Países do G20 têm ''espaço para melhorias'' em termos de sustentabilidade alimentar, de acordo com a Economist Intelligence Unit e a Barilla Foundation

  As maiores economias do mundo foram classificadas quanto à perda e ao desperdício de alimentos, à agricultura sustentável e aos desafios nutricionais no mais recente Índice de Sustentabilidade Alimentar.

LONDRES, 13 de julho de 2021 /PRNewswire/ -- Os países do G20 devem liderar pelo exemplo à frente da Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU, reduzindo ainda mais a perda e o desperdício de alimentos e melhorando os hábitos alimentares e a agricultura, de acordo com os autores do Índice de Sustentabilidade Alimentar (FSI em inglês).

O FSI, desenvolvido pela Economist Intelligence Unit (EIU) com o Barilla Center for Food and Nutrition (BCFN), encontrou "espaço para melhorias" na maioria dos países, com apenas o Canadá e o Japão no quartil superior para os três pilares.

Outros países com excelente desempenho incluem Austrália, França, Itália e Reino Unido, enquanto os EUA ficaram entre os piores em termos de consumo excessivo de carne e conversão de terras para a agricultura.

A Indonésia e a Arábia Saudita foram os países com pior desempenho em todas as métricas.

"Os membros do G20 geram 80% da produção econômica mundial e 75% das emissões mundiais de gases de efeito estufa, dando a esses países a oportunidade e a responsabilidade de liderar rumo à sustentabilidade alimentar", disse Martin Koehring, diretor regional (EMEA) de sustentabilidade, mudanças climáticas e recursos naturais da EIU.

O FSI revelou progressos na redução das 931 milhões de toneladas de alimentos desperdiçados no mundo a cada ano, mas nenhum dos países publicou planos para compensar perdas ou monitorar estratégias de redução.

Os autores também destacaram os hábitos alimentares nos Estados Unidos, onde o consumidor médio come quase 250 g a mais de carne do que a recomendação diária.

O relatório citou evidências de que o cumprimento das diretrizes nutricionais dos governos reduziria as mortes prematuras em 15% e as emissões em 13%, destacando a campanha "Cinco por Dia" do Reino Unido para o aumento do consumo de frutas e legumes em 10%.

De acordo com o FSI, todos os países do G20 tinham diretrizes nutricionais, mas apenas quatro incluíam a sustentabilidade como métrica de uma dieta saudável. Embora 13 países tivessem novas metas rigorosas em relação a ações climáticas, apenas a Indonésia e o Canadá incluíam o setor agrícola em seus planos nacionais.

"Sabemos que os sistemas alimentares sustentáveis são parte integrante das vias de desenvolvimento sustentável concebidas pela agenda da ONU de 2030. A liderança do G20 pode impulsionar a mudança transformadora necessária aos sistemas alimentares para alcançar todos os nossos objetivos globais, desde a redução da fome e da pobreza até o enfrentamento das mudanças climáticas", disse a Dra. Marta Antonelli, diretora de pesquisa da BCFN.

 

FONTE Barilla Foundation

  As maiores economias do mundo foram classificadas quanto à perda e ao desperdício de alimentos, à agricultura sustentável e aos desafios nutricionais no mais recente Índice de Sustentabilidade Alimentar.

LONDRES, 13 de julho de 2021 /PRNewswire/ -- Os países do G20 devem liderar pelo exemplo à frente da Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU, reduzindo ainda mais a perda e o desperdício de alimentos e melhorando os hábitos alimentares e a agricultura, de acordo com os autores do Índice de Sustentabilidade Alimentar (FSI em inglês).

O FSI, desenvolvido pela Economist Intelligence Unit (EIU) com o Barilla Center for Food and Nutrition (BCFN), encontrou "espaço para melhorias" na maioria dos países, com apenas o Canadá e o Japão no quartil superior para os três pilares.

Outros países com excelente desempenho incluem Austrália, França, Itália e Reino Unido, enquanto os EUA ficaram entre os piores em termos de consumo excessivo de carne e conversão de terras para a agricultura.

A Indonésia e a Arábia Saudita foram os países com pior desempenho em todas as métricas.

"Os membros do G20 geram 80% da produção econômica mundial e 75% das emissões mundiais de gases de efeito estufa, dando a esses países a oportunidade e a responsabilidade de liderar rumo à sustentabilidade alimentar", disse Martin Koehring, diretor regional (EMEA) de sustentabilidade, mudanças climáticas e recursos naturais da EIU.

O FSI revelou progressos na redução das 931 milhões de toneladas de alimentos desperdiçados no mundo a cada ano, mas nenhum dos países publicou planos para compensar perdas ou monitorar estratégias de redução.

Os autores também destacaram os hábitos alimentares nos Estados Unidos, onde o consumidor médio come quase 250 g a mais de carne do que a recomendação diária.

O relatório citou evidências de que o cumprimento das diretrizes nutricionais dos governos reduziria as mortes prematuras em 15% e as emissões em 13%, destacando a campanha "Cinco por Dia" do Reino Unido para o aumento do consumo de frutas e legumes em 10%.

De acordo com o FSI, todos os países do G20 tinham diretrizes nutricionais, mas apenas quatro incluíam a sustentabilidade como métrica de uma dieta saudável. Embora 13 países tivessem novas metas rigorosas em relação a ações climáticas, apenas a Indonésia e o Canadá incluíam o setor agrícola em seus planos nacionais.

"Sabemos que os sistemas alimentares sustentáveis são parte integrante das vias de desenvolvimento sustentável concebidas pela agenda da ONU de 2030. A liderança do G20 pode impulsionar a mudança transformadora necessária aos sistemas alimentares para alcançar todos os nossos objetivos globais, desde a redução da fome e da pobreza até o enfrentamento das mudanças climáticas", disse a Dra. Marta Antonelli, diretora de pesquisa da BCFN.

 

FONTE Barilla Foundation

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Países do G20 têm ''espaço para melhorias'' em termos de sustentabilidade alimentar, de acordo com a Economist Intelligence Unit e a Barilla Foundation

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