LAFIS: Banco Central coloca Selic em seu menor patamar da série histórica

Em sua última reunião ocorrida nos dias de 30 e 31 de julho, a direção do Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic de 6,50% para 6,00% a.a.

SÃO PAULO, 5 de agosto de 2019 /PRNewswire/ -- A fraca dinâmica inflacionária observada no primeiro semestre já abria espaço para que as autoridades monetárias implementassem uma política monetária ativa (de redução do juros) sem que isso levasse o nível inflacionário acima da meta estipulada pelo Bacen. Além do mais, a aprovação em primeiro turno da reforma da previdência pela Câmara ofereceu a perspectiva de redução dos gastos públicos, reduzindo a pressão por emissão de novos títulos da dívida com taxas de remuneração mais elevadas para saldar a crescente dívida.

O corte da Selic pode ser um fator estimulante para os setores que mais dependem de crédito e de juros. Com a redução da taxa básica de juros, taxa Selic, em 0,5 pontos percentuais para 6% ao ano, pelo Comitê de Política Monetária, os bancos já anunciaram a revisão de suas taxas de juros para pessoas físicas, jurídicas e para financiamento imobiliário. Muitos já anunciaram taxas menores. Assim, setores como o da construção civil, que precisa de financiamento imobiliário mais barato, o de bens duráveis, como indústria automotiva, e também o de infraestrutura poderão serem beneficiados.

Em seu comunicado, o comitê do BC indicou que pode fazer novos cortes nas próximas reuniões, ao afirmar que "a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir ajuste adicional no grau de estímulo".

Projeção: por tais razões, após a divulgação desta Ata, a Lafis julga mais adequada a revisão de sua projeção da taxa Selic para o fim do ano, alterando de 6,0% a.a para 5,50% ao fim de 2019.   

Especialista Responsável:



Felipe Souza: Economista Chefe. Mestre em Economia pela UNESP Araraquara. Iniciou as atividades na Lafis em 2010, onde é macroeconomista (ênfase em política monetária - inflação e juros), além de ser responsável pelo acompanhamento dos setores de transportes e indústria de base.

Mais Informações:

Lafis Consultoria – www.lafis.com.br

Caique Rocha – caique.rocha@lafis.com.br

(11) 3257-2952

FONTE Lafis

Em sua última reunião ocorrida nos dias de 30 e 31 de julho, a direção do Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic de 6,50% para 6,00% a.a.

SÃO PAULO, 5 de agosto de 2019 /PRNewswire/ -- A fraca dinâmica inflacionária observada no primeiro semestre já abria espaço para que as autoridades monetárias implementassem uma política monetária ativa (de redução do juros) sem que isso levasse o nível inflacionário acima da meta estipulada pelo Bacen. Além do mais, a aprovação em primeiro turno da reforma da previdência pela Câmara ofereceu a perspectiva de redução dos gastos públicos, reduzindo a pressão por emissão de novos títulos da dívida com taxas de remuneração mais elevadas para saldar a crescente dívida.

O corte da Selic pode ser um fator estimulante para os setores que mais dependem de crédito e de juros. Com a redução da taxa básica de juros, taxa Selic, em 0,5 pontos percentuais para 6% ao ano, pelo Comitê de Política Monetária, os bancos já anunciaram a revisão de suas taxas de juros para pessoas físicas, jurídicas e para financiamento imobiliário. Muitos já anunciaram taxas menores. Assim, setores como o da construção civil, que precisa de financiamento imobiliário mais barato, o de bens duráveis, como indústria automotiva, e também o de infraestrutura poderão serem beneficiados.

Em seu comunicado, o comitê do BC indicou que pode fazer novos cortes nas próximas reuniões, ao afirmar que "a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir ajuste adicional no grau de estímulo".

Projeção: por tais razões, após a divulgação desta Ata, a Lafis julga mais adequada a revisão de sua projeção da taxa Selic para o fim do ano, alterando de 6,0% a.a para 5,50% ao fim de 2019.   

Especialista Responsável:



Felipe Souza: Economista Chefe. Mestre em Economia pela UNESP Araraquara. Iniciou as atividades na Lafis em 2010, onde é macroeconomista (ênfase em política monetária - inflação e juros), além de ser responsável pelo acompanhamento dos setores de transportes e indústria de base.

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(11) 3257-2952

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