Lafis: Inadimplência tem queda expressiva e crédito para empresas tem seu melhor desempenho desde dezembro de 2017

SÃO PAULO, 30 de julho de 2018 /PRNewswire/ -- No último dia 27/07, o Banco Central do Brasil anunciou o saldo total das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional referente ao mês de junho de 2018, atingindo R$ 3,13 trilhões. Este resultado indica uma variação positiva e igual a 0,7% quando comparado ao mês anterior e de 1,7% na análise dos últimos 12 meses, terceira taxa de crescimento positiva consecutiva no ano. As operações com pessoas jurídicas também cresceram, avançando 1,1% no mês, com um saldo de R$ 1,436 trilhão, sendo este o crescimento mensal mais expressivo desde dezembro de 2017. Na análise dos últimos 12 meses, houve queda de 3,1%, mantendo a trajetória de taxas decrescentes na variação interanual. A respeito das operações com pessoas físicas, estas cresceram 0,4% em relação ao mês de maio de 2018, totalizando R$ 1,693 trilhão, porém o ritmo de crescimento destas operações tem sido cada vez menos intenso desde o início do segundo trimestre. O mesmo acontece com a variação observada nos últimos 12 meses (+6,2%).

A carteira com recursos livres totalizou R$ 1,640 trilhão – um crescimento de 1,4% no mês e aumento de 7,1% em doze meses. Em junho de 2018, esta modalidade de crédito às famílias aumentou 0,5%, passando para R$ 882,4 bilhões, com destaque para as modalidades de crédito pessoal (consignado e não consignado) e veículos. Seguindo o mesmo comportamento, a carteira das pessoas jurídicas registrou um crescimento expressivo no mês igual a 2,5%, totalizando R$ 757,9 bilhões, impulsionada por linhas voltadas ao fluxo de caixa das empresas, como desconto de duplicatas e recebíveis, antecipação de faturas de cartão, compror e financiamentos a exportações. Este resultado foi o mais significativo neste segundo trimestre de 2018 e o melhor desde dezembro de 2017. Em doze meses, os recursos livres para pessoa jurídica cresceram 6,2%.

No que diz respeito à taxa de inadimplência da carteira de crédito do sistema financeiro, referente a atrasos superiores a noventa dias, esta voltou a apresentar uma queda mais significativa e igual a 0,41 p.p. no segmento pessoa jurídica, atingindo o nível de 2,55%, sendo este o menor patamar desde outubro de 2015, quando a inadimplência para PJ alcançou o nível de 2,49%. Da mesma forma, no segmento pessoa física observou uma queda de 0,1 p.p., alcançando um nível de 3,49%. Este resultado é o menor da série história desde março de 2011 e mantém o comportamento observado ao longo do primeiro semestre de 2018, que, após um crescimento em janeiro devido à sazonalidade do período, tem apresentado quedas consecutivas no nível de inadimplência das famílias. Por fim, o nível da carteira total chegou a 3,06% (-0,24 p.p. mês).

Neste sentido, considerando as informações do último Relatório de Política Monetária e Operações de Crédito do SFN divulgado pelo Banco Central, percebe-se uma reversão da trajetória de crescimento da inadimplência na carteira PJ, e manutenção das quedas para a carteira PF. Em consonância com este comportamento, o mercado de crédito segue em expansão, apresentando sua quarta taxa de crescimento consecutivo no ano, impulsionada principalmente pelo aumento da concessão de crédito às empresas. O ponto de atenção permanece no alto custo destas operações, representado pelo Indicador de Custo de Crédito (ICC), que se situou em 21,1% a.a. e, apesar da queda de 0,1 p.p. no mês de maio e de 1,1 p.p. no ano, mantém-se em um patamar elevado.

Tendência: A recuperação do cenário econômico no primeiro semestre de 2018, com a queda no nível de desemprego (ainda que em um patamar elevado), manutenção da taxa de juros e inflação controlada (com exceção dos efeitos da greve dos caminhoneiros), foi um fator favorável para a demanda por crédito, tanto pelas famílias quanto pelas empresas, além de contribuir para a queda da inadimplência no período. Além do mais, os próximos meses devem ser marcados por uma dinâmica econômica mais vigorosa que no primeiro semestre, pois concentram datas importantes para o comércio e, consequentemente, para a indústria. Ou seja, a expectativa de bom desempenho neste período favorece para o aumento da confiança do empresariado. As incertezas ficam por conta do cenário político, já que ainda há dúvidas sobre quais as medidas prioritárias do atual Governo, bem como da disputa eleitoral que se aproxima.

Analista Responsável: Fernanda Rodrigues.

Mais Informações:

Lafis Consultoria – www.lafis.com.br

Stefany Alencarstefany.alencar@lafis.com.br  

(11) 3257-2952

FONTE Lafis

SÃO PAULO, 30 de julho de 2018 /PRNewswire/ -- No último dia 27/07, o Banco Central do Brasil anunciou o saldo total das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional referente ao mês de junho de 2018, atingindo R$ 3,13 trilhões. Este resultado indica uma variação positiva e igual a 0,7% quando comparado ao mês anterior e de 1,7% na análise dos últimos 12 meses, terceira taxa de crescimento positiva consecutiva no ano. As operações com pessoas jurídicas também cresceram, avançando 1,1% no mês, com um saldo de R$ 1,436 trilhão, sendo este o crescimento mensal mais expressivo desde dezembro de 2017. Na análise dos últimos 12 meses, houve queda de 3,1%, mantendo a trajetória de taxas decrescentes na variação interanual. A respeito das operações com pessoas físicas, estas cresceram 0,4% em relação ao mês de maio de 2018, totalizando R$ 1,693 trilhão, porém o ritmo de crescimento destas operações tem sido cada vez menos intenso desde o início do segundo trimestre. O mesmo acontece com a variação observada nos últimos 12 meses (+6,2%).

A carteira com recursos livres totalizou R$ 1,640 trilhão – um crescimento de 1,4% no mês e aumento de 7,1% em doze meses. Em junho de 2018, esta modalidade de crédito às famílias aumentou 0,5%, passando para R$ 882,4 bilhões, com destaque para as modalidades de crédito pessoal (consignado e não consignado) e veículos. Seguindo o mesmo comportamento, a carteira das pessoas jurídicas registrou um crescimento expressivo no mês igual a 2,5%, totalizando R$ 757,9 bilhões, impulsionada por linhas voltadas ao fluxo de caixa das empresas, como desconto de duplicatas e recebíveis, antecipação de faturas de cartão, compror e financiamentos a exportações. Este resultado foi o mais significativo neste segundo trimestre de 2018 e o melhor desde dezembro de 2017. Em doze meses, os recursos livres para pessoa jurídica cresceram 6,2%.

No que diz respeito à taxa de inadimplência da carteira de crédito do sistema financeiro, referente a atrasos superiores a noventa dias, esta voltou a apresentar uma queda mais significativa e igual a 0,41 p.p. no segmento pessoa jurídica, atingindo o nível de 2,55%, sendo este o menor patamar desde outubro de 2015, quando a inadimplência para PJ alcançou o nível de 2,49%. Da mesma forma, no segmento pessoa física observou uma queda de 0,1 p.p., alcançando um nível de 3,49%. Este resultado é o menor da série história desde março de 2011 e mantém o comportamento observado ao longo do primeiro semestre de 2018, que, após um crescimento em janeiro devido à sazonalidade do período, tem apresentado quedas consecutivas no nível de inadimplência das famílias. Por fim, o nível da carteira total chegou a 3,06% (-0,24 p.p. mês).

Neste sentido, considerando as informações do último Relatório de Política Monetária e Operações de Crédito do SFN divulgado pelo Banco Central, percebe-se uma reversão da trajetória de crescimento da inadimplência na carteira PJ, e manutenção das quedas para a carteira PF. Em consonância com este comportamento, o mercado de crédito segue em expansão, apresentando sua quarta taxa de crescimento consecutivo no ano, impulsionada principalmente pelo aumento da concessão de crédito às empresas. O ponto de atenção permanece no alto custo destas operações, representado pelo Indicador de Custo de Crédito (ICC), que se situou em 21,1% a.a. e, apesar da queda de 0,1 p.p. no mês de maio e de 1,1 p.p. no ano, mantém-se em um patamar elevado.

Tendência: A recuperação do cenário econômico no primeiro semestre de 2018, com a queda no nível de desemprego (ainda que em um patamar elevado), manutenção da taxa de juros e inflação controlada (com exceção dos efeitos da greve dos caminhoneiros), foi um fator favorável para a demanda por crédito, tanto pelas famílias quanto pelas empresas, além de contribuir para a queda da inadimplência no período. Além do mais, os próximos meses devem ser marcados por uma dinâmica econômica mais vigorosa que no primeiro semestre, pois concentram datas importantes para o comércio e, consequentemente, para a indústria. Ou seja, a expectativa de bom desempenho neste período favorece para o aumento da confiança do empresariado. As incertezas ficam por conta do cenário político, já que ainda há dúvidas sobre quais as medidas prioritárias do atual Governo, bem como da disputa eleitoral que se aproxima.

Analista Responsável: Fernanda Rodrigues.

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