LAFIS: Taxa média anual de desocupação atinge 11,9% em 2019

SÃO PAULO, 4 de fevereiro de 2020 /PRNewswire/ -- De acordo com os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), divulgada pelo IBGE, a taxa média anual de desocupação em 2019 atingiu o patamar de 11,9%. O resultado, que indicou uma redução de 0,4 pontos percentuais em relação a média de 2018, o segundo ano com queda consecutiva, mostrou que o desemprego no País está em trajetória de queda, mas ainda assim, sem sinais de uma retomada consistente do emprego. Além do mais, a taxa de desocupação ainda está muito distante do resultado de 2014, 6,8%, quando despontou a crise econômica e política no País.

Na comparação anual, em volume, houve uma leve queda de 1,7% no total de pessoas desocupadas (menos 215 mil pessoas). Em números absolutos, a média da população desocupada no País, fechou o ano em 12,6 milhões. Enquanto isso, a população ocupada apresentou um crescimento de 2%, com um total de 93,4 milhões de pessoas, um acréscimo de 1,8 milhão de pessoas.

Entretanto, vale ressaltar que, tal como no ano de 2018, em 2019 novamente o crescimento da população ocupada deveu-se, em sua maior parte, pela expansão da categoria por conta própria (+4,1%), um total de 24,2 milhões, que passaram a representar 25,9% do total de ocupados no País.

Em 2019, a população desalentada, excluída das estatísticas que compõe a taxa de desocupação1, manteve-se elevada. Na média anual, o volume de pessoas desalentadas atingiu 4,8 milhões, e apresentou uma alta de 1,4% em relação a 2018 - aumento de 68 mil pessoas. O desalento compreende as pessoas que, embora desempregas, acabam por esmorecer na busca por emprego, uma vez que são consideradas população fora da força de trabalho. Esse movimento é expressão de diversas variáveis, entre elas, a dificuldade de reinserção no mercado de trabalho, principalmente pela população de menor qualificação, o que leva à desistência da procura contínua.

Soma-se a esse fenômeno, o crescimento das pessoas subutilizadas na força de trabalho no País, influenciado pela expansão da população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas, que passou de 6,5 milhões em 2018 para 7 milhões em 2019. Na comparação com o ano de 2014, o grupo dos subocupados apresentou expansão de 2,5 milhões de pessoas (55,2%).

Em suma, embora a taxa de desocupação no Brasil não tenha apresentado crescimento no último ano, o cenário para a o mercado de trabalho ainda é bastante desafiador, com uma notável tendência de crescimento da informalidade e subocupação no País.

Especialista Responsável: Laís Soares

Analista Sênior. Graduação em Ciências Econômicas pela PUC-SP. Mestre em Economia Política pela PUC-SP. Iniciou as atividades na Lafis em 2013. É responsável pelos estudos e acompanhamento dos setores representantes da indústria automobilística (montadoras veículos leves, veículos pesados e carroçarias, pneus e autopeças), além dos setores de motocicletas e bicicletas, chocolates e balas e bebidas (cervejas, refrigerantes e água mineral, soft drinks).

Taxa de Desocupação = População Desocupada/População na força de trabalho.

Mais Informações:

Lafis Consultoria – www.lafis.com.br

Caique Rocha – caique.rocha@lafis.com.br

(11) 3129-3245

Foto: https://mma.prnewswire.com/media/1086140/Mercado_de_Trabalho.jpg?p=original

FONTE Lafis

SÃO PAULO, 4 de fevereiro de 2020 /PRNewswire/ -- De acordo com os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), divulgada pelo IBGE, a taxa média anual de desocupação em 2019 atingiu o patamar de 11,9%. O resultado, que indicou uma redução de 0,4 pontos percentuais em relação a média de 2018, o segundo ano com queda consecutiva, mostrou que o desemprego no País está em trajetória de queda, mas ainda assim, sem sinais de uma retomada consistente do emprego. Além do mais, a taxa de desocupação ainda está muito distante do resultado de 2014, 6,8%, quando despontou a crise econômica e política no País.

Na comparação anual, em volume, houve uma leve queda de 1,7% no total de pessoas desocupadas (menos 215 mil pessoas). Em números absolutos, a média da população desocupada no País, fechou o ano em 12,6 milhões. Enquanto isso, a população ocupada apresentou um crescimento de 2%, com um total de 93,4 milhões de pessoas, um acréscimo de 1,8 milhão de pessoas.

Entretanto, vale ressaltar que, tal como no ano de 2018, em 2019 novamente o crescimento da população ocupada deveu-se, em sua maior parte, pela expansão da categoria por conta própria (+4,1%), um total de 24,2 milhões, que passaram a representar 25,9% do total de ocupados no País.

Em 2019, a população desalentada, excluída das estatísticas que compõe a taxa de desocupação1, manteve-se elevada. Na média anual, o volume de pessoas desalentadas atingiu 4,8 milhões, e apresentou uma alta de 1,4% em relação a 2018 - aumento de 68 mil pessoas. O desalento compreende as pessoas que, embora desempregas, acabam por esmorecer na busca por emprego, uma vez que são consideradas população fora da força de trabalho. Esse movimento é expressão de diversas variáveis, entre elas, a dificuldade de reinserção no mercado de trabalho, principalmente pela população de menor qualificação, o que leva à desistência da procura contínua.

Soma-se a esse fenômeno, o crescimento das pessoas subutilizadas na força de trabalho no País, influenciado pela expansão da população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas, que passou de 6,5 milhões em 2018 para 7 milhões em 2019. Na comparação com o ano de 2014, o grupo dos subocupados apresentou expansão de 2,5 milhões de pessoas (55,2%).

Em suma, embora a taxa de desocupação no Brasil não tenha apresentado crescimento no último ano, o cenário para a o mercado de trabalho ainda é bastante desafiador, com uma notável tendência de crescimento da informalidade e subocupação no País.

Especialista Responsável: Laís Soares

Analista Sênior. Graduação em Ciências Econômicas pela PUC-SP. Mestre em Economia Política pela PUC-SP. Iniciou as atividades na Lafis em 2013. É responsável pelos estudos e acompanhamento dos setores representantes da indústria automobilística (montadoras veículos leves, veículos pesados e carroçarias, pneus e autopeças), além dos setores de motocicletas e bicicletas, chocolates e balas e bebidas (cervejas, refrigerantes e água mineral, soft drinks).

Taxa de Desocupação = População Desocupada/População na força de trabalho.

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Caique Rocha – caique.rocha@lafis.com.br

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