LAFIS: Saldo das operações de crédito volta a cair influenciado pela modalidade PJ

SÃO PAULO, 30 de agosto de 2019 /PRNewswire/ -- No dia 28/08, o Banco Central do Brasil anunciou o saldo total das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional referente ao mês de julho, atingindo R$ 3,29 trilhões. Este resultado indica uma queda de 0,2% quando comparado ao mês anterior, interrompendo uma sequência de dois avanços consecutivos. Na análise dos últimos 12 meses, porém, este saldo avançou 5,1%, mantendo a trajetória de crescimento consistente iniciada em março de 2018 (0,1%).

Contribuiu para este desempenho o saldo das operações com pessoas jurídicas, que apresentou queda mensal em julho de 2019 igual a 1,5%, totalizando um saldo de R$ 1,401 trilhão, o menor nível desde outubro de 2013 (R$ 1,392 trilhão). a variação dos últimos 12 meses voltou a cair (-1,5%), sendo esta a queda mais intensa desde julho de 2018 (2,3%) e uma aceleração frente ao recuo observado nos 12 meses imediatamente anteriores          (-0,8%). Já as operações destinadas às pessoas físicas apresentaram pequeno crescimento (0,1%), alcançando R$ 1,889 trilhão, o maior patamar da série histórica iniciada em março de 2007. Na análise dos últimos 12 meses, houve avanço de 10,6%, mantendo a trajetória ascendente iniciada em julho de 2018 (6,3%).

No que diz respeito à taxa de inadimplência da carteira de crédito total do sistema financeiro, referente aos atrasos superiores a noventa dias, esta avançou 0,1 p.p. no mês, devolvendo parte do recuo observado no mês anterior (-0,11 p.p.) e alcançando 3,03% no mês de julho. Este resultado foi influenciado por ambas as modalidades, com destaque para a inadimplência relacionada às pessoas jurídicas, tendo em vista o crescimento de 0,12 p.p. na variação mensal, a mais significativa desde janeiro de 2018 (0,15 p.p.). Tal inadimplência chegou a 2,49%, patamar acima do observado no mesmo período do ano passado (2,44%). No que diz respeito à pessoa física, a inadimplência apresentou avanço mais ameno (0,09 p.p.), devolvendo o recuo observado no mês anterior (-0,06 p.p.) e alcançando o patamar de 3,44%. É importante destacar, porém, que tal patamar encontra-se abaixo daquele verificado em julho de 2018 (3,51%).

Por fim, considerando as informações do último Relatório de Política Monetária e Operações de Crédito do SFN divulgado pelo Banco Central, percebe-se que, até o início deste segundo semestre de 2019, o saldo da carteira total das operações acumulou um avanço de 1,8%, impulsionado pelas operações destinadas às pessoas físicas (4,6%), ainda que diante de um crescimento da inadimplência no mesmo período (0,08 p.p.). Por fim, o custo destas operações, representado pelo Indicador de Custo de Crédito (ICC), permaneceu estável no mês de julho (21,4% a.a.), enquanto na análise dos últimos 12 meses houve crescimento de 0,5 p.p. neste indicador.

Tendência: diferentemente dos meses anteriores, o avanço no saldo das operações de crédito voltadas às pessoas físicas não foi suficiente para assegurar o crescimento da carteira de crédito total. Apesar disso, o comportamento desta modalidade manteve-se no mês de julho ao apresentar crescimento das operações com recursos livres, igual a 1,6% no mês e 15% no acumulado dos últimos 12 meses, alcançando novamente o maior patamar da série histórica (R$ 1,024 trilhão). Tal resultado foi impulsionado pelo crédito pessoal consignado, financiamentos de veículos e cartão à vista. No caso das empresas, o crédito livre voltou a cair (-1,7%) em julho deste ano, interrompendo uma sequência de dois avanços consecutivos, reflexo das liquidações sazonais nas modalidades relacionadas ao fluxo de caixa das empresas, como descontos de duplicatas e recebíveis, e antecipação de faturas de cartão, bem como a redução nas operações de comércio exterior, como os adiantamentos sobre contratos de câmbio. Por fim, o saldo com recursos direcionados manteve a trajetória de queda, recuando 1,3% no mesmo período, e, de forma mais intensa, acumulando perda de 12,8% em 12 meses.

Diante deste cenário, a Lafis mantém sua perspectiva de maior cautela do mercado de crédito nacional, tanto por parte das famílias quanto das empresas, que seguem apostando em modalidades de baixo risco e maiores garantias, como o crédito consignado e financiamento de veículos e imobiliário, no primeiro caso, e operações atreladas a antecipação de recebíveis, no segundo.   

Especialista Responsável:

Fernanda Rodrigues: Mestre em Economia Aplicada, pela Universidade Federal de São Carlos, atua como Especialista Setorial em Serviços ao Consumidor, canalizando esforços para o desenvolvimento e processamento de pesquisas quantitativas/qualitativas relacionadas aos mais variados tipos de serviços - comércio varejista geral, bancos, sistemas de saúde, e-business, entre outros

Mais Informações:

Lafis Consultoria – www.lafis.com.br

Caique Rocha – caique.rocha@lafis.com.br

(11) 3257-2952

FONTE Lafis

SÃO PAULO, 30 de agosto de 2019 /PRNewswire/ -- No dia 28/08, o Banco Central do Brasil anunciou o saldo total das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional referente ao mês de julho, atingindo R$ 3,29 trilhões. Este resultado indica uma queda de 0,2% quando comparado ao mês anterior, interrompendo uma sequência de dois avanços consecutivos. Na análise dos últimos 12 meses, porém, este saldo avançou 5,1%, mantendo a trajetória de crescimento consistente iniciada em março de 2018 (0,1%).

Contribuiu para este desempenho o saldo das operações com pessoas jurídicas, que apresentou queda mensal em julho de 2019 igual a 1,5%, totalizando um saldo de R$ 1,401 trilhão, o menor nível desde outubro de 2013 (R$ 1,392 trilhão). a variação dos últimos 12 meses voltou a cair (-1,5%), sendo esta a queda mais intensa desde julho de 2018 (2,3%) e uma aceleração frente ao recuo observado nos 12 meses imediatamente anteriores          (-0,8%). Já as operações destinadas às pessoas físicas apresentaram pequeno crescimento (0,1%), alcançando R$ 1,889 trilhão, o maior patamar da série histórica iniciada em março de 2007. Na análise dos últimos 12 meses, houve avanço de 10,6%, mantendo a trajetória ascendente iniciada em julho de 2018 (6,3%).

No que diz respeito à taxa de inadimplência da carteira de crédito total do sistema financeiro, referente aos atrasos superiores a noventa dias, esta avançou 0,1 p.p. no mês, devolvendo parte do recuo observado no mês anterior (-0,11 p.p.) e alcançando 3,03% no mês de julho. Este resultado foi influenciado por ambas as modalidades, com destaque para a inadimplência relacionada às pessoas jurídicas, tendo em vista o crescimento de 0,12 p.p. na variação mensal, a mais significativa desde janeiro de 2018 (0,15 p.p.). Tal inadimplência chegou a 2,49%, patamar acima do observado no mesmo período do ano passado (2,44%). No que diz respeito à pessoa física, a inadimplência apresentou avanço mais ameno (0,09 p.p.), devolvendo o recuo observado no mês anterior (-0,06 p.p.) e alcançando o patamar de 3,44%. É importante destacar, porém, que tal patamar encontra-se abaixo daquele verificado em julho de 2018 (3,51%).

Por fim, considerando as informações do último Relatório de Política Monetária e Operações de Crédito do SFN divulgado pelo Banco Central, percebe-se que, até o início deste segundo semestre de 2019, o saldo da carteira total das operações acumulou um avanço de 1,8%, impulsionado pelas operações destinadas às pessoas físicas (4,6%), ainda que diante de um crescimento da inadimplência no mesmo período (0,08 p.p.). Por fim, o custo destas operações, representado pelo Indicador de Custo de Crédito (ICC), permaneceu estável no mês de julho (21,4% a.a.), enquanto na análise dos últimos 12 meses houve crescimento de 0,5 p.p. neste indicador.

Tendência: diferentemente dos meses anteriores, o avanço no saldo das operações de crédito voltadas às pessoas físicas não foi suficiente para assegurar o crescimento da carteira de crédito total. Apesar disso, o comportamento desta modalidade manteve-se no mês de julho ao apresentar crescimento das operações com recursos livres, igual a 1,6% no mês e 15% no acumulado dos últimos 12 meses, alcançando novamente o maior patamar da série histórica (R$ 1,024 trilhão). Tal resultado foi impulsionado pelo crédito pessoal consignado, financiamentos de veículos e cartão à vista. No caso das empresas, o crédito livre voltou a cair (-1,7%) em julho deste ano, interrompendo uma sequência de dois avanços consecutivos, reflexo das liquidações sazonais nas modalidades relacionadas ao fluxo de caixa das empresas, como descontos de duplicatas e recebíveis, e antecipação de faturas de cartão, bem como a redução nas operações de comércio exterior, como os adiantamentos sobre contratos de câmbio. Por fim, o saldo com recursos direcionados manteve a trajetória de queda, recuando 1,3% no mesmo período, e, de forma mais intensa, acumulando perda de 12,8% em 12 meses.

Diante deste cenário, a Lafis mantém sua perspectiva de maior cautela do mercado de crédito nacional, tanto por parte das famílias quanto das empresas, que seguem apostando em modalidades de baixo risco e maiores garantias, como o crédito consignado e financiamento de veículos e imobiliário, no primeiro caso, e operações atreladas a antecipação de recebíveis, no segundo.   

Especialista Responsável:

Fernanda Rodrigues: Mestre em Economia Aplicada, pela Universidade Federal de São Carlos, atua como Especialista Setorial em Serviços ao Consumidor, canalizando esforços para o desenvolvimento e processamento de pesquisas quantitativas/qualitativas relacionadas aos mais variados tipos de serviços - comércio varejista geral, bancos, sistemas de saúde, e-business, entre outros

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Caique Rocha – caique.rocha@lafis.com.br

(11) 3257-2952

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