos países".

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