LAFIS: Soja: Brasil é líder, mas desmatamento ameaça

SÃO PAULO, 20 de julho de 2020 /PRNewswire/ -- Estudo publicado pela revista Science intitulado "As maças podres do agronegócio brasileiro", concluiu que "cerca de 20% da soja e 17% da carne do Brasil exportada para a Europa podem ter origem em áreas "contaminadas por desmatamento ilegal". A publicação foi divulgada exatamente quando empresários do mundo todo questionam o tratamento dispensado pelo país à Amazônia, particularmente no que se refere aos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que acabaram derrubando do cargo a coordenadora responsável pelo monitoramento na região.

A soja ainda se mantém como o destaque pelo aumento da exportação do setor. As vendas da oleaginosa subiram de US$ 3,53 bilhões em junho de 2019, para US$ 5,42 bilhões em junho de 2020, uma alta de 53,4% no período. Somente os embarques da soja em grãos chegou a 13,8 milhões de toneladas, sendo que a China foi o principal país responsável pela alta das vendas, ao adquirir 70% da soja brasileira no mês passado. Desta forma, o agronegócio aumentou a sua participação no total das exportações brasileiras de 44,4%, em junho de 2019, para 56,8% em igual mês deste ano, o que reforça o papel de destaque do setor no comércio exterior do Brasil.

De olho na Amazônia e com exigências cada vez maiores em relação ao cuidado com o meio ambiente, o setor tem enfrentado sérios questionamentos, o que tem obrigado o país a dar explicações e se adequar às normas internacionais. Adicionalmente, a fala do Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, na reunião ministerial de 22 de abril, sobre "aproveitar a distração com o coronavírus e passar deixar passar a boiada" (em referência à flexibilização da legislação ambiental), tem aumentado a temperatura das críticas.

Na tentativa de restabelecer a imagem do país, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, tem se encontrado com empresários para ajustar o discurso e as práticas exigidas. Na contramão, o presidente Jair Bolsonaro, rebate o estudo da revista dizendo que "a Europa é uma seita ambiental" e a imprensa aproveita o contexto para atacá-lo. Assim, fica evidente que a crise instaurada no meio ambiente pode estar longe do fim e mesmo que seja a China a principal cliente da soja brasileira, os impactos sobre a imagem do país podem atingir diversos outros setores do agronegócio.

Especialista do Setor: Marcos Henrique

Para mais informações: atendimento@lafis.com.br

FONTE Lafis

SÃO PAULO, 20 de julho de 2020 /PRNewswire/ -- Estudo publicado pela revista Science intitulado "As maças podres do agronegócio brasileiro", concluiu que "cerca de 20% da soja e 17% da carne do Brasil exportada para a Europa podem ter origem em áreas "contaminadas por desmatamento ilegal". A publicação foi divulgada exatamente quando empresários do mundo todo questionam o tratamento dispensado pelo país à Amazônia, particularmente no que se refere aos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que acabaram derrubando do cargo a coordenadora responsável pelo monitoramento na região.

A soja ainda se mantém como o destaque pelo aumento da exportação do setor. As vendas da oleaginosa subiram de US$ 3,53 bilhões em junho de 2019, para US$ 5,42 bilhões em junho de 2020, uma alta de 53,4% no período. Somente os embarques da soja em grãos chegou a 13,8 milhões de toneladas, sendo que a China foi o principal país responsável pela alta das vendas, ao adquirir 70% da soja brasileira no mês passado. Desta forma, o agronegócio aumentou a sua participação no total das exportações brasileiras de 44,4%, em junho de 2019, para 56,8% em igual mês deste ano, o que reforça o papel de destaque do setor no comércio exterior do Brasil.

De olho na Amazônia e com exigências cada vez maiores em relação ao cuidado com o meio ambiente, o setor tem enfrentado sérios questionamentos, o que tem obrigado o país a dar explicações e se adequar às normas internacionais. Adicionalmente, a fala do Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, na reunião ministerial de 22 de abril, sobre "aproveitar a distração com o coronavírus e passar deixar passar a boiada" (em referência à flexibilização da legislação ambiental), tem aumentado a temperatura das críticas.

Na tentativa de restabelecer a imagem do país, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, tem se encontrado com empresários para ajustar o discurso e as práticas exigidas. Na contramão, o presidente Jair Bolsonaro, rebate o estudo da revista dizendo que "a Europa é uma seita ambiental" e a imprensa aproveita o contexto para atacá-lo. Assim, fica evidente que a crise instaurada no meio ambiente pode estar longe do fim e mesmo que seja a China a principal cliente da soja brasileira, os impactos sobre a imagem do país podem atingir diversos outros setores do agronegócio.

Especialista do Setor: Marcos Henrique

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