Os passaportes mais poderosos do mundo têm menos liberdade de viagem

LONDRES, 19 de julho de 2022 /PRNewswire/ -- Os portadores de passaporte com maior acesso global são atualmente os mais reservados e relutantes em desfrutar de sua liberdade de viagem, de acordo com os resultados mais recentes do Henley Passport Index, que é baseado em dados exclusivos e oficiais da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA). O Japão ocupa o primeiro lugar no índice, a classificação original de todos os passaportes do mundo de acordo com o número de destinos que seus cidadãos podem acessar sem um visto prévio, com uma pontuação recorde de isenção de visto ou visto na chegada de 193, enquanto Singapura e Coreia do Sul aparecem em segundo lugar, com uma pontuação de 192.

Mas apesar do acesso mundial recorde concedido aos cidadãos dessas três nações ao longo dos 17 anos de história do índice, a demanda internacional de passageiros na região da Ásia-Pacífico só atingiu 17% dos níveis pré-Covid, de acordo com as estatísticas mais recentes da IATA, tendo oscilado abaixo de 10% na maior parte dos últimos dois anos. Esse número está muito atrás da tendência global em que os mercados na Europa e na América do Norte se recuperaram para cerca de 60% dos níveis de mobilidade de viagens anteriores à crise. Ao comentar no Relatório Global de Mobilidade da Henley do terceiro trimestre de 2022, a Dra. Marie Owens Thomsen, economista-chefe da IATA, afirmou que o número de passageiros deve atingir 83% dos níveis pré-pandemia em 2022: "No próximo ano, muitos mercados deverão observar o tráfego atingir ou exceder os níveis pré-pandemia, enquanto esperamos que este seja o caso para o setor como um todo em 2024."

Os Estados-Membros da UE dominam os demais dez primeiros lugares no ranking mais recente, com Alemanha e Espanha ocupando o terceiro lugar, com acesso a 190 destinos sem visto. Finlândia, Itália e Luxemburgo seguem logo atrás em quarto lugar com 189 destinos, e Dinamarca, Holanda e Suécia dividindo o quinto lugar com seus portadores de passaporte podendo viajar para 188 destinos em todo o mundo sem visto. O Reino Unido e os EUA caíram uma posição, ocupando o sexto e o sétimo lugar, respectivamente, e o Afeganistão permanece no final do índice, com seus cidadãos podendo acessar apenas 27 destinos em todo o mundo isentos de visto. A diferença de mobilidade global entre os passaportes mais e menos poderosos do mundo agora se traduz em 166 destinos, um número sem precedentes.

Caos nas viagens de verão

À medida que o caos de viagens nos EUA começa a diminuir após o fim de semana do feriado de 4 de julho, greves e escassez de funcionários estão forçando as companhias aéreas em toda a Europa a cancelar milhares de voos, causando filas de horas nos principais aeroportos. O aeroporto de Heathrow chegou a recomendar às companhias aéreas que interrompessem a venda de passagens durante a temporada de verão, já que o maior aeroporto do Reino Unido enfrenta dificuldades para lidar com a retomada das viagens aéreas.

O Dr. Christian H. Kaelin, presidente da Henley & Partners e inventor do conceito de índice de passaporte, afirmou que o recente aumento na demanda não o surpreende: "Os resultados mais recentes são uma lembrança animadora do desejo muito humano de conectividade global, mesmo quando alguns países caminham em direção ao isolacionismo e à autarquia. O choque da pandemia foi diferente de tudo visto em nossas vidas, e a recuperação e retomada de nossas liberdades de viagem e nosso instinto inato de se deslocar e migrar levará tempo."

Rússia cada vez mais isolada 

Os portadores de passaportes russos estão mais isolados do resto do mundo do que nunca, já que sanções, proibições de viagens e fechamento de espaço aéreo limitam os cidadãos russos de acessar todos, exceto alguns poucos destinos na Ásia Central e no Oriente Médio. O passaporte russo ocupa atualmente o 50º lugar no índice, com uma pontuação de isenção de visto ou visto na chegada de 119. No entanto, devido ao fechamento do espaço aéreo em países membros da UE, Austrália, Canadá, Japão, Nova Zelândia, Coréia do Sul, EUA e Reino Unido, os cidadãos russos estão efetivamente impedidos de viajar para a maior parte do mundo, com as exceções pontuais de Istambul e Dubai, que se tornaram pontos de trânsito focais.

Por outro lado, o passaporte ucraniano está atualmente classificado em 35º lugar no índice, com os portadores podendo acessar 144 destinos ao redor do mundo sem precisar de visto prévio. Os ucranianos desalojados em consequência da invasão também receberam o direito de viver e trabalhar na UE por até três anos sob um plano de emergência em resposta ao que se tornou a maior crise de refugiados da Europa neste século. Após o recente e inovador anúncio do Conselho Europeu que concedeu à Ucrânia o status de candidata, o primeiro passo para a plena adesão à UE, a liberdade de viagem para portadores de passaporte ucraniano deverá aumentar ainda mais nos próximos anos. 

Emirados Árabes Unidos, o claro vencedor da pandemia

Ao longo da turbulência dos últimos dois anos, um fator permaneceu constante: a força crescente do passaporte dos Emirados Árabes Unidos, que agora ocupa o 15º lugar no ranking, com uma pontuação de isenção de visto ou visto na chegada de 176. Na última década, o país obteve progressos incomparáveis como o maior escalador do índice. Em 2012, ficou em 64º lugar no ranking, com uma pontuação de apenas 106. Conforme o mais recente painel de migração de patrimônio privado da Henley demonstra, os Emirados Árabes Unidos também tornaram-se foco de intenso interesse entre investidores abastados e estima-se que haverá a maior entrada líquida de HNWIs em todo o mundo em 2022, com previsão de aumento líquido de quatro mil indivíduos — um aumento dramático de 208% em comparação com a entrada líquida de 1.300 em 2019 e um dos maiores já registrados.

Países pacíficos têm passaportes mais poderosos

Uma pesquisa exclusiva conduzida pela Henley & Partners que compara o acesso sem visto de um país com sua pontuação do Índice Global da Paz indica uma sólida correlação entre o poder do passaporte de um país e sua pacificidade. Todos os países que estão entre os dez primeiros do Henley Passport Index também podem ser encontrados entre os dez primeiros do Índice Global da Paz. Da mesma forma, com relação às nações que ocupam as últimas posições.

Ao comentar sobre os resultados do Relatório Global de Mobilidade da Henley do terceiro trimestre de 2022, Stephen Klimczuk-Massion, Quondam Fellow da Saïd Business School da Universidade de Oxford, disse: "Seu passaporte é mais do que nunca um cartão de visita, que, dependendo do passaporte que você carrega e para onde está indo, terá um impacto no tipo de recepção que você terá, onde você pode ir e até que ponto estará seguro quando chegar lá. Agora, mais do que nunca, é um erro pensar em um passaporte apenas como um documento de viagem que permite viajar do lugar A para B. A força ou fraqueza relativa de um passaporte nacional em particular afeta diretamente a qualidade de vida do portador do passaporte e pode até ser uma questão de vida ou morte em determinadas circunstâncias."

Leia o comunicado de imprensa completo 

FONTE Henley & Partners

LONDRES, 19 de julho de 2022 /PRNewswire/ -- Os portadores de passaporte com maior acesso global são atualmente os mais reservados e relutantes em desfrutar de sua liberdade de viagem, de acordo com os resultados mais recentes do Henley Passport Index, que é baseado em dados exclusivos e oficiais da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA). O Japão ocupa o primeiro lugar no índice, a classificação original de todos os passaportes do mundo de acordo com o número de destinos que seus cidadãos podem acessar sem um visto prévio, com uma pontuação recorde de isenção de visto ou visto na chegada de 193, enquanto Singapura e Coreia do Sul aparecem em segundo lugar, com uma pontuação de 192.

Mas apesar do acesso mundial recorde concedido aos cidadãos dessas três nações ao longo dos 17 anos de história do índice, a demanda internacional de passageiros na região da Ásia-Pacífico só atingiu 17% dos níveis pré-Covid, de acordo com as estatísticas mais recentes da IATA, tendo oscilado abaixo de 10% na maior parte dos últimos dois anos. Esse número está muito atrás da tendência global em que os mercados na Europa e na América do Norte se recuperaram para cerca de 60% dos níveis de mobilidade de viagens anteriores à crise. Ao comentar no Relatório Global de Mobilidade da Henley do terceiro trimestre de 2022, a Dra. Marie Owens Thomsen, economista-chefe da IATA, afirmou que o número de passageiros deve atingir 83% dos níveis pré-pandemia em 2022: "No próximo ano, muitos mercados deverão observar o tráfego atingir ou exceder os níveis pré-pandemia, enquanto esperamos que este seja o caso para o setor como um todo em 2024."

Os Estados-Membros da UE dominam os demais dez primeiros lugares no ranking mais recente, com Alemanha e Espanha ocupando o terceiro lugar, com acesso a 190 destinos sem visto. Finlândia, Itália e Luxemburgo seguem logo atrás em quarto lugar com 189 destinos, e Dinamarca, Holanda e Suécia dividindo o quinto lugar com seus portadores de passaporte podendo viajar para 188 destinos em todo o mundo sem visto. O Reino Unido e os EUA caíram uma posição, ocupando o sexto e o sétimo lugar, respectivamente, e o Afeganistão permanece no final do índice, com seus cidadãos podendo acessar apenas 27 destinos em todo o mundo isentos de visto. A diferença de mobilidade global entre os passaportes mais e menos poderosos do mundo agora se traduz em 166 destinos, um número sem precedentes.

Caos nas viagens de verão

À medida que o caos de viagens nos EUA começa a diminuir após o fim de semana do feriado de 4 de julho, greves e escassez de funcionários estão forçando as companhias aéreas em toda a Europa a cancelar milhares de voos, causando filas de horas nos principais aeroportos. O aeroporto de Heathrow chegou a recomendar às companhias aéreas que interrompessem a venda de passagens durante a temporada de verão, já que o maior aeroporto do Reino Unido enfrenta dificuldades para lidar com a retomada das viagens aéreas.

O Dr. Christian H. Kaelin, presidente da Henley & Partners e inventor do conceito de índice de passaporte, afirmou que o recente aumento na demanda não o surpreende: "Os resultados mais recentes são uma lembrança animadora do desejo muito humano de conectividade global, mesmo quando alguns países caminham em direção ao isolacionismo e à autarquia. O choque da pandemia foi diferente de tudo visto em nossas vidas, e a recuperação e retomada de nossas liberdades de viagem e nosso instinto inato de se deslocar e migrar levará tempo."

Rússia cada vez mais isolada 

Os portadores de passaportes russos estão mais isolados do resto do mundo do que nunca, já que sanções, proibições de viagens e fechamento de espaço aéreo limitam os cidadãos russos de acessar todos, exceto alguns poucos destinos na Ásia Central e no Oriente Médio. O passaporte russo ocupa atualmente o 50º lugar no índice, com uma pontuação de isenção de visto ou visto na chegada de 119. No entanto, devido ao fechamento do espaço aéreo em países membros da UE, Austrália, Canadá, Japão, Nova Zelândia, Coréia do Sul, EUA e Reino Unido, os cidadãos russos estão efetivamente impedidos de viajar para a maior parte do mundo, com as exceções pontuais de Istambul e Dubai, que se tornaram pontos de trânsito focais.

Por outro lado, o passaporte ucraniano está atualmente classificado em 35º lugar no índice, com os portadores podendo acessar 144 destinos ao redor do mundo sem precisar de visto prévio. Os ucranianos desalojados em consequência da invasão também receberam o direito de viver e trabalhar na UE por até três anos sob um plano de emergência em resposta ao que se tornou a maior crise de refugiados da Europa neste século. Após o recente e inovador anúncio do Conselho Europeu que concedeu à Ucrânia o status de candidata, o primeiro passo para a plena adesão à UE, a liberdade de viagem para portadores de passaporte ucraniano deverá aumentar ainda mais nos próximos anos. 

Emirados Árabes Unidos, o claro vencedor da pandemia

Ao longo da turbulência dos últimos dois anos, um fator permaneceu constante: a força crescente do passaporte dos Emirados Árabes Unidos, que agora ocupa o 15º lugar no ranking, com uma pontuação de isenção de visto ou visto na chegada de 176. Na última década, o país obteve progressos incomparáveis como o maior escalador do índice. Em 2012, ficou em 64º lugar no ranking, com uma pontuação de apenas 106. Conforme o mais recente painel de migração de patrimônio privado da Henley demonstra, os Emirados Árabes Unidos também tornaram-se foco de intenso interesse entre investidores abastados e estima-se que haverá a maior entrada líquida de HNWIs em todo o mundo em 2022, com previsão de aumento líquido de quatro mil indivíduos — um aumento dramático de 208% em comparação com a entrada líquida de 1.300 em 2019 e um dos maiores já registrados.

Países pacíficos têm passaportes mais poderosos

Uma pesquisa exclusiva conduzida pela Henley & Partners que compara o acesso sem visto de um país com sua pontuação do Índice Global da Paz indica uma sólida correlação entre o poder do passaporte de um país e sua pacificidade. Todos os países que estão entre os dez primeiros do Henley Passport Index também podem ser encontrados entre os dez primeiros do Índice Global da Paz. Da mesma forma, com relação às nações que ocupam as últimas posições.

Ao comentar sobre os resultados do Relatório Global de Mobilidade da Henley do terceiro trimestre de 2022, Stephen Klimczuk-Massion, Quondam Fellow da Saïd Business School da Universidade de Oxford, disse: "Seu passaporte é mais do que nunca um cartão de visita, que, dependendo do passaporte que você carrega e para onde está indo, terá um impacto no tipo de recepção que você terá, onde você pode ir e até que ponto estará seguro quando chegar lá. Agora, mais do que nunca, é um erro pensar em um passaporte apenas como um documento de viagem que permite viajar do lugar A para B. A força ou fraqueza relativa de um passaporte nacional em particular afeta diretamente a qualidade de vida do portador do passaporte e pode até ser uma questão de vida ou morte em determinadas circunstâncias."

Leia o comunicado de imprensa completo 

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