LAFIS: Produção Industrial cai em junho e acumula queda de 1,6% no ano

SÃO PAULO, 1 de agosto de 2019 /PRNewswire/ -- De acordo com a divulgação da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) elaborada pelo IBGE e divulgada hoje (01/08), a produção industrial apresentou uma variação negativa de 0,6% em junho em relação ao mês de maio, na série com ajuste sazonal.

Ainda nesta mesma comparação, a queda não restringiu-se a um setor, mas disseminou-se entre os setores das quatro grandes categorias econômicas, bens de capital (-0,4%), bens intermediários (-0,3%), bens de consumo duráveis (-0,6%) e bens semi e não duráveis (-1,2%). As principais atividades que influenciaram negativamente o resultado da produção industrial do mês foram: produtos alimentícios (-2,1%), máquinas e equipamentos (-6,5%), e veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,7%). Essas atividades apresentaram o segundo mês consecutivo de queda.

Na comparação sem ajuste, ou seja, em relação a junho de 2018, a produção industrial também registrou retração, com uma queda de 5,9%, e queda em todas as categorias econômicas. Apesar do efeito calendário, uma vez que junho deste ano contou com dois dias a menos que no ano passado, tendo em vista a intensidade e difusão da queda, não há como negar que a perda de dinamismo da indústria brasileira é preocupante.

Assim, no acumulado do ano, com os resultados até junho, a produção industrial apresentou uma queda de 1,6% em relação ao mesmo período de 2018. O recuo não esteve disseminado em todas as categorias econômicas, apenas na categoria de bens intermediários, a única categoria com resultado negativo, -2,7%, influenciada pelas dificuldades de retomada da indústria extrativa após a tragédia de Brumadinho (MG) em janeiro, mas também pelo baixo dinamismo das outras categorias demandantes de insumos para a produção. Nota-se que, apenas a categoria de bens de consumo duráveis apresentou uma variação positiva mais significativa, mas essa também vem sofrendo pela inércia do mercado de trabalho, que limita uma retomada consistente da confiança dos consumidores e desincentivando o consumo.

Especialista Responsável:



Lais Soares: Economista, mestre em Economia Política pela PUC-SP, com ênfase em economia do trabalho. Iniciou as atividades na Lafis em 2013. Atua como Especialista da Indústria, canalizando esforços para o desenvolvimento e processamento de pesquisas quantitativas/qualitativas relacionadas aos mais variados setores – indústria automobilística, bebidas, calçados, têxteis e confecções, entre outros.

Mais Informações:

Lafis Consultoria – www.lafis.com.br

Caique Rocha – caique.rocha@lafis.com.br

(11) 3257-2952

FONTE Lafis

SÃO PAULO, 1 de agosto de 2019 /PRNewswire/ -- De acordo com a divulgação da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) elaborada pelo IBGE e divulgada hoje (01/08), a produção industrial apresentou uma variação negativa de 0,6% em junho em relação ao mês de maio, na série com ajuste sazonal.

Ainda nesta mesma comparação, a queda não restringiu-se a um setor, mas disseminou-se entre os setores das quatro grandes categorias econômicas, bens de capital (-0,4%), bens intermediários (-0,3%), bens de consumo duráveis (-0,6%) e bens semi e não duráveis (-1,2%). As principais atividades que influenciaram negativamente o resultado da produção industrial do mês foram: produtos alimentícios (-2,1%), máquinas e equipamentos (-6,5%), e veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,7%). Essas atividades apresentaram o segundo mês consecutivo de queda.

Na comparação sem ajuste, ou seja, em relação a junho de 2018, a produção industrial também registrou retração, com uma queda de 5,9%, e queda em todas as categorias econômicas. Apesar do efeito calendário, uma vez que junho deste ano contou com dois dias a menos que no ano passado, tendo em vista a intensidade e difusão da queda, não há como negar que a perda de dinamismo da indústria brasileira é preocupante.

Assim, no acumulado do ano, com os resultados até junho, a produção industrial apresentou uma queda de 1,6% em relação ao mesmo período de 2018. O recuo não esteve disseminado em todas as categorias econômicas, apenas na categoria de bens intermediários, a única categoria com resultado negativo, -2,7%, influenciada pelas dificuldades de retomada da indústria extrativa após a tragédia de Brumadinho (MG) em janeiro, mas também pelo baixo dinamismo das outras categorias demandantes de insumos para a produção. Nota-se que, apenas a categoria de bens de consumo duráveis apresentou uma variação positiva mais significativa, mas essa também vem sofrendo pela inércia do mercado de trabalho, que limita uma retomada consistente da confiança dos consumidores e desincentivando o consumo.

Especialista Responsável:



Lais Soares: Economista, mestre em Economia Política pela PUC-SP, com ênfase em economia do trabalho. Iniciou as atividades na Lafis em 2013. Atua como Especialista da Indústria, canalizando esforços para o desenvolvimento e processamento de pesquisas quantitativas/qualitativas relacionadas aos mais variados setores – indústria automobilística, bebidas, calçados, têxteis e confecções, entre outros.

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