MEIs já representam quase 85% das novas empresas do país

  • Das 2,621 milhões de negócios oficialmente abertos entre julho de 2018 e junho de 2019, 84,85% são MEIs, informa levantamento da BigData Corp
  • Empresas enquadradas nesse regime têm sido fundamentais para garantir uma porta de entrada ao mercado para jovens de famílias de baixa renda

RIO DE JANEIRO, 7 de outubro de 2019 /PRNewswire/ -- Das 2,621 milhões de empresas abertas entre julho de 2018 e junho deste ano, 2,255 milhões são CNPJ enquadrados como MEI (Microempreendedores Individuais), profissionais autônomos que faturam até R$ 6.750,00 mensais. O mais recente retrato do titular de um MEI é de um homem (54,95%), jovem de até 35 anos (52%), com renda de até 4 salários mínimos (65,83%), que participa de uma família formada por até três pessoas (75,32%). Os dados são da BigData Corp, que apurou informações sobre empresas abertas entre julho de 2018 e junho (inclusive) de 2019.

"Os MEIs respondem, basicamente, por três perfis majoritários: pequenos negócios que estão se formalizando, novos serviços que estão surgindo e jovens que abrem suas próprias empresas como uma saída para fazer frente ao desemprego", explica Thoran Rodrigues, CEO e fundador da BigData Corp, responsável pelo levantamento.

Rodrigues chama a atenção para a renda familiar do empresário MEI que, em 7 de cada 10 casos, não supera os 4 salários mínimos. Nas demais empresas, em 7 de cada 10, a renda familiar dos sócios é superior a 10 salários mínimos", comenta.

Arrimos de família

Quando se observa a renda individual dos novos titulares de MEIs, 65,83% auferem até 4 salários mínimos. Já, quando se avalia o conjunto dos demais CNPJs abertos recentemente, 99,02% têm renda acima de 4 salários mínimos; e 69,78% acima de 10 salários mínimos. "Estamos falando de pessoas provenientes de famílias de renda modesta, cuja contribuição financeira tem um papel decisivo no orçamento familiar", afirma o especialista.

Outras descobertas do levantamento indicam que o MEI tem pouca experiência em outras atividades, mas, em compensação, é muito mais "digital".  "Vimos que em 40,51% desses microempreendedores individuais jamais trabalharam antes – seja em seu negócio próprio, ou em outros -, enquanto 38,31% deles tiveram uma única experiência profissional antes de obter o seu CNPJ. Em contraste, apenas 15,78% dos titulares de empresas tradicionais recém-abertas não trabalharam formalmente antes de abrir o seu negócio e 29,07% tiveram uma única experiência profissional antes de abrirem o seu negócio", relata o CEO da BigData Corp.

Pegada digital

O engajamento digital dos empresários foi medido levando em conta a intensidade de uso da internet, plataformas digitais, mídias sociais e aplicativos diversos, incluindo os de entretenimento. Numa escala de A a H, 87,65% dos MEIs concentram-se nos estágios de maior engajamento, ou seja, nas categorias A e B. Já, os demais empresários somam 11 pontos percentuais a menos nessas categorias.

"Esses dados nos levam a perguntar: será que essas pessoas são mais empreendedoras porque são digitais, ou por serem mais empreendedoras foram obrigadas a serem mais digitais para competir melhor?", pergunta-se o fundador da BigData Corp. "Tanto faz. O importante é o mercado saber que esse empreendedor tem essa característica e que busca resolver boa parte de seus desafios empresariais e de sua vida pessoal com o auxílio da internet", complementa.

Formação tradicional

Curiosamente, no entanto, entre os titulares formados, as primeiras profissões dos MEIs pouco têm a ver com serviços digitais. "Ainda que seus titulares tenham um alto engajamento digital, lideram negócios tradicionais mesmo,", afirma Rodrigues. Administradores de empresas representam 12,80% dos MEIs formados e advogados respondem por 6,13%. Ciências Contábeis é o curso que figura em terceiro lugar, com 4,97%. No caso das demais empresas, os mesmos cursos também lideram, nas mesmas posições, com uma participação, respectivamente, de 12,14%, 10,56% e 6,88%. Já, as atividades que normalmente seriam associados às startups, como Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Sistemas de Informação ou Ciência da Computação aparecem, entre as MEIs, listados na décima segunda posição, e nas empresas tradicionais, a partir da 16ª posição.

Sala de aula no lap top

O que varia bastante entre os dois tipos de empreendedorismo – MEIs e empresas tradicionais – é o tipo de educação de seus titulares. Enquanto 17,88% dos MEIs que estudam o fazem em cursos a distância, essa proporção cai praticamente à metade (9,3%) no grupo dos sócios das demais empresas.

"Mas o índice mais curioso dos MEIs, com toda a certeza, diz respeito à incidência de óbitos de seus titulares. Ele é perto de quatro vezes menor do que a dos negócios tradicionais", aponta Rodrigues, gracejando. "Notamos que, no período monitorado pelo estudo, de julho de 2018 a junho de 2019, ele era de 0,05% entre as MEIs e de 0,2% entre os demais empresários. Certamente, devido ao fato de, na média, serem mais jovens", conclui o responsável pelo levantamento.

Confira abaixo os estados e as cidades campeões em empreendedorismo nas duas categorias:

Estados campeões

MEIs

Outras empresas

SP

33,1295%

SP

36,18%

RJ

11,5553%

RJ

10,49%

MG

10,6361%

MG

9,11%

PR

6,6430%

PR

7,94%

RS

6,0553%

RS

6,35%

BA

4,6233%

SC

5,11%

SC

4,3222%

BA

3,89%

GO

3,4185%

GO

3,50%

PE

2,7726%

DF

2,27%

CE

2,2139%

PE

2,18%

       

Cidades líderes

MEIs

Outras empresas

SAO PAULO

SP

11,560%

SAO PAULO

SP

16,912%

RIO DE JANEIRO

RJ

5,698%

RIO DE JANEIRO

RJ

6,354%

BELO HORIZONTE

MG

2,568%

CURITIBA

PR

2,979%

SALVADOR

BA

1,934%

BELO HORIZONTE

MG

2,948%

CURITIBA

PR

1,887%

BRASILIA

DF

2,264%

BRASILIA

DF

1,531%

GOIANIA

GO

1,840%

GOIANIA

GO

1,291%

SALVADOR

BA

1,829%

PORTO ALEGRE

RS

1,248%

PORTO ALEGRE

RS

1,774%

FORTALEZA

CE

1,199%

FORTALEZA

CE

1,282%

CAMPINAS

SP

1,027%

CAMPINAS

SP

1,230%

Metodologia

A BigData Corp recolheu dados das bases oficiais do governo e os cruzou com outros - obtidos de pesquisas processadas semanalmente, na ordem de 15 petabytes - sobre os titulares de CNPJs abertos entre os meses julho de 2018 a junho (inclusive) de 2019. Foram expurgados do cadastro as empresas inativas, assim como categorias que não representam tipicamente o empreendedorismo, como os CNPJs de advogados, candidatos a eleições, ordens religiosas, condomínios, fundos de investimentos e afins.

Sobre a BigData Corp.

A BigData Corp. é a plataforma de dados líder no mercado de big data no Brasil e na América Latina, capturando conteúdo de mais de 1,5 bilhão de sites de todo o mundo e transformando esse conteúdo em informações relevantes para atender a empresas de todos os portes e segmentos. A empresa é brasileira, fundada em 2013, com escritórios no Rio de Janeiro (sede) e em São Paulo. Conheça mais sobre a BigData Corp. acessando www.bigdatacorp.com.br 

FONTE BigData Corp

  • Das 2,621 milhões de negócios oficialmente abertos entre julho de 2018 e junho de 2019, 84,85% são MEIs, informa levantamento da BigData Corp
  • Empresas enquadradas nesse regime têm sido fundamentais para garantir uma porta de entrada ao mercado para jovens de famílias de baixa renda

RIO DE JANEIRO, 7 de outubro de 2019 /PRNewswire/ -- Das 2,621 milhões de empresas abertas entre julho de 2018 e junho deste ano, 2,255 milhões são CNPJ enquadrados como MEI (Microempreendedores Individuais), profissionais autônomos que faturam até R$ 6.750,00 mensais. O mais recente retrato do titular de um MEI é de um homem (54,95%), jovem de até 35 anos (52%), com renda de até 4 salários mínimos (65,83%), que participa de uma família formada por até três pessoas (75,32%). Os dados são da BigData Corp, que apurou informações sobre empresas abertas entre julho de 2018 e junho (inclusive) de 2019.

"Os MEIs respondem, basicamente, por três perfis majoritários: pequenos negócios que estão se formalizando, novos serviços que estão surgindo e jovens que abrem suas próprias empresas como uma saída para fazer frente ao desemprego", explica Thoran Rodrigues, CEO e fundador da BigData Corp, responsável pelo levantamento.

Rodrigues chama a atenção para a renda familiar do empresário MEI que, em 7 de cada 10 casos, não supera os 4 salários mínimos. Nas demais empresas, em 7 de cada 10, a renda familiar dos sócios é superior a 10 salários mínimos", comenta.

Arrimos de família

Quando se observa a renda individual dos novos titulares de MEIs, 65,83% auferem até 4 salários mínimos. Já, quando se avalia o conjunto dos demais CNPJs abertos recentemente, 99,02% têm renda acima de 4 salários mínimos; e 69,78% acima de 10 salários mínimos. "Estamos falando de pessoas provenientes de famílias de renda modesta, cuja contribuição financeira tem um papel decisivo no orçamento familiar", afirma o especialista.

Outras descobertas do levantamento indicam que o MEI tem pouca experiência em outras atividades, mas, em compensação, é muito mais "digital".  "Vimos que em 40,51% desses microempreendedores individuais jamais trabalharam antes – seja em seu negócio próprio, ou em outros -, enquanto 38,31% deles tiveram uma única experiência profissional antes de obter o seu CNPJ. Em contraste, apenas 15,78% dos titulares de empresas tradicionais recém-abertas não trabalharam formalmente antes de abrir o seu negócio e 29,07% tiveram uma única experiência profissional antes de abrirem o seu negócio", relata o CEO da BigData Corp.

Pegada digital

O engajamento digital dos empresários foi medido levando em conta a intensidade de uso da internet, plataformas digitais, mídias sociais e aplicativos diversos, incluindo os de entretenimento. Numa escala de A a H, 87,65% dos MEIs concentram-se nos estágios de maior engajamento, ou seja, nas categorias A e B. Já, os demais empresários somam 11 pontos percentuais a menos nessas categorias.

"Esses dados nos levam a perguntar: será que essas pessoas são mais empreendedoras porque são digitais, ou por serem mais empreendedoras foram obrigadas a serem mais digitais para competir melhor?", pergunta-se o fundador da BigData Corp. "Tanto faz. O importante é o mercado saber que esse empreendedor tem essa característica e que busca resolver boa parte de seus desafios empresariais e de sua vida pessoal com o auxílio da internet", complementa.

Formação tradicional

Curiosamente, no entanto, entre os titulares formados, as primeiras profissões dos MEIs pouco têm a ver com serviços digitais. "Ainda que seus titulares tenham um alto engajamento digital, lideram negócios tradicionais mesmo,", afirma Rodrigues. Administradores de empresas representam 12,80% dos MEIs formados e advogados respondem por 6,13%. Ciências Contábeis é o curso que figura em terceiro lugar, com 4,97%. No caso das demais empresas, os mesmos cursos também lideram, nas mesmas posições, com uma participação, respectivamente, de 12,14%, 10,56% e 6,88%. Já, as atividades que normalmente seriam associados às startups, como Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Sistemas de Informação ou Ciência da Computação aparecem, entre as MEIs, listados na décima segunda posição, e nas empresas tradicionais, a partir da 16ª posição.

Sala de aula no lap top

O que varia bastante entre os dois tipos de empreendedorismo – MEIs e empresas tradicionais – é o tipo de educação de seus titulares. Enquanto 17,88% dos MEIs que estudam o fazem em cursos a distância, essa proporção cai praticamente à metade (9,3%) no grupo dos sócios das demais empresas.

"Mas o índice mais curioso dos MEIs, com toda a certeza, diz respeito à incidência de óbitos de seus titulares. Ele é perto de quatro vezes menor do que a dos negócios tradicionais", aponta Rodrigues, gracejando. "Notamos que, no período monitorado pelo estudo, de julho de 2018 a junho de 2019, ele era de 0,05% entre as MEIs e de 0,2% entre os demais empresários. Certamente, devido ao fato de, na média, serem mais jovens", conclui o responsável pelo levantamento.

Confira abaixo os estados e as cidades campeões em empreendedorismo nas duas categorias:

Estados campeões

MEIs

Outras empresas

SP

33,1295%

SP

36,18%

RJ

11,5553%

RJ

10,49%

MG

10,6361%

MG

9,11%

PR

6,6430%

PR

7,94%

RS

6,0553%

RS

6,35%

BA

4,6233%

SC

5,11%

SC

4,3222%

BA

3,89%

GO

3,4185%

GO

3,50%

PE

2,7726%

DF

2,27%

CE

2,2139%

PE

2,18%

       

Cidades líderes

MEIs

Outras empresas

SAO PAULO

SP

11,560%

SAO PAULO

SP

16,912%

RIO DE JANEIRO

RJ

5,698%

RIO DE JANEIRO

RJ

6,354%

BELO HORIZONTE

MG

2,568%

CURITIBA

PR

2,979%

SALVADOR

BA

1,934%

BELO HORIZONTE

MG

2,948%

CURITIBA

PR

1,887%

BRASILIA

DF

2,264%

BRASILIA

DF

1,531%

GOIANIA

GO

1,840%

GOIANIA

GO

1,291%

SALVADOR

BA

1,829%

PORTO ALEGRE

RS

1,248%

PORTO ALEGRE

RS

1,774%

FORTALEZA

CE

1,199%

FORTALEZA

CE

1,282%

CAMPINAS

SP

1,027%

CAMPINAS

SP

1,230%

Metodologia

A BigData Corp recolheu dados das bases oficiais do governo e os cruzou com outros - obtidos de pesquisas processadas semanalmente, na ordem de 15 petabytes - sobre os titulares de CNPJs abertos entre os meses julho de 2018 a junho (inclusive) de 2019. Foram expurgados do cadastro as empresas inativas, assim como categorias que não representam tipicamente o empreendedorismo, como os CNPJs de advogados, candidatos a eleições, ordens religiosas, condomínios, fundos de investimentos e afins.

Sobre a BigData Corp.

A BigData Corp. é a plataforma de dados líder no mercado de big data no Brasil e na América Latina, capturando conteúdo de mais de 1,5 bilhão de sites de todo o mundo e transformando esse conteúdo em informações relevantes para atender a empresas de todos os portes e segmentos. A empresa é brasileira, fundada em 2013, com escritórios no Rio de Janeiro (sede) e em São Paulo. Conheça mais sobre a BigData Corp. acessando www.bigdatacorp.com.br 

FONTE BigData Corp

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