Necessidade crítica de um setor de commodities agrícolas resiliente para cumprir os compromissos da COP26

Com compromissos renovados na COP26, a Airbus, a CottonConnect, a Earthworm Foundation, a Tropical Forest Alliance e o World Resources Institute solicitaram ações colaborativas em todas as cadeias de suprimentos durante a mesa redonda da RSPO de 2021 para conseguir um impacto positivo para os povos e o planeta. 

KUALA LUMPUR, Malásia, 25 de novembro de 2021 /PRNewswire/ -- No dia 16 de novembro, a Roundtable on Sustainable Palm Oil (RSPO) organizou a mesa redonda virtual de 2021 sobre o tema "Resiliência climática: garantindo o futuro do óleo de palma sustentável". O painel reuniu vozes de liderança em todo o setor de commodities agrícolas para trocar opiniões sobre algumas das questões mais agudas do setor, de mudanças climáticas a inovação tecnológica acessível e inclusão econômica.

 Os palestrantes abriram o evento dando suas opiniões sobre a COP26, destacando que as florestas e o uso da terra nunca foram tão proeminentes como durante a cúpula , na qual mais de 100 líderes mundiais se comprometeram a acabar e reverter a situação do desmatamento até 2030. Com impacto direto em commodities como o óleo de palma, visto frequentemente como um impulsionador do desmatamento e das emissões de gases de efeito estufa, a COP26 ressaltou a necessidade vital de soluções como a RSPO e outras iniciativas voluntárias.

Proteger direitos humanos e direitos trabalhistas

A primeira análise aprofundada abordou a questão complexa dos direitos humanos e dos direitos trabalhistas. Os palestrantes enfatizaram que as violações desses assuntos não podem ser separadas das questões ambientais, pois elas continuam sendo alguns dos desafios mais difíceis enfrentados pelos setores de commodities agrícolas.

Os palestrantes destacaram a importância de padrões, como os da RSPO, "como orientação para uma abordagem baseada em direitos nas cadeias de suprimentos", disse Janhavi Naidu, da Earthworm Foundation. "Nosso foco é traduzir a agenda, as visões e as expectativas estabelecidas pela RSPO, bem como padrões semelhantes, em recursos e soluções acionáveis. Isso porque os atores exigem orientação, tempo e investimento para poder ampliar apenas as práticas trabalhistas." 

Dando eco a esse sentimento, Alison Ward, da CottonConnect, acrescentou: "Garantir tratamento justo aos trabalhadores exige um forte investimento em cada etapa da cadeia de suprimentos, bem como intervenção local e engajamento. No setor têxtil, isso significa marcas e empresas se reunindo com agricultores, descaroçadores (ginners) e espalhadores (spinners) para entender suas preocupações e investir recursos adequados para abordá-los." Ela compartilhou exemplos de construção de confiança em comunidades cultivadoras de algodão na Índia e no Paquistão para garantir que as necessidades relativas à saúde e à segurança sejam atendidas, com inspiração vinda de trabalhos semelhantes no setor de óleo de palma. 

Usos apropriados de tecnologia

Os palestrantes também abordaram a fundo a importância de potencializar inovação e tecnologias para enfrentar os desafios climáticos. A tecnologia pode ajudar a oferecer maior transparência e rastreabilidade na cadeia de suprimentos de óleo de palma e permitir que as empresas mantenham seus compromissos com a sustentabilidade. A RSPO está na vanguarda do desenvolvimento de soluções para fortalecer a credibilidade de seu esquema de certificação.

Rod Taylor, do World Resources Institute (WRI), citou um exemplo, o GeoRSPO, que integra mapas de concessão da RSPO com a plataforma Global Forest Watch. Ele explicou: "A Global Forest Watch se abastece diretamente no GeoRSPO, combinando imagens de satélite e computação em nuvem para mostrar mudanças no uso de terras de maneira simples... Isso ajuda as empresas a gerenciar o risco de desmatamento em sua cadeia de suprimentos e a integrar relatórios e gestão de riscos em um único sistema". 

Wendy Carrara, da Airbus, afirmou: "Investimos 20 anos de pesquisa e desenvolvimento em uma ferramenta de verificação que promove rastreabilidade das plantações, alerta sobre o desmatamento e faz a correlação com dadosda cadeia de suprimentos. Ao todo, isso garante o fornecimento responsável do óleo de palma. Imagens de satélite são analisadas usando parâmetros biofísicos para criar um mapa-base com o qual o monitoramento pode ser feito em escala e com precisão local".

Apoio à subsistência rural

O último tema profundamente debatido foi como alcançar resiliência climática por meio de certificação como a RSPO não só oferece benefícios para o planeta, mas também para as pessoas. Alcançar a resiliência climática no setor sustentável de óleo de palma não é apenas um imperativo ecológico; isso pode também gerar capacitação social ao fortalecer a capacidade da força de trabalho, criar empregos e promover o desenvolvimento econômico.

Justin Adams, da Tropical Forest Alliance, defendeu a integração dos meios de subsistência na ação climática: "Existe um reconhecimento claro da importância da dimensão social para se alcançar metas ambientais. Os objetivos climáticos são o foco, mas apenas uma dimensão para otimizar. Precisamos de ecoempreendedores no cenário para impulsionar mudanças reais". Rod continuou destacando que a solução como um todo é otimizar os recursos existentes, como terra, por meio de práticas sustentáveis, além de estabilizar os recursos existentes e tornar a agricultura mais lucrativa, dotada de incentivos para recompensar a boa administração.

Apesar dos desafios que temos pela frente, a integração mais próxima dos objetivos ambientais e sociais foi fundamental nos últimos anos para garantir um futuro sustentável e resiliente em todo o setor de óleo de palma. Os palestrantes encerraram com uma observação otimista ao dizerem que organizações como a RSPO são críticas porque reúnem comunidades para resolver problemas. "Isso vai além de simplesmente aumentar o volume de óleo de palma sustentável certificado e criar um ecossistema sustentável dessa commodity. Todos nós temos um papel a desempenhar para conseguir isso", afirmou Justin.

Informações sobre a RSPO:

A Roundtable on Sustainable Palm Oil (RSPO) foi constituída em 2004 com o objetivo de promover o crescimento e o uso de produtos sustentáveis de óleo de palma por meio de padrões globais críveis e engajamento das partes interessadas.. A RSPO é uma organização internacional sem fins lucrativos que une as partes interessadas dos diferentes setores do setor de óleo de palma, incluindo produtores de óleo de palma, processadores ou comerciantes de óleo de palma, fabricantes de bens de consumo, varejistas, bancos e investidores, ONGs de conservação ambiental ou da natureza e ONGs sociais ou de desenvolvimento.

Esta representação de várias partes interessadas se reflete na estrutura de governança da RSPO para que os assentos no conselho de administração, nos comitês diretivos e nos grupos de trabalho sejam alocados de forma justa para cada setor. Dessa forma, a RSPO promove a filosofia da "mesa redonda", oferecendo direitos iguais a cada grupo de partes interessadas, facilitando o trabalho conjunto das partes interessadas tradicionalmente adversárias para chegar a decisões por consenso e alcançando a visão compartilhada da RSPO de fazer com que o óleo de palma sustentável seja a norma.

A sede da associação é em Zurique, Suíça, enquanto a secretaria está atualmente localizada em Kuala Lumpur, com escritórios-satélite em Jacarta (Indonésia), Londres (Reino Unido), Zoetermeer (Países Baixos), Pequim (China) e Bogotá (Colômbia).

Foto - https://mma.prnewswire.com/media/1696261/RT2021.jpg

Logotipo - https://mma.prnewswire.com/media/1160778/RSPO_Logo.jpg

 

 

 

FONTE Roundtable On Sustainable Palm Oil

Com compromissos renovados na COP26, a Airbus, a CottonConnect, a Earthworm Foundation, a Tropical Forest Alliance e o World Resources Institute solicitaram ações colaborativas em todas as cadeias de suprimentos durante a mesa redonda da RSPO de 2021 para conseguir um impacto positivo para os povos e o planeta. 

KUALA LUMPUR, Malásia, 25 de novembro de 2021 /PRNewswire/ -- No dia 16 de novembro, a Roundtable on Sustainable Palm Oil (RSPO) organizou a mesa redonda virtual de 2021 sobre o tema "Resiliência climática: garantindo o futuro do óleo de palma sustentável". O painel reuniu vozes de liderança em todo o setor de commodities agrícolas para trocar opiniões sobre algumas das questões mais agudas do setor, de mudanças climáticas a inovação tecnológica acessível e inclusão econômica.

 Os palestrantes abriram o evento dando suas opiniões sobre a COP26, destacando que as florestas e o uso da terra nunca foram tão proeminentes como durante a cúpula , na qual mais de 100 líderes mundiais se comprometeram a acabar e reverter a situação do desmatamento até 2030. Com impacto direto em commodities como o óleo de palma, visto frequentemente como um impulsionador do desmatamento e das emissões de gases de efeito estufa, a COP26 ressaltou a necessidade vital de soluções como a RSPO e outras iniciativas voluntárias.

Proteger direitos humanos e direitos trabalhistas

A primeira análise aprofundada abordou a questão complexa dos direitos humanos e dos direitos trabalhistas. Os palestrantes enfatizaram que as violações desses assuntos não podem ser separadas das questões ambientais, pois elas continuam sendo alguns dos desafios mais difíceis enfrentados pelos setores de commodities agrícolas.

Os palestrantes destacaram a importância de padrões, como os da RSPO, "como orientação para uma abordagem baseada em direitos nas cadeias de suprimentos", disse Janhavi Naidu, da Earthworm Foundation. "Nosso foco é traduzir a agenda, as visões e as expectativas estabelecidas pela RSPO, bem como padrões semelhantes, em recursos e soluções acionáveis. Isso porque os atores exigem orientação, tempo e investimento para poder ampliar apenas as práticas trabalhistas." 

Dando eco a esse sentimento, Alison Ward, da CottonConnect, acrescentou: "Garantir tratamento justo aos trabalhadores exige um forte investimento em cada etapa da cadeia de suprimentos, bem como intervenção local e engajamento. No setor têxtil, isso significa marcas e empresas se reunindo com agricultores, descaroçadores (ginners) e espalhadores (spinners) para entender suas preocupações e investir recursos adequados para abordá-los." Ela compartilhou exemplos de construção de confiança em comunidades cultivadoras de algodão na Índia e no Paquistão para garantir que as necessidades relativas à saúde e à segurança sejam atendidas, com inspiração vinda de trabalhos semelhantes no setor de óleo de palma. 

Usos apropriados de tecnologia

Os palestrantes também abordaram a fundo a importância de potencializar inovação e tecnologias para enfrentar os desafios climáticos. A tecnologia pode ajudar a oferecer maior transparência e rastreabilidade na cadeia de suprimentos de óleo de palma e permitir que as empresas mantenham seus compromissos com a sustentabilidade. A RSPO está na vanguarda do desenvolvimento de soluções para fortalecer a credibilidade de seu esquema de certificação.

Rod Taylor, do World Resources Institute (WRI), citou um exemplo, o GeoRSPO, que integra mapas de concessão da RSPO com a plataforma Global Forest Watch. Ele explicou: "A Global Forest Watch se abastece diretamente no GeoRSPO, combinando imagens de satélite e computação em nuvem para mostrar mudanças no uso de terras de maneira simples... Isso ajuda as empresas a gerenciar o risco de desmatamento em sua cadeia de suprimentos e a integrar relatórios e gestão de riscos em um único sistema". 

Wendy Carrara, da Airbus, afirmou: "Investimos 20 anos de pesquisa e desenvolvimento em uma ferramenta de verificação que promove rastreabilidade das plantações, alerta sobre o desmatamento e faz a correlação com dadosda cadeia de suprimentos. Ao todo, isso garante o fornecimento responsável do óleo de palma. Imagens de satélite são analisadas usando parâmetros biofísicos para criar um mapa-base com o qual o monitoramento pode ser feito em escala e com precisão local".

Apoio à subsistência rural

O último tema profundamente debatido foi como alcançar resiliência climática por meio de certificação como a RSPO não só oferece benefícios para o planeta, mas também para as pessoas. Alcançar a resiliência climática no setor sustentável de óleo de palma não é apenas um imperativo ecológico; isso pode também gerar capacitação social ao fortalecer a capacidade da força de trabalho, criar empregos e promover o desenvolvimento econômico.

Justin Adams, da Tropical Forest Alliance, defendeu a integração dos meios de subsistência na ação climática: "Existe um reconhecimento claro da importância da dimensão social para se alcançar metas ambientais. Os objetivos climáticos são o foco, mas apenas uma dimensão para otimizar. Precisamos de ecoempreendedores no cenário para impulsionar mudanças reais". Rod continuou destacando que a solução como um todo é otimizar os recursos existentes, como terra, por meio de práticas sustentáveis, além de estabilizar os recursos existentes e tornar a agricultura mais lucrativa, dotada de incentivos para recompensar a boa administração.

Apesar dos desafios que temos pela frente, a integração mais próxima dos objetivos ambientais e sociais foi fundamental nos últimos anos para garantir um futuro sustentável e resiliente em todo o setor de óleo de palma. Os palestrantes encerraram com uma observação otimista ao dizerem que organizações como a RSPO são críticas porque reúnem comunidades para resolver problemas. "Isso vai além de simplesmente aumentar o volume de óleo de palma sustentável certificado e criar um ecossistema sustentável dessa commodity. Todos nós temos um papel a desempenhar para conseguir isso", afirmou Justin.

Informações sobre a RSPO:

A Roundtable on Sustainable Palm Oil (RSPO) foi constituída em 2004 com o objetivo de promover o crescimento e o uso de produtos sustentáveis de óleo de palma por meio de padrões globais críveis e engajamento das partes interessadas.. A RSPO é uma organização internacional sem fins lucrativos que une as partes interessadas dos diferentes setores do setor de óleo de palma, incluindo produtores de óleo de palma, processadores ou comerciantes de óleo de palma, fabricantes de bens de consumo, varejistas, bancos e investidores, ONGs de conservação ambiental ou da natureza e ONGs sociais ou de desenvolvimento.

Esta representação de várias partes interessadas se reflete na estrutura de governança da RSPO para que os assentos no conselho de administração, nos comitês diretivos e nos grupos de trabalho sejam alocados de forma justa para cada setor. Dessa forma, a RSPO promove a filosofia da "mesa redonda", oferecendo direitos iguais a cada grupo de partes interessadas, facilitando o trabalho conjunto das partes interessadas tradicionalmente adversárias para chegar a decisões por consenso e alcançando a visão compartilhada da RSPO de fazer com que o óleo de palma sustentável seja a norma.

A sede da associação é em Zurique, Suíça, enquanto a secretaria está atualmente localizada em Kuala Lumpur, com escritórios-satélite em Jacarta (Indonésia), Londres (Reino Unido), Zoetermeer (Países Baixos), Pequim (China) e Bogotá (Colômbia).

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