Nova análise mostra como as grandes fabricantes de produtos de tabaco estão aproveitando a pandemia da COVID-19 para anunciar produtos nocivos e viciantes

WASHINGTON, 15 de maio de 2020 /PRNewswire/ -- Os fabricantes de produtos de tabaco e de cigarros eletrônicos estão explorando a crise da COVID-19 para anunciar seus produtos nocivos e viciantes nas redes sociais, enfraquecer as medidas de restrição de idade mínima criadas para proteger os jovens e fazer afirmações sobre saúde não comprovadas e ilegais, de acordo com uma nova análise divulgada pela Campaign for Tobacco-Free Kids A análise inclui táticas dos grandes fabricantes de produtos de tabaco, fabricantes de cigarros eletrônicos e lojas de "vapes" em 28 países.

Nas redes sociais, a Philip Morris International e a British American Tobacco, as duas maiores fabricantes de produtos de tabaco do mundo, estão se apropriando do popular hashtag "FiqueemCasa" promovido por governos e autoridades sanitárias para comercializar cigarros sem combustão como Glo e IQOS e cigarros eletrônicos como Vype. Na Espanha, a British American Tobacco postou anúncios com fotos de cigarros eletrônicos vype ao lado do hashtag #FrenaLaCurva (#AchateaCurva) e, na Itália, a Philip Morris utilizou o #DistantiMaVicini (#DistanteMasPerto) para anunciar o IQOS. As empresas também promoveram uma série musical em casa e lançaram vídeos musicais exclusivos para promover produtos de tabaco online.

Nos Estados Unidos, os fabricantes de cigarros eletrônicos e as lojas de vapes também se utilizaram da mídia social para promover seus produtos e impulsionar as vendas durante a crise da COVID-19. As promoções relacionadas à pandemia incluem desde máscaras gratuitas oferecidas na compra de cigarros eletrônicos até ofertas de descontos durante a COVID-19 (um desconto de 19% na compra de líquidos eletrônicos com nicotina usando-se o código COVID-19). Os fabricantes de cigarros eletrônicos também se utilizaram da pandemia para fazer afirmações sobre saúde não comprovadas e ilegais a respeito dos cigarros eletrônicos. A Bidi Vapor declarou no Instagram que "Um bidi stick por dia mantém o pneumologista longe".

No Cazaquistão, a British American Tobacco forneceu máscaras com a marca Glo a mais de uma dúzia de influenciadores do Instagram que postaram fotos usando a máscara e com a legenda anunciando máscaras Glo gratuitas (#glomask) na compra de um dispositivo Glo. Essas e outras postagens anunciando produtos de tabaco foram registradas em dezenas de países, apesar de um comunicado de dezembro de 2019 no Instagram e no Facebook afirmando que as plataformas não iriam mais permitir que influenciadores promovessem produtos de tabaco online.

Além da promoção nas redes sociais, a Philip Morris suspendeu a necessidade de validação de identidade na entrega de IQOS em pelo menos um país e alega que está promovendo ofertas especiais e entrega do produto em casa em pelo menos 18 países devido à COVID-19.

"As fabricantes de produtos de tabaco farão qualquer coisa para vender mais produtos, mesmo que isso signifique capitalizar vergonhosamente uma situação de pandemia", disse Matthew L. Myers, presidente da Campaign for Tobacco-Free Kids. "Não são só os grandes fabricantes de produtos de tabaco. As lojas de vape e os fabricantes de cigarros eletrônicos também estão usando táticas cada vez mais baixas para alcançar os jovens, enganar os consumidores e vender mais cigarros eletrônicos. Essas táticas deveriam ser um alerta para todos os países do mundo à medida que continuamos aprendendo mais sobre as ligações nocivas entre a COVID-19 e o consumo do tabaco."

Especialistas em saúde pública advertiram que os fumantes e os usuários de cigarros eletrônicos têm mais risco de contrair doenças graves se forem afetados pela COVID-19. Existem provas conclusivas de que fumar aumenta o risco de infecções respiratórias, enfraquece o sistema imunológico e é uma das principais causas de doenças crônicas que aumentam o risco para a COVID-19, inclusive doenças pulmonares, doenças cardíacas e diabetes. Existem também cada vez mais provas de que o uso de cigarros eletrônicos danifica o pulmão.

Para obter mais informações sobre a COVID-19 e o uso do tabaco, visite: https://www.tobaccofreekids.org/problem/covid-19

Logo - https://mma.prnewswire.com/media/458701/campaign_for_tobacco_free_kids_logo.jpg

 

FONTE Campaign for Tobacco-Free Kids

WASHINGTON, 15 de maio de 2020 /PRNewswire/ -- Os fabricantes de produtos de tabaco e de cigarros eletrônicos estão explorando a crise da COVID-19 para anunciar seus produtos nocivos e viciantes nas redes sociais, enfraquecer as medidas de restrição de idade mínima criadas para proteger os jovens e fazer afirmações sobre saúde não comprovadas e ilegais, de acordo com uma nova análise divulgada pela Campaign for Tobacco-Free Kids A análise inclui táticas dos grandes fabricantes de produtos de tabaco, fabricantes de cigarros eletrônicos e lojas de "vapes" em 28 países.

Nas redes sociais, a Philip Morris International e a British American Tobacco, as duas maiores fabricantes de produtos de tabaco do mundo, estão se apropriando do popular hashtag "FiqueemCasa" promovido por governos e autoridades sanitárias para comercializar cigarros sem combustão como Glo e IQOS e cigarros eletrônicos como Vype. Na Espanha, a British American Tobacco postou anúncios com fotos de cigarros eletrônicos vype ao lado do hashtag #FrenaLaCurva (#AchateaCurva) e, na Itália, a Philip Morris utilizou o #DistantiMaVicini (#DistanteMasPerto) para anunciar o IQOS. As empresas também promoveram uma série musical em casa e lançaram vídeos musicais exclusivos para promover produtos de tabaco online.

Nos Estados Unidos, os fabricantes de cigarros eletrônicos e as lojas de vapes também se utilizaram da mídia social para promover seus produtos e impulsionar as vendas durante a crise da COVID-19. As promoções relacionadas à pandemia incluem desde máscaras gratuitas oferecidas na compra de cigarros eletrônicos até ofertas de descontos durante a COVID-19 (um desconto de 19% na compra de líquidos eletrônicos com nicotina usando-se o código COVID-19). Os fabricantes de cigarros eletrônicos também se utilizaram da pandemia para fazer afirmações sobre saúde não comprovadas e ilegais a respeito dos cigarros eletrônicos. A Bidi Vapor declarou no Instagram que "Um bidi stick por dia mantém o pneumologista longe".

No Cazaquistão, a British American Tobacco forneceu máscaras com a marca Glo a mais de uma dúzia de influenciadores do Instagram que postaram fotos usando a máscara e com a legenda anunciando máscaras Glo gratuitas (#glomask) na compra de um dispositivo Glo. Essas e outras postagens anunciando produtos de tabaco foram registradas em dezenas de países, apesar de um comunicado de dezembro de 2019 no Instagram e no Facebook afirmando que as plataformas não iriam mais permitir que influenciadores promovessem produtos de tabaco online.

Além da promoção nas redes sociais, a Philip Morris suspendeu a necessidade de validação de identidade na entrega de IQOS em pelo menos um país e alega que está promovendo ofertas especiais e entrega do produto em casa em pelo menos 18 países devido à COVID-19.

"As fabricantes de produtos de tabaco farão qualquer coisa para vender mais produtos, mesmo que isso signifique capitalizar vergonhosamente uma situação de pandemia", disse Matthew L. Myers, presidente da Campaign for Tobacco-Free Kids. "Não são só os grandes fabricantes de produtos de tabaco. As lojas de vape e os fabricantes de cigarros eletrônicos também estão usando táticas cada vez mais baixas para alcançar os jovens, enganar os consumidores e vender mais cigarros eletrônicos. Essas táticas deveriam ser um alerta para todos os países do mundo à medida que continuamos aprendendo mais sobre as ligações nocivas entre a COVID-19 e o consumo do tabaco."

Especialistas em saúde pública advertiram que os fumantes e os usuários de cigarros eletrônicos têm mais risco de contrair doenças graves se forem afetados pela COVID-19. Existem provas conclusivas de que fumar aumenta o risco de infecções respiratórias, enfraquece o sistema imunológico e é uma das principais causas de doenças crônicas que aumentam o risco para a COVID-19, inclusive doenças pulmonares, doenças cardíacas e diabetes. Existem também cada vez mais provas de que o uso de cigarros eletrônicos danifica o pulmão.

Para obter mais informações sobre a COVID-19 e o uso do tabaco, visite: https://www.tobaccofreekids.org/problem/covid-19

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FONTE Campaign for Tobacco-Free Kids

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