LAFIS: A difícil retomada das vendas de eletrodomésticos no País

SÃO PAULO, 18 de setembro de 2019 /PRNewswire/ -- De acordo com os dados da Pesquisa Mensal do Comércio (IBGE), o volume de vendas no varejo do segmento Eletrodomésticos apresentou uma queda de 1,5% nos primeiros sete meses de 2019 em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado foi contra a tendência do varejo geral, que apresentou um crescimento de 1,2%.

As dificuldades para a retomada das vendas estão relacionadas a diversos fatores, vale destacar: perda do poder de compra das famílias pelo elevado nível de desemprego, aumento da informalidade, que tradicionalmente apresenta uma remuneração abaixo da média nacional, e maior endividamento das famílias.

De acordo com a última divulgação da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o percentual de famílias com dívidas alcançou 64,8% em agosto de 2019, o que representa uma alta em relação aos 64,1% de julho de 2019, os aumentos mensais foram consecutivos este ano, e em agosto o índice atingiu o maior nível de endividamento desde julho de 2013. Em agosto do ano passado, o nível de famílias endividadas era de 60,7%.

O Governo Federal anunciou recentemente a liberação de recursos das contas do PIS/Pasep e do FGTS para estimular o consumo nos últimos quatro meses do ano, estima-se que ocorra R$ 30 bilhões em saques. As estimativas da CNC é que R$ 13,1 bilhões serão gastos no comércio (R$ 9,6 bilhões) e nos serviços (R$ 3,5 bilhões), além de R$ 12,2 bilhões (40% do total) que serão utilizados pelos consumidores para reduzir o endividamento e R$ 4,7 bilhões (16% do total) que deverão ser poupados ou consumidos apenas em 2020.

As lojas especializadas nas vendas de móveis e eletrodomésticos (R$ 1,7 bi) devem estar entre os segmentos mais beneficiados, de acordo com as estimativas da entidade.

Assim, a Lafis espera que o setor apresente um crescimento no terceiro e quarto trimestre de 2019, o que deverá contribuir para um fechamento positivo ao final de 2019.

Especialista Responsável:

Lais Soares: Economista, mestre em Economia Política pela PUC-SP, com ênfase em economia do trabalho. Iniciou as atividades na Lafis em 2013. Atua como Especialista da Indústria, canalizando esforços para o desenvolvimento e processamento de pesquisas quantitativas/qualitativas relacionadas aos mais variados setores – indústria automobilística, bebidas, calçados, têxteis e confecções, entre outros.

FONTE LAFIS

SÃO PAULO, 18 de setembro de 2019 /PRNewswire/ -- De acordo com os dados da Pesquisa Mensal do Comércio (IBGE), o volume de vendas no varejo do segmento Eletrodomésticos apresentou uma queda de 1,5% nos primeiros sete meses de 2019 em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado foi contra a tendência do varejo geral, que apresentou um crescimento de 1,2%.

As dificuldades para a retomada das vendas estão relacionadas a diversos fatores, vale destacar: perda do poder de compra das famílias pelo elevado nível de desemprego, aumento da informalidade, que tradicionalmente apresenta uma remuneração abaixo da média nacional, e maior endividamento das famílias.

De acordo com a última divulgação da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o percentual de famílias com dívidas alcançou 64,8% em agosto de 2019, o que representa uma alta em relação aos 64,1% de julho de 2019, os aumentos mensais foram consecutivos este ano, e em agosto o índice atingiu o maior nível de endividamento desde julho de 2013. Em agosto do ano passado, o nível de famílias endividadas era de 60,7%.

O Governo Federal anunciou recentemente a liberação de recursos das contas do PIS/Pasep e do FGTS para estimular o consumo nos últimos quatro meses do ano, estima-se que ocorra R$ 30 bilhões em saques. As estimativas da CNC é que R$ 13,1 bilhões serão gastos no comércio (R$ 9,6 bilhões) e nos serviços (R$ 3,5 bilhões), além de R$ 12,2 bilhões (40% do total) que serão utilizados pelos consumidores para reduzir o endividamento e R$ 4,7 bilhões (16% do total) que deverão ser poupados ou consumidos apenas em 2020.

As lojas especializadas nas vendas de móveis e eletrodomésticos (R$ 1,7 bi) devem estar entre os segmentos mais beneficiados, de acordo com as estimativas da entidade.

Assim, a Lafis espera que o setor apresente um crescimento no terceiro e quarto trimestre de 2019, o que deverá contribuir para um fechamento positivo ao final de 2019.

Especialista Responsável:

Lais Soares: Economista, mestre em Economia Política pela PUC-SP, com ênfase em economia do trabalho. Iniciou as atividades na Lafis em 2013. Atua como Especialista da Indústria, canalizando esforços para o desenvolvimento e processamento de pesquisas quantitativas/qualitativas relacionadas aos mais variados setores – indústria automobilística, bebidas, calçados, têxteis e confecções, entre outros.

FONTE LAFIS