Fronteiras para brasileiros ao redor do mundo e seus impactos para o mercado

O mundo globalizado se depara com uma situação complexa: o fechamento de fronteiras. A incerteza de reabertura é ainda maior para países onde a epidemia não está controlada, como é o caso do Brasil

SÃO PAULO, 8 de julho de 2020 /PRNewswire/ -- No dia 25 de maio, o presidente estadunidense Donald Trump anunciou a proibição da entrada de brasileiros no país, como justificativa a Casa Branca alegou que era uma medida para evitar uma fonte adicional do novo coronavírus no país que colocaria em risco os cidadãos norte-americanos. A União Europeia também anunciou recentemente que vai barrar a entrada de moradores de países onde a pandemia ainda não estiver controlada — que é o caso do Brasil. Medidas do gênero foram comuns até agora, o próprio Brasil adotou o fechamento de fronteiras como medida preventiva, porém o que preocupa é o fato de que a doença ainda tem uma taxa de contágio classificada como incontrolável no país e o horizonte ganha ares de obscuridade por conta disso.

Desde o fim de março, quando a epidemia do novo coronavírus começou a ganhar contornos dramáticos no Brasil, o governo federal de Jair Bolsonaro (sem partido) optou pela proibição da entrada de estrangeiros no país. Com a explosão dos casos na Europa, com muita força em países como Espanha, França e a Itália, Donald Trump também suspendeu todos os voos entre o continente europeu e os Estados Unidos da América.

De acordo com o empresário Edson Hydalgo Júnior, medidas como tal podem servir como proteção para os países, porém naturalmente diversos setores da economia sofrem com a medida. "Cada país tem que entender quais os riscos que enfrenta, se houver o risco de piorar o caso da doença através da entrada de estrangeiros é natural que se feche a fronteira. Economicamente falando o setor de turismo e a aviação vão sofrer bastante, ainda mais por não ter uma noção da duração desse fechamento", explica.

O empresário ainda comenta que a crise do novo coronavírus gerou um momento de suspensão na economia global, com o confinamento ao redor do mundo, gerando a necessidade de home office em todo o globo, muitos sentiram perda. "A economia sofreu a nível internacional. O Brasil, por exemplo, onde a economia é muito dependente do setor de serviços teve um estrago maior. O importante é que a gente consiga controlar essa crise agora, para que a economia consiga funcionar e quem sabe amenizar as perdas que refletem em toda a população", comenta.

A União Europeia sai na frente nesse momento, a articulação entre os países pode ajudar a indústria turística local. Até o fim do mês de junho se pretende abrir as fronteiras internas o que pode dar algum alívio para os trabalhadores do setor nesses países. No caso de pessoas que morem em outros países, porém, as instâncias responsáveis vão estudar os controle dos países na crise e vai barrar a entrada de moradores de países onde a epidemia não estiver controlada. A situação epidemiológica será baseada em alguns fatores, será levado em conta o número de casos, se a crise está crescendo ou controlada (sua tendência), políticas dos governos para a contenção da crise e a prevenção de novos casos.

O controle da epidemia é baseado na taxa de contágio. Quando a taxa de contágio está abaixo de "um" significa que a transmissão do vírus está controlada, porém se estiver acima de "um" a questão do contágio ainda é um problema. Com mais de 50 mil mortos e mais de um milhão de casos confirmados, o caso do Brasil é extremamente problemático e está diretamente ligado ao fato da Organização Mundial da Saúde ter colocado a América Latina como principal foco da doença atualmente — seu epicentro.

Além dos Estados Unidos e da União Europeia, diversos outros países (como o Brasil) tem restringido a entrada de estrangeiros no país. No caso do Japão, por exemplo, as restrições se estendem a muitos países como o Brasil. No Canadá, Chile, Austrália e Nova Zelândia os estrangeiros não podem entrar. Na Argentina, Bolívia e Peru as fronteiras estão fechadas. No caso de outros países, como Colômbia, Equador, China, Índia, Paraguai, Venezuela e Uruguai os voos internacionais estão suspensos. É claro que cada país tem as suas exceções, alguns permitem a entrada de quem tiver familiares morando no país, outros concedem a entrada para quem foi convidado pelo país, entre outras possibilidades. As informações estão disponíveis no site da associação de empresas aéreas conhecida pela sigla Iata.

Apesar de um número amplo de restrições de viagens, os países que conseguirem controlar a crise do novo coronavírus terão um futuro mais promissor do que aqueles que só conseguirem realizar o controle tardiamente. O receio por uma segunda onda de contágio faz com que medidas de tal natureza estejam constantemente sendo debatidas ao redor do mundo. A indústria do turismo tende a sofrer mais em países onde o governo carecer de ações efetivas contra a crise, mas isso pode ir além e fazer com que a indústria exportadora perca espaço para países onde a crise foi controlada.

Os brasileiros torcem pelo fim dos atritos entre os governantes e que façam uma política nacional coordenada contra a epidemia, assim podendo não só seguir com seu cotidiano mas também não ficar atrás do resto do mundo — o que pode ser pior ainda para a economia nacional.

Contato: Edson Hydalgo Junior, telefone: 11-99560-8021, email: advas@bol.com.br

FONTE Edson Hydalgo Junior

O mundo globalizado se depara com uma situação complexa: o fechamento de fronteiras. A incerteza de reabertura é ainda maior para países onde a epidemia não está controlada, como é o caso do Brasil

SÃO PAULO, 8 de julho de 2020 /PRNewswire/ -- No dia 25 de maio, o presidente estadunidense Donald Trump anunciou a proibição da entrada de brasileiros no país, como justificativa a Casa Branca alegou que era uma medida para evitar uma fonte adicional do novo coronavírus no país que colocaria em risco os cidadãos norte-americanos. A União Europeia também anunciou recentemente que vai barrar a entrada de moradores de países onde a pandemia ainda não estiver controlada — que é o caso do Brasil. Medidas do gênero foram comuns até agora, o próprio Brasil adotou o fechamento de fronteiras como medida preventiva, porém o que preocupa é o fato de que a doença ainda tem uma taxa de contágio classificada como incontrolável no país e o horizonte ganha ares de obscuridade por conta disso.

Desde o fim de março, quando a epidemia do novo coronavírus começou a ganhar contornos dramáticos no Brasil, o governo federal de Jair Bolsonaro (sem partido) optou pela proibição da entrada de estrangeiros no país. Com a explosão dos casos na Europa, com muita força em países como Espanha, França e a Itália, Donald Trump também suspendeu todos os voos entre o continente europeu e os Estados Unidos da América.

De acordo com o empresário Edson Hydalgo Júnior, medidas como tal podem servir como proteção para os países, porém naturalmente diversos setores da economia sofrem com a medida. "Cada país tem que entender quais os riscos que enfrenta, se houver o risco de piorar o caso da doença através da entrada de estrangeiros é natural que se feche a fronteira. Economicamente falando o setor de turismo e a aviação vão sofrer bastante, ainda mais por não ter uma noção da duração desse fechamento", explica.

O empresário ainda comenta que a crise do novo coronavírus gerou um momento de suspensão na economia global, com o confinamento ao redor do mundo, gerando a necessidade de home office em todo o globo, muitos sentiram perda. "A economia sofreu a nível internacional. O Brasil, por exemplo, onde a economia é muito dependente do setor de serviços teve um estrago maior. O importante é que a gente consiga controlar essa crise agora, para que a economia consiga funcionar e quem sabe amenizar as perdas que refletem em toda a população", comenta.

A União Europeia sai na frente nesse momento, a articulação entre os países pode ajudar a indústria turística local. Até o fim do mês de junho se pretende abrir as fronteiras internas o que pode dar algum alívio para os trabalhadores do setor nesses países. No caso de pessoas que morem em outros países, porém, as instâncias responsáveis vão estudar os controle dos países na crise e vai barrar a entrada de moradores de países onde a epidemia não estiver controlada. A situação epidemiológica será baseada em alguns fatores, será levado em conta o número de casos, se a crise está crescendo ou controlada (sua tendência), políticas dos governos para a contenção da crise e a prevenção de novos casos.

O controle da epidemia é baseado na taxa de contágio. Quando a taxa de contágio está abaixo de "um" significa que a transmissão do vírus está controlada, porém se estiver acima de "um" a questão do contágio ainda é um problema. Com mais de 50 mil mortos e mais de um milhão de casos confirmados, o caso do Brasil é extremamente problemático e está diretamente ligado ao fato da Organização Mundial da Saúde ter colocado a América Latina como principal foco da doença atualmente — seu epicentro.

Além dos Estados Unidos e da União Europeia, diversos outros países (como o Brasil) tem restringido a entrada de estrangeiros no país. No caso do Japão, por exemplo, as restrições se estendem a muitos países como o Brasil. No Canadá, Chile, Austrália e Nova Zelândia os estrangeiros não podem entrar. Na Argentina, Bolívia e Peru as fronteiras estão fechadas. No caso de outros países, como Colômbia, Equador, China, Índia, Paraguai, Venezuela e Uruguai os voos internacionais estão suspensos. É claro que cada país tem as suas exceções, alguns permitem a entrada de quem tiver familiares morando no país, outros concedem a entrada para quem foi convidado pelo país, entre outras possibilidades. As informações estão disponíveis no site da associação de empresas aéreas conhecida pela sigla Iata.

Apesar de um número amplo de restrições de viagens, os países que conseguirem controlar a crise do novo coronavírus terão um futuro mais promissor do que aqueles que só conseguirem realizar o controle tardiamente. O receio por uma segunda onda de contágio faz com que medidas de tal natureza estejam constantemente sendo debatidas ao redor do mundo. A indústria do turismo tende a sofrer mais em países onde o governo carecer de ações efetivas contra a crise, mas isso pode ir além e fazer com que a indústria exportadora perca espaço para países onde a crise foi controlada.

Os brasileiros torcem pelo fim dos atritos entre os governantes e que façam uma política nacional coordenada contra a epidemia, assim podendo não só seguir com seu cotidiano mas também não ficar atrás do resto do mundo — o que pode ser pior ainda para a economia nacional.

Contato: Edson Hydalgo Junior, telefone: 11-99560-8021, email: advas@bol.com.br

FONTE Edson Hydalgo Junior