LAFIS: Setor de serviços volta a recuar com a contribuição de quatro das cinco atividades avaliadas

SÃO PAULO, 17 de setembro de 2018 /PRNewswire/ -- A Pesquisa Mensal de Serviços de julho, feita pelo IBGE, registrou uma queda igual a 2,2% em comparação com o mês anterior na série com ajuste sazonal, o segundo maior recuo registrado no ano dentre as quatro quedas observadas até então. Tal resultado vem após o setor ter se recuperado dos efeitos negativos da greve dos caminhoneiros, crescendo 4,8% no mês de junho de 2018.

Quando comparado ao mesmo período do ano anterior, o setor também apresentou queda, porém, menos expressiva, igual a 0,3%, sendo esta a quinta queda observada ao longo do ano. Além disso, o setor de serviços nacional apresentou desempenho negativo de 0,8% no que diz respeito à taxa acumulada até julho, em comparação com o mesmo período do ano anterior. O mesmo pode ser dito para a variação acumulada dos últimos 12 meses, onde a queda foi de 1,0%. É importante destacar que ambas as taxas têm apresentado resultados negativos cada vez menores (com exceção do mês de maio), podendo significar uma reversão da tendência negativa até o final de 2018.

Dentre as cinco atividades contempladas pela pesquisa, quatro contribuíram para esta queda na série ajustada, com destaque para "Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio" (-4,0%), "Outros serviços" (-3,2%), "Serviços de informação e comunicação" (-2,2%) e "Serviços profissionais, administrativos e complementares" (-1,1%). Apenas "Serviços prestados às famílias" (+3,1%) apresentou crescimento, mas não suficiente para conter a queda do resultado global.

No que diz respeito à análise da variação dos últimos 12 meses, a decomposição do resultado negativo mostra que quatro das cinco atividades avaliadas registraram baixas, sendo elas: "Serviços profissionais, administrativos e complementares" (-3,5%), "Outros serviços" (-1,8%), "Serviços de informação e comunicação" (-1,8%) e "Serviços prestados às famílias" (-1,2%). Por outro lado, tem-se o resultado positivo da atividade "Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio" (2,8%) nos últimos 12 meses.

Os resultados negativos observados em julho de 2018 mostram que os efeitos das incertezas geradas pelo cenário político, bem como a manutenção de uma elevada taxa de desemprego, têm contribuído para uma retomada ainda mais lenta do ritmo de atividades relacionadas ao setor de serviços. Ou seja, este cenário impacta diretamente o dinamismo das atividades, uma vez que abala a confiança do consumidor para realizar gastos, além daqueles considerados essenciais. No mesmo sentido, os empresários acabam por contingenciar investimentos e a abertura de novos postos de trabalho, a fim de aguardar uma maior certeza quanto ao futuro da política macroeconômica para os próximos anos.

Em relação à variação da receita nominal dos serviços, em julho, esta recuou 0,5% em relação a junho e, em comparação com julho de 2017, a variação foi positiva em 3,7%. Por fim, a taxa acumulada nos últimos 12 meses manteve-se positiva, alcançando um crescimento igual a 2,6%.

Especialista Responsável: Fernanda Rodrigues

Mais Informações:

Lafis Consultoria – www.lafis.com.br

Stefany Alencarstefany.alencar@lafis.com.br

(11) 3257-2952

FONTE Lafis

SÃO PAULO, 17 de setembro de 2018 /PRNewswire/ -- A Pesquisa Mensal de Serviços de julho, feita pelo IBGE, registrou uma queda igual a 2,2% em comparação com o mês anterior na série com ajuste sazonal, o segundo maior recuo registrado no ano dentre as quatro quedas observadas até então. Tal resultado vem após o setor ter se recuperado dos efeitos negativos da greve dos caminhoneiros, crescendo 4,8% no mês de junho de 2018.

Quando comparado ao mesmo período do ano anterior, o setor também apresentou queda, porém, menos expressiva, igual a 0,3%, sendo esta a quinta queda observada ao longo do ano. Além disso, o setor de serviços nacional apresentou desempenho negativo de 0,8% no que diz respeito à taxa acumulada até julho, em comparação com o mesmo período do ano anterior. O mesmo pode ser dito para a variação acumulada dos últimos 12 meses, onde a queda foi de 1,0%. É importante destacar que ambas as taxas têm apresentado resultados negativos cada vez menores (com exceção do mês de maio), podendo significar uma reversão da tendência negativa até o final de 2018.

Dentre as cinco atividades contempladas pela pesquisa, quatro contribuíram para esta queda na série ajustada, com destaque para "Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio" (-4,0%), "Outros serviços" (-3,2%), "Serviços de informação e comunicação" (-2,2%) e "Serviços profissionais, administrativos e complementares" (-1,1%). Apenas "Serviços prestados às famílias" (+3,1%) apresentou crescimento, mas não suficiente para conter a queda do resultado global.

No que diz respeito à análise da variação dos últimos 12 meses, a decomposição do resultado negativo mostra que quatro das cinco atividades avaliadas registraram baixas, sendo elas: "Serviços profissionais, administrativos e complementares" (-3,5%), "Outros serviços" (-1,8%), "Serviços de informação e comunicação" (-1,8%) e "Serviços prestados às famílias" (-1,2%). Por outro lado, tem-se o resultado positivo da atividade "Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio" (2,8%) nos últimos 12 meses.

Os resultados negativos observados em julho de 2018 mostram que os efeitos das incertezas geradas pelo cenário político, bem como a manutenção de uma elevada taxa de desemprego, têm contribuído para uma retomada ainda mais lenta do ritmo de atividades relacionadas ao setor de serviços. Ou seja, este cenário impacta diretamente o dinamismo das atividades, uma vez que abala a confiança do consumidor para realizar gastos, além daqueles considerados essenciais. No mesmo sentido, os empresários acabam por contingenciar investimentos e a abertura de novos postos de trabalho, a fim de aguardar uma maior certeza quanto ao futuro da política macroeconômica para os próximos anos.

Em relação à variação da receita nominal dos serviços, em julho, esta recuou 0,5% em relação a junho e, em comparação com julho de 2017, a variação foi positiva em 3,7%. Por fim, a taxa acumulada nos últimos 12 meses manteve-se positiva, alcançando um crescimento igual a 2,6%.

Especialista Responsável: Fernanda Rodrigues

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