O uso de influenciadores de mídia social pela British American Tobacco para vender cigarros enfrenta denúncias legais no Brasil

Declaração de Matthew L. Myers, presidente da Campaign for Tobacco-Free Kids

WASHINGTON, 26 de setembro de 2018 /PRNewswire/ -- A gigante do tabaco British American Tobacco (BAT) enfrenta uma nova denúncia legal no Brasil pelo uso de influenciadores de mídia social pela empresa para anunciar cigarros em redes sociais como Facebook, Instagram e Twitter. O Brasil é o segundo país em que o processo judicial teve início, como resultado do amplo uso secreto de mídia social para anunciar cigarros. 

No Brasil e no mundo, o marketing da indústria do tabaco nas mídias sociais demonstra, mais uma vez que, apesar das reivindicações por alterações, empresas de tabaco como a British American Tobacco continuam a comercializar fortemente seus produtos mortais, além de terem encontrado novas maneiras de fazê-lo secretamente, explorando o amplo e global alcance de redes de mídia social como Facebook, Instagram e Twitter.

Protocolado no Ministério Público de São Paulo e na Agência de Proteção ao Consumidor do Brasil, a denúncia brasileira detalha como as campanhas de mídia social dos cigarros Kent, Lucky Strike e Dunhill violam as leis brasileiras destinadas a reduzir as taxas de tabagismo. No Brasil, a denúncia foi feita pela Aliança de Controle do Tabagismo (ACT), um dos principais grupos de defesa de direitos, e recebeu apoio de vários grupos brasileiros e internacionais de saúde pública. As campanhas de mídia social identificadas no Brasil usam hashtags voltadas para a indústria do tabaco e influenciadores de mídia social, contratados para promover marcas de cigarros nas mídias sociais, impossibilitando que os consumidores identifiquem essa tática como anúncios pagos de cigarros.

De acordo com a denúncia, "o marketing é feito de maneira furtiva, por meio de várias ações e estratégias que tentam burlar a legislação". No Brasil e no mundo, o objetivo da Big Tobacco é claro: fazer com que fumar seja atraente para a nova geração de jovens com conhecimento tecnológico e garantir clientes para a vida toda.

As hashtags mais comumente usadas no Brasil são #AheadBR, #Quemtepira, #TasteTheCity e #Readytoroll, para anunciar as marcas de cigarros Kent, Dunhill e Lucky Strike no Facebook e no Instagram, de acordo com a denúncia, que expõe as extensas estratégias de marketing secreto lançadas pela subsidiária da BAT, a Souza Cruz, que domina o mercado brasileiro de cigarros. Um influenciador que promoveu as marcas da Souza Cruz em mídias sociais declarou, em entrevista, que a Souza Cruz queria "mostrar que pessoas ser normais, decentes e legais... e ainda assim fumar".

O processo judicial de hoje contra a BAT no Brasil é o segundo a ser impetrado contra a BAT. Em agosto, nove importantes grupos de saúde pública apresentaram uma petição na Comissão Federal de Comércio dos EUA. As queixas nos Estados Unidos documentam mais de 100 campanhas de mídia social das multinacionais do tabaco, dentre elas, a Philip Morris International, a British American Tobacco, a Japan Tobacco International e a Imperial Brands. Combinadas, essas campanhas enganosas de mídia social que promovem produtos de tabaco foram visualizadas mais de 25 bilhões de vezes em todo o mundo apenas no Twitter, incluindo 8,8 bilhões de vezes nos Estados Unidos, de acordo com pesquisas de mídia social encomendadas pela organização Campaign for Tobacco-Free Kids.

É improvável que o Brasil seja o último país em que haja um processo judicial contra a BAT e outros fabricantes como resultado do marketing global de mídia social. As empresas de tabaco e suas estratégias mortais de marketing continuam sendo o maior obstáculo para conter a epidemia mundial do tabaco, que mata sete milhões de pessoas por ano. Sem ação urgente, o uso do tabaco matará um bilhão de pessoas em todo o mundo neste século.

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FONTE Campaign for Tobacco-Free Kids

Declaração de Matthew L. Myers, presidente da Campaign for Tobacco-Free Kids

WASHINGTON, 26 de setembro de 2018 /PRNewswire/ -- A gigante do tabaco British American Tobacco (BAT) enfrenta uma nova denúncia legal no Brasil pelo uso de influenciadores de mídia social pela empresa para anunciar cigarros em redes sociais como Facebook, Instagram e Twitter. O Brasil é o segundo país em que o processo judicial teve início, como resultado do amplo uso secreto de mídia social para anunciar cigarros. 

No Brasil e no mundo, o marketing da indústria do tabaco nas mídias sociais demonstra, mais uma vez que, apesar das reivindicações por alterações, empresas de tabaco como a British American Tobacco continuam a comercializar fortemente seus produtos mortais, além de terem encontrado novas maneiras de fazê-lo secretamente, explorando o amplo e global alcance de redes de mídia social como Facebook, Instagram e Twitter.

Protocolado no Ministério Público de São Paulo e na Agência de Proteção ao Consumidor do Brasil, a denúncia brasileira detalha como as campanhas de mídia social dos cigarros Kent, Lucky Strike e Dunhill violam as leis brasileiras destinadas a reduzir as taxas de tabagismo. No Brasil, a denúncia foi feita pela Aliança de Controle do Tabagismo (ACT), um dos principais grupos de defesa de direitos, e recebeu apoio de vários grupos brasileiros e internacionais de saúde pública. As campanhas de mídia social identificadas no Brasil usam hashtags voltadas para a indústria do tabaco e influenciadores de mídia social, contratados para promover marcas de cigarros nas mídias sociais, impossibilitando que os consumidores identifiquem essa tática como anúncios pagos de cigarros.

De acordo com a denúncia, "o marketing é feito de maneira furtiva, por meio de várias ações e estratégias que tentam burlar a legislação". No Brasil e no mundo, o objetivo da Big Tobacco é claro: fazer com que fumar seja atraente para a nova geração de jovens com conhecimento tecnológico e garantir clientes para a vida toda.

As hashtags mais comumente usadas no Brasil são #AheadBR, #Quemtepira, #TasteTheCity e #Readytoroll, para anunciar as marcas de cigarros Kent, Dunhill e Lucky Strike no Facebook e no Instagram, de acordo com a denúncia, que expõe as extensas estratégias de marketing secreto lançadas pela subsidiária da BAT, a Souza Cruz, que domina o mercado brasileiro de cigarros. Um influenciador que promoveu as marcas da Souza Cruz em mídias sociais declarou, em entrevista, que a Souza Cruz queria "mostrar que pessoas ser normais, decentes e legais... e ainda assim fumar".

O processo judicial de hoje contra a BAT no Brasil é o segundo a ser impetrado contra a BAT. Em agosto, nove importantes grupos de saúde pública apresentaram uma petição na Comissão Federal de Comércio dos EUA. As queixas nos Estados Unidos documentam mais de 100 campanhas de mídia social das multinacionais do tabaco, dentre elas, a Philip Morris International, a British American Tobacco, a Japan Tobacco International e a Imperial Brands. Combinadas, essas campanhas enganosas de mídia social que promovem produtos de tabaco foram visualizadas mais de 25 bilhões de vezes em todo o mundo apenas no Twitter, incluindo 8,8 bilhões de vezes nos Estados Unidos, de acordo com pesquisas de mídia social encomendadas pela organização Campaign for Tobacco-Free Kids.

É improvável que o Brasil seja o último país em que haja um processo judicial contra a BAT e outros fabricantes como resultado do marketing global de mídia social. As empresas de tabaco e suas estratégias mortais de marketing continuam sendo o maior obstáculo para conter a epidemia mundial do tabaco, que mata sete milhões de pessoas por ano. Sem ação urgente, o uso do tabaco matará um bilhão de pessoas em todo o mundo neste século.

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FONTE Campaign for Tobacco-Free Kids

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