LAFIS: PIB surpreende e tem resultado mais positivo do que o esperado

SÃO PAULO, 30 de agosto de 2019 /PRNewswire/ -- O resultado anunciado do PIB do segundo trimestre deste ano constatou que a trajetória deprimida da dinâmica econômica brasileira que estava ocorrendo até então foi interrompida: crescimento de 0,4% quando comparado ao resultado do primeiro trimestre deste ano, já apuradas as sazonalidades. Em valores correntes, o PIB no segundo trimestre de 2019 totalizou R$ 1,780 trilhão.

O resultado acabou superando as projeções do mercado que apostava em uma alta mais comedida (+0,2%) do que o resultado, afastando assim o risco de entrada do país em uma recessão técnica, caracterizada por dois trimestres seguidos de retração do PIB.

Também cabe enfatizar que o IBGE revisou a queda do primeiro trimestre de 2019. Ao invés da queda de 0,2%, o recuo foi de 0,1%.

O destaque positivo ficou por conta do PIB industrial que avançou 0,7% em relação ao trimestre anterior, saindo da recessão técnica, após ter caído nos 2 trimestres anteriores. Os destaque se deram pelos setores da Transformação (+2,0%) e Construção (+1,9%).

Já o setor de serviços, com peso de mais de 75% no PIB total, apresentou expansão de 0,3% neste mesmo período de análise, muito influenciado pelo bom desempenho do comércio (+2,1%), serviços de informação (+3,0%) e atividade imobiliária (+2,7%). A inflação controlada, com juros historicamente baixos (Selic) e redução marginal na taxa de desemprego, são fatores que contribuem para explicar, em parte, a reação do setor. A concessão de crédito dentro da categoria de recursos livres do Banco Central, tiveram alta de 11,3% para as pessoas jurídicas e 14,3% ao direcionamento para as pessoas físicas, apontando para uma melhora robusta na demanda por crédito no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano anterior.

O único destaque negativo se deu pelo PIB Agropecuário que sofreu uma queda de 0,4% afetado pelas quedas nas safras de soja e café.

Pela ótica da despesa, a taxa de investimento avançou 3,2% e o consumo das famílias cresceu 0,3%, enquanto que o consumo do governo recuou 1%.

Projeção da Lafis: Este resultado anunciado do trimestre corrobora com a projeção de crescimento do PIB da Lafis, que estima um crescimento anual de 0,9% para o ano de 2019.

Especialista Responsável:

Felipe Souza: Economista Chefe. Mestre em Economia pela UNESP Araraquara. Iniciou as atividades na Lafis em 2010, onde é macroeconomista (ênfase em política monetária - inflação e juros), além de ser responsável pelo acompanhamento dos setores de transportes e indústria de base.

Mais Informações:

Lafis Consultoria – www.lafis.com.br

Caique Rocha – caique.rocha@lafis.com.br

(11) 3257-2952

FONTE Lafis

SÃO PAULO, 30 de agosto de 2019 /PRNewswire/ -- O resultado anunciado do PIB do segundo trimestre deste ano constatou que a trajetória deprimida da dinâmica econômica brasileira que estava ocorrendo até então foi interrompida: crescimento de 0,4% quando comparado ao resultado do primeiro trimestre deste ano, já apuradas as sazonalidades. Em valores correntes, o PIB no segundo trimestre de 2019 totalizou R$ 1,780 trilhão.

O resultado acabou superando as projeções do mercado que apostava em uma alta mais comedida (+0,2%) do que o resultado, afastando assim o risco de entrada do país em uma recessão técnica, caracterizada por dois trimestres seguidos de retração do PIB.

Também cabe enfatizar que o IBGE revisou a queda do primeiro trimestre de 2019. Ao invés da queda de 0,2%, o recuo foi de 0,1%.

O destaque positivo ficou por conta do PIB industrial que avançou 0,7% em relação ao trimestre anterior, saindo da recessão técnica, após ter caído nos 2 trimestres anteriores. Os destaque se deram pelos setores da Transformação (+2,0%) e Construção (+1,9%).

Já o setor de serviços, com peso de mais de 75% no PIB total, apresentou expansão de 0,3% neste mesmo período de análise, muito influenciado pelo bom desempenho do comércio (+2,1%), serviços de informação (+3,0%) e atividade imobiliária (+2,7%). A inflação controlada, com juros historicamente baixos (Selic) e redução marginal na taxa de desemprego, são fatores que contribuem para explicar, em parte, a reação do setor. A concessão de crédito dentro da categoria de recursos livres do Banco Central, tiveram alta de 11,3% para as pessoas jurídicas e 14,3% ao direcionamento para as pessoas físicas, apontando para uma melhora robusta na demanda por crédito no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano anterior.

O único destaque negativo se deu pelo PIB Agropecuário que sofreu uma queda de 0,4% afetado pelas quedas nas safras de soja e café.

Pela ótica da despesa, a taxa de investimento avançou 3,2% e o consumo das famílias cresceu 0,3%, enquanto que o consumo do governo recuou 1%.

Projeção da Lafis: Este resultado anunciado do trimestre corrobora com a projeção de crescimento do PIB da Lafis, que estima um crescimento anual de 0,9% para o ano de 2019.

Especialista Responsável:

Felipe Souza: Economista Chefe. Mestre em Economia pela UNESP Araraquara. Iniciou as atividades na Lafis em 2010, onde é macroeconomista (ênfase em política monetária - inflação e juros), além de ser responsável pelo acompanhamento dos setores de transportes e indústria de base.

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