LAFIS: Setor de serviços volta a crescer em junho, após quatro meses de queda

SÃO PAULO, 14 de agosto de 2020 /PRNewswire/ -- A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) referente ao mês de junho de 2020 registrou um avanço de 5,0% no volume de serviços prestados no país em relação ao mês anterior na série com ajuste sazonal, interrompendo uma sequência de quatro quedas consecutivas. Tal crescimento foi acompanhado por todas as 5 atividades avaliadas: "Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio" (6,9%), "Serviços de informação e comunicação" (3,3%), "Serviços profissionais, administrativos e complementares" (2,7%), "Serviços prestados às famílias" (14,2%) e "Outros serviços" (6,4%).

Porém, o setor de serviços recuperou apenas uma pequena parte das perdas observadas ao longo dos meses de isolamento social, permanecendo 24,0% abaixo do nível recorde alcançado em novembro de 2014, e 14,5% abaixo do nível pré-pandemia, em fevereiro deste ano. Desta forma, as taxas recordes observadas nos últimos meses, tanto positivas quanto negativas, confirmam o cenário extremamente adverso pelo qual o setor de serviços vem passando ao longo da atual crise sanitária. Com isso, o setor acumula queda de 8,3% no primeiro semestre deste ano quando comparado ao mesmo período de 2019, com destaque para "Serviços prestados às famílias" (-35,2%) e "Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio" (-8,5%).

No primeiro caso, a principal influência negativa veio das atividades relacionadas à restaurantes, hotéis, catering, bufê e outros serviços de comida preparada, todas diretamente impactadas pelas medidas de isolamento social. No caso de transportes, tal atividade foi duramente afetada pela queda no transporte aéreo e rodoviário coletivo, ambos de passageiros, além do recuo em transporte rodoviário de carga, correio nacional e metroviário de passageiros, refletindo tanto os efeitos da restrição na circulação de pessoas quanto a queda da produção industrial no mesmo período.

Por fim, a categoria "Atividades Turísticas" acumulou queda de 34,6% no primeiro semestre de 2020, mesmo após crescer 6,9% em maio e 19,8% em junho. Diferente das demais atividades, o turismo nacional tende a apresentar uma recuperação ainda mais lenta, já que os consumidores ainda estarão cautelosos quanto à possibilidade de viagem, esperando uma maior segurança sanitária.

Desta forma, a Lafis mantém sua perspectiva de um cenário preocupante para o setor de serviços nacional no curto prazo. Isto porque, mesmo com a reabertura e retomada gradual das atividades, a conjuntura econômica como um todo não será favorável à uma recuperação consistente do setor ainda em 2020 diante da perspectiva de um mercado de trabalho altamente fragilizado e crescente insegurança dos investidores.

Especialista Responsável: Fernanda Rodrigues.

Mestre em Economia Aplicada, pela Universidade Federal de São Carlos, atua como Especialista Setorial em Serviços ao Consumidor, canalizando esforços para o desenvolvimento e processamento de pesquisas quantitativas/qualitativas relacionadas aos mais variados tipos de serviços - comércio varejista geral, bancos, sistemas de saúde, e-business, entre outros. 

WWW.LAFIS.COM.BR  |  SÃO PAULO SP  |  ATENDIMENTO@LAFIS.COM.BR

Foto - https://mma.prnewswire.com/media/1228766/Lafis_Variacao_acumulada_em_12_meses_do_indice_de_volume_de_servicos.jpg

FONTE Lafis

SÃO PAULO, 14 de agosto de 2020 /PRNewswire/ -- A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) referente ao mês de junho de 2020 registrou um avanço de 5,0% no volume de serviços prestados no país em relação ao mês anterior na série com ajuste sazonal, interrompendo uma sequência de quatro quedas consecutivas. Tal crescimento foi acompanhado por todas as 5 atividades avaliadas: "Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio" (6,9%), "Serviços de informação e comunicação" (3,3%), "Serviços profissionais, administrativos e complementares" (2,7%), "Serviços prestados às famílias" (14,2%) e "Outros serviços" (6,4%).

Porém, o setor de serviços recuperou apenas uma pequena parte das perdas observadas ao longo dos meses de isolamento social, permanecendo 24,0% abaixo do nível recorde alcançado em novembro de 2014, e 14,5% abaixo do nível pré-pandemia, em fevereiro deste ano. Desta forma, as taxas recordes observadas nos últimos meses, tanto positivas quanto negativas, confirmam o cenário extremamente adverso pelo qual o setor de serviços vem passando ao longo da atual crise sanitária. Com isso, o setor acumula queda de 8,3% no primeiro semestre deste ano quando comparado ao mesmo período de 2019, com destaque para "Serviços prestados às famílias" (-35,2%) e "Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio" (-8,5%).

No primeiro caso, a principal influência negativa veio das atividades relacionadas à restaurantes, hotéis, catering, bufê e outros serviços de comida preparada, todas diretamente impactadas pelas medidas de isolamento social. No caso de transportes, tal atividade foi duramente afetada pela queda no transporte aéreo e rodoviário coletivo, ambos de passageiros, além do recuo em transporte rodoviário de carga, correio nacional e metroviário de passageiros, refletindo tanto os efeitos da restrição na circulação de pessoas quanto a queda da produção industrial no mesmo período.

Por fim, a categoria "Atividades Turísticas" acumulou queda de 34,6% no primeiro semestre de 2020, mesmo após crescer 6,9% em maio e 19,8% em junho. Diferente das demais atividades, o turismo nacional tende a apresentar uma recuperação ainda mais lenta, já que os consumidores ainda estarão cautelosos quanto à possibilidade de viagem, esperando uma maior segurança sanitária.

Desta forma, a Lafis mantém sua perspectiva de um cenário preocupante para o setor de serviços nacional no curto prazo. Isto porque, mesmo com a reabertura e retomada gradual das atividades, a conjuntura econômica como um todo não será favorável à uma recuperação consistente do setor ainda em 2020 diante da perspectiva de um mercado de trabalho altamente fragilizado e crescente insegurança dos investidores.

Especialista Responsável: Fernanda Rodrigues.

Mestre em Economia Aplicada, pela Universidade Federal de São Carlos, atua como Especialista Setorial em Serviços ao Consumidor, canalizando esforços para o desenvolvimento e processamento de pesquisas quantitativas/qualitativas relacionadas aos mais variados tipos de serviços - comércio varejista geral, bancos, sistemas de saúde, e-business, entre outros. 

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