LAFIS: Número de insurtechs no Brasil triplica nos últimos três anos

SÃO PAULO, 17 de março de 2020 /PRNewswire/ -- De acordo com a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), o número de insurtechs saltou de 70 para 210 nos últimos três anos no País. Semelhantes às fintechs no Sistema Financeiro Nacional, as insurtechs são startups do ramo de seguros 100% digitais que utilizam da tecnologia para promover a oferta de coberturas mais eficientes e personalizadas, superando os desafios burocráticos impostos às seguradoras tradicionais. Ou seja, o surgimento deste novo modelo de negócio permite a substituição de procedimentos burocráticos, físicos e manuais de negociação pela elaboração de apólices e serviços digitais.

Por terem sido criadas por empresas fora do mercado tradicional de seguradoras, as insurtechs não possuem atualmente uma política de regulação estruturada por parte da SUSEP, que vem acompanhando a evolução do segmento para a revisão das regras do setor como um todo, a fim de promover uma competição mais justa entre as empresas do mercado securitário nacional.

Neste sentido, o órgão, juntamente com a Secretaria Especial de Fazenda do Ministério da Economia, o Banco Central do Brasil e a Comissão de Valores Mobiliários, estuda a implantação de um modelo de sandbox regulatório no Brasil. Este modelo consiste em um espaço para teste de produtos e serviços inovadores de forma supervisionada, mas sem a aplicação, inicialmente, da regulação vigente. Assim, o experimento de novos produtos será realizado com autorização temporária para operar e, ao final do prazo, poderão obter autorização definitiva ou ser adquiridas por uma seguradora. É preciso destacar, porém, que estes projetos devem comprovar a geração de uma nova tecnologia e seu impacto positivo sobre os segurados.

Por fim, a ausência de uma estrutura de atuação física favorece a redução de custos das insurtechs, aumentando a tendência de investimentos neste segmento, inclusive por parte das empresas tradicionais do setor. Além disso, outros fatores contribuem para a atratividade deste modelo, como i) a coleta de dados no ambiente virtual, que permite uma melhor análise do perfil do cliente; ii) processos automatizados; iii) personalização dos serviços oferecidos de acordo com as necessidades de cada segurado; e iv) maior agilidade na prestação do serviço, com menor tempo de processamento da negociação e do atendimento ao cliente.

Especialista Responsável: Fernanda Rodrigues - Mestre em Economia Aplicada, pela Universidade Federal de São Carlos, atua como Especialista Setorial em Serviços ao Consumidor, canalizando esforços para o desenvolvimento e processamento de pesquisas quantitativas/qualitativas relacionadas aos mais variados tipos de serviços - comércio varejista geral, bancos, sistemas de saúde, e-business, entre outros.

Contato:

www.lafis.com.br

55 11 3257.2952

FONTE Lafis

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Por terem sido criadas por empresas fora do mercado tradicional de seguradoras, as insurtechs não possuem atualmente uma política de regulação estruturada por parte da SUSEP, que vem acompanhando a evolução do segmento para a revisão das regras do setor como um todo, a fim de promover uma competição mais justa entre as empresas do mercado securitário nacional.

Neste sentido, o órgão, juntamente com a Secretaria Especial de Fazenda do Ministério da Economia, o Banco Central do Brasil e a Comissão de Valores Mobiliários, estuda a implantação de um modelo de sandbox regulatório no Brasil. Este modelo consiste em um espaço para teste de produtos e serviços inovadores de forma supervisionada, mas sem a aplicação, inicialmente, da regulação vigente. Assim, o experimento de novos produtos será realizado com autorização temporária para operar e, ao final do prazo, poderão obter autorização definitiva ou ser adquiridas por uma seguradora. É preciso destacar, porém, que estes projetos devem comprovar a geração de uma nova tecnologia e seu impacto positivo sobre os segurados.

Por fim, a ausência de uma estrutura de atuação física favorece a redução de custos das insurtechs, aumentando a tendência de investimentos neste segmento, inclusive por parte das empresas tradicionais do setor. Além disso, outros fatores contribuem para a atratividade deste modelo, como i) a coleta de dados no ambiente virtual, que permite uma melhor análise do perfil do cliente; ii) processos automatizados; iii) personalização dos serviços oferecidos de acordo com as necessidades de cada segurado; e iv) maior agilidade na prestação do serviço, com menor tempo de processamento da negociação e do atendimento ao cliente.

Especialista Responsável: Fernanda Rodrigues - Mestre em Economia Aplicada, pela Universidade Federal de São Carlos, atua como Especialista Setorial em Serviços ao Consumidor, canalizando esforços para o desenvolvimento e processamento de pesquisas quantitativas/qualitativas relacionadas aos mais variados tipos de serviços - comércio varejista geral, bancos, sistemas de saúde, e-business, entre outros.

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