Perspectivas para uma economia sustentável na construção civil - Por Marcos Bicudo

"Estabilidade, proteção das margens de rentabilidade e novas estimativas no cenário macroeconômico 2022 pedem cautela e prudência setor"  

SÃO PAULO, 9 de março de 2022 /PRNewswire/ -- A importância da busca da eficiência produtiva e da gestão consciente de custos, com vistas à sustentabilidade e às práticas ESG (environmental, social and governance), será uma questão prioritária que vai nortear a agenda dos CEOs nessa década. Essa imprevisibilidade decorrente do cenário econômico global e do Brasil, considerando os altos índices da inflação que impactam diretamente o custo de vida da população, desafia o setor privado a criar formas de administrar recursos. Entre elas, vale destacar a busca constante da melhoria contínua dos processos produtivos e a aproximação com fornecedores estratégicos para o negócio.

Todas as mudanças apontam para uma série de questões operacionais cruciais. É preciso observar como uma recuperação rápida, porém instável, exerce pressão a curto prazo sobre as margens. Logo, é imprescindível ações robustas para protagonizar as mudanças necessárias em uma gestão de alcance a longo prazo. Apesar dessa complexidade, o momento é também de espaços para toda a liderança das empresas e de novas oportunidades de inovação e crescimento na indústria.

Na construção civil, com a alta no preço dos insumos, se fez evidente a necessidade de encontrar maneiras mais eficientes de fazer gestão. Neste sentido, a mesma ênfase dada na ponta da cadeia para o cliente, precisou ser dada também para o fornecedor que teve um papel fundamental neste cenário. Se adaptar mais rapidamente e com maior flexibilidade traz benefícios às empresas no curto, médio e longo prazos.

E este é um setor que se mostrou resiliente nos piores momentos da pandemia do Covid-19. Em 2021, resultados publicados pelo PIB – Produto Interno Bruto – da construção civil indicaram crescimento entre 8% e 9% em 2021. No entanto, dados da FGV (Fundação Getúlio Vargas) em parceria com o Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção de São Paulo) demonstram que em 2022 o PIB da construção deve crescer 2%.

Mas, mesmo com um percentual de crescimento para este ano estimado muito abaixo de 2021, estamos falando de um mercado com potencial para conduzir uma elevação no desenvolvimento econômico. Para que isso seja possível, é fundamental que o setor tenha esforços focados nas temáticas do meio ambiente, socioeconômicas e de governança, a exemplo da obtenção de chancelas que atestam práticas sustentáveis como o Sistema B.

A jornada sustentável ressignifica propósitos e valores das organizações, impactando de forma objetiva no desenvolvimento de todo o ecossistema empresarial. Vivemos ou "sobrevivemos" com um grande déficit habitacional, concentrado no segmento de baixa renda, que chega a contabilizar 16 milhões de moradias insalubres no país. Ou seja, a provocação sobre o papel que a sustentabilidade precisa exercer no setor é mais do que pertinente, se faz em si necessária.

E quando falo sobre jornada sustentável, é justamente sobre toda a matriz que compõe os pilares da sustentabilidade nas organizações. Para que essa visão seja concretizada, proponho a reflexão sobre a importância da gestão humanizada que coloca os critérios sustentáveis no centro de toda a forma de gerir, com um olhar para as pessoas e para o bem-estar da sociedade, muito além apenas do lucro sem precedentes.

Transformar para evoluir, em 2022 isso significa: trabalhar para desenvolver a eficiência. É disso que se trata e é assim que a construção civil pode colaborar, cada vez mais, para o futuro sustentável das próximas gerações.

*Marcos Campos Bicudo é presidente da Vedacit. Formado em Administração de Empresas pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), com especializações em Programas de Gestão Executiva em Harvard, INSEAD (Instituto Europeu de Administração de Empresas), Kellogg e Universidade de Cambridge. Possui 23 anos de experiência na indústria de bens de consumo (B2C), 7 anos na indústria de materiais de construção, iluminação e saúde (B2B) com mais de 14 anos atuando como CEO em empresas como Amanco, Philips e Masisa, com sólida carreira internacional nos Estados Unidos, Canadá, Europa e América Latina.

Foto - https://mma.prnewswire.com/media/1762498/Marcos_Bicudo__2.jpg

FONTE Marcos Campos Bicudo

"Estabilidade, proteção das margens de rentabilidade e novas estimativas no cenário macroeconômico 2022 pedem cautela e prudência setor"  

SÃO PAULO, 9 de março de 2022 /PRNewswire/ -- A importância da busca da eficiência produtiva e da gestão consciente de custos, com vistas à sustentabilidade e às práticas ESG (environmental, social and governance), será uma questão prioritária que vai nortear a agenda dos CEOs nessa década. Essa imprevisibilidade decorrente do cenário econômico global e do Brasil, considerando os altos índices da inflação que impactam diretamente o custo de vida da população, desafia o setor privado a criar formas de administrar recursos. Entre elas, vale destacar a busca constante da melhoria contínua dos processos produtivos e a aproximação com fornecedores estratégicos para o negócio.

Todas as mudanças apontam para uma série de questões operacionais cruciais. É preciso observar como uma recuperação rápida, porém instável, exerce pressão a curto prazo sobre as margens. Logo, é imprescindível ações robustas para protagonizar as mudanças necessárias em uma gestão de alcance a longo prazo. Apesar dessa complexidade, o momento é também de espaços para toda a liderança das empresas e de novas oportunidades de inovação e crescimento na indústria.

Na construção civil, com a alta no preço dos insumos, se fez evidente a necessidade de encontrar maneiras mais eficientes de fazer gestão. Neste sentido, a mesma ênfase dada na ponta da cadeia para o cliente, precisou ser dada também para o fornecedor que teve um papel fundamental neste cenário. Se adaptar mais rapidamente e com maior flexibilidade traz benefícios às empresas no curto, médio e longo prazos.

E este é um setor que se mostrou resiliente nos piores momentos da pandemia do Covid-19. Em 2021, resultados publicados pelo PIB – Produto Interno Bruto – da construção civil indicaram crescimento entre 8% e 9% em 2021. No entanto, dados da FGV (Fundação Getúlio Vargas) em parceria com o Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção de São Paulo) demonstram que em 2022 o PIB da construção deve crescer 2%.

Mas, mesmo com um percentual de crescimento para este ano estimado muito abaixo de 2021, estamos falando de um mercado com potencial para conduzir uma elevação no desenvolvimento econômico. Para que isso seja possível, é fundamental que o setor tenha esforços focados nas temáticas do meio ambiente, socioeconômicas e de governança, a exemplo da obtenção de chancelas que atestam práticas sustentáveis como o Sistema B.

A jornada sustentável ressignifica propósitos e valores das organizações, impactando de forma objetiva no desenvolvimento de todo o ecossistema empresarial. Vivemos ou "sobrevivemos" com um grande déficit habitacional, concentrado no segmento de baixa renda, que chega a contabilizar 16 milhões de moradias insalubres no país. Ou seja, a provocação sobre o papel que a sustentabilidade precisa exercer no setor é mais do que pertinente, se faz em si necessária.

E quando falo sobre jornada sustentável, é justamente sobre toda a matriz que compõe os pilares da sustentabilidade nas organizações. Para que essa visão seja concretizada, proponho a reflexão sobre a importância da gestão humanizada que coloca os critérios sustentáveis no centro de toda a forma de gerir, com um olhar para as pessoas e para o bem-estar da sociedade, muito além apenas do lucro sem precedentes.

Transformar para evoluir, em 2022 isso significa: trabalhar para desenvolver a eficiência. É disso que se trata e é assim que a construção civil pode colaborar, cada vez mais, para o futuro sustentável das próximas gerações.

*Marcos Campos Bicudo é presidente da Vedacit. Formado em Administração de Empresas pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), com especializações em Programas de Gestão Executiva em Harvard, INSEAD (Instituto Europeu de Administração de Empresas), Kellogg e Universidade de Cambridge. Possui 23 anos de experiência na indústria de bens de consumo (B2C), 7 anos na indústria de materiais de construção, iluminação e saúde (B2B) com mais de 14 anos atuando como CEO em empresas como Amanco, Philips e Masisa, com sólida carreira internacional nos Estados Unidos, Canadá, Europa e América Latina.

Foto - https://mma.prnewswire.com/media/1762498/Marcos_Bicudo__2.jpg

FONTE Marcos Campos Bicudo