LAFIS: Setor de serviços volta a crescer, recuperando-se da queda observada em maio

SÃO PAULO, 15 de agosto de 2018 /PRNewswire/ -- A Pesquisa Mensal de Serviços de junho, feita pelo IBGE, registrou um crescimento significativo igual a 6,6% em comparação com o mês anterior na série com ajuste sazonal, a maior alta registrada na série histórica desde janeiro de 2011. Tal resultado vem após o setor ter passado por um período de perdas ocasionadas pela greve dos caminhoneiros e mostra a recuperação do setor ao superar a queda observada no mês de maio (-5,0%).

Quando comparado ao mesmo período do ano anterior, o setor também apresentou alta, porém pouco menos expressiva, igual a 0,9%, recuperando o resultado observado em maio na mesma análise de comparação (-3,8%). Apesar disso, o setor de serviços nacional apresentou desempenho negativo no que diz respeito à taxa acumulada até junho de 2018, que reduziu 0,9%. O mesmo pode ser dito para a variação acumulada dos últimos 12 meses, onde a queda foi de 1,2%. É importante destacar que ambas as taxas têm apresentado resultados negativos cada vez menores (com exceção do mês de maio), podendo representar uma reversão ao longo do ano.

Dentre as cinco atividades contempladas pela pesquisa, quatro contribuíram para esta alta significativa frente a maio de 2018, com destaque para "Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio" (+15,7%), maior crescimento da atividade dentro da série histórica. Tal resultado foi impulsionado, principalmente, pela categoria "Transporte Terrestre" (+23,4%) que apresentou um crescimento nas receitas provocado pela retomada das atividades após o fim da greve dos caminhoneiros. Os demais grupos com resultados positivos foram: "Outros serviços" (+3,9%), "Serviços de informação e comunicação" (+2,5%) e "Serviços profissionais, administrativos e complementares" (+0,4%). É possível observar que tais atividades compensaram integral ou parcialmente asperdas ocorridas em maio provenientes da greve dos caminhoneiros, com exceção de "Serviços prestados às famílias" (-2,5%).

No que diz respeito à análise da variação dos últimos 12 meses, a decomposição do resultado negativo mostra que quatro das cinco atividades avaliadas registraram baixas, sendo elas: "Serviços profissionais, administrativos e complementares" (-4,5%), "Outros serviços" (-2,9%), "Serviços de informação e comunicação" (-2,2%) e "Serviços prestados às famílias" (-1,0%). Somado a estes desempenhos negativos, tem-se o resultado positivo da atividade "Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio" (3,0%) nos últimos 12 meses.

Os resultados observados em junho de 2018 mostram a retomada do crescimento do setor de serviços nacional, ainda que a partir de uma base mais fraca, indicando a recuperação dos efeitos gerados pela greve dos caminhoneiros. Apesar disso, cabe destacar que a atividade "Serviços prestados às famílias" manteve sua trajetória de queda, tanto em termos de variação mensal quanto interanual, impulsionado principalmente pela redução da receita dos restaurantes. Tais resultados apontam para uma queda na confiança das famílias, que têm mantido uma maior cautela em suas decisões de consumo diante de uma conjuntura desfavorável. Ou seja, a lenta recuperação da economia, bem como o mercado de trabalho desaquecido, a inflação em alta e o cenário político, tem contribuído para inibir o consumo das famílias.

Em relação à variação da receita nominal, em junho, esta avançou 6,4% em relação a maio e, em comparação com junho de 2017, a variação positiva ficou em 2,9%. Por fim, a taxa acumulada nos últimos 12 meses manteve-se positiva, alcançando um crescimento igual a 2,4%.

Especialista Responsável: Fernanda Rodrigues.

Mais Informações:

Lafis Consultoria – www.lafis.com.br

Stefany Alencarstefany.alencar@lafis.com.br

(11) 3257-2952

FONTE Lafis

SÃO PAULO, 15 de agosto de 2018 /PRNewswire/ -- A Pesquisa Mensal de Serviços de junho, feita pelo IBGE, registrou um crescimento significativo igual a 6,6% em comparação com o mês anterior na série com ajuste sazonal, a maior alta registrada na série histórica desde janeiro de 2011. Tal resultado vem após o setor ter passado por um período de perdas ocasionadas pela greve dos caminhoneiros e mostra a recuperação do setor ao superar a queda observada no mês de maio (-5,0%).

Quando comparado ao mesmo período do ano anterior, o setor também apresentou alta, porém pouco menos expressiva, igual a 0,9%, recuperando o resultado observado em maio na mesma análise de comparação (-3,8%). Apesar disso, o setor de serviços nacional apresentou desempenho negativo no que diz respeito à taxa acumulada até junho de 2018, que reduziu 0,9%. O mesmo pode ser dito para a variação acumulada dos últimos 12 meses, onde a queda foi de 1,2%. É importante destacar que ambas as taxas têm apresentado resultados negativos cada vez menores (com exceção do mês de maio), podendo representar uma reversão ao longo do ano.

Dentre as cinco atividades contempladas pela pesquisa, quatro contribuíram para esta alta significativa frente a maio de 2018, com destaque para "Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio" (+15,7%), maior crescimento da atividade dentro da série histórica. Tal resultado foi impulsionado, principalmente, pela categoria "Transporte Terrestre" (+23,4%) que apresentou um crescimento nas receitas provocado pela retomada das atividades após o fim da greve dos caminhoneiros. Os demais grupos com resultados positivos foram: "Outros serviços" (+3,9%), "Serviços de informação e comunicação" (+2,5%) e "Serviços profissionais, administrativos e complementares" (+0,4%). É possível observar que tais atividades compensaram integral ou parcialmente asperdas ocorridas em maio provenientes da greve dos caminhoneiros, com exceção de "Serviços prestados às famílias" (-2,5%).

No que diz respeito à análise da variação dos últimos 12 meses, a decomposição do resultado negativo mostra que quatro das cinco atividades avaliadas registraram baixas, sendo elas: "Serviços profissionais, administrativos e complementares" (-4,5%), "Outros serviços" (-2,9%), "Serviços de informação e comunicação" (-2,2%) e "Serviços prestados às famílias" (-1,0%). Somado a estes desempenhos negativos, tem-se o resultado positivo da atividade "Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio" (3,0%) nos últimos 12 meses.

Os resultados observados em junho de 2018 mostram a retomada do crescimento do setor de serviços nacional, ainda que a partir de uma base mais fraca, indicando a recuperação dos efeitos gerados pela greve dos caminhoneiros. Apesar disso, cabe destacar que a atividade "Serviços prestados às famílias" manteve sua trajetória de queda, tanto em termos de variação mensal quanto interanual, impulsionado principalmente pela redução da receita dos restaurantes. Tais resultados apontam para uma queda na confiança das famílias, que têm mantido uma maior cautela em suas decisões de consumo diante de uma conjuntura desfavorável. Ou seja, a lenta recuperação da economia, bem como o mercado de trabalho desaquecido, a inflação em alta e o cenário político, tem contribuído para inibir o consumo das famílias.

Em relação à variação da receita nominal, em junho, esta avançou 6,4% em relação a maio e, em comparação com junho de 2017, a variação positiva ficou em 2,9%. Por fim, a taxa acumulada nos últimos 12 meses manteve-se positiva, alcançando um crescimento igual a 2,4%.

Especialista Responsável: Fernanda Rodrigues.

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