Mais de 150 líderes e organizações do setor pedem ações decisivas dos governos para possibilitar a descarbonização total do transporte marítimo internacional até 2050

Signatários do Call to Action for Shipping Decarbonization solicitam que líderes mundiais alinhem o transporte marítimo com a meta de temperatura do Acordo de Paris. O setor privado já está tomando medidas importantes para descarbonizar as cadeias de suprimentos globais. Agora, os governos devem elaborar as políticas que acelerarão a transição e tornarão o transporte marítimo com emissões zero a opção padrão até 2030. 

COPENHAGUE, Dinamarca, 22 de setembro de 2021 22 de setembro de 2021 /PRNewswire/ -- A descarbonização total do transporte marítimo internacional é urgente e alcançável. Esta é a mensagem clara de mais de 150 líderes e organizações do setor que representam toda a cadeia de valor marítima, que inclui transporte marítimo, cargas, energia, finanças, portos e infraestrutura. Em conjunto com a Assembleia Geral da ONU e antes das negociações climáticas cruciais da COP26, em Glasgow, em novembro deste ano, eles convocam os governos a trabalhar em conjunto com o setor para elaborar as políticas e fazer os investimentos necessários para abordar pontos críticos na descarbonização das cadeias de suprimentos globais e da economia mundial.

Entre os signatários do Call to Action for Shipping Decarbonization (Apelo à Ação para a Descarbonização do Transporte Marítimo) estão alguns dos maiores atuantes do mundo no comércio global: A.P. Moller - Maersk, BHP, BP, BW LPG, Cargill, Carnival Corporation, Citi, Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering, Euronav, GasLog, Hapag-Lloyd, Lloyd's Register, Mitsui O.S.K. Lines, MSC Mediterranean Shipping Company, Olympic Shipping and Management, Autoridade do Canal do Panamá, Porto de Roterdã, Rio Tinto, Shell, Trafigura, Ultranav, Volvo e Yara.

Navios transportam cerca de 80% do comércio mundial e respondem por cerca de 3% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE). Em 2018, a Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês) da ONU adotou uma estratégia inicial em relação aos GEE. O objetivo é reduzir, até 2050, as emissões anuais de GEE geradas pelo transporte marítimo internacional em pelo menos 50% dos níveis de 2008. A estratégia está prevista para ser revisada em 2023.

"Agora é a hora de elevar nossas ambições e alinhar o transporte marítimo mundial, uma modalidade de transporte significativa do comércio global, com os objetivos do Acordo de Paris. Estamos trabalhando em estreita colaboração com nossos clientes para promover a transição do setor de transporte marítimo para emissões líquidas zero e, com o respaldo de fortes medidas de políticas públicas, podemos acelerar nossos esforços coletivos para descarbonizar a economia mundial", disse Jane Fraser, CEO da Citi.

O setor privado já está tomando medidas concretas para descarbonizar o transporte marítimo. Entre elas estão investimentos em P&D e projetos-piloto, encomendas e construção de embarcações com operações neutras em carbono, compra de serviços de transporte com emissões zero, investimentos na produção de combustíveis com emissões líquidas zero, investimentos em infraestrutura de portos e bunkering e avaliação e divulgação do alinhamento climático de atividades relacionadas ao transporte marítimo.

"Para o mundo se descarbonizar, o transporte marítimo deve se descarbonizar. Nossos clientes estão nos procurando para descarbonizar as emissões de suas cadeias de suprimentos. Estamos investindo de forma considerável em tecnologias de emissões neutras em carbono que estejam disponíveis imediatamente. Para tornar estes investimentos as escolhas padrão em todo nosso setor, precisamos de medidas baseadas no mercado para preencher a lacuna da concorrência entre os combustíveis fósseis e as emissões zero da atualidade e os combustíveis neutros em carbono do futuro", disse Henriette Hallberg Thygesen, CEO de marcas de frotas e estratégia da A.P. Moller - Maersk.

"A descarbonização do transporte marítimo é crucial para que se alcancem emissões líquidas zero e cada vez mais urgente. Os decisores políticos têm uma oportunidade histórica de acelerar este processo, impondo uma tributação de carbono global sobre os combustíveis navais a fim de impulsionar a descarbonização e incentivar investimentos em combustíveis e embarcações com emissões zero. Agora é a hora de agir", disse Jeremy Weir, presidente executivo e CEO da Trafigura.

"Nenhum país deve ser deixado para trás na descarbonização do transporte marítimo. Para tornar a transição para o transporte marítimo e combustíveis com emissões zero equitativa e inclusiva, as políticas também devem garantir que a descarbonização do transporte marítimo gere empregos e oportunidades para as pessoas dos países em desenvolvimento e economias emergentes", disse Johannah Christensen, CEO do Fórum Marítimo Global.

Os signatários do Call to Action for Shipping Decarbonization pedem aos líderes mundiais:

Comprometer-se a descarbonizar o transporte marítimo até 2050 e elaborar um plano de implementação claro e equitativo para alcançar este objetivo ao adotar a Estratégia de GEE da IMO em 2023.

Apoiar projetos de transporte marítimo com emissões zero em nível industrial por meio de ações nacionais como, por exemplo, estabelecendo metas claras de descarbonização para o transporte marítimo doméstico e dando incentivo e apoio aos pioneiros e à implementação mais ampla de combustíveis e embarcações com emissões zero.

Elaborar políticas que tornem o transporte marítimo com emissões zero a escolha padrão até 2030, incluindo medidas relevantes baseadas no mercado que entrem em vigor até 2025 e que possam dar suporte à implementação comercial de embarcações e combustíveis com emissões zero no transporte marítimo internacional.

O Call to Action for Shipping Decarbonization foi desenvolvido por uma força-tarefa formada por várias partes interessadas conveniadas à Getting to Zero Coalition, uma parceria entre o Fórum Marítimo Global, o Fórum Econômico Mundial e o Friends of Ocean Action. Entre os membros da força-tarefa estão a Cargill Ocean Transportation, a Citi, a equipe de campeões do clima da COP26, a Energy Transitions Commission, a Lloyd's Register, o Porto de Antuérpia, a Torvald Klaveness, a Trafigura, a Yara e a UMAS.

Saiba mais sobre o Call to Action for Shipping Decarbonization e veja a lista completa de signatários aqui.

Saiba mais sobre as ações concretas que os signatários do Call to Action for Shipping Decarbonization estão realizando para apoiar a descarbonização do transporte marítimo aqui.

Mais informações: 

Sofie Rud 

Consultora sênior de comunicações 

rud@globalmaritimeforum.org

+45 28102332

FONTE Global Maritime Forum

Signatários do Call to Action for Shipping Decarbonization solicitam que líderes mundiais alinhem o transporte marítimo com a meta de temperatura do Acordo de Paris. O setor privado já está tomando medidas importantes para descarbonizar as cadeias de suprimentos globais. Agora, os governos devem elaborar as políticas que acelerarão a transição e tornarão o transporte marítimo com emissões zero a opção padrão até 2030. 

COPENHAGUE, Dinamarca, 22 de setembro de 2021 22 de setembro de 2021 /PRNewswire/ -- A descarbonização total do transporte marítimo internacional é urgente e alcançável. Esta é a mensagem clara de mais de 150 líderes e organizações do setor que representam toda a cadeia de valor marítima, que inclui transporte marítimo, cargas, energia, finanças, portos e infraestrutura. Em conjunto com a Assembleia Geral da ONU e antes das negociações climáticas cruciais da COP26, em Glasgow, em novembro deste ano, eles convocam os governos a trabalhar em conjunto com o setor para elaborar as políticas e fazer os investimentos necessários para abordar pontos críticos na descarbonização das cadeias de suprimentos globais e da economia mundial.

Entre os signatários do Call to Action for Shipping Decarbonization (Apelo à Ação para a Descarbonização do Transporte Marítimo) estão alguns dos maiores atuantes do mundo no comércio global: A.P. Moller - Maersk, BHP, BP, BW LPG, Cargill, Carnival Corporation, Citi, Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering, Euronav, GasLog, Hapag-Lloyd, Lloyd's Register, Mitsui O.S.K. Lines, MSC Mediterranean Shipping Company, Olympic Shipping and Management, Autoridade do Canal do Panamá, Porto de Roterdã, Rio Tinto, Shell, Trafigura, Ultranav, Volvo e Yara.

Navios transportam cerca de 80% do comércio mundial e respondem por cerca de 3% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE). Em 2018, a Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês) da ONU adotou uma estratégia inicial em relação aos GEE. O objetivo é reduzir, até 2050, as emissões anuais de GEE geradas pelo transporte marítimo internacional em pelo menos 50% dos níveis de 2008. A estratégia está prevista para ser revisada em 2023.

"Agora é a hora de elevar nossas ambições e alinhar o transporte marítimo mundial, uma modalidade de transporte significativa do comércio global, com os objetivos do Acordo de Paris. Estamos trabalhando em estreita colaboração com nossos clientes para promover a transição do setor de transporte marítimo para emissões líquidas zero e, com o respaldo de fortes medidas de políticas públicas, podemos acelerar nossos esforços coletivos para descarbonizar a economia mundial", disse Jane Fraser, CEO da Citi.

O setor privado já está tomando medidas concretas para descarbonizar o transporte marítimo. Entre elas estão investimentos em P&D e projetos-piloto, encomendas e construção de embarcações com operações neutras em carbono, compra de serviços de transporte com emissões zero, investimentos na produção de combustíveis com emissões líquidas zero, investimentos em infraestrutura de portos e bunkering e avaliação e divulgação do alinhamento climático de atividades relacionadas ao transporte marítimo.

"Para o mundo se descarbonizar, o transporte marítimo deve se descarbonizar. Nossos clientes estão nos procurando para descarbonizar as emissões de suas cadeias de suprimentos. Estamos investindo de forma considerável em tecnologias de emissões neutras em carbono que estejam disponíveis imediatamente. Para tornar estes investimentos as escolhas padrão em todo nosso setor, precisamos de medidas baseadas no mercado para preencher a lacuna da concorrência entre os combustíveis fósseis e as emissões zero da atualidade e os combustíveis neutros em carbono do futuro", disse Henriette Hallberg Thygesen, CEO de marcas de frotas e estratégia da A.P. Moller - Maersk.

"A descarbonização do transporte marítimo é crucial para que se alcancem emissões líquidas zero e cada vez mais urgente. Os decisores políticos têm uma oportunidade histórica de acelerar este processo, impondo uma tributação de carbono global sobre os combustíveis navais a fim de impulsionar a descarbonização e incentivar investimentos em combustíveis e embarcações com emissões zero. Agora é a hora de agir", disse Jeremy Weir, presidente executivo e CEO da Trafigura.

"Nenhum país deve ser deixado para trás na descarbonização do transporte marítimo. Para tornar a transição para o transporte marítimo e combustíveis com emissões zero equitativa e inclusiva, as políticas também devem garantir que a descarbonização do transporte marítimo gere empregos e oportunidades para as pessoas dos países em desenvolvimento e economias emergentes", disse Johannah Christensen, CEO do Fórum Marítimo Global.

Os signatários do Call to Action for Shipping Decarbonization pedem aos líderes mundiais:

Comprometer-se a descarbonizar o transporte marítimo até 2050 e elaborar um plano de implementação claro e equitativo para alcançar este objetivo ao adotar a Estratégia de GEE da IMO em 2023.

Apoiar projetos de transporte marítimo com emissões zero em nível industrial por meio de ações nacionais como, por exemplo, estabelecendo metas claras de descarbonização para o transporte marítimo doméstico e dando incentivo e apoio aos pioneiros e à implementação mais ampla de combustíveis e embarcações com emissões zero.

Elaborar políticas que tornem o transporte marítimo com emissões zero a escolha padrão até 2030, incluindo medidas relevantes baseadas no mercado que entrem em vigor até 2025 e que possam dar suporte à implementação comercial de embarcações e combustíveis com emissões zero no transporte marítimo internacional.

O Call to Action for Shipping Decarbonization foi desenvolvido por uma força-tarefa formada por várias partes interessadas conveniadas à Getting to Zero Coalition, uma parceria entre o Fórum Marítimo Global, o Fórum Econômico Mundial e o Friends of Ocean Action. Entre os membros da força-tarefa estão a Cargill Ocean Transportation, a Citi, a equipe de campeões do clima da COP26, a Energy Transitions Commission, a Lloyd's Register, o Porto de Antuérpia, a Torvald Klaveness, a Trafigura, a Yara e a UMAS.

Saiba mais sobre o Call to Action for Shipping Decarbonization e veja a lista completa de signatários aqui.

Saiba mais sobre as ações concretas que os signatários do Call to Action for Shipping Decarbonization estão realizando para apoiar a descarbonização do transporte marítimo aqui.

Mais informações: 

Sofie Rud 

Consultora sênior de comunicações 

rud@globalmaritimeforum.org

+45 28102332

FONTE Global Maritime Forum

Você acabou de ler:

Mais de 150 líderes e organizações do setor pedem ações decisivas dos governos para possibilitar a descarbonização total do transporte marítimo internacional até 2050

Compartilhe

https://prnewswire.com.br/releases/mais-de-150-lideres-e-organizacoes-do-setor-pedem-acoes-decisivas-dos-governos-para-possibilitar-a-descarbonizacao-total-do-transporte-maritimo-internacional-ate-2050/